Como boa não
intendedora do assunto, sempre odiei carnaval. Achava bom só o feriado, pra ficar em casa curtindo o sofá. Mas nesse ano, me entreguei a esse avalanche que a cidade vive, de alegria, cultura e mobilização. Dentro de tudo isso veio de brinde a retomada do carnaval de rua. Não aquele de axé, samba e pegação. O carnaval de rua de marchinhas, blocos, porta estandarte e alegria.
E é lindo.
Confesso que a cada dia me apaixono mais e mais por essa cidade. Belo Horizonte respira ares de mudança. E é uma juventude linda e inteligente que move essa transformação, dá orgulho de pertencer a ela. É gente que ocupa a camara dos vereadores e grita até que a votação esteja completa e o veto seja mantido. Gente que vai pra porta do restaurante pra protestar contra uma união partidária deplorável, e o faz com alegria e senso crítico. É gente que sai no bloco pelo bairro cantando marchinhas contra o prefeito, o deputado, o vereador e a coxinha da madrasta. É lindo.
Outro dia encontrei nas redes sociais da vida esse texto que diz um pouco sobre tudo isso:
Belo Horizonte foi invadida por confetes, serpentinas e muita alegria. O momento que a cidade passa é de muito amadurecimento. Tratar pautas políticas com irreverência foi o caminho encontrado pelos ativistas da cultura belorizontina: ocupação de espaço urbano, má gestão da prefeitura, polícia truculenta... todas essas pautas permeiam as ações culturais, envolvendo a população e trazendo a pauta para o dia-a-dia. O carnaval é a grande amostra dessa nova realidade, são dezenas de blocos de rua e todos com esse engajamento e descontração.
#CarnavalizarBH