há um mês eu vivi o que achava que nunca podia chegar a acontecer, ainda que fosse o que mais esperasse que acontecesse. talvez não fosse mesmo para acontecer, mas aconteceu. e sabe como é, as coisas acontecem, rs.
pena que aconteceu de tudo, e eu tive que aceitar e seguir em frente. num vou dizer que foi mole, mas foi menos que eu esperava, eu soube lidar. isso foi o que ficou de melhor e mais bonito dessa historia toda muito feia. aí eu segui.
e o resto do mês fui eu, de novo, me equilibrando nessa insustentável leveza do ser. é difícil mesmo, quer saber? se pensar muito dói, se pensar pouco passa despercebida a beleza da vida. tem que pensar no ponto. aí eu fui, né? falei muito, pensei demais até. era surgir uma oportunidade de sair de casa que eu ia, e vou. olhar apartamento com a amiga, feirinha da Savassi, show na praça do Santê, com direito a conversas com um hippie argentino e um anel de Cannabis. Praça da Estação no sábado de manhã pra alaranjar o peito e conhecer o museu. baixo bahia com o irmão, ir a pé até o viaduto e nem ter medo. aniversario do tio que merece um troféu de virou homem do ano regado a chopes, cachaças e muita maluquice beleza. cineminhas mil, chocolate quente e cervejinhas sempre que possible. me entreguei ao Sertão. entreguei com gosto e caneta vermelha. sem pressa, porque sabe né? devagar já é pressa.
no mais, a greve continua, o trabalho tá me deixando puta tem dia, a grana tá curta. a tattoo nova não sei quando que sai mas tá doida pra sair. as roupas tão mais leves e coloridas, as músicas mais brasileiras. a vontade do coração tem sido mais ouvida que a da cabeça. e a academia já tá marcada pra começar segunda, colocar um pouco de endorfina pra rodar, né?
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
O Rosa
ele me ensinou a ler livro de um jeito diferente. caneta na mão, a capa já tem aquelas marcas de dobra, os riscos vermelhos pelo livro todo. desapeguei da mania de deixar o livro bonito pra sempre. livro lido é livro assim: dobrado, marcado, todo sambado, mas internalizado. Grande Sertão tá entrando pro top 10, provavelmente vai ficar nas primeiras posições, isto é, se não conseguir bater o outro sertão, do Graciliano, que é a primeira posição até hoje. não duvido.
nem to perto do fim ainda, mas passei a metade, e já tô envolvida até a tampa. bonito demais, demais.
Vida é sorte perigosa
passada na obrigação:
toda noite é rio-abaixo
todo dia é escuridão...
nem to perto do fim ainda, mas passei a metade, e já tô envolvida até a tampa. bonito demais, demais.
Vida é sorte perigosa
passada na obrigação:
toda noite é rio-abaixo
todo dia é escuridão...
terça-feira, 21 de agosto de 2012
o valor que tem dessa terra vem
uma das melhores coisas que eu descobri nesse ano foi o tanto que é bom amar a cidade em que você mora. eu cresci com uma imagem errada de que a cidade é perigosa, que andar na rua é correr risco e sentar na praça também. só que aí eu resolvi testar, e já tem um tempo que andar não é mais um problema pra mim, e qualquer 5km é mole pra uma caminhadinha por essa cidade linda. até quando o destino é ir e voltar atoa mesmo. e o tanto que é bom se jogar em um dos bancos da Praça linda da Liberdade só pra ver o movimento, ou pra ler um livro? e sentar na Praça da Savassi atoa e ver aquele tanto de bandeirolas eleitorais balançando. sentar na arena do Rainha da Sucata e ficar jogando conversa fora.
falar do cenário musical e da juventude engajada nem vale mais a pena, esse assunto eu já gastei aqui.
mas o mais engraçado que anda acontecendo são os pequenos contatos que eu ando tendo com gente que eu nem conheço. só pra dar uma informação na rua, ou abrir o refrigerante do pivetinho malabarista do sinal, e ele oferecer um pedaço do cachorro quente dele, ou ainda comprar o livro de um poeta urbano na Praça da Liberdade.
sabe, a cidade nem é tão perigosa assim.
e mais: vai ver o mundo nem é tão preto e branco como a gente acha.
falar do cenário musical e da juventude engajada nem vale mais a pena, esse assunto eu já gastei aqui.
mas o mais engraçado que anda acontecendo são os pequenos contatos que eu ando tendo com gente que eu nem conheço. só pra dar uma informação na rua, ou abrir o refrigerante do pivetinho malabarista do sinal, e ele oferecer um pedaço do cachorro quente dele, ou ainda comprar o livro de um poeta urbano na Praça da Liberdade.
sabe, a cidade nem é tão perigosa assim.
e mais: vai ver o mundo nem é tão preto e branco como a gente acha.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
poxa,
bonito demais.
http://asmeninasdela.blogspot.com.br/2012/08/de-sonhadora-para-sonhadora.html
e feliz por ter uma coisa bonita dessa em minha homenagem.
emoção nem coube nos olhos.
http://asmeninasdela.blogspot.com.br/2012/08/de-sonhadora-para-sonhadora.html
e feliz por ter uma coisa bonita dessa em minha homenagem.
emoção nem coube nos olhos.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
de lá
minha psicanalista costumava falar que via em mim uma melancolia. eu também sempre enxerguei isso. não acho uma coisa feia, não é como um defeito pra mim. é mais uma característica. tem pessoas que a gente vê uma alegria. tem pessoas que a gente vê uma tristeza. tem pessoas que a gente vê luz, já percebeu? o mais bonito é quando a gente vê sabedoria, isso é lindo. tipo minha tia Anna Lucia. mas pra mim sobrou a melancolia, vou fazer o quê? hoje, lendo as meninas de lá, achei essa definição pra melancolia:
"Melancolia é a fusão sofisticada de dois sentimentos contraditórios. É uma beleza que bate fundo, ou uma mágoa doce. Qualquer um que tenha idolatrado sua dor, tentado prolongá-la, brincado com a idéia de exacerbá-la; qualquer um que tenha sido levado a demorar-se dentro dela, mesmo quando já pudesse estar recuperado há muito tempo, preferindo a companhia de fantasmas à falta de sonhos da sociabilidade cotidiana, qualquer pessoa nessas condições entende a melancolia."
é bem isso mesmo, sabe? achei bonito essa coisa de fusão sofisticada. porque é mesmo muito sofisticado ser melancólico sabia? não ser aquela tristeza deprimente nem a alegria efusiva. nem ser normal, que é também meio sem graça. é mesmo uma arte, ou um dom eu acho.
falando nas meninas de lá, hoje danei de ler o que elas escreveram. comecei de longe, do começo. 2007 foi há tanto tempo. elas nem falam mais lá, mas eu gosto de passar o olho porque é como aprender com quem já aprendeu. é tirar aprendizado do aprendizado alheio, sabe?e acho que o que eu ando vivendo, é tudo meio que aprendizado. meio não, é aprendizado inteiro. e eu ando me sentindo mais segura ultimamente. dá menos medo até de andar sozinha na rua uma hora da manhã a pé. ir no cinema e tomar chocolate quente sentada na mesa lendo meu le monde diplomatique. e sair de lá, ir a pé até a casa nova do amigo encontrar com todo mundo e beber cachaça até não ficar ruim, e saber que a vontade vem de dentro e isso é mais forte. uma coisa que eu ando querendo aprender, e tá funcionando eu acho, é que na vida a gente se machuca mesmo, e isso não é ruim. dói, mas passa. ainda tá passando, e tô tentando não ficar com medo de machucar de novo, porque aí, aprendizado vai todo por água abaixo. e não é bom.acho que é isso.
ah, e olha que bonito isso que eu li lá, das meninas também: Não há explicação pra tudo. Mas há sensação
domingo, 12 de agosto de 2012
do alto da embriaguez
ela sabe.
que quando a cabeça fica leve e a boca solta, que quando o álcool manda mais que a consciência, que nesse caso, ela pode até ceder. ela sabe que não é o certo, que não é o mais indicado. mas ela sabe também que pode acontecer, e que se, caso aconteça, ela vai saber lidar melhor com tudo depois quando sóbria. ou não.
ela sabe que saiu dessa história machucada, e que pode se machucar mais se insistir. mas sabe também que coração e vontade são duas coisas bobas, que mandam muito quando a cabeça não fala alto.
e por mais que tenha perdido nessa historia toda, ganhou muito foi aprendizado, e resolveu que é isso que importa afinal. e que venham outros tantos machucados, se vierem revestidos de aprendizado.
que quando a cabeça fica leve e a boca solta, que quando o álcool manda mais que a consciência, que nesse caso, ela pode até ceder. ela sabe que não é o certo, que não é o mais indicado. mas ela sabe também que pode acontecer, e que se, caso aconteça, ela vai saber lidar melhor com tudo depois quando sóbria. ou não.
ela sabe que saiu dessa história machucada, e que pode se machucar mais se insistir. mas sabe também que coração e vontade são duas coisas bobas, que mandam muito quando a cabeça não fala alto.
e por mais que tenha perdido nessa historia toda, ganhou muito foi aprendizado, e resolveu que é isso que importa afinal. e que venham outros tantos machucados, se vierem revestidos de aprendizado.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
a primeira
tava muito certo pra ser de verdade.
desde antes já sentia que tinha alguma coisa fora do lugar, sempre teve o pé atrás e não entendia o porquê. ainda bem que teve o pé atrás. podia ter sido pior.
recebeu a ligação dele no trabalho, fez o coração palpitar. arritmia já conhecida de antes. quando conversaram, o preciso conversar com você fez ela sentir um aperto. veio a outra ligação, a dela. outra conversa com a mesma cara, o mesmo tom. pensou em todas as possibilidades: desde as melhores até as piores. no caminho do trabalho até a casa sentia os pés puxando pra trás, como quem quer voltar no tempo pra não ter ouvido aquelas duas ligações.
chegou na praça e viu que o pé ainda estava arranhado, desde aquele dia em que tudo começou. quando viu o rosto da amiga já entendeu. esperou só a confirmação, e a cabeça dando loopings coloridos. tentava organizar tudo. passou uma tarde tentando. passa ainda a noite.
nem a cachaça e duas cervejas serviram pra pará-la.
tão estranho, o arranhão no pé durar mais que aquela história toda.
desde antes já sentia que tinha alguma coisa fora do lugar, sempre teve o pé atrás e não entendia o porquê. ainda bem que teve o pé atrás. podia ter sido pior.
recebeu a ligação dele no trabalho, fez o coração palpitar. arritmia já conhecida de antes. quando conversaram, o preciso conversar com você fez ela sentir um aperto. veio a outra ligação, a dela. outra conversa com a mesma cara, o mesmo tom. pensou em todas as possibilidades: desde as melhores até as piores. no caminho do trabalho até a casa sentia os pés puxando pra trás, como quem quer voltar no tempo pra não ter ouvido aquelas duas ligações.
chegou na praça e viu que o pé ainda estava arranhado, desde aquele dia em que tudo começou. quando viu o rosto da amiga já entendeu. esperou só a confirmação, e a cabeça dando loopings coloridos. tentava organizar tudo. passou uma tarde tentando. passa ainda a noite.
nem a cachaça e duas cervejas serviram pra pará-la.
tão estranho, o arranhão no pé durar mais que aquela história toda.
domingo, 5 de agosto de 2012
sábado, 4 de agosto de 2012
parto
a noite que mudou tudo faz um ano hoje.
parece que foi ontem, mas parando pra pensar também rolou tanta coisa nesse meio tempo. as coisas se ajeitaram, os problemas daquela noite não existem mais, há outros, claro. mas naquela noite tudo mudou. a noite em claro, os dias sem querer ver a luz. uma semana ou mais de dor.
depois veio só felicidade também.
tipo um parto.
há um ano eu começava a me parir pra vida.
parece que foi ontem, mas parando pra pensar também rolou tanta coisa nesse meio tempo. as coisas se ajeitaram, os problemas daquela noite não existem mais, há outros, claro. mas naquela noite tudo mudou. a noite em claro, os dias sem querer ver a luz. uma semana ou mais de dor.
depois veio só felicidade também.
tipo um parto.
há um ano eu começava a me parir pra vida.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
passarinho
é destino, cê tá me entendendo direitinho.
continue assim.
(ignore o vídeo, o importante é só a música, rs)
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