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segunda-feira, 19 de março de 2012

be for


Dizem que é se perdendo que a gente se encontra. 
Talvez seja isso mesmo. Mas se encontrar assim, pra sempre, isso não existe. A gente tá sempre em transformação. Tá sempre recebendo informação, desenvolvendo idéias, mudando o ponto de vista. A gente vive tipo um processo de enriquecimento, cada vez com mais valor agregado. Ou menos, depende né? Mas é bom que seja mais.

Eu ando escutando muito por aí que tô muito mudada. Que antes eu não era assim, não ouvia isso, não comia daquilo, não ia lá. Só que o tom é crítico, sabe? Quase um deboche. Eu acho triste, só isso. Nada do que venham me dizer vai me tirar desse caminho de auto conhecimento e auto construção. Sinto pouco se isso incomoda. Na verdade, sinto nada. Só desejo que um dia essas pessoas que me julgam um dia venham a se despir de preconceitos também, e consigam sorver da vida tudo que ela tem a oferecer. Se já passaram da idade, aí sinto muitíssimo mesmo, porque quem pensa assim é velho da cabeça, e a juventude do espírito é um dos maiores bens de um ser humano. O caminho certo pra ser feliz nessa vida parece ser mesmo esse: abrir os olhos, a cabeça e os braços, e se jogar nela.

Assim que eu conquistei a liberdade pra ir a Santa Luzia de ônibus em pleno domingo a tarde por conta de um aniversário. E assim também que eu consegui descobrir grandes músicos desse Brasil afora, que preocupam mais com a música que fazem do que a conta no banco. E assim que eu subi num palco do grande teatro da capital mineira pra pular e cantar junto com tanta gente feliz. E assim também que eu consegui desbravar os bares do centro da cidade, e os ônibus circulares, e as casas de show nos lugares mais distantes e menos convencionais. 

Com essa cabeça aberta que eu ando vivendo.
E tá muito bom assim.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Somos Instantes

Viver é tentar.
A gente quase nunca consegue, é verdade. Talvez, ainda mais verdade é que nunca conseguimos. Mas sem um motivo, sem uma razão, viver não tem sentido. E é por isso que sonhamos, planejamos, esperamos. Temos medos. Muitos, claro. E é por isso que tentamos.
O propósito da vida não é conseguir, nunca foi.
O grande propósito da vida é simplesmente viver, e quase sempre nos esquecemos disso. E nos frustamos quando não conseguimos, ou quando os outros parecem conseguir mais que nós. Mas a vida é isso mesmo.
E felicidade, felicidade é um momento. Felicidade vem, muda tudo, e passa.
Tristeza não é diferente. É na verdade bem igual: vem, muda tudo, e passa. Mas nos acostumamos a valorizar mais a felicidade do que a tristeza, e penso ser esse o grande mal da humanidade. Querer ser feliz pra sempre, e temer a tristeza sempre.
No final das contas, a felicidade é um momento.
A tristeza é um momento.
E é bem isso que somos: instantes.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Antes fosse azul o que eu não sei

Hoje eu senti o peso da responsabilidade.
Foi na hora de fazer a matrícula da PUC: decidir o que escrever, buscar o histórico escolar, pagar pensando em como vai fazer se for isso mesmo. E eu fiquei um pouco assustada. Parece que foi ontem que eu estava entrando no ensino médio, e parece que foi ontem que eu fiz aquelas provas do envelope do colégio. Esse ano de purgatório me deixou mal acostumada: eu não tive mais responsabilidade de escola, e ainda tive a vida boa e sem responsabilidade que ela traz. Sabe como é? Eu não tinha que estudar pra passar de ano, e ainda não tinha que trabalhar pra me sustentar. Era tipo uma coisa meio acomodada.
Mas hoje isso começou a mudar aqui dentro.
E que venha 2012, né?

sábado, 3 de setembro de 2011

Sobre escolhas, sonhos e coragem.

Hoje eu fiz a minha inscrição pro vestibular.
Estava querendo esperar até o último dia, pra não dar nem tempo de me arrepender, mas senti hoje uma certeza (igual a que já senti tantas outras vezes, diga-se de passagem) que fiz.
Direito noturno.
Sem mais delongas, é isso mesmo.

Em um dos meus devaneios, pensei que uma pessoa me acusava de estar sendo covarde. Desistir de um sonho, só porque quer independência, só porque é dificil e exige muito mais esforço e tempo? Respondi em alto e bom tom, que eu não me achava covarde, pelo contrário: muito corajosa. Tinha desistido de sustentar um sonho que havia criado quanto estava completamente sem perspectiva, miseravel. Eu havia sustentado aquele sonho de menina que não tem nada pelo que esperar da vida, e se agarrou em uma perspectiva falha e tão cheia de ilusões. Agora, eu havia sido corajosa o bastante pra deixar aquele sonho de lado, e encarar meus novos desejos, minhas novas aspirações e possibilidades. Isso pra mim não é covardia. É muito antes, coragem.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O problema é seu.

No final das contas, mesmo com tanta gente falando, fazendo, preocupando - a gente está sempre sozinho. Não há amigo que preencha a falta, não há parente que se faça presente na hora H, aquela hora que você precisa saber se o que está pensando é o certo ou errado. A hora em que nada faz muito sentido, e todas as possibilidades fazem sentido demais. É a hora em que o coração deveria se calar por que a cabeça está a mil, mas a razão não manda em nada nessa hora. Ficam os dois, cabeça e coração, razão e sentimento, disputando pra ver quem grita mais alto, quem mostra o caminho. Mas nenhum dos dois ganha. Por mais que todos estejam ao seu lado, tentando te distrair, tentando colocar você pra cima. Em meio a tantos assuntos forjados, tantos sorrisos forçados, você está mais sozinho que nunca, e a dor é só sua. Por mais que todo mundo sinta, a vida de ninguém muda, só a sua.
E o problema, é todo seu.

It does.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pretérito Imperfeito

Lidar com a morte é uma questão de português. É passar os verbos para o pretérito imperfeito. Não tenho. Tinha. Gostava, ensinava, vivia. É uma questão de se acostumar com a ausência.

Hoje escutei e falei muito que ''ainda não caiu a ficha''. Nem vai. A ficha não cai, a gente se acostuma com esse presente suspenso. Um dia, mais tarde, iremos todos recordar um bom momento sem lembrar que até ontem ele estava ali. Aí sim, não será mais uma surpresa acordar e pensar no que aconteceu.
Mas como tudo ainda é muito recente, a gente vai se acostumando.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Aos mestres

Não acho certo que apenas ensinadores que carregam diploma de mestrados sejam chamados de mestres. São todos mestres, aqueles que dedicam a vida a compartilhar o conhecimento. Principalmente aqueles que encaram turmas de adolescentes com hormônios e nervos a flor da pele. Aqueles que se dedicam em preparar esses jovens para um sonho. Como diz a camisa de uma mestra sem comparação de portugues que tive, somos "Almas livres escalando sonhos impossíveis''.

Hoje, um grande mestre faleceu daquele jeito que não deixa nem ao menos tempo para pensar - acidente de moto fatal. Foi um baque, para mim e para todos. Deixou no ar uma aula de recuperação, uma prova para corrigir, a aula de eletromagnetismo que eu esperava acontecer para voltar a frequentar suas aulas - sim, porque há mais de um mês que eu não ia na aula dele pelo simples motivo de já ter aprendido tudo, tão direitinho, com ele mesmo no ano anterior.

É por isso que venho aqui, declarar minha mais profunda admiração e gratidão a cada um dos grandes mestres que passam e já passaram pela minha vida. Meu sentimento para com vocês é de puro orgulho. Muito obrigada.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Para trás

Ontem tomei uma decisão grande, que não sei ainda ao certo se vai durar. Resolvi acabar de vez com esse sonho antigo e imaturo de medicina. Decidi me aventurar pelos (vários) caminhos do direito. Agora vamos aos motivos da minha decisão:
  • Por que DIREITO? Em primeiro lugar, é uma passar no vestibular é uma possibilidade palpável para a minha pessoa. Além disso, tem todo o fato de ser um curso interessante (baseado na grade curricular), de existir a possibilidade de fazer direito noturno, que eu vou poder trabalhar durante o curso, a faculdade de direito da UFMG fica no centro, muito mais acessivel, eu não vou precisar cortar minhas unhas (rsrs), vou poder usar terninhos (charme!!) e, o motivo mais legal e importante: vai ser um grande desafio pessoal para mim, deixar minha timidez de lado, dar a cara a tapas pra conseguir empregos, estágio, correr atrás da minha graninha e poder ficar independente financeiramente muito mais rápido.
  • Por que não mais a medicina? Eu sinceramente não sei se daria certo como médica. Na verdade, certo eu daria, mas não sei se conseguiria ser completamente feliz. Além disso tem toda a questão de assinar um tratado de dependencia financeira (no meu caso, tratado de pobreza) pelos próximos 7 anos, sendo muito otimista. Também tem o fato de que passar no vestibular é uma impossibilidade palpável, e eu não quero passar nem mais 7 meses no cursinho.
Pensei, pensei, pensei.
Cheguei à conclusão que direito vai me possibilitar chegar muito longe, muito mais rápido e com bem menos sofrimento. Medicina é uma profissão de entrega. É não ter tempo para nada, ter que morrer estudando, não poder trabalhar durante todo o curso. Medicina é uma profissão linda, mas não para quem tem ambições tão grandes como eu, nem para quem viveu tão pouco, e tem tanta sede de viver como eu. O direito vai me dar a possibilidade e a oportunidade de crescer como pessoa, eu vou ter que sair da minha zona de conforto, vou ter que ir trabalhar, procurar emprego, enfrentar correria e cobranças do mundo externo. Além disso, eu não sei ao certo se fiz essa escolha (do sonho antigo) da forma mais correta possível. Eu era jovem, imatura e passava por um momento extremamente delicado, em que precisava urgentemente de ter alguma perspectiva de vida na qual me prender. E foi nisso que eu encontrei força para continuar de pé. Nesse sonho imaturo de querer ser médica em Chicago, fazer medicina em Harvard, e trabalhar no County General.
Eu continuo sendo a mesma menina que quer andar pra frente, dar passos largos, e ir embora do país. Mas hoje, eu tenho maturidade para entender que talvez seja hora de deixar aquele sonho antigo para trás, e assumir meu verdadeiro sonho: ter possibilidade e oportunidade de fazer as coisas que eu gosto.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Complexidade do ser

Desde a minha última briga com minha mãe, essa semana (sim, elas são recorrentes), que eu fiquei com uma coisa na cabeça. Ela me acusou, entre outras coisas que eu não concordo, de ser arrogante. Pensei, pensei, pensei. Cheguei à conclusão de que sou sim, arrogante. Ainda estou me acostumando com a idéia, pensando em todas as minhas atitudes que demonstram isso, e tentando encontrar uma forma de amenizar tal defeito.
Eu sempre achei que meu maior defeito fosse a minha insegurança. Mas, olha que complexo: eu sou muito segura por dentro: eu tenho opiniões fortes, sei o que quero e o que não quero quase sempre, sinto e pressinto muita coisa, mas isso tudo fica dentro de mim. Pra fora, pro mundo eu sou muito insegura. Não sei se por isso que me tornei arrogante - para disfarçar a minha insegurança - ou se o excesso de segurança que tenho pela minha pessoa que fez com que eu me tornasse arrogante. Vai ver é um ciclo vicioso, e eu nem sei.
Sei, é que quase tudo que está errado na minha vida deve-se a um desses dois grandes defeitos: não tenho namorado porque sou insegura e arrogante - ninguém é bom o suficiente para mim. Não passei no vestibular mais por causa da minha arrogancia, do que minha insegurança. Minhas amizades são muito superficiais porque eu sempre acho que os outros não são tão bons quanto eu, e aqueles que o são, eu sou muito insegura para ir falar com eles, e fazer amizade.
Minha insegurança talvez seja meu maior defeito para dentro, enquanto seu espelho externo - a arrogancia - seja ameu maior defeito para fora.

Exageros a parte, a coisa ainda se desenrola na minha cabeça. É dificil enxergar um grande defeito, que traz tantos prejuízos para a vida, ao mesmo tempo que é bom saber enxergá-lo. É dificil. Mas é melhor encará-lo, e tentar mudar alguma coisa aqui dentro, porque desse jeito que está, não pode ficar.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

True Greatness

Juntando os pedacinhos espalhados pela expectativa e pela decepção. Mas é assim mesmo: quando não é pra ser, simplesmente não é.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Uma coisa de cada vez.

Eu preciso aprender que tem hora pra tudo nessa vida. E que agente tem que saber viver uma coisa de cada vez, pra conseguir viver ela inteira e intensamente.
Mas a minha sede de vida me impede de enxergar essa verdade. Ela me faz querer amor, estudo, criatividade, imaginação e tédio. Me faz querer cobertor, comida boa, regime e uma pilha de apostilas. Me faz querer o rock, o samba, o jazz e a bossa. Me faz querer o ócio e a dedicação. O caminho e o desconhecido.
Mas eu preciso aprender.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Top 10 - 2010

Aproveitando o clima de final de ano, vamos fazer uma retrospectiva dos 10 momentos mais marcantes do ano. Esse ano não foi pesado como o ano passado. Pelo contrário, foi leve. Foi leve se comparado às minhas expectativas para o terceiro ano. Foi cheio de crescimento pessoal, amadurecimento, auto conhecimento e eu sinto que construí meu caráter nesse último ano.
Enfim, saudosismos a parte, eis aqui os 10 moments of the year:
  1. No show do Coldplay, quando o Chris Martin cantou "Look at the stars, look how they shine for you" e eu olhei pro céu, onde estava tudo nublado antes, apareceram algumas estrelas pra brilhar pra mim.
  2. Quando eu abaixei a tela do computador e li: "O candidato foi aprovado para a 2ª fase!", e depois comecei a chorar.
  3. A minha colação de grau, em especial o discurso do Percy e os longos minutos que eu esperei pra receber meu diploma, enquanto ia passando um filminho dos últimos três anos da minha vida.
  4. O alívio que veio depois do tombo que levei na cachoeira, na Serra do Cipó.
  5. O alívio que veio depois que eu fui assaltada.
  6. Meus minutos de puro luxo sentada no California Coffee, saboreando uma torta de chocolate crocante e lendo Carlos Drummond.
  7. Quando eu deitei na minha cama no dia do meu aniversário, e senti meu coração cheio de amor.
  8. O último dia de aula. Ele inteiro.
  9. Quando o Paul cantou "Blackbird singing in the dead of night".
  10. O dia da fuga da aula na Praça da Liberdade e no Café da Travessa, quando amizade e liberdade tomaram forma na minha vida.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Top 10 - 2010 versão musical

Esse ano foi bem tumultuado musicalmente falando também. Tivemos algumas descobertas, alguns reencontros e muitos preconceitos quebrados. Eis aqui, o Top 10 das bandas e cantores que entraram para minha listinha dos melhores:
  1. Bob Dylan
  2. Los Hermanos
  3. Beirut
  4. The Strokes
  5. The Killers
  6. Regina Spektor
  7. I Blame Coco
  8. Kings of Convinience
  9. Tom Jobim - Chega de Saudade rocks!!
  10. Pearl Jam

sábado, 25 de dezembro de 2010

Das coisas que eu sei sobre mim:

Eu gosto de música. Muito, e só das boas. Desprezo axé, sertanejo, pagode e, principalmente, funk. Gosto de clássica tipo Vivaldi, e dos clássicos tipo Sinatra. Gosto de rock tipo Led, Beatles, Strokes e amo indie tipo Beirut e Regina Spektor. Tenho tido uma queda por Bossa Nova tipo Tom Jobim, e comecei a admirar Chico e Caetano. Gosto de descobrir coisas novas, e acrescentá-las à minha listinha de bandas favoritas. Tenho fases musicais. Acho que cada música tem um momento, e gosto de apreciá-las principalmente via fone de ouvido, no ônibus, torcendo pra não chegar meu ponto e eu ter que descer. Não gosto de música, amo. Amo também cinema. Gosto de filmes bem produzidos, as grandes produções dignas de Oscar. Mas aprendi a apreciar também aqueles que recebem o Urso de Ouro, e vão para o Sundance. Gosto de reparar na fotografia, na trilha sonora e no roteiro do filme. Faço e leio críticas. Na verdade, leio e faço críticas. Gosto de me identificar com um diretor, e assistir todos os filmes dele de uma vez. Me apaixono por trilhas sonoras bem produzidas, e ouço até enjoar. Gosto de ver filme em casa, mas também amo ir ao cinema e ver tudo grande e alto. Amo, amo, amo literatura. Era uma leitora best-seller, mas comecei a aprender a apreciar a literatura (de verdade), e agora passo longe de qualquer lista dos mais vendidos. Gosto de ter o livro na minha estante, e de vez em quando ir passando as páginas, só por nada mesmo. Aprendi há pouco tempo que literatura não é Dan Brown, e me familiarizo mais com Machados, Gracilianos, Clarices, Cecílias e Vinicius. Aprendi a ler poesia, mas só consigo ler as mais intensas com silêncio e calma. Gosto muito de moda, e preciso ser rica pra ter um closet dos meus sonhos. Tento ser chique, descolada e estilosa, mas só consigo de vez em quando. Gosto de passear pelos sites de compra online, e ir lotando shopping bags com tudo o que faria do meu closet o dos sonhos. Sonho com um Louboutin, um Manolo Blahnik, uma sapatilha Gucci e um All Star vermelho. Sonho em carregar uma Birkin, uma Mulberry e uma Bottega Veneta. Amo Marc Jacobs, Urban Outfitters e Cavalera. Se eu fosse receber o Oscar, usaria um Elie Saab, ou um Marchesa de um ombro só. Coco Chanel, Audrey Hepburn e Marion Cotillard são minhas divas. Meu closet seria todo branco e sem portas. Acredito que menos é mais, sempre. Tenho um quarto que amo e me orgulho. Cada detalhe dele é do jeito que eu sempre quis, e minha casa dos sonhos seria uma versão do meu quarto em vários cômodos. Prefiro apartamento a casas, já perdi a minha e tive que morar num quarto e é por isso que hoje eu valorizo muito meu pedacinho de céu. Sou organizada quase sempre, e o que não se inclui nesse quase sempre é quando tenho um milhão de coisas pra fazer e não paro em casa. Gosto de ver uma bagunça organizada as vezes, e tudo no meu quarto tem seu lugar exato. As duas únicas coisas que ainda faltam no meu quarto, são uma vitrola e um som. Me perco no tempo quando estou no computador. Gosto de ficar vendo fofocas dos ricos e famosos (vergonha de admitir isso), amo passear pelos milhares de blogs de moda e coisas bonitas por aí, fico ouvindo música quase sempre quando tô no computador. Uso twitter e facebook sáo pra não perder contato com o mundo virtual, e gosto de jogar Bubbleshooter. Odeio o iTunes e prefiro o Media Player. Meu celular é pequeno e esquisito, e seu eu pudesse trocava ele, mas tem tantas outras coisas pra fazer e me preocupar que deixo ele assim mesmo. É um bom início de conversa, sempre. Eu me achava inteligente, até chegar no ensino médio e descobrir que eu não sabia nada ainda. Fiquei três anos brincando de fingir que sou inteligente, e hoje eu tenho que correr atrás. Minha escola do ensino médio foi a escola da minha vida, onde conheci grandes amigos, mestres e alguns exemplos a seguir. Foi lá que eu aprendi literatura, comecei a gosto de Chico, e me apaixonei uma vez ou mais. Minha familia é toda louca, desestruturada e patida ao meio. Meus pais são separados, minha relação com o meu pai era péssima e eu fui crescendo e aprendendo a lidar com ele. Minha relação com a minha mãe eu ainda não resolvi por isso é melhor não falar, afinal, não faz parte das coisas que sei sobre mim. Adoro a companhia dos meus tios e tias e avos e primo da familia da minha mãe. Amo as reuniões e almoços em familia. Amo, de amor mesmo o meu avô. Ele é em quem eu confio cegamente, e meus olhos ficam marejados só de pensar nisso. Minha avó eu ando aprendendo a conviver com ela também, e ela com o mundo. Minha madrinha é quem me diverte quase sempre, e ela é uma pessoa de coração enorme. Minha familia do lado de lá é bacana também, mas tem mania de ficar tapando os buracos e eu não gosto disso. Tenho uma tia avó que eu amo também, e é a segunda pessoa que eu mais confio. Tenho poucos amigos, e são bons sim. Conheci os melhores nesse último ano, descobri que entre amigos tem que ter sim um ponto de interseção, mas deve existir também muitas outras diferenças. Gosto de rir com os amigos, ficar em silêncio e ouvir, e também andei descobrindo que é bom ouvir o silêncio e falar. Amo as fugas durante a aula pra fazer coisas completamente sem propósito, tipo ficar atoa na Praça da Liberdade e pegar um ônibus e ir parar lá no Café da Travessa, com vontade pra beber uma caipirinha numa segunda a tarde, mas sem ter dinheiro nem pra uma coca cola direito. Gosto de ficar sozinha e me acostumei a isso. As vezes a presença de si mesmo supera a ausência dos outros, mas as vezes a presença de si mesmo demais revela a ausência dos outros, e dói. Não tenho namorado, nem nunca tive. Quero sim, e o mais rápido possível. Mas só aceito se for alguém que mude alguma coisa em mim, de preferência que me coloque cara a cara com o mundo e diga: "agora é com você, vai!!". Eu sei que tenho uma queda por homens mais velhos. Sinto uma necessidade imensa de mudança, ela grita e suspira na minha cabeça, principalmente nas madrugadas solitárias. Gosto das palavras solidão, melancolia, ausência, beleza, charme, tolice, infinito e leve. Não gosto das palavras desgraça, ruim, e da expressão para sempre. Eu amo, amo, amo a vida! Prefiro usar um ou dois pontos de exclamação, e adoro intercalar exclamações e interrogações. Acho que elas quase sempre casam. Casamento pra mim, só se acontecer um milagre que eu torço (confesso) para acontecer. Filhos, só se conseguirem mudar muita coisa em mim, despertar uma molecagem infinita que me faça correr atrás deles no shopping, e cair no chão rindo sem me preocupar com todo mundo que está assistindo a cena, fazendo daquilo um momento só nosso (igual a mãe que eu vi no shopping). Tenho medo de continuar a linhagem de relacionamentos impossíveis da minha familia: entre mãe e filha, marido e mulher, mulher e vida. Tenho medo de morrer sem falar e sem que as outras pessoas saibam de tudo o que passa na minha cabeça. Fora isso, não tenho medo de morrer. Me acho desengonçada e desastrada. Quase sempre. Tenho pressntimentos, mas também tenho a mania de não dar ouvidos a eles. Sempre enxergo uma certa ternura em momentos ruins ou tristes da minha vida. Quase sempre desabafo aqui. Eu tenho problemas de dicção, eu acho. Sempre embolo as palavras e odeio quando as pessoas não entendem o que eu falo e eu tenho que repetir mais de uma vez ou uma só. Meu sonho é realizar uma obra prima e ser reconhecida pelo mundo afora. Quero conhecer todos os continentes, mas por enquanto só conheço um. Quero também ir ao Butão, a Bali, Tailândia, Índia, Marrocos, Japão e, claro, a Europa e seu charme imortal. Só quero aprender a dirigir pra poder pegar um carro e sair pela estrada sem rumo, com o som no volume máximo e as janelas abertas, respirando liberdade. Se não, eu passava o resto da minha vida andando a pé e de ônibus. Acho que não tem preço andar de ônibus e ir vendo as coisas que agente sempre vê a pé, e nunca vê de carro, só que do alto. Ver as pessoas, e ouvir as histórias de gente tão diferente, ou tão igual. Tinha vontade de ser muito diferente do que eu sou, já quis ser um pouco de tudo. Queria ser uma pessoa descolada, bacana e simpática, que todo mundo conhecesse, e linda. Queria ser inteligente, séria, fina e ter uma beleza estonteante. Já quis ser intelectual, extrovertida, sincera, divertida e engajada. Descobri que não dá pra ser tudo ao mesmo tempo, por isso invento histórias adoidado na minha cabeça. Quero morar em Nova York, e Paris, e em São Paulo. Eu amo comer, e acho que meu pecado é a gula. Gosto de comida simples, mais ou menos e de algumas frescas. Não gosto de frutos do mar, meu sonho era gostar de café e queria ser vegetariana. Não gosto - de verdade - de: leite, milho, camarão, melão, cerveja. Gosto, muito e eternamente de: risoto de limão siciliano, chocolate, molho a base de vinho, petit gateau e pão de queijo com Coca Zero. Minha bebida preferida é caipi morango e sim, eu gosto de whisky on rocks. Meu sinal de pontuação preferido é a reticências. Também tenho uma queda especial pelas aspas. Olhos azuis me deixam tonta. No bom sentido. Queria trabalhar e ter meu dinheiro. As vezes tenho vontade colocar o mundo no meu colo, e fazer carinho nele todo. Curar cada doença de quem não merece sofrer, enriquecer cada pessoa que precisa e empobrecer aquelas que não sabem ser ricas. Jogar fora cada pessoa que não merece viver,e dar vida nova para todas aquelas que querem viver. Eu já quis morrer. Hoje quero, e muito, viver. Não entendo muitas coisas da vida, mas sinto que entendo outras tantas. As vezes consigo desvendar um sentimento ou uma vida em um piscar de olhos que demora, ou uma mínima contração de um músculo facial. Sempre acabo decidindo que isso é coisa da minha cabeça, mas quase sempre alguma coisa me revela que não é. Eu adoro natal, ano novo, páscoa e aniversários em geral, principalmente o meu, hehe. Gosto de ganhar presente, e gosto de presentear. Adoro ter idéias magníficas para um presente autêntico. Adoro aniversário de criança, e queria ter um filho só pra fazer várias festinhas pra ele. Gosto de comida de natal também. Odeio coisas que voam tipo passarinho, mosca, morcego, pernilongo, vespa e mariposas. Só não digo que odeio borboletas porque elas são muito bonitas para serem odiadas. Também não gosto de animais em geral, tipo cachorros (eles pulam na gente), hamster, e gato eu só gosto do Fritz. Meu pé é horroroso. Minhas unhas são bacaninhas, principalmente quando estam feitas. Eu gosto de pintar as unhas, mas acho barango fazer delas um arco-íris. Não tenho nenhuma habilidade artística, só sei apreciar as dos outros. Queria saber dançar, cantar, tocar violino e flauta, escrever, compor músicas, desenhar, pintar, falar, atuar. Mas como nenhum desses dons nunca se expressou em mim, me contento em apreciar as outras pessoas. E eu sei que gostei de alguma coisa, quando tenho vontade de ter realizado tal coisa. Amo usar Havaianas, mas gosto ainda mais de andar descalça. O melhor toque que existe no mundo é aquele que meus pés sentem quando eu estou andando na praia, descalça, dividida entre o aspero da areia molhada e a água gelada. Eu tenho pouca força de vontade. Não acho certo deixar a vida de lado pra estudar ou trabalhar. E não admiro quem faz isso.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Olha o susto que eu tomei hoje:


Mas foi um dos melhores sustos da minha vida, confesso!
Unicamp, here we go!!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Insegurança

Descobri meu maior defeito: insegurança.
Eu sou insegura em relação ao meu futuro, à minha familia, às minhas amizades, ao meu futuro. Fico insegura ao sair de casa pra fazer alguma coisa, e principalmente quando vou a algum lugar cheio de gente. E, sinceramente, não vejo outra forma de lidar com isso, a não ser encarando essa minha insegurança, e seguindo em frente.
Mas é dificil...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A primeira vez

Essa semana eu sofri o primeiro assalto da minha vida.
Foi uma daquelas coisas que agente sente que vai acontecer, e de repente já aconteceu. Foi rápido e indolor, ou quase. Enquanto eu corria dos dois homens que não se deram o trabalho de correr atrás de mim, eu pensava: passou. A minha sensação foi exatamente a mesma que eu descrevi aqui, quando eu tomei o meu primeiro tombo na cachoeira e fiquei aliviada por ter acontecido. E não foi tão ruim quanto eu imaginava, ou como podia ter sido.
Eu acabei reagindo de uma forma neutra, tranquila e até bem humorada. Uma pessoa me perguntou como eu podia ficar rindo de uma coisa que podia ser trágica, e, quer saber? Eu prefiro lidar com isso do que ficar com medo ou raiva.
E esse é o meu jeito de digerir tudo isso, fazendo humor.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Ontem:

  • Eu bebi um pouco e fiquei alegre;
  • Ri muito e só não chorei porque não me deram motivos;
  • Não desci do salto e não dei vexame;
  • Não me arrependi de nada que fiz
  • Me arrependi de algumas coisas que não fiz porque ainda precisava de um ou dois copos de coragem

Saldo da noite: positivíssimo

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A escola da minha vida

Hoje foi a minha colação de grau. Enquanto eu aguardava a minha vez de receber meu diploma, um filminho começou a passar na minha cabeça e trouxe de volta todos os grandes momentos dos últimos três anos. Me lembrei da primeira vez que passei na porta do Bernoulli, e de como conseguia me imaginar ali dentro. Lembrei do teste que eu fiz, de como tudo aquilo era novo e grandioso, de toda a expectativa de chegar o dia 11 de outubro de 2007, quando sairia o resultado, e me lembrei também da minha felicidade quando liguei para a secretária do colégio, e uma pessoa me informou que eu estava aprovada. Lembrei da reunião que foi mais uma palestra, quando comecei a admirar os criadores daquela idéia chamada Bernoulli, e de como sai dali decidida a fazer as coisas darem certo. Me lembrei da expecativa das férias de janeiro, quando eu fui comprar material escolar, e fui comprar o uniforme também que (que novidade!) teria meu nome estampado no peito. Lembrei do primeiro dia de aula, quando me sentei no fundo mais ou menos daquela sala cheia de estranhos, que eram a maioria novatos como eu, e onde alguns outros veteranos já arredavam carteiras, conversavam e brincavam de forma descontraida com os professores. Lembrei de todas as primeiras aulas no Bernoulli, quando cada cara nova que entrava ali despertava em mim uma curiosidade ainda maior. Lembro da expectativa da primeira prova, e de como a minha ilusão de que para passar no vestibular bastava estudar no Bernoulli veio ao chão com apenas algumas semanas de aula. Lembrei de todo o percurso do primeiro ano, quando uma parte de mim descobria o mundo, enquanto outra parte descobria uma palavrinha muito importante: responsabilidade. Meu primeiro ano foi aos trancos e barrancos, muitas recuperações, muitos estudos e muito desespero na hora das provas. No primeiro ano, consegui aprender o segredo do Bernoulli: mesclar responsabilidade com liberdade, e isso é possível. O segundo ano foi feito de grandes aprendizados, sem muito sufoco e com uma ajuda divina para eu onseguir passar de ano. Sim, porque passar de ano antes das provas finais foi um feito inédito no meu ensino médio, e confesso que o mérito não foi meu. Veio então o filminho desse terceiro ano. O último e mais temido ano, que tenho orgulho de dizer que foi o melhor da minha vida. Parece que tudo que tinha para dar errado, deu errado nesse ano. Foi a UFMG que mudou a primeira fase, o ENEM que foi anulado e depois não, e depois sim mas só para alguns. E mesmo assim, conseguimos driblar os problemas, estampar um sorriso no rosto e continuar andando em direção aos nossos sonhos. E seria tudo diferente, se não pudéssemos contar com a maior e mais grandiosa equipe de professores. A única coisa que me tranquilizava em todos os momentos que fomos postos a prova ao longo desse ano, era a confiança em cada um deles, e na instituição como um todo. Ser professor de terceiro ano não me parece ser uma tarefa fácil. Pelo contrário, é um cargo de imensa responsabilidade: eles têm que zelar pelo ensino e pela nossa sanidade mental ao longo do ano. Posso dizer que todos os professores do Bernoulli cumpriram seus papeis com excelência. Cada um deles conseguiu extrair dos momentos mais difíceis uma luz no fim do túnel, e dos momentos mais alegres algum aprendizado. Eles foram demais!!! O meu único sentimento agora, é de extrema gratidão. Meu desejo, era poder colocar cada um deles em um potinho, e levá-los comigo pelo resto da minha vida para que continuem a ser grandes mentores e mestres. Meu desejo era poder abraçar cada um de vocês e presenteá-los com o que há de mais valioso nesse mundo: uma tonelada de muita felicidade. Essa foi a escola em que eu me construí, foi a escola que deixou a menina para trás e onde uma mulher começou a se formar. Essa foi a escola da minha vida, para a minha vida.