se 2012 fosse um sentimento seria amor.
não sei resumir esse ano em mais do que amor. amor não de uma pra outro. amor que sai de mim e vai pro mundo. amor que transborda, sai em fluxo contínuo, em direção à vida.
logo no início do ano, o final de semana mais delícia trouxe além da experiência única no Palácio das Artes, a aprovação no vestibular. veio o carnaval e a descoberta dele. junto, vieram outras tantas descobertas: a de que eu vivo na melhor cidade do país, a de que nessa cidade toca-se a melhor música independente e de que, quer saber, aqui nem é tão perigoso. descobri a cidade que tem a luz mais bonita do inverno e que no verão faz o sol escaldante mais delicioso de se tomar. descobri minha Belo Horizonte. linda, linda!!
descobri o valor da juventude, e o tanto que é bom viver nesse instante.descobri que a vida é perigosa mais que a liberdade é bela e sábia.
me perdi, encontrei várias saídas. descobri que a escolha é necessária, ainda que difícil. e que voltar atrás não é errado.
meu pequeno me ensinou o tanto que a vida é frágil, e ao mesmo tempo, o tanto que nós somos fortes. meu pequeno me ensinou amor de um jeito que eu não sabia que era possível. meu pequeno fez o caminho inverso: era meu irmão. virou meu amigo.
meu coração sofreu de bobo. e da bobeira fez-se forte. fez-se sábio. e resolveu que ia se entregar pra vida, e assim fez.
conheci os melhores amigos da vida. conheci outro tipo de amor, que eu também não sabia que era possível: amor de amigo. amor que não coloca barreiras, amor que não julga. que quer alegria o tempo todo, que é tolerante e até ouve Raça Negra. com essas pessoas eu aprendi tanto, coisas que não dá pra aprender sozinha, que só com um mais um que se aprende. gratidão é eterna desde já.
a política virou coisa séria, saiu do jornal. a política ficou palpável, foi pra rua e vestiu laranja. laranja e preto, não posso negar. depois fiquei roxa e resolvi que dá pra fazer a diferença, agora.
na família, a distância ficou grande. desejo pra eles respeito. mais tolerância, menos preconceito. que eles consigam também se desarmar frente à vida. só assim que a gente entende que é só mais um no mundo. que é igual a todo mundo. o resto - felicidade, amor, alegria - isso vem.
se 2012 fosse resumido em uma palavra, seria liberdade.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
ele se chama antônio
a melhor descoberta virtual de 2012 veio hoje, lotou uma pasta no meu computador e me delicia toda vez que eu passo os olhos por lá.
http://eumechamoantonio.tumblr.com/
amor por demais!!
http://eumechamoantonio.tumblr.com/
amor por demais!!
domingo, 30 de dezembro de 2012
Top infinito de filmes - 2012
A falta de tempo reinou nesse ano, mas bons filmes não faltaram. Aqui vai a lista dos filmes que merecem algum comentário nesse ano:
Românticos Anônimos (Les Emotifs Anonymes) - filme mais bonitinho, francesinho, gostosinho de ver.
Um Conto Chinês (Un Cuento Chino) - mais uma produção argentina com o Darín que eu adorei.
O Garoto da Bicicleta (Le gamin au vélo) - filme francês, bonito, triste e não tão leve quanto parece.
A Guerra Está Declarada (La Guerre Est Déclarée) - se tivesse que eleger um pra ser o melhor do ano acho que esse estaria no páreo. lindo, pesado, humano.
A Separação (A Separation) - triste, pesado, real.
O Artista (The Artist) - se o Oscar é pra filme com porte de filme de Oscar, então esse mereceu. é bonito artisticamente falando, o roteiro é bom, atores lindos, do jeito que o Oscar quer, do jeito que dá pra gente gostar.
A Dama de Ferro (The Iron Lady) - a Meryl Streep é uma grande atriz, e esse filme vale por ela. o resto, só me fez perceber que a Tatcher foi uma pessoa odiável.
O Casamento do Meu Ex (The Romantics) - a história desse filme dava pra fazer um filme horroroso, mas esse é muito muito bom. me fez assistir ele duas vezes seguidas.
Estamos Juntos - produção nacional com qualidade. vale a pena.
A Liberdade é Azul (Trois Coleuers: Bleu) - bonito e triste.
A Fraternidade É Vermelha (Trois Coleuers: Rouge) - bonito também.
Precisamos Falar Sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin) - esse filme foi um dos melhores do ano também. é louco. muito muito bom.
O Filho da Noiva (El Hijo de la Novia) - produção argentina, com o Darín, bonitinho demais.
Cinema Aspirinas e Urubus - lindo lindo lindo!!! e tem o João Miguel que é foda.
Os Nomes do Amor (Le Nom Des Gens) - comédia francesa super divertida.
A Primeira Coisa Bela (La Prima Cosa Bela) - filme italiano muito envolvente, eu achei.
O que é isso companheiro? - Brasil. bom, muito.
José e Pilar - lindo lindo lindo!!! se Saramago e Pilar Del Río forem metade do que esse filme mostra, eles já são foda em dobro.
As Virgens Suicidas (The Virgin Suicides) - Coppola, suspense, história bizarra mas é bem bom.
A Pele que Habito (La Piel que Habito) - Almodóvar, a sexualidade exacerbada e uma idéia bizarra (outra) na cabeça. muito, muito bom.
A Guerra dos Botões (La Guerre des Boutons) - bonitinho por demais.
Um Evento Feliz (Un Heureux Événement) - bem bonito, bem real. se quiser ter um filho, veja este filme antes para ter certeza.
360 - não consegui gostar, foi mal Meirelles.
Abril Despedaçado - do caraleo. bom demais, também está dentre os melhores do ano.
Tropicália - documentário do ano, eu acho. um coisa curiosa: quando o filme acabou, meu ímpeto inicial foi de aplaudir, e quando eu vi a sala inteira estava aplaudindo. foi interessante.
Intocáveis (Intouchables) - produção francesa com cara de Hollywood que chamou atenção nesse ano. eu gostei, mas acho que não é pra tanto.
Se não nós, quem?(Wer Wenn Nicht Wir) - muito interessante.
E Se Vivêssemos Todos Juntos? (Et Si On Vivait Tous Ensemble?) - deu vontade de ficar velhinha.
Antes do Amanhecer (Before Sunrise) - foda pra caralho.
Antes do Pôr do Sol (Before Sunset) - foda pra caralho 2.0
Viúvas (Viudas) - outro argentino bonito.
7 Dias em Havana (7 Días en la Habana) - interessante.
Até a Eternidade ( Les Petits Mouchoirs) - filme lindo que veio fechando 2012. imenso. 2h30, mas é leve, a trilha sonora linda, os atores lindos, as locações lindas. enfim, lindo.
Românticos Anônimos (Les Emotifs Anonymes) - filme mais bonitinho, francesinho, gostosinho de ver.
Um Conto Chinês (Un Cuento Chino) - mais uma produção argentina com o Darín que eu adorei.
O Garoto da Bicicleta (Le gamin au vélo) - filme francês, bonito, triste e não tão leve quanto parece.
A Guerra Está Declarada (La Guerre Est Déclarée) - se tivesse que eleger um pra ser o melhor do ano acho que esse estaria no páreo. lindo, pesado, humano.
A Separação (A Separation) - triste, pesado, real.
O Artista (The Artist) - se o Oscar é pra filme com porte de filme de Oscar, então esse mereceu. é bonito artisticamente falando, o roteiro é bom, atores lindos, do jeito que o Oscar quer, do jeito que dá pra gente gostar.
A Dama de Ferro (The Iron Lady) - a Meryl Streep é uma grande atriz, e esse filme vale por ela. o resto, só me fez perceber que a Tatcher foi uma pessoa odiável.
O Casamento do Meu Ex (The Romantics) - a história desse filme dava pra fazer um filme horroroso, mas esse é muito muito bom. me fez assistir ele duas vezes seguidas.
Estamos Juntos - produção nacional com qualidade. vale a pena.
A Liberdade é Azul (Trois Coleuers: Bleu) - bonito e triste.
A Fraternidade É Vermelha (Trois Coleuers: Rouge) - bonito também.
Precisamos Falar Sobre o Kevin (We Need to Talk About Kevin) - esse filme foi um dos melhores do ano também. é louco. muito muito bom.
O Filho da Noiva (El Hijo de la Novia) - produção argentina, com o Darín, bonitinho demais.
Cinema Aspirinas e Urubus - lindo lindo lindo!!! e tem o João Miguel que é foda.
Os Nomes do Amor (Le Nom Des Gens) - comédia francesa super divertida.
A Primeira Coisa Bela (La Prima Cosa Bela) - filme italiano muito envolvente, eu achei.
O que é isso companheiro? - Brasil. bom, muito.
José e Pilar - lindo lindo lindo!!! se Saramago e Pilar Del Río forem metade do que esse filme mostra, eles já são foda em dobro.
As Virgens Suicidas (The Virgin Suicides) - Coppola, suspense, história bizarra mas é bem bom.
A Pele que Habito (La Piel que Habito) - Almodóvar, a sexualidade exacerbada e uma idéia bizarra (outra) na cabeça. muito, muito bom.
A Guerra dos Botões (La Guerre des Boutons) - bonitinho por demais.
Um Evento Feliz (Un Heureux Événement) - bem bonito, bem real. se quiser ter um filho, veja este filme antes para ter certeza.
360 - não consegui gostar, foi mal Meirelles.
Abril Despedaçado - do caraleo. bom demais, também está dentre os melhores do ano.
Tropicália - documentário do ano, eu acho. um coisa curiosa: quando o filme acabou, meu ímpeto inicial foi de aplaudir, e quando eu vi a sala inteira estava aplaudindo. foi interessante.
Intocáveis (Intouchables) - produção francesa com cara de Hollywood que chamou atenção nesse ano. eu gostei, mas acho que não é pra tanto.
Se não nós, quem?(Wer Wenn Nicht Wir) - muito interessante.
E Se Vivêssemos Todos Juntos? (Et Si On Vivait Tous Ensemble?) - deu vontade de ficar velhinha.
Antes do Amanhecer (Before Sunrise) - foda pra caralho.
Antes do Pôr do Sol (Before Sunset) - foda pra caralho 2.0
Viúvas (Viudas) - outro argentino bonito.
7 Dias em Havana (7 Días en la Habana) - interessante.
Até a Eternidade ( Les Petits Mouchoirs) - filme lindo que veio fechando 2012. imenso. 2h30, mas é leve, a trilha sonora linda, os atores lindos, as locações lindas. enfim, lindo.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Top 26 musical - 2012
esse ano eu cantei muito em português. esse ano, as maiores descobertas que eu fiz vieram de perto. tanto do país quanto da cidade. eu vi muitos shows, conheci muitas bandas. foi tanto que um top 10 não basta. esse foi um ano tupiniquim na minha vida musical. e foi lindo!
- Novos Baianos
- Caetano Veloso
- Cícero
- Céu
- Letuce
- Criolo
- Do Amor
- Tião Duá
- Luiza Brina
- Pequena Morte
- Silva
- Thiago Petit
- Tião Duá
- Tiê
- Tibério Azul
- Gustavito
- Tom Zé
- Todos os Caetanos do Mundo
- Wado
- Tulipa Ruiz
- The Dead Lovers Twisted Heart
- Rosie and Me
- Garotas Suecas
- Bon Iver
- A Fase Rosa
- Tagore
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
ô Dandara
dia lindo, crianças lindas, comunidade linda, comemoração linda.
a vida é linda linda linda!!
e o amor é o que tem de mais importante nela.
sábado, 22 de dezembro de 2012
sem precisar saber o por quê é que é
ontem foi o último dia de aula na faculdade.
a faculdade que trouxe tanta coisa boa pra minha vida. eu achava que não ia ser assim até alguns meses atrás. aí eu descobri as pessoas queridas que viraram minha vida de cabeça pra baixo. trouxeram tanta alegria. me ensinaram amor de amizade, que é uma coisa boa e louca. me ensinaram a tolerância, me ensinaram a respeitar diferenças, me ensinaram que diferenças fazer muito bem. me ensinaram também coisas que não são do coração. me ensinaram tanto de política. me ensinaram tanto de direito. me ensinaram do movimento estudantil, me ensinaram da vida.
ontem nós fomos depois da prova confraternizar. e teve amigo oculto de cds. e teve discurso emocionado. e teve abraço tilelê no meio do Maletta, cantando Maria Maria. e falamos tanto. falei de amor. e meu coração está gordo de amor, e transbordando alegria. e eu sou tão, mas tão grata a cada um deles. é amor mesmo, amor desmedido e que surpreende dia mais dia. amor que eu nunca conheci.
ontem pra não quebrar a tradição, eu citei o Rosa. ele diz que amizade dada é amor. e eu amo cada uma daquelas pessoas que estavam lá. de todo coração, e de corpo e alma.
pra não perder a tradição, vou citar o Rosa de novo:
"Amigo, pra mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira o prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou – amigo – é que a gente seja, mas sem precisar saber o por quê é que é."
esse ano foi no mínimo sensacional.
a faculdade que trouxe tanta coisa boa pra minha vida. eu achava que não ia ser assim até alguns meses atrás. aí eu descobri as pessoas queridas que viraram minha vida de cabeça pra baixo. trouxeram tanta alegria. me ensinaram amor de amizade, que é uma coisa boa e louca. me ensinaram a tolerância, me ensinaram a respeitar diferenças, me ensinaram que diferenças fazer muito bem. me ensinaram também coisas que não são do coração. me ensinaram tanto de política. me ensinaram tanto de direito. me ensinaram do movimento estudantil, me ensinaram da vida.
ontem nós fomos depois da prova confraternizar. e teve amigo oculto de cds. e teve discurso emocionado. e teve abraço tilelê no meio do Maletta, cantando Maria Maria. e falamos tanto. falei de amor. e meu coração está gordo de amor, e transbordando alegria. e eu sou tão, mas tão grata a cada um deles. é amor mesmo, amor desmedido e que surpreende dia mais dia. amor que eu nunca conheci.
ontem pra não quebrar a tradição, eu citei o Rosa. ele diz que amizade dada é amor. e eu amo cada uma daquelas pessoas que estavam lá. de todo coração, e de corpo e alma.
pra não perder a tradição, vou citar o Rosa de novo:
"Amigo, pra mim, é só isto: é a pessoa com quem a gente gosta de conversar, do igual o igual, desarmado. O de que um tira o prazer de estar próximo. Só isto, quase; e os todos sacrifícios. Ou – amigo – é que a gente seja, mas sem precisar saber o por quê é que é."
esse ano foi no mínimo sensacional.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
dos caetanos e do fim
eu não sei se o mundo acaba amanhã ou não.
vai ver que acaba, sei lá. seria um tanto quanto sem graça, mas tudo bem. tudo o que eu ando vivendo nesses últimos meses acho que vale por uma vida toda.
vai ver que acaba, sei lá. seria um tanto quanto sem graça, mas tudo bem. tudo o que eu ando vivendo nesses últimos meses acho que vale por uma vida toda.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
a praga
do final de período está de volta, e não veio sozinha. veio junto os últimos dias no trabalho, o projeto para as criancinhas da Dandara, o amigo oculto de cd que precisa ser gravado e o fim do mundo no último dia da semana, pra fechar com chave de ouro.
domingo, 16 de dezembro de 2012
do cuidado que se deve ter
amigo é amigo.
filho da puta é filho da puta.
agora, quando amigo vira filho da puta, vira um puta filho da puta!
filho da puta é filho da puta.
agora, quando amigo vira filho da puta, vira um puta filho da puta!
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Beagá,
parabéns!!
amor assim, igual o meu por você, acho que é difícil encontrar. amor que não tem ciúmes, amor que pode o tempo quase todo estar perto, amor que vai descobrindo no dia-a-dia cada cantinho novo, cada detalhe que deixou passar, cada mudança. amor imenso.
amor assim, igual o meu por você, acho que é difícil encontrar. amor que não tem ciúmes, amor que pode o tempo quase todo estar perto, amor que vai descobrindo no dia-a-dia cada cantinho novo, cada detalhe que deixou passar, cada mudança. amor imenso.
domingo, 2 de dezembro de 2012
mais do mesmo ou vocês são demais!
bom, final de ano é assim eu já disse. muita nostalgia, muita emoção.
o fato é: hoje uma conversa em grupo no facebook me deixou com uma overdose de amor no coração. falar sobre amizade, sobre a vida, sobre amores, expectativas. isso existe entre amigos. e esses amigos que me deixaram nessa overdose. eu falei hoje pra eles que quando eu entrei na faculdade, minhas expectativas eram as piores possíveis. deixa eu explicar melhor: quando eu entrei na faculdade, minha vontade de estar ali não era total, eu ainda não entendia o por quê de estar ali. hoje eu entendo, hoje eu tenho motivos.
outra questão: na minha vida inteira eu sempre fui muito preconceituosa em relação às pessoas. preconceito não é em relação a cor, raça, credo. preconceito daquele mais cabacinha mesmo: pré-conceito. aquele que faz a gente achar uma coisa e colocar aquilo na vida como uma verdade, sabe? aquele que faz a gente deixar de vivenciar tanto por achismos infundados. eu confesso: sempre fui assim.
esse ano porém aconteceu uma coisa. não sei quando, onde nem porque, mas desconfio que tudo começou naquela marcha Fora Lacerda, quando eu conheci três ou quatro colegas. e quando as aulas voltaram, eu continuei conhecendo. cinco, seis, sete. dez. uma mesa de bar com 15, 20 pessoas. uma chapa do CAAP. e dos quase trezentos amigos de facebook, de repente me vi com mais de trezentos e cinquenta. em questão de um mes, dois meses. saí da bolha.
eu brinco com meus amigos que eu era alheia a tudo. e era mesmo.
mas hoje, depois de mais uma conversa bonita e interessante com vários deles, cheguei a uma conclusão: se eu tenho que agradecer por alguma coisa nesse ano, com certeza é pela amizade deles. porque a amizade deles não me trouxe apenas bons momentos. trouxe também aprendizado. trouxe sabedoria. hoje eu sei respeitar quem pensa diferente de mim. hoje eu sei conviver com quem frequenta lugares que eu não frequento. hoje eu consigo ser amiga até de quem gosta de Molejo.
se esse final de ano foi excepcional, eu devo 100% dele aos meus amigos.
e eu devo também desculpas a todos eles, por ter duvidado disso tudo.
e vou dormir hoje com o coração transbordando de amor.
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
uma chuva de coração para vocês!!!!
o fato é: hoje uma conversa em grupo no facebook me deixou com uma overdose de amor no coração. falar sobre amizade, sobre a vida, sobre amores, expectativas. isso existe entre amigos. e esses amigos que me deixaram nessa overdose. eu falei hoje pra eles que quando eu entrei na faculdade, minhas expectativas eram as piores possíveis. deixa eu explicar melhor: quando eu entrei na faculdade, minha vontade de estar ali não era total, eu ainda não entendia o por quê de estar ali. hoje eu entendo, hoje eu tenho motivos.
outra questão: na minha vida inteira eu sempre fui muito preconceituosa em relação às pessoas. preconceito não é em relação a cor, raça, credo. preconceito daquele mais cabacinha mesmo: pré-conceito. aquele que faz a gente achar uma coisa e colocar aquilo na vida como uma verdade, sabe? aquele que faz a gente deixar de vivenciar tanto por achismos infundados. eu confesso: sempre fui assim.
esse ano porém aconteceu uma coisa. não sei quando, onde nem porque, mas desconfio que tudo começou naquela marcha Fora Lacerda, quando eu conheci três ou quatro colegas. e quando as aulas voltaram, eu continuei conhecendo. cinco, seis, sete. dez. uma mesa de bar com 15, 20 pessoas. uma chapa do CAAP. e dos quase trezentos amigos de facebook, de repente me vi com mais de trezentos e cinquenta. em questão de um mes, dois meses. saí da bolha.
eu brinco com meus amigos que eu era alheia a tudo. e era mesmo.
mas hoje, depois de mais uma conversa bonita e interessante com vários deles, cheguei a uma conclusão: se eu tenho que agradecer por alguma coisa nesse ano, com certeza é pela amizade deles. porque a amizade deles não me trouxe apenas bons momentos. trouxe também aprendizado. trouxe sabedoria. hoje eu sei respeitar quem pensa diferente de mim. hoje eu sei conviver com quem frequenta lugares que eu não frequento. hoje eu consigo ser amiga até de quem gosta de Molejo.
se esse final de ano foi excepcional, eu devo 100% dele aos meus amigos.
e eu devo também desculpas a todos eles, por ter duvidado disso tudo.
e vou dormir hoje com o coração transbordando de amor.
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
uma chuva de coração para vocês!!!!
domingo, 25 de novembro de 2012
síndrome de final de ano
2012 vai dando seus últimos suspiros, e eu já começo a me remexer toda aqui dentro. ainda tem muita coisa pra ser vivida nesse pouco mais de um mês pela frente, muita coisa boa. mas tanta coisa boa já passou também, que é impossível não parar um pouco e pensar. pensar o tanto que foi um ano bom. o tanto que eu agreguei nesse ano: tanto aprendizado, tantas amizades, tantas músicas, tantas experiências. muita, muita coisa boa.
desde janeiro, com o vestibular, os shows, os resultados. o carnaval que foi lindo. e o primeiro semestre, e o trabalho. e as férias, e tudo o que não rolava e de repente rolou. e a decepção, e a maturidade, e à vida que eu resolvi me entregar. e todas, todas, todas as baladas, butecos, festinhas, cervejas e afins. e todas as conversas, e todas as empreitadas. e tudo foi muito bonito.
a retrospectiva fica pra mais tarde, porque ainda tem muita coisa pra ser vivida, como eu disse. mas uma coisa eu devo dizer: esse ano tá sendo foda!!
desde janeiro, com o vestibular, os shows, os resultados. o carnaval que foi lindo. e o primeiro semestre, e o trabalho. e as férias, e tudo o que não rolava e de repente rolou. e a decepção, e a maturidade, e à vida que eu resolvi me entregar. e todas, todas, todas as baladas, butecos, festinhas, cervejas e afins. e todas as conversas, e todas as empreitadas. e tudo foi muito bonito.
a retrospectiva fica pra mais tarde, porque ainda tem muita coisa pra ser vivida, como eu disse. mas uma coisa eu devo dizer: esse ano tá sendo foda!!
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
meio dia na minha vida
ainda sobre as sensações que andam me rondando, me lembrei dessa carta do Hélio Pellegrino que aparece no Encontro Marcado, do Sabino.
diz tudo:
"O homem, quando jovem, é só, apesar de suas múltiplas
experiências. Ele pretende, nessa época, conformar a realidade com suas mãos,
servindo-se dela, pois acredita que, ganhando o mundo, conseguirá ganhar-se a
si próprio. Acontece, entretanto, que nascemos para o encontro com o outro, e
não o seu domínio. Encontrá-lo é perdê-lo, é contemplá-lo na sua libérrima
existência, é respeitá-lo e amá-lo na sua total e gratuita inutilidade. O
começo da sabedoria consiste em perceber que temos e teremos as mãos vazias, na
medida em que tenhamos ganho ou pretendamos ganhar o mundo. Neste momento, a
solidão nos atravessa como um dardo. É meio dia em nossa vida, e a face do
outro nos contempla como um enigma. Feliz daquele que, ao meio dia, se percebe
em plena treva, pobre e nu. Este é o preço do encontro, do possível encontro
com o outro. A construção de tal possibilidade passa a ser, desde então, o
trabalho do homem que merece seu nome"
tão cheia de vazios
não sei se é a tpm, o cansaço ou se é o final do ano chegando. mas tem uma coisa em mim incomodando. ando sentindo um vazio tão grande de significados externos. como se nada externo valesse tanto a pena. como se nada vindo de fora fosse o bastante pra dar atenção. e acho que eu não ando dando tanta atenção assim a nada que vem de fora. ando procurando muito antes o significado de dentro. e mesmo assim, esse não anda sendo muito apreciado devido à falta de tempo. ando vivendo, e deixando as coisas acontecerem pra ver no que vai dar. não sei se é bom, não sei se é assim que deve ser. mas é assim que tá sendo.
outra coisa que anda acontecendo, é aquele sentimento de insegurança segura que bate rapidinho, lembra? aquele que parece que tem gente fazendo carinho no coração e que puxa a bochecha pro sorriso. isso anda acontecendo, com frequência. acontece também, muito, aquele sentimento que é quase igual a esse, só que não é tão bom: aquele que dá vontade de agachar e ficar em posição fetal, e se proteger do mundo inteiro. ando associando isso a essa coisa do deixar que as coisas aconteçam e ver no que vai dar. eu que sempre gostei de ter tudo sobre controle agora me vejo vez ou outra - quase sempre, na verdade - sem controle de nada. eu que sempre me protegi tanto, agora resolvi andar desprotegida. isso é difícil, sabia? e nesses últimos dias vem trazendo uma pontinha de tristeza. mas é só uma pontinha. quase não aparece.
outra coisa que anda acontecendo, é aquele sentimento de insegurança segura que bate rapidinho, lembra? aquele que parece que tem gente fazendo carinho no coração e que puxa a bochecha pro sorriso. isso anda acontecendo, com frequência. acontece também, muito, aquele sentimento que é quase igual a esse, só que não é tão bom: aquele que dá vontade de agachar e ficar em posição fetal, e se proteger do mundo inteiro. ando associando isso a essa coisa do deixar que as coisas aconteçam e ver no que vai dar. eu que sempre gostei de ter tudo sobre controle agora me vejo vez ou outra - quase sempre, na verdade - sem controle de nada. eu que sempre me protegi tanto, agora resolvi andar desprotegida. isso é difícil, sabia? e nesses últimos dias vem trazendo uma pontinha de tristeza. mas é só uma pontinha. quase não aparece.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
do saber que vem com o tempo
A maior catástrofe de todas
Duda Salgado D'Almeida
Tenho inclinação para a tragédia. Adorava terremotos, vulcões, ondas gigantes, furacões, Maria Callas, Grécia Antiga. Gritos da natureza que esmagam milhares. Talvez fosse egoísmo de criança brasileira; no Rio de Janeiro mal ventava, ondas grandes eram puro divertimento, Jorge Ben cantava sobre a nega Tereza. Sempre achei que minha cidade estava a salvo de tragédias, porque era tudo tão bonito. Em sincronia com uma infância adoradora de tragédias, os filmes produzidos nos anos 90 também flertavam com as catástrofes. Diferente dos 2000, que adoram o fim do mundo. Há duas décadas, no máximo um ataque alienígena colocaria em risco o futuro do planeta. Quem não lembra de Twister e sua célebre vaca voando, ou do Inferno de Dante? Ah, vulcões. Um dia dos dias mais felizes da minha infância foi quando, num passeio de escola à Cedae, o professor mostrou, de longe, um vulcão inativo. Isso alimentou o sonho de que, um dia, ele entraria em erupção, e eu assistiria tudo bem de perto.
Hoje não acho graça nesses filmes – ou notícias. Passei a questionar meu lugar a salvo no prédio mais alto do voyeurismo. Me preocupam os rompantes da natureza. Penso nas pessoas. A morte por catástrofes não é tão justa. Casebres mais rústicos são os primeiros a serem levados, e a correnteza sempre arrasta os mais fracos.
Aos 21 anos, comecei a colecionar meus próprios desastres de ordem pessoal. Eu ainda estaria a salvo, mas não sem remar. Por mais que um cabo de aço me amparasse, estava no meio da correnteza, avistando ondas gigantescas estourarem nas palmeiras verdejantes da minha infância.
A tempestade Sandy, muito distante da nossa costa, acaba chegando até aqui de qualquer forma. Com o mundo totalmente interligado, pode-se viver as tragédias em tempo real. Todo mundo conhece alguém que está lá. Todo mundo conhece alguém que conhece alguém que escapou por um triz. Até o recém-finado Tufão foi de férias para NY encontrar-se com La Niña (desculpe a piada, e aproveito para me desculpar pela ingenuidade da Nana Gouvêa). Tudo televisionado pela CNN, ao vivo, milhões de câmeras e um diretor com olhos de fogo gritando “Corta pra 1, corta pra 2, agora corta pra 10! Zoom, zoom na perna da repórter!”. Os anos 2000 me permitiriam realizar aquele sonho infantil dos anos 90 – assistir a um desastre bem de perto. Através de câmeras de vídeo poderosíssimas em live broadcasting, vi os metrôs de New Jersey inundando, rios transbordando, ruas desertas com suas placas e sinais girando num carrossel louco. Os primos pobres Havaí e Cuba sequer fizeram pequena aparição – o grande monólogo era do Império Americano, que como João Bobo levanta e cai.
O encontro da sensação do sonho infantil com a realização do mesmo fez a espinha gelar. É difícil o reconhecimento de sonhos quando estes se tornam reais. Talvez esse seja meu maior medo – não de tempestades, catástrofes, muito menos do fim do mundo, mas o medo de não saber reconhecer meus sonhos quando estes se realizam.
Outro dia, quando estava atrás de um volante (com seis anos de atraso) ao lado de um professor que me dizia quando passar a marcha, andando a 40km/h no Arpoador de céu azul, me desliguei por um minuto e pensei o quanto, durante minha vida inteira, tinha sonhado com aquele momento. Era um desejo pré-escrita, um desejo que esquentava as bochechas quando meu pai entrava na nossa Brasinca e eu implorava pra dirigir. Ele me sentava em seu colo e colocava minhas mãos em cima das dele no volante que parecia um bambolê. Era pequena o suficiente pra caber entre sua barriga e o bambolê, e ele magro o suficiente para que eu entrasse naquele vão. Se tivesseyoutube, certamente eu viraria um daqueles memes onde crianças vão à loucura por causa de uma coisa aparentemente boba. Talvez eu virasse até comercial de carro, mas os vinte anos atrás me fizeram somente memória de sonho. Desses momentos, plantou-se a sementinha de que dirigir era a maior vitória que se poderia obter. O maior sonho. Ainda assim, aos 18, desprezei essa permissão, para retomá-la 6 longos anos depois, naquele momento. No Arpoador. Que é pertinho de casa. Da minha casa, que moro com meu marido. Outro sonho. Bum. Eu, 24, atrás do volante, no Arpoador vizinho, rumo à minha casa, com meu marido, e meu cachorro, e minhas paredes amarelo crisântemo. Bum, bum, bum. Percebi que realizei um monte de sonhos, e percebi tudo ao mesmo tempo.
Realizar sonhos não é perfeito. No carro fazia um calor infernal, meu marido anda com aquele olhar vago assustador, a casa ainda cheira à tinta. Mas é isso. Meus sonhos se tornaram reais.
Quase bati o carro. Que bom que o instrutor tem um freio só pra ele, pra evitar que a gente bata, sonhando ao volante. Primeira lição pós-sonho: motorista não pode sonhar.
De certa forma, percebo algo absurdo. Hoje, nos 2000, assistimos tragédias em tempo real. Assistimos pessoas morrendo, ondas batendo, terra rachando e queimando. Mas não há mecanismo, e nunca haverá, que nos possibilite assistir a realização dos nossos sonhos em tempo real. Não há mecanismo que permita a percepção de que, naquele momento, você está realizando um sonho. E, de alguma forma, é a concretização do sonho que nos faz continuar vivendo. É aí que reside a nossa felicidade. Talvez essa seja a maior catástrofe de todas.
e não é bem isso mesmo? de repente me deparo comigo, sentada numa mesa de uma bar no centro da cidade, um copo de cerveja na mão, entre vinte e muitas pessoas - todas da minha turma, todas amigas, todas queridas - celebrando a vida, ignorando algumas responsabilidades e cantando Belchior como quem brinda a vida. tudo (ou quase) o que eu sempre desejei pra minha juventude, de repente, na minha frente. e talvez então, eu seja tudo o que sempre quis ser.
das coisas que eu ainda não sei
amor bom é amor que tem dinâmica própria. é amor que um mais um é um outro. não que tenham que se tornar uma coisa só, uma união de dois corpos, não uma coisa indissociável. amor bom é quando um é um, outro é outro, e os dois juntos são ainda outro. amor tem que ter dinâmica própria. igual Letuce fala, "o sorriso da nossa dinâmica, não o sorriso dos outros". entende?
terça-feira, 30 de outubro de 2012
o rosa
das coisas da vida que o Rosa me ensina sem querer:
Viver - não é? - é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver, mesmo.
"Vida" é noção que a gente completa seguida assim, mas só por lei duma idéia falsa. Cada dia é um dia.
A vida da gente faz sete voltas - se diz. A vida nem é da gente...
Tudo isso do Sertão, que é grande e lindo, e ainda dura.
Viver - não é? - é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver, mesmo.
A vida é um vago variado.
"Vida" é noção que a gente completa seguida assim, mas só por lei duma idéia falsa. Cada dia é um dia.
A liberdade é assim, movimentação.
A vida da gente faz sete voltas - se diz. A vida nem é da gente...
Viver... O senhor já sabe: viver é etcétera...
Tudo isso do Sertão, que é grande e lindo, e ainda dura.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
odara
desde quinta virando.
quinta o dia foi de abraços e amor. acabar a noite com uma batata frita de cortesia no fornada em meio a discussões políticas. sexta foi dia de maletta, mas dessa vez eu acordei no dia seguinte e continuei acordada, até agora. arrumar festa pros amigos, almoçar com a familia, aniversario da teresa, e o mundo ficou odara até as sete da manha de domingo. de novo, as sete. dar bom dia pro taxista, tomar café da manhã ao invés da larica da madrugada. dormir tres horas e acordar pra enrolar doce, fazer cachorro quente e bolo e gelar e cerveja e encher balão. e mais amigos, mais amor, mais.
vou te contar que eu sempre gostei demais do meu aniversário, mas esse foi pra lá de especial.
quinta o dia foi de abraços e amor. acabar a noite com uma batata frita de cortesia no fornada em meio a discussões políticas. sexta foi dia de maletta, mas dessa vez eu acordei no dia seguinte e continuei acordada, até agora. arrumar festa pros amigos, almoçar com a familia, aniversario da teresa, e o mundo ficou odara até as sete da manha de domingo. de novo, as sete. dar bom dia pro taxista, tomar café da manhã ao invés da larica da madrugada. dormir tres horas e acordar pra enrolar doce, fazer cachorro quente e bolo e gelar e cerveja e encher balão. e mais amigos, mais amor, mais.
vou te contar que eu sempre gostei demais do meu aniversário, mas esse foi pra lá de especial.
e o mundo ficou odara
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
dos amores
hoje eu disse muito ''vocês são uns amores''.
recebi tanto, mais tanto carinho.
eu já disse por aqui que amo o dia do meu aniversário porque é o dia em que a gente colhe tudo o que planta ao longo do ano. hoje eu colhi de tudo. ganhei festa inédita na minha empresa, com direito à equipe toda da manhã presente, um bolo especialmente pra mim e tudo mais. ganhei almoço de arroz com lentilha, ganhei mensagens bonitas, flores e muitos abraços. na faculdade ganhei mais e mais abraços, ganhei cookies e coca zero, cerveja com os amigos, batata frita do garçom e terminei a noite em mais uma discussão política linda e tanta tanta coisa boa. ganhei uns quatro ou cinco telefonemas da família. mas tantos e tantos abraços amigos. acho que é isso que vale no final das contas. porque parente não é o escolhido - é o demarcado, já diria o Rosa. mas amigo, isso a gente faz na vida e com ela. e eu tenho aprendido, demais.
recebi tanto, mais tanto carinho.
eu já disse por aqui que amo o dia do meu aniversário porque é o dia em que a gente colhe tudo o que planta ao longo do ano. hoje eu colhi de tudo. ganhei festa inédita na minha empresa, com direito à equipe toda da manhã presente, um bolo especialmente pra mim e tudo mais. ganhei almoço de arroz com lentilha, ganhei mensagens bonitas, flores e muitos abraços. na faculdade ganhei mais e mais abraços, ganhei cookies e coca zero, cerveja com os amigos, batata frita do garçom e terminei a noite em mais uma discussão política linda e tanta tanta coisa boa. ganhei uns quatro ou cinco telefonemas da família. mas tantos e tantos abraços amigos. acho que é isso que vale no final das contas. porque parente não é o escolhido - é o demarcado, já diria o Rosa. mas amigo, isso a gente faz na vida e com ela. e eu tenho aprendido, demais.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
domingo, 7 de outubro de 2012
das militâncias
minha cidade é linda, e acho que a amo mais que qualquer outra coisa inanimada.
já falei disso inúmeras vezes aqui, mas é sempre bom relembrar.
acontece, que hoje BH sofreu um golpe. golpe sim, porque pra mim, um candidato que é eleito através de uma campanha mentirosa e fraudulenta, e após uma gestão absurdamente imprópria e... faltam-me palavras aqui. acho que absurdamente absurda seria ideal. isso, pra mim é um golpe. junto com esse golpe, vem a vergonha e a decepção de ter tantos conterrâneos desinteressados e alienados.
o que fica de bom é esse fôlego que a campanha Fora Lacerda ganhou, principalmente nesse segundo semestre. campanha bonita, feita de forma irreverente e sem aquele engajamento bitolado.campanha crítica e mergulhada no bom humor e na ironia. e que foi feita principalmente por jovens. isso mesmo: nós, os jovens dessa geração dita alienada. sim, uma parte grande dessa geração é mesmo alienada. mas nós somos uma parcela considerável, que luta e tem esperança de mudar alguma coisa.
nessas minhas andanças militantes, ouvi muitas vezes que isso é coisa de jovem. que quando eu era novo também era assim. a única coisa que eu consigo fazer ouvindo isso, é desejar que eu nunca envelheça tanto assim. porque a gente tem a idade que sente, já dizia García Márquez. e essa velhice, eu nunca quero sentir.
já falei disso inúmeras vezes aqui, mas é sempre bom relembrar.
acontece, que hoje BH sofreu um golpe. golpe sim, porque pra mim, um candidato que é eleito através de uma campanha mentirosa e fraudulenta, e após uma gestão absurdamente imprópria e... faltam-me palavras aqui. acho que absurdamente absurda seria ideal. isso, pra mim é um golpe. junto com esse golpe, vem a vergonha e a decepção de ter tantos conterrâneos desinteressados e alienados.
o que fica de bom é esse fôlego que a campanha Fora Lacerda ganhou, principalmente nesse segundo semestre. campanha bonita, feita de forma irreverente e sem aquele engajamento bitolado.campanha crítica e mergulhada no bom humor e na ironia. e que foi feita principalmente por jovens. isso mesmo: nós, os jovens dessa geração dita alienada. sim, uma parte grande dessa geração é mesmo alienada. mas nós somos uma parcela considerável, que luta e tem esperança de mudar alguma coisa.
nessas minhas andanças militantes, ouvi muitas vezes que isso é coisa de jovem. que quando eu era novo também era assim. a única coisa que eu consigo fazer ouvindo isso, é desejar que eu nunca envelheça tanto assim. porque a gente tem a idade que sente, já dizia García Márquez. e essa velhice, eu nunca quero sentir.
sábado, 6 de outubro de 2012
da noite que virou dia
ontem eu cheguei em casa hoje.
com direito a passar por seis lugares, com vários amigos diferentes e conhecer pessoas novas. com direito a erros, alguns acertos e um pouco de exagero. com direito a irresponsabilidades e boas risadas. com direito a ver o dia nascer sentada num bar na Bahia com Guajajaras. e conhecer as mocadas da minha faculdade.
viver é tipo isso mesmo, né?
com direito a passar por seis lugares, com vários amigos diferentes e conhecer pessoas novas. com direito a erros, alguns acertos e um pouco de exagero. com direito a irresponsabilidades e boas risadas. com direito a ver o dia nascer sentada num bar na Bahia com Guajajaras. e conhecer as mocadas da minha faculdade.
viver é tipo isso mesmo, né?
domingo, 30 de setembro de 2012
e vamos viver sem escolta
semana passou rápido.
no trabalho as coisas não vão tão bem assim, jogo de poder é uma merda. e eu não quero fazer parte disso. na faculdade as coisas vão chegando no lugar, as amizades vão se ampliando e fingir que nada aconteceu parece a solução mais plausível no momento. as leituras já vão se acumulando, e o vade mecum precisa ser comprado. a semana passou em espera pelo final de semana, que devo dizer foi belo. Cícero cantando, autógrafos, bebidas na medida certa e boa, conhecendo pessoas, abrindo os olhos e os braços. foi bonito.
no trabalho as coisas não vão tão bem assim, jogo de poder é uma merda. e eu não quero fazer parte disso. na faculdade as coisas vão chegando no lugar, as amizades vão se ampliando e fingir que nada aconteceu parece a solução mais plausível no momento. as leituras já vão se acumulando, e o vade mecum precisa ser comprado. a semana passou em espera pelo final de semana, que devo dizer foi belo. Cícero cantando, autógrafos, bebidas na medida certa e boa, conhecendo pessoas, abrindo os olhos e os braços. foi bonito.
domingo, 23 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
o que é o sentir?
coração apertado não é força de expressão. não é hipérbole, não é metáfora. coração aperta mesmo. igual nó na garganta, perna bamba.
sentimento é o quê? que deixa cabeça atordoada e altera batimentos cardíacos, faz suar, tremer e muda tudo aqui dentro. a coisa não é só psicológica, é física. não depende sempre do outro, as vezes vem do nada. no vazio de uma noite solitária, no silêncio da musica que acabou, a rua fazendo barulho lá fora, e você como parte de um todo que é maior, tão maior que você. e ali o coração segue numa arritmia apertada, aperta.
sentimento é o quê? que deixa cabeça atordoada e altera batimentos cardíacos, faz suar, tremer e muda tudo aqui dentro. a coisa não é só psicológica, é física. não depende sempre do outro, as vezes vem do nada. no vazio de uma noite solitária, no silêncio da musica que acabou, a rua fazendo barulho lá fora, e você como parte de um todo que é maior, tão maior que você. e ali o coração segue numa arritmia apertada, aperta.
domingo, 16 de setembro de 2012
Febre do Rato
hoje eu fui ver esse filme.
saí de lá processando tudo, e depois de ler algumas críticas (umas positivas, outras negativas), cheguei à conclusão de que é só mais um filme brilhante do cinema nacional.
sim, as cenas de sexo chegam a ser encabulantes, mas o que tá por trás disso tudo, é muito bonito. o tanto que a desigualdade e a pobreza levam as pessoas a perderem todo e qualquer apego à vida social e às regras e moral, é tudo muito bonito. e o roteiro é bonito, a fotografia é impecável, as atuações são incríveis. é um filme feiamente bonito.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
diz o Rosa
que as pessoas não morrem, ficam encantadas.
antes de ficar encantado, Vavázinho encantou tanta gente. que bom.
antes de ficar encantado, Vavázinho encantou tanta gente. que bom.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
domingo, 2 de setembro de 2012
eu sou laranja, não posso negar
há algum tempo já que eu comecei a me envolver com a minha cidade, na verdade. e ainda bem que isso aconteceu. hoje eu vi uma das coisas mais bonitas. vi não, vivi. uma multidão de pessoas laranjadas, marchinhas de carnaval, gritos de guerra, e por mais que o motivo de toda a manifestação fosse o repúdio a um prefeito fdp que tá fudendo a cidade, o clima era de puro amor. amor pela cidade, sabe? a policia ali, querendo causar confusão, procurando motivos, e nenhuma das milhares de pessoas que estavam ali deu nem meio motivo pra eles.
foi bonito demais.
demais, demais, demais.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
dos últimos dias
há um mês eu vivi o que achava que nunca podia chegar a acontecer, ainda que fosse o que mais esperasse que acontecesse. talvez não fosse mesmo para acontecer, mas aconteceu. e sabe como é, as coisas acontecem, rs.
pena que aconteceu de tudo, e eu tive que aceitar e seguir em frente. num vou dizer que foi mole, mas foi menos que eu esperava, eu soube lidar. isso foi o que ficou de melhor e mais bonito dessa historia toda muito feia. aí eu segui.
e o resto do mês fui eu, de novo, me equilibrando nessa insustentável leveza do ser. é difícil mesmo, quer saber? se pensar muito dói, se pensar pouco passa despercebida a beleza da vida. tem que pensar no ponto. aí eu fui, né? falei muito, pensei demais até. era surgir uma oportunidade de sair de casa que eu ia, e vou. olhar apartamento com a amiga, feirinha da Savassi, show na praça do Santê, com direito a conversas com um hippie argentino e um anel de Cannabis. Praça da Estação no sábado de manhã pra alaranjar o peito e conhecer o museu. baixo bahia com o irmão, ir a pé até o viaduto e nem ter medo. aniversario do tio que merece um troféu de virou homem do ano regado a chopes, cachaças e muita maluquice beleza. cineminhas mil, chocolate quente e cervejinhas sempre que possible. me entreguei ao Sertão. entreguei com gosto e caneta vermelha. sem pressa, porque sabe né? devagar já é pressa.
no mais, a greve continua, o trabalho tá me deixando puta tem dia, a grana tá curta. a tattoo nova não sei quando que sai mas tá doida pra sair. as roupas tão mais leves e coloridas, as músicas mais brasileiras. a vontade do coração tem sido mais ouvida que a da cabeça. e a academia já tá marcada pra começar segunda, colocar um pouco de endorfina pra rodar, né?
pena que aconteceu de tudo, e eu tive que aceitar e seguir em frente. num vou dizer que foi mole, mas foi menos que eu esperava, eu soube lidar. isso foi o que ficou de melhor e mais bonito dessa historia toda muito feia. aí eu segui.
e o resto do mês fui eu, de novo, me equilibrando nessa insustentável leveza do ser. é difícil mesmo, quer saber? se pensar muito dói, se pensar pouco passa despercebida a beleza da vida. tem que pensar no ponto. aí eu fui, né? falei muito, pensei demais até. era surgir uma oportunidade de sair de casa que eu ia, e vou. olhar apartamento com a amiga, feirinha da Savassi, show na praça do Santê, com direito a conversas com um hippie argentino e um anel de Cannabis. Praça da Estação no sábado de manhã pra alaranjar o peito e conhecer o museu. baixo bahia com o irmão, ir a pé até o viaduto e nem ter medo. aniversario do tio que merece um troféu de virou homem do ano regado a chopes, cachaças e muita maluquice beleza. cineminhas mil, chocolate quente e cervejinhas sempre que possible. me entreguei ao Sertão. entreguei com gosto e caneta vermelha. sem pressa, porque sabe né? devagar já é pressa.
no mais, a greve continua, o trabalho tá me deixando puta tem dia, a grana tá curta. a tattoo nova não sei quando que sai mas tá doida pra sair. as roupas tão mais leves e coloridas, as músicas mais brasileiras. a vontade do coração tem sido mais ouvida que a da cabeça. e a academia já tá marcada pra começar segunda, colocar um pouco de endorfina pra rodar, né?
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
O Rosa
ele me ensinou a ler livro de um jeito diferente. caneta na mão, a capa já tem aquelas marcas de dobra, os riscos vermelhos pelo livro todo. desapeguei da mania de deixar o livro bonito pra sempre. livro lido é livro assim: dobrado, marcado, todo sambado, mas internalizado. Grande Sertão tá entrando pro top 10, provavelmente vai ficar nas primeiras posições, isto é, se não conseguir bater o outro sertão, do Graciliano, que é a primeira posição até hoje. não duvido.
nem to perto do fim ainda, mas passei a metade, e já tô envolvida até a tampa. bonito demais, demais.
Vida é sorte perigosa
passada na obrigação:
toda noite é rio-abaixo
todo dia é escuridão...
nem to perto do fim ainda, mas passei a metade, e já tô envolvida até a tampa. bonito demais, demais.
Vida é sorte perigosa
passada na obrigação:
toda noite é rio-abaixo
todo dia é escuridão...
terça-feira, 21 de agosto de 2012
o valor que tem dessa terra vem
uma das melhores coisas que eu descobri nesse ano foi o tanto que é bom amar a cidade em que você mora. eu cresci com uma imagem errada de que a cidade é perigosa, que andar na rua é correr risco e sentar na praça também. só que aí eu resolvi testar, e já tem um tempo que andar não é mais um problema pra mim, e qualquer 5km é mole pra uma caminhadinha por essa cidade linda. até quando o destino é ir e voltar atoa mesmo. e o tanto que é bom se jogar em um dos bancos da Praça linda da Liberdade só pra ver o movimento, ou pra ler um livro? e sentar na Praça da Savassi atoa e ver aquele tanto de bandeirolas eleitorais balançando. sentar na arena do Rainha da Sucata e ficar jogando conversa fora.
falar do cenário musical e da juventude engajada nem vale mais a pena, esse assunto eu já gastei aqui.
mas o mais engraçado que anda acontecendo são os pequenos contatos que eu ando tendo com gente que eu nem conheço. só pra dar uma informação na rua, ou abrir o refrigerante do pivetinho malabarista do sinal, e ele oferecer um pedaço do cachorro quente dele, ou ainda comprar o livro de um poeta urbano na Praça da Liberdade.
sabe, a cidade nem é tão perigosa assim.
e mais: vai ver o mundo nem é tão preto e branco como a gente acha.
falar do cenário musical e da juventude engajada nem vale mais a pena, esse assunto eu já gastei aqui.
mas o mais engraçado que anda acontecendo são os pequenos contatos que eu ando tendo com gente que eu nem conheço. só pra dar uma informação na rua, ou abrir o refrigerante do pivetinho malabarista do sinal, e ele oferecer um pedaço do cachorro quente dele, ou ainda comprar o livro de um poeta urbano na Praça da Liberdade.
sabe, a cidade nem é tão perigosa assim.
e mais: vai ver o mundo nem é tão preto e branco como a gente acha.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
poxa,
bonito demais.
http://asmeninasdela.blogspot.com.br/2012/08/de-sonhadora-para-sonhadora.html
e feliz por ter uma coisa bonita dessa em minha homenagem.
emoção nem coube nos olhos.
http://asmeninasdela.blogspot.com.br/2012/08/de-sonhadora-para-sonhadora.html
e feliz por ter uma coisa bonita dessa em minha homenagem.
emoção nem coube nos olhos.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
de lá
minha psicanalista costumava falar que via em mim uma melancolia. eu também sempre enxerguei isso. não acho uma coisa feia, não é como um defeito pra mim. é mais uma característica. tem pessoas que a gente vê uma alegria. tem pessoas que a gente vê uma tristeza. tem pessoas que a gente vê luz, já percebeu? o mais bonito é quando a gente vê sabedoria, isso é lindo. tipo minha tia Anna Lucia. mas pra mim sobrou a melancolia, vou fazer o quê? hoje, lendo as meninas de lá, achei essa definição pra melancolia:
"Melancolia é a fusão sofisticada de dois sentimentos contraditórios. É uma beleza que bate fundo, ou uma mágoa doce. Qualquer um que tenha idolatrado sua dor, tentado prolongá-la, brincado com a idéia de exacerbá-la; qualquer um que tenha sido levado a demorar-se dentro dela, mesmo quando já pudesse estar recuperado há muito tempo, preferindo a companhia de fantasmas à falta de sonhos da sociabilidade cotidiana, qualquer pessoa nessas condições entende a melancolia."
é bem isso mesmo, sabe? achei bonito essa coisa de fusão sofisticada. porque é mesmo muito sofisticado ser melancólico sabia? não ser aquela tristeza deprimente nem a alegria efusiva. nem ser normal, que é também meio sem graça. é mesmo uma arte, ou um dom eu acho.
falando nas meninas de lá, hoje danei de ler o que elas escreveram. comecei de longe, do começo. 2007 foi há tanto tempo. elas nem falam mais lá, mas eu gosto de passar o olho porque é como aprender com quem já aprendeu. é tirar aprendizado do aprendizado alheio, sabe?e acho que o que eu ando vivendo, é tudo meio que aprendizado. meio não, é aprendizado inteiro. e eu ando me sentindo mais segura ultimamente. dá menos medo até de andar sozinha na rua uma hora da manhã a pé. ir no cinema e tomar chocolate quente sentada na mesa lendo meu le monde diplomatique. e sair de lá, ir a pé até a casa nova do amigo encontrar com todo mundo e beber cachaça até não ficar ruim, e saber que a vontade vem de dentro e isso é mais forte. uma coisa que eu ando querendo aprender, e tá funcionando eu acho, é que na vida a gente se machuca mesmo, e isso não é ruim. dói, mas passa. ainda tá passando, e tô tentando não ficar com medo de machucar de novo, porque aí, aprendizado vai todo por água abaixo. e não é bom.acho que é isso.
ah, e olha que bonito isso que eu li lá, das meninas também: Não há explicação pra tudo. Mas há sensação
domingo, 12 de agosto de 2012
do alto da embriaguez
ela sabe.
que quando a cabeça fica leve e a boca solta, que quando o álcool manda mais que a consciência, que nesse caso, ela pode até ceder. ela sabe que não é o certo, que não é o mais indicado. mas ela sabe também que pode acontecer, e que se, caso aconteça, ela vai saber lidar melhor com tudo depois quando sóbria. ou não.
ela sabe que saiu dessa história machucada, e que pode se machucar mais se insistir. mas sabe também que coração e vontade são duas coisas bobas, que mandam muito quando a cabeça não fala alto.
e por mais que tenha perdido nessa historia toda, ganhou muito foi aprendizado, e resolveu que é isso que importa afinal. e que venham outros tantos machucados, se vierem revestidos de aprendizado.
que quando a cabeça fica leve e a boca solta, que quando o álcool manda mais que a consciência, que nesse caso, ela pode até ceder. ela sabe que não é o certo, que não é o mais indicado. mas ela sabe também que pode acontecer, e que se, caso aconteça, ela vai saber lidar melhor com tudo depois quando sóbria. ou não.
ela sabe que saiu dessa história machucada, e que pode se machucar mais se insistir. mas sabe também que coração e vontade são duas coisas bobas, que mandam muito quando a cabeça não fala alto.
e por mais que tenha perdido nessa historia toda, ganhou muito foi aprendizado, e resolveu que é isso que importa afinal. e que venham outros tantos machucados, se vierem revestidos de aprendizado.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
a primeira
tava muito certo pra ser de verdade.
desde antes já sentia que tinha alguma coisa fora do lugar, sempre teve o pé atrás e não entendia o porquê. ainda bem que teve o pé atrás. podia ter sido pior.
recebeu a ligação dele no trabalho, fez o coração palpitar. arritmia já conhecida de antes. quando conversaram, o preciso conversar com você fez ela sentir um aperto. veio a outra ligação, a dela. outra conversa com a mesma cara, o mesmo tom. pensou em todas as possibilidades: desde as melhores até as piores. no caminho do trabalho até a casa sentia os pés puxando pra trás, como quem quer voltar no tempo pra não ter ouvido aquelas duas ligações.
chegou na praça e viu que o pé ainda estava arranhado, desde aquele dia em que tudo começou. quando viu o rosto da amiga já entendeu. esperou só a confirmação, e a cabeça dando loopings coloridos. tentava organizar tudo. passou uma tarde tentando. passa ainda a noite.
nem a cachaça e duas cervejas serviram pra pará-la.
tão estranho, o arranhão no pé durar mais que aquela história toda.
desde antes já sentia que tinha alguma coisa fora do lugar, sempre teve o pé atrás e não entendia o porquê. ainda bem que teve o pé atrás. podia ter sido pior.
recebeu a ligação dele no trabalho, fez o coração palpitar. arritmia já conhecida de antes. quando conversaram, o preciso conversar com você fez ela sentir um aperto. veio a outra ligação, a dela. outra conversa com a mesma cara, o mesmo tom. pensou em todas as possibilidades: desde as melhores até as piores. no caminho do trabalho até a casa sentia os pés puxando pra trás, como quem quer voltar no tempo pra não ter ouvido aquelas duas ligações.
chegou na praça e viu que o pé ainda estava arranhado, desde aquele dia em que tudo começou. quando viu o rosto da amiga já entendeu. esperou só a confirmação, e a cabeça dando loopings coloridos. tentava organizar tudo. passou uma tarde tentando. passa ainda a noite.
nem a cachaça e duas cervejas serviram pra pará-la.
tão estranho, o arranhão no pé durar mais que aquela história toda.
domingo, 5 de agosto de 2012
sábado, 4 de agosto de 2012
parto
a noite que mudou tudo faz um ano hoje.
parece que foi ontem, mas parando pra pensar também rolou tanta coisa nesse meio tempo. as coisas se ajeitaram, os problemas daquela noite não existem mais, há outros, claro. mas naquela noite tudo mudou. a noite em claro, os dias sem querer ver a luz. uma semana ou mais de dor.
depois veio só felicidade também.
tipo um parto.
há um ano eu começava a me parir pra vida.
parece que foi ontem, mas parando pra pensar também rolou tanta coisa nesse meio tempo. as coisas se ajeitaram, os problemas daquela noite não existem mais, há outros, claro. mas naquela noite tudo mudou. a noite em claro, os dias sem querer ver a luz. uma semana ou mais de dor.
depois veio só felicidade também.
tipo um parto.
há um ano eu começava a me parir pra vida.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
passarinho
é destino, cê tá me entendendo direitinho.
continue assim.
(ignore o vídeo, o importante é só a música, rs)
terça-feira, 31 de julho de 2012
arritmia
era o que ela queria do jeito que nunca tinha imaginado.
pegou ela de surpresa, literalmente.
riso leve e fácil, o resto da semana e mais.
pegou ela de surpresa, literalmente.
riso leve e fácil, o resto da semana e mais.
domingo, 29 de julho de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
de sempre.
vai bobinha, vai!
acredita mesmo, espera mesmo. e fica esperando o resto da vida, vai ser ótimo pra você.
acredita mesmo, espera mesmo. e fica esperando o resto da vida, vai ser ótimo pra você.
calma morena, calma!
coração para só de pensar no talvez.
só de pensar em dar tudo certo, do jeito que ela crê que não vai acontecer. na verdade, ela não crê nisso, mas espera. porque sabe como é né? melhor esperar pelo pior, pra não ter tanta decepção. a vida já bateu demais, já deixou muita coisa suspensa, coisa que tinha tudo pra dar certo, inclusive nos últimos tempos. por isso que ela não quer criar expectativa. por isso que ela espera pelo pior, apesar de que deseja muito do melhor, e tanto. e o coração palpitante, e o talvez na cabeça, e ela tenta não pensar nisso mas sabe que é difícil. deixa em stand by a cabeça. tem hora que vem um riso solto, daqueles que puxa músculo na bochecha. mas ela disfarça, finge que é o nome, a cabeça, pensa nos óbitos do dia no trabalho e fica séria.
devia mesmo era se entregar, mas melhor não.
mas calma morena, calma.
a gente na vida foi feito pra voar.
sábado, 21 de julho de 2012
desacreditar no espelho
já deu, sabe? quando parece que num dá mais pra cair nas pegadinhas da vida, que te mostra e depois some e te deixa babando por uma coisa que num tem como você ter mais, e ela ainda pega e ri de você, porque era exatamente o que você sabia que ia acontecer, mas fingiu que acreditava, ou talvez acreditou, que não era possível, de novo?, e aconteceu de novo, e você é mesmo uma piada. a sua vida toda.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
protocolos familiares
já tem tempo que encontrar com a minha família (em larga escala) me traz sempre um incomodo. motivo de deboche é pouco. o que incomoda mais é a capacidade de não aceitar diferenças, achar que são todos donos da razão. e o pior, falar de coisa que não sabe. hoje eu tive que escutar do meu avô, aquele mesmo que há tempos era o mentor da minha cabecinha fraca, que os professores não deviam fazer greve, porque eles devem ganhar o que, 24 mil reais. não vô, um professos ganha cerca de 1400, 2 mil reais quando é muito. não, professor ganha no minimo dez mil reais. e não aceita que tá errado. com todo o respeito, você não faz nem ideia do que tá falando. nem ideia. e vota no Lacerda, critica meu voto que vai pro PT, não porque é o PT, mas porque é uma coisa nova pra ver se dá jeito na cidade. ah, fala sério.
já falei isso antes, e repito: quando a gente muda e começa a se encontrar, ganha muito. mas perde também, esse tipo de pessoa que tem a cabeça do tamanho do próprio umbigo, a gente vai cansando. perde a graça. e aí, para de conviver, vai dando preguiça. no final, acaba sobrando só os protocolos familiares impossíveis de se escapar.
quando sobra.
já falei isso antes, e repito: quando a gente muda e começa a se encontrar, ganha muito. mas perde também, esse tipo de pessoa que tem a cabeça do tamanho do próprio umbigo, a gente vai cansando. perde a graça. e aí, para de conviver, vai dando preguiça. no final, acaba sobrando só os protocolos familiares impossíveis de se escapar.
quando sobra.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
agosto só.
uma semana de férias e já cansei disso. preferia ter ferias do trabalho, poder acordar mais tarde e caminhar até a praça da liberdade. poder tomar um café da manhã saudável, dar uma volta no parque das mangabeiras, ver a cidade da praça do papa. poder almoçar direito, comer salada e tomar suco geladinho. esticar as manhãs mais frias embaixo do cobertor e quando a preguiça for muita, me encolher no sofá enrolada no edredom. poder ler meu livro com calma e tranquilidade. e a noite ter aula normalmente, a coisa que mais andava me dando alegria. apesar das provas e dos trabalhos. o chato é ter que passar a madrugada estudando e morrer de sono em cima dos livros. essa era a parte chata. mas a parte boa era tão boa que compensava tudo. e agora não tem mais isso.
o jeito é jogar os pezinhos nessa cidade linda e enfiar a cabeça em cultura.
de novo?
é, de novo.
o jeito é jogar os pezinhos nessa cidade linda e enfiar a cabeça em cultura.
de novo?
é, de novo.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
bichinho de rabiscos
a rua as vezes bota medo. a vontade de ficar em casa e comer miojo tenta dominar, mas é fácil até resistir.
e vai pra rua. o cabelo bonitamente bagunçado, a roupa com cara de ficar em casa, a gola preta de sempre a esquentar o pescoço (na falta de algo mais humano), e vai. o cheiro da rua, do lixo na calçada, da comida do bar lotado de sexta feira, do perfume da moça que vai pro bar.
são tantos cheiros, luzes, frios.
e ela vai, compra o que quer comer e volta pelo mesmo caminho. a moça agora é outra, a comida é outra, o lixo ainda está lá. o frio é outro e a música nos ouvidos já mudou.
e o bichinho dos rabiscos coça dentro dela, pra fazer aquele rabisco que ela tá querendo há tempos. afinal, somos mesmo, meros instantes.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
no itunes
engraçado como que toda vez que eu tento me envolver com alguém, ou só de criar a expectativa mesmo, eu acabo engrossando meu vocabulário musical.
pelo menos alguma coisa boa eu tenho que levar desse tanto de decepções.
ta foda....
pelo menos alguma coisa boa eu tenho que levar desse tanto de decepções.
ta foda....
sábado, 16 de junho de 2012
04:22 am
foi a hora que eu cheguei ontem/hoje em casa.
e fui trabalhar de ressaca e morrendo de sono às 8:30 am.
mas fui leve. a saudade que andava comigo daqueles dias no início do ano em que eu voltava tarde, falava muito, ria por demais e estava feliz, essa saudade foi sanada em parte. e foi muito, muito bom.
e é só o que digo de ontem.
e fui trabalhar de ressaca e morrendo de sono às 8:30 am.
mas fui leve. a saudade que andava comigo daqueles dias no início do ano em que eu voltava tarde, falava muito, ria por demais e estava feliz, essa saudade foi sanada em parte. e foi muito, muito bom.
e é só o que digo de ontem.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
02:33 am
resumo da madrugada:
cícero - canções de apartamento;
a fase rosa - os dois eps
mallu magalhães - pitanga
um macarrão com limão siciliano
tres paginas de resumo
um terço da materia da prova de amanhã estudada
nenhuma questão da lista de exercício resolvida
dois olhos vermelhos
e assim a gente vai...
cícero - canções de apartamento;
a fase rosa - os dois eps
mallu magalhães - pitanga
um macarrão com limão siciliano
tres paginas de resumo
um terço da materia da prova de amanhã estudada
nenhuma questão da lista de exercício resolvida
dois olhos vermelhos
e assim a gente vai...
terça-feira, 12 de junho de 2012
segunda-feira, 11 de junho de 2012
das vermelhezas da vida
meu feriado foi repleto de coisas vermelhas.
fui na locadora sexta e voltei pra casa com tres filmes vermelhos:
fui na locadora sexta e voltei pra casa com tres filmes vermelhos:
almocei todos os dias alguma coisa com tomates. que são vermelhos.
meu moletom de ficar em casa, bem, ele é vermelho.
minha caneca porta-canetas, vermelha.
minha agenda, vermelha.
minha carteira, vermelha.
o livro que eu tô tentando ler, vermelho.
e a música que fechou o feriado, essa aqui ó:
prelúdio pro dia dos namorados que num é. melhor fingir que é só uma coincidência bonita mesmo, ou então são meus instintos esquerdistas falando.
(só pra não deixar passar batido, sobre os filmes: o primeiro é bem legal, o segundo é fodástico e o terceiro muito decepcionante).
quinta-feira, 7 de junho de 2012
é porque o amor é alvo de qualquer lugar
fazia tempo que ela esperava por uma coisa. tempo de vida inteira. não que a vida inteira fosse muito tempo, mas era tempo demais pro coração. sempre que começava uma expectativa vinha alguma coisa e cortava o barato. a nova expectativa veio desde o início, foi a primeira pessoa com quem ela conversou ali, desde o primeiro dia. foi coisa desenvolvida ao longo dos meses. por mais que tentasse com a cabeça fazer a coisa toda soar natural, nos últimos dias o passar do ônibus pela praça já era motivo pra coração disparar. era só vislumbrar um oi que já sentia o rosto quente. ela queria fazer tudo ser natural. queria, mas coração não deixava. e por mais que ela lutasse - e lutava - era impossível negar o que passava dentro.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
vai sorrir quando der
parece até brincadeira, chegar em casa depois de um quase pranto no ônibus e me deparar com esse vídeo, essa música, essas palavras. tanto encaixe assim só pode ser bom. pelo menos o destino tá me compreendendo.
"na beira do jardim a sonhadeira grita morte ao amor
depois linda chora porque ama demais"
criancice
sabe o que eu descobri? a gente nunca cresce. essa é a grande verdade da vida: somos todos grandes crianças, com medos e inseguranças e com aquela felicidade boba dentro da gente. o que acontece é que a gente aprende a disfarçar essas criancices. mas de vez em quando, num olhar, numa expressão, num tom de voz ou numa palavra a gente deixa isso escapar.
engraçado, né?
mais fácil seria ter a sinceridade e a irreverência de uma criança. mas isso a gente acaba escondendo também.
engraçado, né?
mais fácil seria ter a sinceridade e a irreverência de uma criança. mas isso a gente acaba escondendo também.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
pra mim e só.
nesse final de semana eu me auto-proíbo de pensar em qualquer possibilidade. chega de passar a semana esperando e o final de semana decepcionada e sonhando. por isso, esse final de semana é meu, e só meu.
sem protocolos familiares, sem pensar demais. amanhã vai ser sair do trabalho - hora extra nunca mais - e me entregar a mim mesma, sozinha de preferência.
e eu juro, juro, que segunda feira eu volto pra vida sem esperar demais do acaso.
sem protocolos familiares, sem pensar demais. amanhã vai ser sair do trabalho - hora extra nunca mais - e me entregar a mim mesma, sozinha de preferência.
e eu juro, juro, que segunda feira eu volto pra vida sem esperar demais do acaso.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
hihihi
tenho de novo um computador pra chamar de meu.
felicidade hoje em dia é isso, rsrs
felicidade hoje em dia é isso, rsrs
mentira, num é só isso não.
sábado, 26 de maio de 2012
coça, coça, coça.
semana louca, exaustiva e veloz.
passou voando. e eu tentando equilibrar em meio a tudo: faculdade, prova, trabalho, familia, sono, muito sono. passou. o sono nem tanto, mas o resto foi.
no último final de semana teve porre no sábado, com direito a revelações que me deixaram com a pulga atrás da orelha, black out e um domingo de ressaca física, moral e estomacal. domingo teve los hermanos, lindos no palco acima do mar de fãs, com direito a pierrot, o velho e o moço, iaiá e ana julia.
a semana foi passando. três horas de sono. prova. quatro horas de sono. prova.
quarta de certezas, muitas horas iguais a minutos, a quinta bonita e feliz. a sexta decepcionante. a pulga, continua coçando atrás da orelha.
e coça.
e vem coçando desde o primeiro dia de aula. a expectativa, a esperança, a dúvida, incertezas várias.
e a vontade que não para e não vai embora.
e a pulga, ela coça.
passou voando. e eu tentando equilibrar em meio a tudo: faculdade, prova, trabalho, familia, sono, muito sono. passou. o sono nem tanto, mas o resto foi.
no último final de semana teve porre no sábado, com direito a revelações que me deixaram com a pulga atrás da orelha, black out e um domingo de ressaca física, moral e estomacal. domingo teve los hermanos, lindos no palco acima do mar de fãs, com direito a pierrot, o velho e o moço, iaiá e ana julia.
a semana foi passando. três horas de sono. prova. quatro horas de sono. prova.
quarta de certezas, muitas horas iguais a minutos, a quinta bonita e feliz. a sexta decepcionante. a pulga, continua coçando atrás da orelha.
e coça.
e vem coçando desde o primeiro dia de aula. a expectativa, a esperança, a dúvida, incertezas várias.
e a vontade que não para e não vai embora.
e a pulga, ela coça.
terça-feira, 22 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
breve momento de ternura
os dias invernais em bh já começaram. são os dias mais bonitos do ano: o céu do azul vivo, nenhuma nuvem, o frio cortando a pele. e a luz da cidade, que já ouvi dizer ser a mais bonita de todas, é ainda mais bonita no amanhecer e no anoitecer, amarela quase uma foto em modo sépia. linda.
fazia um dia assim, azul frio e bonito. eu estava no ônibus, a caminho do trabalho, com o silva imergindo no ouvido e a praça da liberdade derramada na minha frente. linda. linda! o relógio marcava os dias para a copa, 772 ou 732 não sei ao certo. aquela contagem, aquela música, a curva e na cabeça tudo o que eu conquistei nos últimos tempos, e tudo o que ainda tenho pra conquistar. ali, naquele breve momento de ternura, dentro do ônibus, a emoção não mais cabia nos olhos.
fazia um dia assim, azul frio e bonito. eu estava no ônibus, a caminho do trabalho, com o silva imergindo no ouvido e a praça da liberdade derramada na minha frente. linda. linda! o relógio marcava os dias para a copa, 772 ou 732 não sei ao certo. aquela contagem, aquela música, a curva e na cabeça tudo o que eu conquistei nos últimos tempos, e tudo o que ainda tenho pra conquistar. ali, naquele breve momento de ternura, dentro do ônibus, a emoção não mais cabia nos olhos.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
das faltas que o trabalho me trouxe
começar a trabalhar implicou na minha vida em um prejuízo grande: a falta de tempo. não sobra, mesmo. falta no trabalho, falta no sono, falta na diversão, falta na faculdade. falta até pra comer e lavar o cabelo, imagina o resto! mas fora essa perda maior, ganhei muito. o meu maior aprendizado tem sido na relação com as pessoas. eu antes custava a fazer uma pergunta, morria de vergonha e postergava até não poder mais. hoje eu pergunto. falo, peço, converso com quem dá assunto. pergunto pro moço do ponto de onibus se ele quer carona no guarda chuva, naquele dia chuvoso na faculdade, quando o onibus resolveu demorar 40 minutos pra passar, e o frio tava congelando já a mão, e passava tantos do céu azul que parecia até brincadeira.
hoje eu recebi um elogio da senhora do 1157. ela é uma senhorinha simpatica, menor que a menor pessoa que eu conheço, quase dá pulinhos pra subir na cama do hospital. hoje eu também resolvi mil problemas, atendi 300 telefonemas, atendi a todos. e o mais legal é perceber que voce é uma pessoa boa de se trabalhar, que as pessoas gostam de você. isso é muito bom.
hoje eu recebi um elogio da senhora do 1157. ela é uma senhorinha simpatica, menor que a menor pessoa que eu conheço, quase dá pulinhos pra subir na cama do hospital. hoje eu também resolvi mil problemas, atendi 300 telefonemas, atendi a todos. e o mais legal é perceber que voce é uma pessoa boa de se trabalhar, que as pessoas gostam de você. isso é muito bom.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Viver é muito perigoso
To lendo Grande Sertão. finalmente. demorou quase dois anos pra eu conseguir ter coragem pra ler esse livro. sempre lia coisas lindas vindas dele, tipo essa frase aí de cima, mas faltava tempo. agora eu já me conformei que não vou ter mais tempo mesmo, então vamos ao sertão.
falando nessa frase aí de cima, é bem o que eu ando sentindo nessa minha vida nova. viver é muito perigoso. é um jogo cego de tentativas e erros. tantos erros, o tempo todo, mas ao mesmo tempo, tantas tentativas e tantos recomeços. eu to vivendo um grande começo. o trabalho vai bem, recebi meu primeiro salário que é bem menos do que eu esperava, mas parece que é assim mesmo quando a gente tá em treinamento. mas já to com a carteira assinada, exame admissional em dia. hoje perdi minha identidade e fiz um b.o., o primeiro da minha vida. espero que não venham muitos outros, mas foi tão fácil de resolver. muito mesmo. e eu crescendo, fazendo b.o., pegando assinaturas direto no c.t.i., levando guias no banco central, levando envelope pro correios, depositando meu salário na conta, saindo cedo e voltando tarde. vida de gente grande, sabe?
viver é mesmo muito perigoso. mas a gente tem que fingir que não, e que é tudo muito normal e fácil e simples. e aí, a gente vai vivendo assim nesse perigo disfarçado.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
esse é só o começo do fim da nossa vida
a minha falta por aqui se deve a outras faltas: a do computador que ainda é grave e incomoda e a de tempo.
amanhã faz três semanas que eu comecei a trabalhar. no outro trabalho. feriado de páscoa eu tive uns cinco empregos. na verdade foram só dois, mas cada hora era um. acabei optando pelo que me dá mais segurança e dinheiro. eu sei, covardia. um pouco. mas não é tudo covardia. sabe, querer um pouco de segurança quando sua vida tá toda se adaptando não é crime. e foi isso que eu escolhi.
comecei a trabalhar num hospital, olha a ironia. a ex-futura médica que resolveu virar advogada foi trabalhar logo em um hospital. e vago pelos corredores fingindo que sou o que antes queria ser. mas ali a vontade não é forte. foi forte quando eu entrei na santa casa e vi que as coisas ali eram diferentes e um médico por lá faz falta.
o trabalho anda me tomando um tempo enorme. o pequeno também. não consigo dar uma passadinha nunca, é sempre uma passadona. subir os doze andares de escada, chegar lá bufando e lavar as mãos um milhão de vezes. olhar praquele rostinho lindo, aquele meninão, pequeno homem. meu coração anda alegre de ir lá e ver ele bem. cada dia melhor, andando, sentando, comendo. lindo!
fora isso ainda tem a faculdade. o curso começou de verdade. texto, mais texto, livro inteiro, trabalho, prova, estudo dirigido. ando com vontade de ir a aula só pra ver gente, e gentes especiais. um em especial. anda me dando sopro de esperança. bom né?
hoje o dia foi do Cícero. o dia inteiro. coisa mais linda a versão que ele fez de Conversa de Botas Batidas, ainda mais com Drummond no meio falando de amor. sempre bonito, e essencial pra melhorar o almoço caro e ruim que eu engoli no shopping do glamour, correndo em meio ao trabalho, o pequeno, o texto e a faculdade.
e no mais, tudo na mais perfeita paz.
Nada pode o olvido
As coisas tangíveis
Mas as coisas findas
amanhã faz três semanas que eu comecei a trabalhar. no outro trabalho. feriado de páscoa eu tive uns cinco empregos. na verdade foram só dois, mas cada hora era um. acabei optando pelo que me dá mais segurança e dinheiro. eu sei, covardia. um pouco. mas não é tudo covardia. sabe, querer um pouco de segurança quando sua vida tá toda se adaptando não é crime. e foi isso que eu escolhi.
comecei a trabalhar num hospital, olha a ironia. a ex-futura médica que resolveu virar advogada foi trabalhar logo em um hospital. e vago pelos corredores fingindo que sou o que antes queria ser. mas ali a vontade não é forte. foi forte quando eu entrei na santa casa e vi que as coisas ali eram diferentes e um médico por lá faz falta.
o trabalho anda me tomando um tempo enorme. o pequeno também. não consigo dar uma passadinha nunca, é sempre uma passadona. subir os doze andares de escada, chegar lá bufando e lavar as mãos um milhão de vezes. olhar praquele rostinho lindo, aquele meninão, pequeno homem. meu coração anda alegre de ir lá e ver ele bem. cada dia melhor, andando, sentando, comendo. lindo!
fora isso ainda tem a faculdade. o curso começou de verdade. texto, mais texto, livro inteiro, trabalho, prova, estudo dirigido. ando com vontade de ir a aula só pra ver gente, e gentes especiais. um em especial. anda me dando sopro de esperança. bom né?
hoje o dia foi do Cícero. o dia inteiro. coisa mais linda a versão que ele fez de Conversa de Botas Batidas, ainda mais com Drummond no meio falando de amor. sempre bonito, e essencial pra melhorar o almoço caro e ruim que eu engoli no shopping do glamour, correndo em meio ao trabalho, o pequeno, o texto e a faculdade.
e no mais, tudo na mais perfeita paz.
(e só pra acabar, o poeminha lindo do Drummond:
Memória
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
lindo, né?)
quinta-feira, 19 de abril de 2012
De coração
Meu pequeno precisou passar por mais uma cirurgia nessa semana.
Cirurgia de peito aberto dessa vez, peito aberto e coração na mão. Os nossos, claro.
Foi de doer. Aproveitei todos os dias antes da cirurgia pra aproveitar meu pequeno o máximo possível. Ir no Maletta comprar caneta pra desenho andando devagarzinho, ouvir as músicas ruins dele rindo e brincando, conversar de madrugada até ele conseguir dormir porque a cabecinha não pode pensar em coisa ruim. Fiz de tudo, tudo o que eu podia. Enchi aquele coraçãozinho já cheio, de amor. Juro que ser mãe deve ser um sentimento próximo do que eu sinto por ele, ainda mais nessas horas de sufoco.
No dia da cirurgia quem tinha que respirar fundo era eu, pra conter o choro que tava batendo forte no peito. E foi assim o dia inteiro. E o outro também. Hoje que eu fui ver ele de novo, e já sem dor, cateter e com sorriso no rostol aí sim eu consegui não chorar com menos força.
Aquele coraçãozinho agora só vai ficar gordo se for de amor.
Cirurgia de peito aberto dessa vez, peito aberto e coração na mão. Os nossos, claro.
Foi de doer. Aproveitei todos os dias antes da cirurgia pra aproveitar meu pequeno o máximo possível. Ir no Maletta comprar caneta pra desenho andando devagarzinho, ouvir as músicas ruins dele rindo e brincando, conversar de madrugada até ele conseguir dormir porque a cabecinha não pode pensar em coisa ruim. Fiz de tudo, tudo o que eu podia. Enchi aquele coraçãozinho já cheio, de amor. Juro que ser mãe deve ser um sentimento próximo do que eu sinto por ele, ainda mais nessas horas de sufoco.
No dia da cirurgia quem tinha que respirar fundo era eu, pra conter o choro que tava batendo forte no peito. E foi assim o dia inteiro. E o outro também. Hoje que eu fui ver ele de novo, e já sem dor, cateter e com sorriso no rostol aí sim eu consegui não chorar com menos força.
Aquele coraçãozinho agora só vai ficar gordo se for de amor.
sábado, 7 de abril de 2012
Update
Ainda sem computador.
Com a cabeça cheia de dúvidas.
Uma possibilidade de emprego desafiadora e perigosa, e outra descartada, rica e tranquila.
Uma possibilidade de amor bom e bonito. Nem sei se é possibilidade, mas parece ser. Outra que tá longe de ser amor, mas já teve o primeiro e o possível segundo que não deu em nada por causa da chuva, da paixão e da timidez.
Um anjinho que vai ganhar cicatriz nova e tá deixando a irmã doida de preocupação, sofrimento e culpa.
Quatro textos de filosofia, três capítulos de Kelsen, um de antropologia e mais um texto atrasados pra essa semana, e não sabe nem o que é jurisprudência e positivismo.
O coração na mão num vai e vem, a cabeça entre as nuvens e a realidade, e tudo uma zona. Mas apesar de tudo, ainda tem aquela velha e boba esperança, e a certeza de que a dúvida é boa amiga.
Com a cabeça cheia de dúvidas.
Uma possibilidade de emprego desafiadora e perigosa, e outra descartada, rica e tranquila.
Uma possibilidade de amor bom e bonito. Nem sei se é possibilidade, mas parece ser. Outra que tá longe de ser amor, mas já teve o primeiro e o possível segundo que não deu em nada por causa da chuva, da paixão e da timidez.
Um anjinho que vai ganhar cicatriz nova e tá deixando a irmã doida de preocupação, sofrimento e culpa.
Quatro textos de filosofia, três capítulos de Kelsen, um de antropologia e mais um texto atrasados pra essa semana, e não sabe nem o que é jurisprudência e positivismo.
O coração na mão num vai e vem, a cabeça entre as nuvens e a realidade, e tudo uma zona. Mas apesar de tudo, ainda tem aquela velha e boba esperança, e a certeza de que a dúvida é boa amiga.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Catarse do momento: Novos Baianos
Sabe aquelas coisas que você sempre tem curiosidade de conhecer mas nunca lembra? Pois é, com Novos Baianos era assim: eu sempre via gente postando vídeos deles, sempre via fotos mas nunca lembrava de procurar. Aí um colega comentou comigo e eu resolvi procurar, e o resultado foi exatamente o que ele tinha falado: não consigo ouvir mais nada desde então. A música é bem elaborada, as letras são bonitas e o ritmo contagia, e além disso eles têm vídeos lindos. Eis aqui, a mais nova catarse do momento:
Brasil Pandeiro
A Menina Dança
Mistério do Planeta
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Lost
Sabe o que é estar perdida em todos os campos da sua vida? Eu sei.
É o gatinho que te manda mensagem quando você começa a encaminhar as coisas com o outro, o cara que te chama pra trabalhar com o que você quer (pagando muito menos, claro) quando você tem o emprego de novecentos conto na mão. Fora todas as questões universitárias.
Não é que eu não tenho boas oportunidades. É que eu não sei qual delas escolher.
É o gatinho que te manda mensagem quando você começa a encaminhar as coisas com o outro, o cara que te chama pra trabalhar com o que você quer (pagando muito menos, claro) quando você tem o emprego de novecentos conto na mão. Fora todas as questões universitárias.
Não é que eu não tenho boas oportunidades. É que eu não sei qual delas escolher.
domingo, 25 de março de 2012
Catarse do momento: cenário independente
Há quem diga que BH não tem mais um cenário de música independente fervilhante, e sim todo um capítulo. Eu digo mais: BH fervilha sim, mas o Brasil como um todo tem muita coisa boa. De Porto Alegre a Recife, Curitiba a Macéio, o eixo Rio-São Paulo e, claro, as Minas Gerais. O que eu acho mais bonito de todo esse capítulo é a forma como a arte vem sendo realizada e valorizada. A coisa não acaba só na música, na poesia. Vai parar na capa do cd, na edição limitada dos vinis, na produção do show e nos videoclipes.
Eis aqui, algumas das catarses do momento que andam ocupando minha vidinha atoa de universitária no primeiro período:
Cícero - Tempo de Pipa
Thiago Pethit - Mapa-mundi
Tiê - Dois
Graveola e o Lixo Polifônico - Farewell Love Song
segunda-feira, 19 de março de 2012
be for
Dizem que é se perdendo que a gente se encontra.
Talvez seja isso mesmo. Mas se encontrar assim, pra sempre, isso não existe. A gente tá sempre em transformação. Tá sempre recebendo informação, desenvolvendo idéias, mudando o ponto de vista. A gente vive tipo um processo de enriquecimento, cada vez com mais valor agregado. Ou menos, depende né? Mas é bom que seja mais.
Eu ando escutando muito por aí que tô muito mudada. Que antes eu não era assim, não ouvia isso, não comia daquilo, não ia lá. Só que o tom é crítico, sabe? Quase um deboche. Eu acho triste, só isso. Nada do que venham me dizer vai me tirar desse caminho de auto conhecimento e auto construção. Sinto pouco se isso incomoda. Na verdade, sinto nada. Só desejo que um dia essas pessoas que me julgam um dia venham a se despir de preconceitos também, e consigam sorver da vida tudo que ela tem a oferecer. Se já passaram da idade, aí sinto muitíssimo mesmo, porque quem pensa assim é velho da cabeça, e a juventude do espírito é um dos maiores bens de um ser humano. O caminho certo pra ser feliz nessa vida parece ser mesmo esse: abrir os olhos, a cabeça e os braços, e se jogar nela.
Assim que eu conquistei a liberdade pra ir a Santa Luzia de ônibus em pleno domingo a tarde por conta de um aniversário. E assim também que eu consegui descobrir grandes músicos desse Brasil afora, que preocupam mais com a música que fazem do que a conta no banco. E assim que eu subi num palco do grande teatro da capital mineira pra pular e cantar junto com tanta gente feliz. E assim também que eu consegui desbravar os bares do centro da cidade, e os ônibus circulares, e as casas de show nos lugares mais distantes e menos convencionais.
Com essa cabeça aberta que eu ando vivendo.
E tá muito bom assim.
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sábado, 17 de março de 2012
O bom e velho
Vez ou outra eu me pego em meio a um pavor da vida.
Tudo parece tão incerto, a gente tão suscetível à vida, um desamparo enorme.
Falando em incertezas, a maior da minha vida anda sendo em relação ao direito. Acho que escolhi tudo errado por causa da minha necessidade de ter segurança, e agora tô presa no curso por mais 35% dos créditos.
Enfim, agora é aguardar pra ver se é isso mesmo ou se é outra coisa, e aproveitar nesse meio tempo pra descobrir o que tem de bom na grandiosa Vetusta.
Tudo parece tão incerto, a gente tão suscetível à vida, um desamparo enorme.
Falando em incertezas, a maior da minha vida anda sendo em relação ao direito. Acho que escolhi tudo errado por causa da minha necessidade de ter segurança, e agora tô presa no curso por mais 35% dos créditos.
Enfim, agora é aguardar pra ver se é isso mesmo ou se é outra coisa, e aproveitar nesse meio tempo pra descobrir o que tem de bom na grandiosa Vetusta.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Hoje
começam as minhas aulas.
Eu não sei direito o que eu to sentindo em relação a isso. Não sei se é uma preguiça, curiosidade ou medo. Eu sei que as chances de não dar certo são no mínimo consideráveis, mas estar na universidade já muda muita coisa na minha vida, sabe? É um passo mais a frente.
Eu não sei direito o que eu to sentindo em relação a isso. Não sei se é uma preguiça, curiosidade ou medo. Eu sei que as chances de não dar certo são no mínimo consideráveis, mas estar na universidade já muda muita coisa na minha vida, sabe? É um passo mais a frente.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Catarse do momento: Carnavaliza BH!!
Como boa não intendedora do assunto, sempre odiei carnaval. Achava bom só o feriado, pra ficar em casa curtindo o sofá. Mas nesse ano, me entreguei a esse avalanche que a cidade vive, de alegria, cultura e mobilização. Dentro de tudo isso veio de brinde a retomada do carnaval de rua. Não aquele de axé, samba e pegação. O carnaval de rua de marchinhas, blocos, porta estandarte e alegria.
E é lindo.
Confesso que a cada dia me apaixono mais e mais por essa cidade. Belo Horizonte respira ares de mudança. E é uma juventude linda e inteligente que move essa transformação, dá orgulho de pertencer a ela. É gente que ocupa a camara dos vereadores e grita até que a votação esteja completa e o veto seja mantido. Gente que vai pra porta do restaurante pra protestar contra uma união partidária deplorável, e o faz com alegria e senso crítico. É gente que sai no bloco pelo bairro cantando marchinhas contra o prefeito, o deputado, o vereador e a coxinha da madrasta. É lindo.
Outro dia encontrei nas redes sociais da vida esse texto que diz um pouco sobre tudo isso:
Belo Horizonte foi invadida por confetes, serpentinas e muita alegria. O momento que a cidade passa é de muito amadurecimento. Tratar pautas políticas com irreverência foi o caminho encontrado pelos ativistas da cultura belorizontina: ocupação de espaço urbano, má gestão da prefeitura, polícia truculenta... todas essas pautas permeiam as ações culturais, envolvendo a população e trazendo a pauta para o dia-a-dia. O carnaval é a grande amostra dessa nova realidade, são dezenas de blocos de rua e todos com esse engajamento e descontração.
#CarnavalizarBH
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