domingo, 31 de outubro de 2010

Re-inventando

Quanto mais conheço os seres humanos, mais gosto das formigas.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Vontade

Vontade de ler todos os livros do mundo, mas eu não tenho tempo nem para os que estão na lista do vestibular. Vontade de ver todos os filmes do mundo, mas eu não tenho tempo nem pra assistir um mísero episódio de Friends. Vontade de ver, ler, ouvir, falar, ter, ir, ser... Mas pelo menos até amanhã, a minha prioridade é só uma: passar de ano. (E ficar livre dessa vida de colégio, pra sempre.)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Without music, life would be a mistake

Music is the only thing that makes sense anymore... play it loud enough and it keeps the demons at the bay.
Essa frase, do filme Across The Universe meio que me marcou. No dia do meu aniversário, eu estava voltando pra casa e no som do carro estava tocando Hurricane, do Bob Dylan. Eu, meio moída ainda por dentro, entrei naquela muúsica. E foi exatamente isso que eu senti. Que a música é a única coisa que faz sentido nesse mundo louco. Quando eu coloco aquela músca, naquela hora, em que meu espírito pede aquilo, é única coisa que consegue me dar uma boa sensação. É como se todo o mundo ao meu redor sumisse, e levasse todos os problemas e soluções, e as coisas boas e ruins com ele. Sobra apenas o sentimento do momento, sendo ele feliz ou triste. E é como se o mundo pudesse acabar, que eu morreria em paz. É lindo.

Friendship

www.appleday.tumblr.com
Hoje eu vim aqui falar um pouco das amizades que eu fiz neste ano. Vim agradecer a essas três meninas que fizeram deste, um ano especial. Me deu essa vontade de escrever hoje, porque uma delas, a Clarissa, me deu hoje um presente de aniversário super especial, com direito a palavras que me deixaram pensando muito a respeito da nossa amizade. Ela me agradeceu por ter tornado o ano de 2010 suportável, e disse que é bem legal ter alguem pra conversar sobre política, futebol e coisas ''cults''. Pois é, Clá, eu venho aqui gradecer também. Agradecer a vocês três, por terem me proporcionado momentos divertidos, discussões calorosas sobre política e futebol, e crises de riso impagáveis.
Eu tenho outras amigas, muito especiais também. Mas a nossa amizade é coisa de velhos tempos, agente passou grande parte das nossas vidas juntas, e já dividimos muitos momentos. Mas quando agente encontrava, eu sentia falta de alguma coisa. Se falava sobre cultura, o assunto sempre desviava, com politica, futebol e filosofias era a mesma coisa. Agente sempre caia nos mesmos assuntos: a vida delas. E ainda é assim. Outro dia, nos encontramos e eu fui embora pra casa com uma coisa na cabeça: eu falo pouco quando estou com elas, porque na minha vida não acontecem coisas tão interessantes como na delas. Enquanto elas vão pra balada, arrumam peguetes e ficam sabendo da vida alheia, eu tenho de lidar com problemas em casa, leio Graciliano, assisto a um bom filme, ouço musica. Em algum momento, nós nos perdemos. Nossos interesses e nossas vidas foram em caminhos opostos. Mas o ponto onde nos encontramos há anos atrás, continua ali, presente. E é isso que faz da nossa amizade especial.
Já as novas amigas, não. Elas fazem parte do meu presente. É com elas que eu consigo sentar em uma mesa e falar incansavelmente até quase perder a aula, ou o simulado. É com elas que eu consigo soltar a língua, e falar um pouco também, ao invés de só ouvir. Com elas eu consigo abrir o jogo, falar sobre mim sem medo, colocar minha opinião na mesa e ouvir críticas. Eu aprendi a ouvir opiniões diferentes e dizer "eu acho isso", ao invés de "é isso". E sempre tem uma pra discordar.
Nossos assuntos passampor todos os campos possíveis: religião, política, capitalismo, eleições, futebol, copa do mundo, nacionalismo, música, aborto e tantas outras coisas. Mas não pense que nossa mesa parece uma mesa redonda só de assuntos sérios. Falamos bobagem, rimos muito, também.
Com elas, eu aprendi a ser eu mesma, e não precisar esconder nem uma pontinha de mim.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

18

Ontem eu acordei miúda. Miúda e moída. Tinha passado praticamente a noite inteira em claro, tristinha.... Cheguei no colégio e recebi tanto, mas tanto carinho que meu coração que estava murcho foi enchendo, e enchendo, e no final da aula eu percebi que não tinha pensado mais em nada do que aconteceu ontem. Me deu até vontade de que a aula não acabasse, e eu não precisasse ir embora pra casa para enfrentar os problemas. Mas o sinal tocou e eu tive que ir embora. Fui almoçar com meu pai e meu big brother. Comemos bem e demos umas voltas no shopping, tentando achar um All Star perfeito, pra ser o meu primeiro. Comprei um lindo, e voltei pra casa feliz da vida, com um All Star e dois LPs que a Jéssica me deu, um do Bob Dylan e o outro dos Beatles (prêmio de originalidade vai pra ela, amei meus presentes!!!). Cheguei em casa e tinha um vaso de flor lindo que a minha madrinha me mandou, e encehu ainda mais meu coração. Recebi o telefonema das amigas, dos tios, das avós. E meu coração foi enchendo mais e mais. A chuvinha que continuou a tarde inteira me chamou pra dormir, e eu acabei me dando esse direito, afinal, era meu aniversário. Dormi sono pesado e acordei com a minha mãe chegando em casa. Ela acabou melhorando, e eu também. Me deu um abraço e nós ficamos bem. Meu big brother me deu um presente lindo daqueles que só as pessoas que realmente te amam sabem dar. Ele escutou que eu estava doida com uma camisa xadrez, pediu ajuda pra namorada do meu primo e comprou uma camisa LINDA!!! Aí meu coração já quase transbordava de felicidade. A noite, minha avó preparou pra mim um lanche especial, cheio de coisas gostosas e pessoas que eu gosto, que cada uma a sua maneira conseguiu acabar de encher meu coração. Cheguei em casa com coração gordo de felicidade e carinho, e senti uma vontade imensa de abraçar o mundo. No final das contas, foi um dia feliz.

domingo, 17 de outubro de 2010

Not good

Amanhã é meu aniversário, e tudo o que eu queria é que não fosse.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A minha versão

Problema é uma coisa que vai e volta, sempre. São poucos os problemas que agente consegue resolver cem por cento. Esse problema da minha vida não é novo, e está longe de ser resolvido. Começou bem antes de mim, quando eu ainda era só um projeto, ou um sonho. Tenho pra mim que foi pura imaturidade de dois jovens, ou talvez vontade de fazer diferente dos próprios pais. Se bem que eu acho que a história começou um pouco antes, com os pais deles... Quando eu tinha cerca de 10 anos, havia acabado de descobrir o significado da expressão high society, eu defini minha avó materna como uma high society frustrada. Uma menininha podia enxergar aquela frustração, que uma senhora não conseguia adimitir. E era aquilo mesmo. Minha avó se casou com o meu avô, que era rico e filho de político - tinha o que na época chamavam de "berço"- na esperança de conseguir o seu lugar ao sol. Acabou se deparando com uma pessoa que tinha horror a toda aquela pobreza de espírito que as pessoas exibicionistas possuem, e que tirava mais proveito de uma boa conversa que uma dança em um baile. Ela queria dançar, ele prefiria ficar na dele. Os dois criaram uma familia para cumprir com sua obrigação social. Mas o casamento ainda que concreto no papel e nas fotografias, já acabou faz tempo.
Minha outra avó era de familia tradicional, que enchia a boca para falar que as filhas estudavam no Colégio Sion. Casou com um engenheiro e os dois criaram uma família bonita, seis filhos. Minha avó abdicou de sua vida para se dedicar ao casamento, à familia, aos filhos. Hoje, ela tem que abdicar de tudo para cuidar do marido doente, que já não é o mesmo marido atencioso e lúcido de antes.
E foram dois jovens, cada um filho de um dos casais acima que se juntaram. Ela queria sair de casa, e ele estava apaixonado. Um filho geraram, sem pensar muito nas consequências e responsabilidades que viriam junto. Ela queria agredir a mãe com aquela gravidez, e conseguiu. Casaram, criaram o primeiro filho e vieram dois outros depois. Os anos foram passando e eles foram crescendo, cada um em sua direção, e acabaram enxergando que não mais conseguiam se encontrar. Foram três dolorosas separações, cada uma com suas circunstâncias, cada uma com seus erros e aprendizados. Os filhos, nós, fomos juntos navegando por cada uma delas, sofrendo em cada uma delas, e aprendendo também com cada uma delas. A última, ainda não acabou. E parece que não está nem perto de acabar. Está na hora de mais um momento de sofrimento, de erros e, posteriormente, aprendizados. É a pior parte, com certeza, mas vale a pena. Eu não seria metade do que sou hoje se não tivesse passado por tudo aquilo. Mas chega uma hora que agente se cansa de sofrer, e prefere ficar assistindo tudo de longe, recebendo apenas os respingos de sofrimento, e sofrendo em ver duas pessoas que amamos em um duelo. Alguns podem enxergar tal atitude como covardia. Eu prefiro falar em preservação.

domingo, 10 de outubro de 2010

10.10.10

Dia bonito, né??

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pouco mais que um sabonete

Quando eu fui pra casa do meu pai, há pouco menos de três semanas, ele comprou pra mim um sabonete ''de mulherzinha'', como ele mesmo disse. Há apenas alguns dias esse sabonete acabou, e hoje eu voltei pra casa.
Essa minha fuga durou pouco mais que um sabonete, doeu um pouco nos primeiros dias e um pouco nos últimos, mas serviu pra crescer um sentimento de responsabilidade dentro de mim, e eu saí de lá um pouco mais madura do que entrei. Foi um período efêmero, passou como um piscar de olhos, ou como o acabar do meu sabonete.
Mas eu voltei.

domingo, 3 de outubro de 2010

Cheia de vontades

Meus 18 aninhos estão chegando, e eu tô com uma vontade imensa de viver. Essa vontade vai desde querer ir pra Itu, pro SWU nem que seja sozinha, pra assistir Rage, Linkin Park, Kings of Leon, Joss Stone(!!!), Regina Spektor... Passa pela vontade de ir no show do Air, banda que eu nem conheço direito, mas é sempre uma boa oportunidade, vontade de largar o ENEM e ir pra Porto Alegre assistir o show do Paul McCartney, ou largar a Unicamp pra ir pra São Paulo ver ele também. Vontade de voar pra Indio, Califórnia, e ir pro Festival Coachella mesmo sem saber quem vai tocar lá. Vontade de sair e sentar num barzinho, pedir uma caipirinha e saborear o poder de uma carteira de identidade que conta mais de 18 anos, ou ir pra um pub qualquer e pedir um martíni. Vontade também de ver todos os filmes do mundo, até aqueles que ainda não estrearam, tipo Somewhere e Love and Other Drugs, ou The Romantics. Vontade de ir pra NY e comprar a Forever 21 inteirinha pra mim. Que saudade de NY. Vontade de sair dirigindo sem rumo, com o som no volume máximo tocando Blowin' In The Wind do Bob Dylan. Vontade de sair a noite e não voltar, só no outro dia, e cair na cama de exaustão. Vontade de dançar Beatles num lugar lotado. Vontade Vontade Vontade.
Enquanto eu não posso fazer um pouco de tudo isso, eu espero.

sábado, 2 de outubro de 2010

Nada demais

A verdade é que eu não sei bem o que falar por aqui hoje. Me deu uma vontade enorme de escrever uma coisa bonita, daquele jeito que eu gosto, quando as palavras vão se formando na ponta dos meus dedos sem que eu pense muito. Mas eu não tenho um assunto bem certo pra falar por aqui, então não espere grande coisa. Eu sei que hoje me deu uma saudade da minha casa. do meu quarto, da minha cama, do meu banheiro, da minha cozinha, do meu elevador e até da vaga da garagem. Me deu saudade de abrir a porta, que é tão dificil de abrir as vezes, e de poder assistir Friends enquanto eu almoço com a TV virada pra mesa de jantar. Saudade da minha bancada que fica bagunçada só de quarta até sexta, e da minha gavetinha de esmaltes. Do meu armário mais ou menos organizado, da minha mini gaveta de escova de dente, da geladeira lotada de vasilhas com restos de comida que eu guardo só por causa do peso na consciência que me dá se eu preciso jogar comida fora. Saudade da torneira do banheiro que vai diminuindo a pressão em escala geométrica a medida que o tempo passa, e saudade da porta do box que molha toda quando eu vou entrar no chuveiro. Saudade do solzinho que bate no meu quarto de manhã. Saudade de acordar e ir na cozinha, abrir a porta da área e sentir cheiro da manhã. Saudade do vigia filho da mãe que fica conversando até altas horas na garagem do posto, e não me deixa dormir. Saudade de arrumar minha cama de manhã, e esquentar pão de queijo de ontem no microondas pra comer no café. Saudade do meu computador e de todos os meus arquivos que tem lá. Saudade de dar três passos a noite, que vão do interruptor da luz até a minha cama. Saudade de olhar pra minha prateleira de livros e sentir muito orgulho dela. Saudade de abrir minhas gavetas e ficar olhando o que tem dentro, só como desculpa pra adiar um pouco mais o estudo. Saudade dos quadros de Nova York que até hoje estão no chão, esperando um martelo e um prego amigo. Saudade de assistir Dawson's Creek com os pés no pufe de couro, saudade de dar oi pra faxineira quando eu chego em casa depois da aula. Saudade dela, e do meu pequeno. Não é que aqui esteja ruim. É que eu não pertenço a essa casa. E isso dói. Hoje cortei meu cabelo. Eu sempre tenho um sentimento de mudança enorme quando corto meu cabelo, e principalmente uma mudança radical, como dessa vez. Meu cabelo estava batendo no meio das costas, enorme!!! Eu cortei ele na altura do meu ombro, com a franja mais repicadinha e cheio de pontas. Ficou bacana, mas adiou o meu projeto de assumir os cachos por um tempo, porque meu cabelo nessa altura sem uma boa progressiva vai ficar estilo Maria Bethânia.