sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Que venha

Feliz ano novo!!

Top 10 - 2010

Aproveitando o clima de final de ano, vamos fazer uma retrospectiva dos 10 momentos mais marcantes do ano. Esse ano não foi pesado como o ano passado. Pelo contrário, foi leve. Foi leve se comparado às minhas expectativas para o terceiro ano. Foi cheio de crescimento pessoal, amadurecimento, auto conhecimento e eu sinto que construí meu caráter nesse último ano.
Enfim, saudosismos a parte, eis aqui os 10 moments of the year:
  1. No show do Coldplay, quando o Chris Martin cantou "Look at the stars, look how they shine for you" e eu olhei pro céu, onde estava tudo nublado antes, apareceram algumas estrelas pra brilhar pra mim.
  2. Quando eu abaixei a tela do computador e li: "O candidato foi aprovado para a 2ª fase!", e depois comecei a chorar.
  3. A minha colação de grau, em especial o discurso do Percy e os longos minutos que eu esperei pra receber meu diploma, enquanto ia passando um filminho dos últimos três anos da minha vida.
  4. O alívio que veio depois do tombo que levei na cachoeira, na Serra do Cipó.
  5. O alívio que veio depois que eu fui assaltada.
  6. Meus minutos de puro luxo sentada no California Coffee, saboreando uma torta de chocolate crocante e lendo Carlos Drummond.
  7. Quando eu deitei na minha cama no dia do meu aniversário, e senti meu coração cheio de amor.
  8. O último dia de aula. Ele inteiro.
  9. Quando o Paul cantou "Blackbird singing in the dead of night".
  10. O dia da fuga da aula na Praça da Liberdade e no Café da Travessa, quando amizade e liberdade tomaram forma na minha vida.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Top 10 - 2010 versão musical

Esse ano foi bem tumultuado musicalmente falando também. Tivemos algumas descobertas, alguns reencontros e muitos preconceitos quebrados. Eis aqui, o Top 10 das bandas e cantores que entraram para minha listinha dos melhores:
  1. Bob Dylan
  2. Los Hermanos
  3. Beirut
  4. The Strokes
  5. The Killers
  6. Regina Spektor
  7. I Blame Coco
  8. Kings of Convinience
  9. Tom Jobim - Chega de Saudade rocks!!
  10. Pearl Jam

Metonímia

Voltei pra casa hoje com seis livros a mais na minha estante. Um Clarice Lispector, dois Machado, um Saramago, um Fernando Pessoa e um Graciliano. Me alimentando de literatura para preencher os vazios da alma. Assim que é bom.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Das coisas que eu sei sobre mim:

Eu gosto de música. Muito, e só das boas. Desprezo axé, sertanejo, pagode e, principalmente, funk. Gosto de clássica tipo Vivaldi, e dos clássicos tipo Sinatra. Gosto de rock tipo Led, Beatles, Strokes e amo indie tipo Beirut e Regina Spektor. Tenho tido uma queda por Bossa Nova tipo Tom Jobim, e comecei a admirar Chico e Caetano. Gosto de descobrir coisas novas, e acrescentá-las à minha listinha de bandas favoritas. Tenho fases musicais. Acho que cada música tem um momento, e gosto de apreciá-las principalmente via fone de ouvido, no ônibus, torcendo pra não chegar meu ponto e eu ter que descer. Não gosto de música, amo. Amo também cinema. Gosto de filmes bem produzidos, as grandes produções dignas de Oscar. Mas aprendi a apreciar também aqueles que recebem o Urso de Ouro, e vão para o Sundance. Gosto de reparar na fotografia, na trilha sonora e no roteiro do filme. Faço e leio críticas. Na verdade, leio e faço críticas. Gosto de me identificar com um diretor, e assistir todos os filmes dele de uma vez. Me apaixono por trilhas sonoras bem produzidas, e ouço até enjoar. Gosto de ver filme em casa, mas também amo ir ao cinema e ver tudo grande e alto. Amo, amo, amo literatura. Era uma leitora best-seller, mas comecei a aprender a apreciar a literatura (de verdade), e agora passo longe de qualquer lista dos mais vendidos. Gosto de ter o livro na minha estante, e de vez em quando ir passando as páginas, só por nada mesmo. Aprendi há pouco tempo que literatura não é Dan Brown, e me familiarizo mais com Machados, Gracilianos, Clarices, Cecílias e Vinicius. Aprendi a ler poesia, mas só consigo ler as mais intensas com silêncio e calma. Gosto muito de moda, e preciso ser rica pra ter um closet dos meus sonhos. Tento ser chique, descolada e estilosa, mas só consigo de vez em quando. Gosto de passear pelos sites de compra online, e ir lotando shopping bags com tudo o que faria do meu closet o dos sonhos. Sonho com um Louboutin, um Manolo Blahnik, uma sapatilha Gucci e um All Star vermelho. Sonho em carregar uma Birkin, uma Mulberry e uma Bottega Veneta. Amo Marc Jacobs, Urban Outfitters e Cavalera. Se eu fosse receber o Oscar, usaria um Elie Saab, ou um Marchesa de um ombro só. Coco Chanel, Audrey Hepburn e Marion Cotillard são minhas divas. Meu closet seria todo branco e sem portas. Acredito que menos é mais, sempre. Tenho um quarto que amo e me orgulho. Cada detalhe dele é do jeito que eu sempre quis, e minha casa dos sonhos seria uma versão do meu quarto em vários cômodos. Prefiro apartamento a casas, já perdi a minha e tive que morar num quarto e é por isso que hoje eu valorizo muito meu pedacinho de céu. Sou organizada quase sempre, e o que não se inclui nesse quase sempre é quando tenho um milhão de coisas pra fazer e não paro em casa. Gosto de ver uma bagunça organizada as vezes, e tudo no meu quarto tem seu lugar exato. As duas únicas coisas que ainda faltam no meu quarto, são uma vitrola e um som. Me perco no tempo quando estou no computador. Gosto de ficar vendo fofocas dos ricos e famosos (vergonha de admitir isso), amo passear pelos milhares de blogs de moda e coisas bonitas por aí, fico ouvindo música quase sempre quando tô no computador. Uso twitter e facebook sáo pra não perder contato com o mundo virtual, e gosto de jogar Bubbleshooter. Odeio o iTunes e prefiro o Media Player. Meu celular é pequeno e esquisito, e seu eu pudesse trocava ele, mas tem tantas outras coisas pra fazer e me preocupar que deixo ele assim mesmo. É um bom início de conversa, sempre. Eu me achava inteligente, até chegar no ensino médio e descobrir que eu não sabia nada ainda. Fiquei três anos brincando de fingir que sou inteligente, e hoje eu tenho que correr atrás. Minha escola do ensino médio foi a escola da minha vida, onde conheci grandes amigos, mestres e alguns exemplos a seguir. Foi lá que eu aprendi literatura, comecei a gosto de Chico, e me apaixonei uma vez ou mais. Minha familia é toda louca, desestruturada e patida ao meio. Meus pais são separados, minha relação com o meu pai era péssima e eu fui crescendo e aprendendo a lidar com ele. Minha relação com a minha mãe eu ainda não resolvi por isso é melhor não falar, afinal, não faz parte das coisas que sei sobre mim. Adoro a companhia dos meus tios e tias e avos e primo da familia da minha mãe. Amo as reuniões e almoços em familia. Amo, de amor mesmo o meu avô. Ele é em quem eu confio cegamente, e meus olhos ficam marejados só de pensar nisso. Minha avó eu ando aprendendo a conviver com ela também, e ela com o mundo. Minha madrinha é quem me diverte quase sempre, e ela é uma pessoa de coração enorme. Minha familia do lado de lá é bacana também, mas tem mania de ficar tapando os buracos e eu não gosto disso. Tenho uma tia avó que eu amo também, e é a segunda pessoa que eu mais confio. Tenho poucos amigos, e são bons sim. Conheci os melhores nesse último ano, descobri que entre amigos tem que ter sim um ponto de interseção, mas deve existir também muitas outras diferenças. Gosto de rir com os amigos, ficar em silêncio e ouvir, e também andei descobrindo que é bom ouvir o silêncio e falar. Amo as fugas durante a aula pra fazer coisas completamente sem propósito, tipo ficar atoa na Praça da Liberdade e pegar um ônibus e ir parar lá no Café da Travessa, com vontade pra beber uma caipirinha numa segunda a tarde, mas sem ter dinheiro nem pra uma coca cola direito. Gosto de ficar sozinha e me acostumei a isso. As vezes a presença de si mesmo supera a ausência dos outros, mas as vezes a presença de si mesmo demais revela a ausência dos outros, e dói. Não tenho namorado, nem nunca tive. Quero sim, e o mais rápido possível. Mas só aceito se for alguém que mude alguma coisa em mim, de preferência que me coloque cara a cara com o mundo e diga: "agora é com você, vai!!". Eu sei que tenho uma queda por homens mais velhos. Sinto uma necessidade imensa de mudança, ela grita e suspira na minha cabeça, principalmente nas madrugadas solitárias. Gosto das palavras solidão, melancolia, ausência, beleza, charme, tolice, infinito e leve. Não gosto das palavras desgraça, ruim, e da expressão para sempre. Eu amo, amo, amo a vida! Prefiro usar um ou dois pontos de exclamação, e adoro intercalar exclamações e interrogações. Acho que elas quase sempre casam. Casamento pra mim, só se acontecer um milagre que eu torço (confesso) para acontecer. Filhos, só se conseguirem mudar muita coisa em mim, despertar uma molecagem infinita que me faça correr atrás deles no shopping, e cair no chão rindo sem me preocupar com todo mundo que está assistindo a cena, fazendo daquilo um momento só nosso (igual a mãe que eu vi no shopping). Tenho medo de continuar a linhagem de relacionamentos impossíveis da minha familia: entre mãe e filha, marido e mulher, mulher e vida. Tenho medo de morrer sem falar e sem que as outras pessoas saibam de tudo o que passa na minha cabeça. Fora isso, não tenho medo de morrer. Me acho desengonçada e desastrada. Quase sempre. Tenho pressntimentos, mas também tenho a mania de não dar ouvidos a eles. Sempre enxergo uma certa ternura em momentos ruins ou tristes da minha vida. Quase sempre desabafo aqui. Eu tenho problemas de dicção, eu acho. Sempre embolo as palavras e odeio quando as pessoas não entendem o que eu falo e eu tenho que repetir mais de uma vez ou uma só. Meu sonho é realizar uma obra prima e ser reconhecida pelo mundo afora. Quero conhecer todos os continentes, mas por enquanto só conheço um. Quero também ir ao Butão, a Bali, Tailândia, Índia, Marrocos, Japão e, claro, a Europa e seu charme imortal. Só quero aprender a dirigir pra poder pegar um carro e sair pela estrada sem rumo, com o som no volume máximo e as janelas abertas, respirando liberdade. Se não, eu passava o resto da minha vida andando a pé e de ônibus. Acho que não tem preço andar de ônibus e ir vendo as coisas que agente sempre vê a pé, e nunca vê de carro, só que do alto. Ver as pessoas, e ouvir as histórias de gente tão diferente, ou tão igual. Tinha vontade de ser muito diferente do que eu sou, já quis ser um pouco de tudo. Queria ser uma pessoa descolada, bacana e simpática, que todo mundo conhecesse, e linda. Queria ser inteligente, séria, fina e ter uma beleza estonteante. Já quis ser intelectual, extrovertida, sincera, divertida e engajada. Descobri que não dá pra ser tudo ao mesmo tempo, por isso invento histórias adoidado na minha cabeça. Quero morar em Nova York, e Paris, e em São Paulo. Eu amo comer, e acho que meu pecado é a gula. Gosto de comida simples, mais ou menos e de algumas frescas. Não gosto de frutos do mar, meu sonho era gostar de café e queria ser vegetariana. Não gosto - de verdade - de: leite, milho, camarão, melão, cerveja. Gosto, muito e eternamente de: risoto de limão siciliano, chocolate, molho a base de vinho, petit gateau e pão de queijo com Coca Zero. Minha bebida preferida é caipi morango e sim, eu gosto de whisky on rocks. Meu sinal de pontuação preferido é a reticências. Também tenho uma queda especial pelas aspas. Olhos azuis me deixam tonta. No bom sentido. Queria trabalhar e ter meu dinheiro. As vezes tenho vontade colocar o mundo no meu colo, e fazer carinho nele todo. Curar cada doença de quem não merece sofrer, enriquecer cada pessoa que precisa e empobrecer aquelas que não sabem ser ricas. Jogar fora cada pessoa que não merece viver,e dar vida nova para todas aquelas que querem viver. Eu já quis morrer. Hoje quero, e muito, viver. Não entendo muitas coisas da vida, mas sinto que entendo outras tantas. As vezes consigo desvendar um sentimento ou uma vida em um piscar de olhos que demora, ou uma mínima contração de um músculo facial. Sempre acabo decidindo que isso é coisa da minha cabeça, mas quase sempre alguma coisa me revela que não é. Eu adoro natal, ano novo, páscoa e aniversários em geral, principalmente o meu, hehe. Gosto de ganhar presente, e gosto de presentear. Adoro ter idéias magníficas para um presente autêntico. Adoro aniversário de criança, e queria ter um filho só pra fazer várias festinhas pra ele. Gosto de comida de natal também. Odeio coisas que voam tipo passarinho, mosca, morcego, pernilongo, vespa e mariposas. Só não digo que odeio borboletas porque elas são muito bonitas para serem odiadas. Também não gosto de animais em geral, tipo cachorros (eles pulam na gente), hamster, e gato eu só gosto do Fritz. Meu pé é horroroso. Minhas unhas são bacaninhas, principalmente quando estam feitas. Eu gosto de pintar as unhas, mas acho barango fazer delas um arco-íris. Não tenho nenhuma habilidade artística, só sei apreciar as dos outros. Queria saber dançar, cantar, tocar violino e flauta, escrever, compor músicas, desenhar, pintar, falar, atuar. Mas como nenhum desses dons nunca se expressou em mim, me contento em apreciar as outras pessoas. E eu sei que gostei de alguma coisa, quando tenho vontade de ter realizado tal coisa. Amo usar Havaianas, mas gosto ainda mais de andar descalça. O melhor toque que existe no mundo é aquele que meus pés sentem quando eu estou andando na praia, descalça, dividida entre o aspero da areia molhada e a água gelada. Eu tenho pouca força de vontade. Não acho certo deixar a vida de lado pra estudar ou trabalhar. E não admiro quem faz isso.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

I believe in Christmas

Talvez eu seja um pouco boba, ou ingênua.
O fato é que eu gosto muito do natal, e nessa época do ano eu sempre tenho mais compaixão dentro de mim, sobra vontade de agradar e ajudar as pessoas, e eu sinto que os dias têm um clima diferente.
É bom, e eu gosto.
Então, por isso que hoje venho aqui desejar um feliz natal a todas as pessoas do mundo, que cada coraçãozinho transborde de alegria e felicidade, e que cada consciência se encha de respeito e dedicação ao próximo.
Porque eu acredito em natal.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Olha o susto que eu tomei hoje:


Mas foi um dos melhores sustos da minha vida, confesso!
Unicamp, here we go!!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Questão de cunho jurídico:

Será que eu também posso me divorciar dos meus pais?

sábado, 11 de dezembro de 2010

As madrugadas me deixam pessimista.

Algumas pessoas fracassam pelo medo de fracassar. Tem gente que fracassa por puro e simples comodismo, e tem quem fracasse por estar sempre tentando não fracassar. A verdade é que a vida nos conduz ao fracasso, nosso fim será sempre o fracasso. Os otimistas sempre acabam fracassando, e os pessimistas são aqueles que menos fracassam, pois não esperam tanto da vida. As pessoas mais inteligentes são aquelas que têm sempre uma visão negativa da vida, já percebeu? Nenhum grande filósofo ou estudioso é otimista, nem vê o mundo como um bom lugar para se viver.
Mas dentro de mim, existe uma vontade de viver que cala todo o meu ceticismo em relação à vida. Essa vontade de viver que me encontra durante o dia, quando uma brisa me traz ternura, ou um sorriso de uma criança na rua. Mas o ceticismo me encontra também, nas madrugadas solitárias regadas a embriaguez e melodias. É quando me escapa a dúvida em relação à credibilidade que tenho na vida, e às certezas que construi ao longo dos meus curtos 18 anos. Nessas horas eu não me encontro, não vejo muita razão em tudo ou quase que construo.
Vejo-me apenas como mais um embrião de fracassos.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Insegurança

Descobri meu maior defeito: insegurança.
Eu sou insegura em relação ao meu futuro, à minha familia, às minhas amizades, ao meu futuro. Fico insegura ao sair de casa pra fazer alguma coisa, e principalmente quando vou a algum lugar cheio de gente. E, sinceramente, não vejo outra forma de lidar com isso, a não ser encarando essa minha insegurança, e seguindo em frente.
Mas é dificil...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A primeira vez

Essa semana eu sofri o primeiro assalto da minha vida.
Foi uma daquelas coisas que agente sente que vai acontecer, e de repente já aconteceu. Foi rápido e indolor, ou quase. Enquanto eu corria dos dois homens que não se deram o trabalho de correr atrás de mim, eu pensava: passou. A minha sensação foi exatamente a mesma que eu descrevi aqui, quando eu tomei o meu primeiro tombo na cachoeira e fiquei aliviada por ter acontecido. E não foi tão ruim quanto eu imaginava, ou como podia ter sido.
Eu acabei reagindo de uma forma neutra, tranquila e até bem humorada. Uma pessoa me perguntou como eu podia ficar rindo de uma coisa que podia ser trágica, e, quer saber? Eu prefiro lidar com isso do que ficar com medo ou raiva.
E esse é o meu jeito de digerir tudo isso, fazendo humor.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Ontem:

  • Eu bebi um pouco e fiquei alegre;
  • Ri muito e só não chorei porque não me deram motivos;
  • Não desci do salto e não dei vexame;
  • Não me arrependi de nada que fiz
  • Me arrependi de algumas coisas que não fiz porque ainda precisava de um ou dois copos de coragem

Saldo da noite: positivíssimo

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Prom

Confesso que não sou fã de badalação, festas, música ruim e, principalmente, de dançar. Odeio. Mas como hoje é o baile de formatura, e eu fui carinhosamente convidada para ir pelas minhas amigas, eu vou. E, quer saber? Acho que vai ser ótimo!!!
Party Night

A escola da minha vida

Hoje foi a minha colação de grau. Enquanto eu aguardava a minha vez de receber meu diploma, um filminho começou a passar na minha cabeça e trouxe de volta todos os grandes momentos dos últimos três anos. Me lembrei da primeira vez que passei na porta do Bernoulli, e de como conseguia me imaginar ali dentro. Lembrei do teste que eu fiz, de como tudo aquilo era novo e grandioso, de toda a expectativa de chegar o dia 11 de outubro de 2007, quando sairia o resultado, e me lembrei também da minha felicidade quando liguei para a secretária do colégio, e uma pessoa me informou que eu estava aprovada. Lembrei da reunião que foi mais uma palestra, quando comecei a admirar os criadores daquela idéia chamada Bernoulli, e de como sai dali decidida a fazer as coisas darem certo. Me lembrei da expecativa das férias de janeiro, quando eu fui comprar material escolar, e fui comprar o uniforme também que (que novidade!) teria meu nome estampado no peito. Lembrei do primeiro dia de aula, quando me sentei no fundo mais ou menos daquela sala cheia de estranhos, que eram a maioria novatos como eu, e onde alguns outros veteranos já arredavam carteiras, conversavam e brincavam de forma descontraida com os professores. Lembrei de todas as primeiras aulas no Bernoulli, quando cada cara nova que entrava ali despertava em mim uma curiosidade ainda maior. Lembro da expectativa da primeira prova, e de como a minha ilusão de que para passar no vestibular bastava estudar no Bernoulli veio ao chão com apenas algumas semanas de aula. Lembrei de todo o percurso do primeiro ano, quando uma parte de mim descobria o mundo, enquanto outra parte descobria uma palavrinha muito importante: responsabilidade. Meu primeiro ano foi aos trancos e barrancos, muitas recuperações, muitos estudos e muito desespero na hora das provas. No primeiro ano, consegui aprender o segredo do Bernoulli: mesclar responsabilidade com liberdade, e isso é possível. O segundo ano foi feito de grandes aprendizados, sem muito sufoco e com uma ajuda divina para eu onseguir passar de ano. Sim, porque passar de ano antes das provas finais foi um feito inédito no meu ensino médio, e confesso que o mérito não foi meu. Veio então o filminho desse terceiro ano. O último e mais temido ano, que tenho orgulho de dizer que foi o melhor da minha vida. Parece que tudo que tinha para dar errado, deu errado nesse ano. Foi a UFMG que mudou a primeira fase, o ENEM que foi anulado e depois não, e depois sim mas só para alguns. E mesmo assim, conseguimos driblar os problemas, estampar um sorriso no rosto e continuar andando em direção aos nossos sonhos. E seria tudo diferente, se não pudéssemos contar com a maior e mais grandiosa equipe de professores. A única coisa que me tranquilizava em todos os momentos que fomos postos a prova ao longo desse ano, era a confiança em cada um deles, e na instituição como um todo. Ser professor de terceiro ano não me parece ser uma tarefa fácil. Pelo contrário, é um cargo de imensa responsabilidade: eles têm que zelar pelo ensino e pela nossa sanidade mental ao longo do ano. Posso dizer que todos os professores do Bernoulli cumpriram seus papeis com excelência. Cada um deles conseguiu extrair dos momentos mais difíceis uma luz no fim do túnel, e dos momentos mais alegres algum aprendizado. Eles foram demais!!! O meu único sentimento agora, é de extrema gratidão. Meu desejo, era poder colocar cada um deles em um potinho, e levá-los comigo pelo resto da minha vida para que continuem a ser grandes mentores e mestres. Meu desejo era poder abraçar cada um de vocês e presenteá-los com o que há de mais valioso nesse mundo: uma tonelada de muita felicidade. Essa foi a escola em que eu me construí, foi a escola que deixou a menina para trás e onde uma mulher começou a se formar. Essa foi a escola da minha vida, para a minha vida.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Tomorrow never knows

Uma lista de pequenos afazeres vai se acumulando em uma página solta e perdida no meu caderno. Cada dia eu tenho que renová-la, porque tem coisas que eu consigo fazer, outras eu desisto, e muitas outras tornam-se necessárias.
Nos últimos dias eu ando sentindo uma necessidade enorme de me voltar pra dentro, esquecer um pouco toda essa confusão que está prestes a se instaurar ao meu redor. Nunca desejei tanto a ausência da minha familia. Uma atitude egoísta, talvez, mas regada por uma sinceridade sem precedentes. Aliás, que familia? Separações na maioria dos casos destroem as familias inteiras, e com a minha não está sendo diferente. Agora parece ser cada um por si, e todo mundo ainda fingindo que se importa. Mas eu cansei dessa hipocrisia familiar. E amanhã ficar bancando a familia feliz, a filha feliz, vendo olhares de ciúmes e ressentimento velados por trás do orgulho da filha formanda, vai ser um saco.

domingo, 28 de novembro de 2010

The Art

É por isso que eu ando me refugiando em livros, poemas, filmes e músicas.
É para tirar a poeira do dia-a-dia, para descansar a cabeça e conseguir colocar as coisas em ordem aqui dentro.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Então, tio Paul

peço-lhe mil desculpas por não ter respondido você quando perguntou "are you having a great time?". Desculpa, por não estar compartilhando do mesmo estado de espírito que você naquele momento que deveria ter sido o mais incrível da minha vida, mas é que realmente a única coisa que eu senti ali, foi uma imensa frustração por não ter conseguido enxergar absolutamente nada, e por estar morrendo de fome e de dor em todos os lugares possíveis, e por estar passando por tudo isso durante o que deveria ser o melhor show da minha vida. Mas tem coisa que acontece, infelizmente. Desculpa, de verdade. Pelo menos, eu consegui ver a lua e ela estava simplesmente maravilhosa.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Creating myself

Isso é o que eu sinto quando escuto Samba a Dois, ou quando olho pra minha prateleira e vejo meu cd do Bob Dylan, meus DVDs dos três filmes sobre grandes mulheres, e meus livros de poesia e romance inglês. É isso que eu sinto quando visto minha blusa que traz estampada uma declaração de amor a São Paulo, ou quando eu amarro aquele All Star de couro que é o meu primeiro, e que eu comprei sem pressão de nenhuma modinha. É o que eu sinto quando olho para os meus discos de vinil, ou para as minhas bonequinhas chinesas que fazem par com uma garrafa de vidro preenchida por cinco flores que eu comprei na Serra do Cipó, em uma lojinha de artesanato. É o que eu sinto quando escuto das pessoas que eu sou diferente, e quando eu visto meu suéter vermelho que eu comprei também sem pressão nenhuma de modinhas alheias. É o que eu sinto quando vou passando as músicas no meu iPod e escuto desde Tom Jobim, até The Strokes, passando por Abba, Bob Dylan, The Beatles, I Blame Coco, Frank Sinatra e Los Hermanos. É o que eu sinto quando vejo a cara de espanto das pessoas ao escutarem que eu vou fazer vestibular em São Paulo só pra poder ir no show do Paul McCartney, porque é o meu sonho e as datas coincidiram.
Porque agente não existe para ser achado. Nós existimos para sermos construídos.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Valeu a pena, ê ê!!!

Hoje eu tive o meu último dia de aula da minha vida escolar.
Desde sábado, eu estava ansiosa e só pensava nos últimos: a última segunda feira, a última terça, quarta, quinta, sexta, sábado. A última vez que eu ouviria o sinal, o último recreio, última vez que eu pegaria aquele ônibus, a última vez que eu desceria as escadas, o último almoço no Café. Desde semana passada, que eu venho vivendo nesse clima saudosista, guardando a saudade que fica dessa época tão boa que é a escola, e desse 3º ano que foi tão maravilhoso apesar de todos os tropeços, erros e do sufoco. Eu senti isso hoje, o dia inteiro. Desde a hora que eu cheguei na sala e disse mais uma vez: "tá acabando, gente!", até a hora que eu fiz um discurso em voz alta(!!!) na sala, e depois outro discurso emocionado no almoço para os amigos. Eu vivi intensamente todo esse clima de saudosismo e nostalgia antecipada hoje, o dia inteiro. Vivi isso intensamente para poder guardar no coração tudo que fica de bom, e poder então continuar caminhando por essa vida louca, voltando só de vez enquando nessas lembranças, só pra relembrar um pouquinho e sentir o tanto que foi bom. Porque no final das contas, foi muito bom. Se meu último ano fosse uma música, seria "Valeu a pena, ê ê, valeu a pena, ê ê, sou pescador de ilusão...".
Porque no final das contas, valeu a pena. E foi muito bom.
O dia hoje foi bem intenso, desde a hora que eu acordei e vesti minha blusa de uniforme (pela último vez), e me dirigi à escola, passando por aquele caminho da roça que já ficou tão natural aos meus olhos. A aula da Regina foi boa, o Flávio estava de bom humor(!!) e aceitou a caneca GG que nós compramos pra ele com um sorriso no rosto, contrariando nossos temores de uma reação sem graça, ou muito sem graça. O Rommel deixou de lado a física, deu dicas de como fazer a prova e acabou a aula falando coisas tão boas, que eu precisava ouvir pra poder enxergar que eu estava certa. Ele falou que se na hora da prova bater um desespero, e agente tiver vontade de chorar, que é pra pensar: eu vou decepcionar minha família? FODA-SE!!! Eu vou decepcionar minha escola? FODA-SE!!! Eu vou decepcionar o Rommel? FODA-SE!!! Porque a prova é minha, a vida é minha, e principalmente: existem coisas mais importantes na minha vida do que aquela prova. Se não der certo nesse ano, ano que vem tem mais.
A aula do Zé... Ah! A aula do Zé!!! Ele também desistiu da geografia, e acabamos fazendo um revezamento de discursos. Cada um falou um pouquinho, e quando eu falei minha voz saiu firme, falei bonito e até fui aplaudida. Cada um derramou naqueles minutos um pouco da importância desse ano, pedimos desculpas, agradecemos uns aos outros, e teve gente que falou bonito ao adimitir erros e se desculpar. Naquele momento, estávamos todos muito emocionados, e eu realmente me senti parte daquela "família". O Zé, chorou igual a um menino, e falou bonito também.
Assistimos uma pequena despedida que o colégio preparou pra gente, e saimos rumo ao Diamond, pra almoçar. Foi agente pisar na rua que começou a chover, só pra dar um charme a mais naquela melancolia toda. Mesmo assim, nós fomos andando na chuva, e foi uma delícia. Chegamos ao Diamond enxarcados, mas felizes. Almoçamos, eu falei um pouco para aquelas pessoas especiais sobre o quanto que elas foram especiais nesse ano, e chorei também. Deixei o que ainda havia de armadura sobre mim cair, e me mostrei nua e crua. E o mais importante: falei firme.
Passamos o resto da tarde despretensiosas, andando pelo shopping e tentando não pensar na prova de amanhã. Foi muito bom. Eu desejei que o dia de hoje nunca acabasse, e eu pudesse ficar ali, naquela redoma chamada shopping pra sempre. Mas como não é possível, saímos de lá, nos despedimos com um abraço e muitos desejos de boa sorte e sucesso.
Até agora estou vestindo meu uniforme, adiando o fim dessa útlima vez.
No final das contas, foi tudo muito bom.

domingo, 31 de outubro de 2010

Re-inventando

Quanto mais conheço os seres humanos, mais gosto das formigas.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Vontade

Vontade de ler todos os livros do mundo, mas eu não tenho tempo nem para os que estão na lista do vestibular. Vontade de ver todos os filmes do mundo, mas eu não tenho tempo nem pra assistir um mísero episódio de Friends. Vontade de ver, ler, ouvir, falar, ter, ir, ser... Mas pelo menos até amanhã, a minha prioridade é só uma: passar de ano. (E ficar livre dessa vida de colégio, pra sempre.)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Without music, life would be a mistake

Music is the only thing that makes sense anymore... play it loud enough and it keeps the demons at the bay.
Essa frase, do filme Across The Universe meio que me marcou. No dia do meu aniversário, eu estava voltando pra casa e no som do carro estava tocando Hurricane, do Bob Dylan. Eu, meio moída ainda por dentro, entrei naquela muúsica. E foi exatamente isso que eu senti. Que a música é a única coisa que faz sentido nesse mundo louco. Quando eu coloco aquela músca, naquela hora, em que meu espírito pede aquilo, é única coisa que consegue me dar uma boa sensação. É como se todo o mundo ao meu redor sumisse, e levasse todos os problemas e soluções, e as coisas boas e ruins com ele. Sobra apenas o sentimento do momento, sendo ele feliz ou triste. E é como se o mundo pudesse acabar, que eu morreria em paz. É lindo.

Friendship

www.appleday.tumblr.com
Hoje eu vim aqui falar um pouco das amizades que eu fiz neste ano. Vim agradecer a essas três meninas que fizeram deste, um ano especial. Me deu essa vontade de escrever hoje, porque uma delas, a Clarissa, me deu hoje um presente de aniversário super especial, com direito a palavras que me deixaram pensando muito a respeito da nossa amizade. Ela me agradeceu por ter tornado o ano de 2010 suportável, e disse que é bem legal ter alguem pra conversar sobre política, futebol e coisas ''cults''. Pois é, Clá, eu venho aqui gradecer também. Agradecer a vocês três, por terem me proporcionado momentos divertidos, discussões calorosas sobre política e futebol, e crises de riso impagáveis.
Eu tenho outras amigas, muito especiais também. Mas a nossa amizade é coisa de velhos tempos, agente passou grande parte das nossas vidas juntas, e já dividimos muitos momentos. Mas quando agente encontrava, eu sentia falta de alguma coisa. Se falava sobre cultura, o assunto sempre desviava, com politica, futebol e filosofias era a mesma coisa. Agente sempre caia nos mesmos assuntos: a vida delas. E ainda é assim. Outro dia, nos encontramos e eu fui embora pra casa com uma coisa na cabeça: eu falo pouco quando estou com elas, porque na minha vida não acontecem coisas tão interessantes como na delas. Enquanto elas vão pra balada, arrumam peguetes e ficam sabendo da vida alheia, eu tenho de lidar com problemas em casa, leio Graciliano, assisto a um bom filme, ouço musica. Em algum momento, nós nos perdemos. Nossos interesses e nossas vidas foram em caminhos opostos. Mas o ponto onde nos encontramos há anos atrás, continua ali, presente. E é isso que faz da nossa amizade especial.
Já as novas amigas, não. Elas fazem parte do meu presente. É com elas que eu consigo sentar em uma mesa e falar incansavelmente até quase perder a aula, ou o simulado. É com elas que eu consigo soltar a língua, e falar um pouco também, ao invés de só ouvir. Com elas eu consigo abrir o jogo, falar sobre mim sem medo, colocar minha opinião na mesa e ouvir críticas. Eu aprendi a ouvir opiniões diferentes e dizer "eu acho isso", ao invés de "é isso". E sempre tem uma pra discordar.
Nossos assuntos passampor todos os campos possíveis: religião, política, capitalismo, eleições, futebol, copa do mundo, nacionalismo, música, aborto e tantas outras coisas. Mas não pense que nossa mesa parece uma mesa redonda só de assuntos sérios. Falamos bobagem, rimos muito, também.
Com elas, eu aprendi a ser eu mesma, e não precisar esconder nem uma pontinha de mim.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

18

Ontem eu acordei miúda. Miúda e moída. Tinha passado praticamente a noite inteira em claro, tristinha.... Cheguei no colégio e recebi tanto, mas tanto carinho que meu coração que estava murcho foi enchendo, e enchendo, e no final da aula eu percebi que não tinha pensado mais em nada do que aconteceu ontem. Me deu até vontade de que a aula não acabasse, e eu não precisasse ir embora pra casa para enfrentar os problemas. Mas o sinal tocou e eu tive que ir embora. Fui almoçar com meu pai e meu big brother. Comemos bem e demos umas voltas no shopping, tentando achar um All Star perfeito, pra ser o meu primeiro. Comprei um lindo, e voltei pra casa feliz da vida, com um All Star e dois LPs que a Jéssica me deu, um do Bob Dylan e o outro dos Beatles (prêmio de originalidade vai pra ela, amei meus presentes!!!). Cheguei em casa e tinha um vaso de flor lindo que a minha madrinha me mandou, e encehu ainda mais meu coração. Recebi o telefonema das amigas, dos tios, das avós. E meu coração foi enchendo mais e mais. A chuvinha que continuou a tarde inteira me chamou pra dormir, e eu acabei me dando esse direito, afinal, era meu aniversário. Dormi sono pesado e acordei com a minha mãe chegando em casa. Ela acabou melhorando, e eu também. Me deu um abraço e nós ficamos bem. Meu big brother me deu um presente lindo daqueles que só as pessoas que realmente te amam sabem dar. Ele escutou que eu estava doida com uma camisa xadrez, pediu ajuda pra namorada do meu primo e comprou uma camisa LINDA!!! Aí meu coração já quase transbordava de felicidade. A noite, minha avó preparou pra mim um lanche especial, cheio de coisas gostosas e pessoas que eu gosto, que cada uma a sua maneira conseguiu acabar de encher meu coração. Cheguei em casa com coração gordo de felicidade e carinho, e senti uma vontade imensa de abraçar o mundo. No final das contas, foi um dia feliz.

domingo, 17 de outubro de 2010

Not good

Amanhã é meu aniversário, e tudo o que eu queria é que não fosse.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A minha versão

Problema é uma coisa que vai e volta, sempre. São poucos os problemas que agente consegue resolver cem por cento. Esse problema da minha vida não é novo, e está longe de ser resolvido. Começou bem antes de mim, quando eu ainda era só um projeto, ou um sonho. Tenho pra mim que foi pura imaturidade de dois jovens, ou talvez vontade de fazer diferente dos próprios pais. Se bem que eu acho que a história começou um pouco antes, com os pais deles... Quando eu tinha cerca de 10 anos, havia acabado de descobrir o significado da expressão high society, eu defini minha avó materna como uma high society frustrada. Uma menininha podia enxergar aquela frustração, que uma senhora não conseguia adimitir. E era aquilo mesmo. Minha avó se casou com o meu avô, que era rico e filho de político - tinha o que na época chamavam de "berço"- na esperança de conseguir o seu lugar ao sol. Acabou se deparando com uma pessoa que tinha horror a toda aquela pobreza de espírito que as pessoas exibicionistas possuem, e que tirava mais proveito de uma boa conversa que uma dança em um baile. Ela queria dançar, ele prefiria ficar na dele. Os dois criaram uma familia para cumprir com sua obrigação social. Mas o casamento ainda que concreto no papel e nas fotografias, já acabou faz tempo.
Minha outra avó era de familia tradicional, que enchia a boca para falar que as filhas estudavam no Colégio Sion. Casou com um engenheiro e os dois criaram uma família bonita, seis filhos. Minha avó abdicou de sua vida para se dedicar ao casamento, à familia, aos filhos. Hoje, ela tem que abdicar de tudo para cuidar do marido doente, que já não é o mesmo marido atencioso e lúcido de antes.
E foram dois jovens, cada um filho de um dos casais acima que se juntaram. Ela queria sair de casa, e ele estava apaixonado. Um filho geraram, sem pensar muito nas consequências e responsabilidades que viriam junto. Ela queria agredir a mãe com aquela gravidez, e conseguiu. Casaram, criaram o primeiro filho e vieram dois outros depois. Os anos foram passando e eles foram crescendo, cada um em sua direção, e acabaram enxergando que não mais conseguiam se encontrar. Foram três dolorosas separações, cada uma com suas circunstâncias, cada uma com seus erros e aprendizados. Os filhos, nós, fomos juntos navegando por cada uma delas, sofrendo em cada uma delas, e aprendendo também com cada uma delas. A última, ainda não acabou. E parece que não está nem perto de acabar. Está na hora de mais um momento de sofrimento, de erros e, posteriormente, aprendizados. É a pior parte, com certeza, mas vale a pena. Eu não seria metade do que sou hoje se não tivesse passado por tudo aquilo. Mas chega uma hora que agente se cansa de sofrer, e prefere ficar assistindo tudo de longe, recebendo apenas os respingos de sofrimento, e sofrendo em ver duas pessoas que amamos em um duelo. Alguns podem enxergar tal atitude como covardia. Eu prefiro falar em preservação.

domingo, 10 de outubro de 2010

10.10.10

Dia bonito, né??

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pouco mais que um sabonete

Quando eu fui pra casa do meu pai, há pouco menos de três semanas, ele comprou pra mim um sabonete ''de mulherzinha'', como ele mesmo disse. Há apenas alguns dias esse sabonete acabou, e hoje eu voltei pra casa.
Essa minha fuga durou pouco mais que um sabonete, doeu um pouco nos primeiros dias e um pouco nos últimos, mas serviu pra crescer um sentimento de responsabilidade dentro de mim, e eu saí de lá um pouco mais madura do que entrei. Foi um período efêmero, passou como um piscar de olhos, ou como o acabar do meu sabonete.
Mas eu voltei.

domingo, 3 de outubro de 2010

Cheia de vontades

Meus 18 aninhos estão chegando, e eu tô com uma vontade imensa de viver. Essa vontade vai desde querer ir pra Itu, pro SWU nem que seja sozinha, pra assistir Rage, Linkin Park, Kings of Leon, Joss Stone(!!!), Regina Spektor... Passa pela vontade de ir no show do Air, banda que eu nem conheço direito, mas é sempre uma boa oportunidade, vontade de largar o ENEM e ir pra Porto Alegre assistir o show do Paul McCartney, ou largar a Unicamp pra ir pra São Paulo ver ele também. Vontade de voar pra Indio, Califórnia, e ir pro Festival Coachella mesmo sem saber quem vai tocar lá. Vontade de sair e sentar num barzinho, pedir uma caipirinha e saborear o poder de uma carteira de identidade que conta mais de 18 anos, ou ir pra um pub qualquer e pedir um martíni. Vontade também de ver todos os filmes do mundo, até aqueles que ainda não estrearam, tipo Somewhere e Love and Other Drugs, ou The Romantics. Vontade de ir pra NY e comprar a Forever 21 inteirinha pra mim. Que saudade de NY. Vontade de sair dirigindo sem rumo, com o som no volume máximo tocando Blowin' In The Wind do Bob Dylan. Vontade de sair a noite e não voltar, só no outro dia, e cair na cama de exaustão. Vontade de dançar Beatles num lugar lotado. Vontade Vontade Vontade.
Enquanto eu não posso fazer um pouco de tudo isso, eu espero.

sábado, 2 de outubro de 2010

Nada demais

A verdade é que eu não sei bem o que falar por aqui hoje. Me deu uma vontade enorme de escrever uma coisa bonita, daquele jeito que eu gosto, quando as palavras vão se formando na ponta dos meus dedos sem que eu pense muito. Mas eu não tenho um assunto bem certo pra falar por aqui, então não espere grande coisa. Eu sei que hoje me deu uma saudade da minha casa. do meu quarto, da minha cama, do meu banheiro, da minha cozinha, do meu elevador e até da vaga da garagem. Me deu saudade de abrir a porta, que é tão dificil de abrir as vezes, e de poder assistir Friends enquanto eu almoço com a TV virada pra mesa de jantar. Saudade da minha bancada que fica bagunçada só de quarta até sexta, e da minha gavetinha de esmaltes. Do meu armário mais ou menos organizado, da minha mini gaveta de escova de dente, da geladeira lotada de vasilhas com restos de comida que eu guardo só por causa do peso na consciência que me dá se eu preciso jogar comida fora. Saudade da torneira do banheiro que vai diminuindo a pressão em escala geométrica a medida que o tempo passa, e saudade da porta do box que molha toda quando eu vou entrar no chuveiro. Saudade do solzinho que bate no meu quarto de manhã. Saudade de acordar e ir na cozinha, abrir a porta da área e sentir cheiro da manhã. Saudade do vigia filho da mãe que fica conversando até altas horas na garagem do posto, e não me deixa dormir. Saudade de arrumar minha cama de manhã, e esquentar pão de queijo de ontem no microondas pra comer no café. Saudade do meu computador e de todos os meus arquivos que tem lá. Saudade de dar três passos a noite, que vão do interruptor da luz até a minha cama. Saudade de olhar pra minha prateleira de livros e sentir muito orgulho dela. Saudade de abrir minhas gavetas e ficar olhando o que tem dentro, só como desculpa pra adiar um pouco mais o estudo. Saudade dos quadros de Nova York que até hoje estão no chão, esperando um martelo e um prego amigo. Saudade de assistir Dawson's Creek com os pés no pufe de couro, saudade de dar oi pra faxineira quando eu chego em casa depois da aula. Saudade dela, e do meu pequeno. Não é que aqui esteja ruim. É que eu não pertenço a essa casa. E isso dói. Hoje cortei meu cabelo. Eu sempre tenho um sentimento de mudança enorme quando corto meu cabelo, e principalmente uma mudança radical, como dessa vez. Meu cabelo estava batendo no meio das costas, enorme!!! Eu cortei ele na altura do meu ombro, com a franja mais repicadinha e cheio de pontas. Ficou bacana, mas adiou o meu projeto de assumir os cachos por um tempo, porque meu cabelo nessa altura sem uma boa progressiva vai ficar estilo Maria Bethânia.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Poema dadaísta

''A estranheza dos impropérios proferidos
O sentido das palavras não proferidas''
Hoje, estudando sobre o dadaísmo, o professor nos propôs essa brincadeira. Cada um escreveria uma frase e dobraria o papel, podendo ler apenas a frase escrita anteriormente. Tive a sorte de cair com essa primeira frase, que fez com que duas outras pessoas passassem a vez, por considerá-la muito difícil. Eu também achei a princípio, e só depois veio a inspiração pra escrever essa segunda frase. Acabou caindo como uma luva não só no poema, mas também na minha vida.
Por essas e outras que eu gosto das aulas de literatura.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Hoje.

Hoje eu tentei falar, e por mais que minha cabeça costruisse discursos, da minha boca nada saiu. Hoje eu me senti extremamente imatura e incapaz.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Entre umas e outras.

Esta foi uma semana estranha. Terça feira, depois de muita gritaria e choro, resolvi fazer uma coisa que é para muitos errado, mas naquele momento parecia ser a única coisa certa a fazer. Fui embora, deixando um problema do tamanho de um elefante em casa. Acabei me refugiando nos braços do meu pai e do meu irmão, pessoas que há pouco menos de um ano eu não conseguia abraçar sem sentir uma falta de graça. Não por não gostar, mas por haver um certo desencontro entre nossas almas. De tempos pra cá, acabei me encontrando muito mais com eles, e aconteceu um desencontro gigante entre eu e minha mãe. Ainda não posso dizer nada, porquê as coisas só estão começando a se formular na minha cabeça. Mas a coisa ficou feia, e eu fiz o que sempre dizia que não iria fazer. Eu fugi. Desde então, tenho sido um tanto quanto indiferente à situação. Não por falta de interesse ou preocupação. É que ainda não consegui colocar tudo o que aconteceu na balança, pra enxergar as minhas parcelas de culpa e razão. Porque existem as duas, com certeza. Enquanto as coisas não chegam no lugar, fico por aqui vivendo uma espécie de fim de semana prolongado, quase como uma refugiada. Mas ainda assim, cercada de amor.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Tesouros

Esse final de semana deixou um gostinho de quero mais. Não aconteceu nada bombástico, ou imprevisível, mas foi tudo tão calmo, mágico e rico.
Passamos uma boa parte da tarde de sábado na casa da minha avó, onde eu acabei redescobrindo o bom e velho toca disco eum monte de discos de vinil que vão desde Frank Sinatra e Edith Piaf até lendas do rock'n'roll como Rolling Stones, Led Zeppelin e Bob Dylan(aliás, é meu mais novo amor musical). Redescobri também o piano da casa da vovó, que anda meio esquecido depois que meu avô começou a voltar no tempo, coisa de gente vivida demais. Meus dedinhos deslizaram por aqueles teclados não muito seguros, mas cheios de vontade de aprender e me deu uma vontade imensa de tocar Yann Tiersen por ali. E mais uma coisa foi adicionada pra minha Bucket List, eu preciso aprender a tocar piano. Descobri ali, naquela casa esquecida pela falta de tempo, alguns tesouros muito valiosos, e mais uma quantidade imensa de histórias para se coleionar.
Voltando de lá, meu pai contava outros tesouros da sua vida. Ele narrava a liberdade e a pureza da sua infância, a loucura e a irresponsabilidade da adolescência e tantos outros episódios nunca antes mencionados, que acabaram fazendo desse final de semana um pouco mais rico e precioso.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Holiday with my boys

Nada como um bom feriadão em plena terça feira pra acalmar os nervos, e renovar as energias pra um dia inteiro de aula amanhã... enfim, tá tudo ótimo.

domingo, 5 de setembro de 2010

The answer is blowin' in the wind

Viciada em Bob Dylan.
"Yes, and how many years can a mountain exist
Before it's washed to the seas
Yes, and how many years can some people exist,
Before they're allowed to be free
Yes and how many times can a man turn his head,
And pretend that he just doesn't see?
The answer my friend, is blowin' in the wind
The anwer is blowin in the wind."
E só pra registrar, mudei mais uma vez o layout do blog.
Agora, tá do jeitinho que eu queria.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Now, I live.

Bom final de semana!!

sábado, 14 de agosto de 2010

Do primeiro

Precisando falar tanta coisa por aqui. Colocar pra fora um pouco das coisas que andam acontecendo dentro de mim, e que não são ruins não (milagrosamente). E aproveitando que ontem esse blog fez um ano (sim, um aninho!!), preciso falar um pouco das minhas andanças nesse último ano. Eu andei meio perdida, procurando achar razão pra viver, tateando pela escuridão vazia, sem saber muito bem pra onde ir. Não sabia muitos porquês e outros tantos comos. Mais perdida que cego em tiroteio, como diria uma expressão popular. Fui andando, andando, e ainda que temerosa sobre os vazios que minhas mãos apalpavam, continuei. Claro que tive momentos covardes, aqueles que agente pensa em parar, ficar esperando alguém acender a luz pra gente. Mas assim como eles vinham, eles também iam embora. E eu continuava andando e tateando e procurando. Até que eu comecei a sentir uma coisa diferente dentro de mim. Veio a princípio discretamente, junto com o receio de que aquilo fosse passar rapidinho e que toda a escuridão voltasse a me assobrar de novo, e até mais que antes. Mas a coisa foi perdurando, passou um mês, e ela continuava aqui dentro de mim. Foi quando eu fui pro show do Coldplay e, ainda que possa parecer besteira, aquele momento foi um divisor de águas na minha vida. Não que eu tenha mudado de repente, ou que a mudança tenha começado ali, ou ainda que tenha acabado ali. Naquele momento, depois do show, subindo a rua do Hospital Albert Einstein eu senti de verdade, como uma coisa real dentro de mim. Enxerguei a mudança que já tinha acontecido, e percebi também que ela ainda estava em curso. Naquele momento eu lembrei de cada pulo, de cada gota de suor, de cada grito e de cada palavra que eu cantei naquele Morumbi lotado, e vi o quanto eu tinha sido feliz naqueles momentos, mas uma felicidade diferente de todas as outras da minha vida. Era uma felicidade sóbria, eu entendia tudo o que estava fazendo, e vivia cada momento. Ali, eu percebi a mudança que tinha acontecido, e a que estava por vir. Depois veio o momento de perdoar, meu pai, meu irmão e a mim mesma. Enxerguei o quanto a família é importante e necessária, e consegui finalmente colocar uma pedra no passado, e me perdoar por ter julgado tudo tão mal. Continuei vivendo, e fiz uma coisa inédita: grandes e bons amigos em uma rapidez recorde. Em pouco tempo, conseguia falar abertamente dos meus sentimentos, expressava minha opinião com desenvoltura e sem temer a reação dos outros. E aos poucos, isso foi passando pro resto das minhas relações, comecei a falar com a familia, com as outras pessoas. Adimiti erros com uma humildade nunca antes existente. Escutei muito, e também falei bastante. Soube ponderar minhas palavras mas sem censura, o que é bonito. E fiz coisas por impulso também. Uma viagem maravilhosa, uma noite no karaokê, madrugada no aeroporto, unhas roxas, pretas, cinzas e marrons e jogos de futebol da Copa ao invés de assistir aula. Ainda tem muita coisa pra ser feita, claro. E sempre vai haver. Mas o que me deixa orgulhosa são os pequenos detalhes do dia a dia que vão fazendo da mudança uma coisa habitual. E eu sigo assim, calma e em paz. Quando eu vou dormir, tenho que apagar a luz antes de deitar na cama. São alguns passos que dependendo do dia podem ser rápidos, lentos, seguros, inseguros e até mesmo podem acabar sendo pulinhos nervosos. Esses passos eu dou na mais absoluta escuridão, sem enxergar um palmo a minha frente. Mas depois que eu deito, o tempo vai passando e meus olhos vão se acostumando à escuridão. Começo a enxergar o contorno das coisas, depois suas formas exatas e até mesmo enxergo suas cores. Pra mim esse momento é quase uma metáfora da minha vida: não é que tudo ficou mais claro, é que eu vou me acostumando e começo a enxergar as coisas melhor. Porquê na vida agente nunca vai conseguir enxergar o que está por vir, agente pode apenas ter vislumbres, ou se contentar em imaginá-las. O que torna tudo mais bonito.

sábado, 7 de agosto de 2010

Da volta às aulas.

A volta às aulas trouxe um gostinho de tudo de novo, só que agora é pra valer. É o agora ou nunca que eu tanto temia nos últimos seis meses, mas não foi tão assustador, nem tão radical quanto eu imaginava. Domingo passado eu fiz uma big faxina no meu quarto, coloquei tudo no lugar como se isso fosse refletir em mim. Fiz alguns planos e esquemas pra esses próximos meses que serão bastatnte pesados e tentei colocá-los em prática nessa semana (o que aliás não funcionou muito bem, mas creio eu que com o tempo, ou a falta dele, vai começar a funcionar).

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sobre medos, quedas e aprendizado.

Nunca fui uma pessoa lá muito impulsiva, e semre gostei de ter tempo para analisar as possibilidadees, avaliar os riscos e pensar bastante. Semana passada recebi um convite para passar o fim de semana no meio do mato, num hotel fazenda com a familia do meu primo, onde eu seria tipo "a intrusa" mesmo. Como não tinha muito tempo pra pensar, respondi em alto e bom som um"sim" que soou cheio de certeza, mas na verdade dentro de mim haviam muitas dúvidas. Mas como disse aquele sim, meio que por impulso, meio por medo, resolvi ir mesmo. Fui, e continuei com o espirito impulsivo em todos os dias, sem pensar muito na hora de dizer sim às propostas, sem pensar muito na hora de me arriscar subindo pedras e mergulhando na escuridão de um rio profundo. Enfrentei dois grandes medos, ou temores que é uma palavra mais delicada, durante esse final de semana. Nadei naquela cachoeira que normalmente me encheria de medo, e desabrochei em um ingles autodidata que acabou rendendo elogios, quando o normal teria sido eu continuar fingindo de surda para todas aquelas palavras conhecidas dos meus pouco vividos ouvidinhos. Enfrentei outros medos tambem, não tão grandes. O medo de falar exatamente o que penso, de colocar pra fora algumas coisinhas que andam acontecendo nessa cabecinha que é tão intensa as vezes. Enfrentei o medo de sentar em uma mesa de pessoas pouco conhecidas e desabar a falar. Até andar descalça no meio do mato eu andei. E fui pisando naquelas pedrinhas pontiagudas, e de repente parei de senti-las. Parei de sentir a dorzinha e o incomodo que elas me proporcionavam para sentir a liberdade que a falta de um solado me dava. Andando por aquela cachoeira, sentindo cada pedra lisa e fria, mergulhando na agua gelada, escorregando no lodo das pedras, me senti de repente livre. Um tipo de liberdade que há tempos não sentia, e que me deu aquela sensação de pertencimento, quando você consegue se pertencer, e você se basta. Aprendi também uma coisa muito importante nesse final de semana. Caminhando pela cachoeira, levei um tombo, daqueles bem ridiculos mesmo. E foi quando me levantei que percebi que nem havia doído tanto quanto eu imaginava. Aprendi, que melhor que saber andar, é saber cair. E melhor ainda que saber cair, é saber se levantar e continuar andando, sem ter medo de passar por ali. E foi assim que tomei confiança para passar por ali todos os dias sem temer a queda. Foi uma viagem interessante, que não foi externamente intensa, mas dentro de mim a intensidade de sentimentos e experiências poderia ser descrita com uma palavra: viver.

terça-feira, 13 de julho de 2010

After a long, long time...

Logo quando as férias começaram, veio tudo de uma vez: dengue, alergia e gripe. O bom, é que aquela sensação de férias ainda não veio, e parece que dessa vez não vai aparecer. Aquele vazio que vinha todas as vezes que me faltava o 'preenchimento' que a escola me proporciona. Se bem que no final das contas, ficar doente nem tá sendo tão ruim assim. Tive tempo de passar divertidos momentos conhecendo (ou reconhecendo) meu irmão, fortalecendo a relação e tudo mais. Tive preciosas horas para dedicar à minha pessoa, sem ter que preocupar com absolutamente nada. É bom, ficar assim, atoa. E a Copa acabou, a Espanha ganhou (merecidamente), e o Iker Casillas protagonizou a cena mais linda da Copa, vale a pena ver. Enfim, sem grandes novidades até aqui, alguns grandes momentos, e outras grandes constatações. Feels good.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Constatação

Se eu tivesse que passar por tudo de novo, eu passaria só pra ser quem sou hoje. Não que eu seja perfeita, ou não tenha defeitos. Nada disso, muito pelo contrário, sou cheia deles. Mas é que os meus defeitos prejudicam a mim mesma, e são todos contornáveis. E eu tenho sim, muito orgulho de quem sou, modéstia a parte (ou não). Ontem consegui perceber que sou sim, uma pessoa boa.

domingo, 20 de junho de 2010

Novo layout

Só pra marcar, que esse layout é novo e ainda não está do jeito que eu queria, mas se parece mais comigo agora, neste momento. Registrando sobre a minha última semana: comecei bem, estudando bastante, fui deixando a peteca cair, e acabei fazendo mais uma prova medíocre. Isso precisa mudar. Cada dia que passa eu vejo o quanto o ser humano é um bicho arrogante e egoísta, e isso tá me tirando do sério. Tô gripada.

domingo, 13 de junho de 2010

Final de Semana


Ontem, almoçando com as meninas agente acabou se rendendo ao desejo de não fazer simulado. Acabamos saindo de lá, compramos bobagens gostosas nas Lojas Americanas e fomos assistir o jogo na casa da Clarissa. Depois, ficamos jogando conversa fora.
Hoje, acordei 6h20 da manhã, meus olhos ardiam de sono e cansaço. Memso assim eu levantei, vesti a roupa de corrida e sai num frio de 9ºC pra rua. Corri os 5km da prova, e voltei pra casa com o ainda frio de 13ºC. Dormi, assisti jogo, comi, assisti mais um jogo e comecei a noite assistindo Elizabethtown (um dos meus filmes preferidos).
E aí, navegando na internet achei esse imagem que traduziu exatamente o meu sentimento pra essa fase que eu estou vivendo na minha vida. De um final de semana despretensioso, acabei tendo dois dias muito divertidos e tranquilos, sem dramas. E ta aí mais uma longa semana pela frente, pra continuar colocando meu lema em ação: work hard, have fun, no drama.
E ainda tem uns joguinhos da Copa pra deixar tudo mais leve e divertido.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Pé no chão, ou não?

Foi um ato falho que deu voz a uma dúvida. Um "eu também" mais despretensioso que escapuliu num momento que meu filtro não funcionava, e de repente a única certeza que eu já tinha lutado tanto pra aceitar, virou incerteza de novo. De repente me vejo, com a seguinte pergunta: medicina ou moda? O que mais me deixou em dúvida, foi perceber que são dois caminhos completamente diferentes, cada um com sua dificuldades, cada um com seus benefícios, e cada um com seu encanto. A começar pela medicina, profissão tão bonita, clássica. Há tempos que as pessoas dizem que eu daria uma boa médica, e sinto o mesmo. Tenho sim alguns sonhos como passar uma temporada na África junto dos Médicos Sem Fronteiras, e me perder por um litoral e uma cidadezinha de interior bem charmosa por um ano, ou mais. Mas carregar esse título de Doutora traz também responsabilidades, e muitos desafios. A começar, pelo curso, o vestibular e tudo mais. Depois virá uma vida sem hora pra chegar em casa, com plantões e ligações no meio da noite. E o sucesso as vezes demora a chegar... Mas pode valer a pena. A moda, por outro lado, desperta em mim um sentimento de liberdade, de poder me conhecer melhor. Explorar meus limites, os limites do mundo. A moda me traz um frescor. Uma vontade de viver e de correr atrás. Explorar o mundo, e são tantas as possibilidades. Claro que existe o preconceito, e também as chances de nada dar certo. Mas eu acredito que o bom trabalho, aquele feito com amor e vontade, é sempre recompensado. E é nisso que eu foco: na vontade de dar certo. O que me leva a um é o que me prende ao outro... o medo. Medo de um não dar certo, e medo do outro ser demorado e custoso. Os dois me atraem, cada um a sua maneira. Um pelas possibilidades, e o outro pelas certezas. E me bate uma dúvida... Acho que pra moda, seria necessário um impulso, quase imprudente, que viesse bem lá de dentro de mim. E hoje me peguei pensando, porque é que agente tem que escolher tão cedo o que vai fazer pela vida inteira? Somos tão imaturos, e sem experiência nenhuma. Talvez, o motivo pra fazer essa escolha tão cedo, é que a juventude traz consigo aquele frescor, que precisamos pra cometer loucuras.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Aiaiaiai.... Vontade de falar por aqui tá sobrando, só que o tempo me falta. Escorre pelos meus dedos, e me dá uma sensação de estar vivendo de longe, sabe? Tipo como se eu fosse espectadora da minha vida. Prometo que amanhã eu volto, e deposito todas as palavras não ditas da semana.

domingo, 30 de maio de 2010

Ufa.

Hoje o dia foi surpreendente. Discuti com a minha mãe, e acabei desabando em lágrimas no colo da minha tia e da minha avó. Depois eu chorei, mas foi de rir de todos os casos, e dessa familia louca que papai do céu me colocou pra fazer parte. Cheguei em casa e vi no msn uma pessoa com a qual eu gostaria muito de voltar a falar. E não é que ele me deu a oportunidade de me explicar, tipo assim, do nada? Foi bom, tô me sentindo mais leve. Lições do dia: colocar as coisas pra fora é bom, existe sempre a hora certa de pedir desculpas, e por mais que agente esteja pra baixo, tem sempre uma familia louca pra fazer agente chorar de rir.

Afogada

em idéias, vontades e planos. Ainda bem que aqui dentro ainda tem paz e força de sobra. Ontem, lendo meu diário do ano passado eu percebi o quanto mudei, e o quanto todo esse processo foi doloroso e prudente. Me deu um orgulho de ser quem eu sou. Pode parecer arrogância minha, mas não é não. É que quando você percebe que apesar dos milhares de defeitos, você é uma pessoa já "formada" quase por inteiro, dá um alívio, tipo misão cumprida.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

23h - sexta feira

Pensar que amanhã eu tenho que acordar às 6h, e ficar no colégio das 7hrs às 19h30, tendo aula e fazendo prova me dá vontade de chorar. Acho que tá na hora de mudar o nome desse blog pra "Confissões de uma vestibulanda em crise". Foda.

domingo, 9 de maio de 2010

Vida de gente grande

Agente só vira gente grande, quando começa a se submeter à política. Foi eu tirar o título de eleitor, e entrar pra "festa da democracia" que acabei perdendo a única certeza que tinha pra esse ano, tudo por causa de política. E o que mais me deixa frustrada, é que foram dois anos e meio trienando pra uma coisa que de repente, não vai mais acontecer. O que mais dá medo, é que esse já era um ano dificil e tenso, mas agente sabia pra onde ia, e o caminho. Agora, esse é um ano naturalmente tenso e dificil, só que agente não sabe nem pra onde vai, sem o caminho. O jeito, é confiar. E claro, fazer de tudo pra dar certo.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Das pequenas grandes coisas da vida

A Times Square quase explodiu, e eu dei graças a Deus por ja ter conhecido ela. Meus olhos encheram de lágrimas, só de ouvir a voz do meu vovô. Acho que consegui superar de vez meus atritos com meu pai. Consegui estudar um final de semana INTEIRO!!!! Tenho tido saudade crônica de algumas coisas do passado.
Mas, quer saber? Tá tudo bem.

domingo, 25 de abril de 2010

Sobre amor, tristeza e a vida.

A história da Cris Guerra já é do conhecimento de muita gente. Ela fez da tristeza e da dor, muito amor. E espalhou esse amor pra todos os leitores dela, e ele foi crescendo, e crescendo, e continua a crescer. A Cris foi um dos motivos pra eu começar a escrever nos blogs. A Cris me mostrou que escrevendo agente pode conseguir colocar as coisas da cabeça e do coração em ordem. Quando eu comecei a escrever, percebi que era o meu dedo tocar o teclado que não mais a minha cabeça que mandava. Era o meu coração que ia despejando cada palavra. Tanto é, que as vezes eu leio as coisas que escrevi há algum tempo e nem consigo acreditar que fui eu que escrevi. E até hoje é assim. Hoje, estava pensando sobre a tristeza, o amor e a vida. Como já disse aqui antes, demorou mas eu consegui entender que felicidade não é estado de espírito. Felicidade é o momento. E assim como a felicidade, a tristeza também é momento. E a tristeza, a dor, também fazem bem, muito bem, quando estamos equilibrados. Mais tarde, entrei no blog da Cris e li isso aqui, que me deu uma dorzinha no coração. Mas foi uma dor boa. Veio pra reforçar a idéia de que o amor existe. E que vale a pena viver por ele e para ele. Ainda que não tenha encontrado esse amor, agente continua procurando. Porque a vida, é linda.

sábado, 24 de abril de 2010

Lindo de fazer chorar.

Um sorriso e o beijo. Um passo, mais outro. Mais sorrisos, e mais beijos. E a felicidade estampada. Certas coisas fazem a vida valer a pena. E vale.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Quase, quase.

Não sei mais o que é final de semana. Descansar não faz parte do meu vocabulário. Diversão é voltar pra casa de ônibus, e pensar que sexta feira a tarde tá quase chegando, pra eu poder dormir sem hora pra acordar, ou quase, porque sábado de manhã tem aula. O mais engraçado é que as sexta feiras estão quase chegando constantemente. Não que elas não cheguem, mas elas chegam e assim que vão embora, já tem outra chegando. Se não fosse por um bom motivo, seria trágico. Ainda bem que não é.

domingo, 18 de abril de 2010

Restituida

Finalmente com internet em casa!!!! Prometo (nem que seja pra mim mesma) escrever mais assiduamente aqui. Hoje, em especial, tô sem inspiração. Então, deixa pra próxima, né? Mas só para acalmar os corações aflitos(nem que seja só o meu), estou bem, um pouco cançadinha - nada que algumas noites de sono bem dormidas não resolvam - um tanto quanto segura sobre a minha vida e sobre mim mesma, e....bem.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Química

Em meio a uma profusão de átomos, colonizadores e moléculas de carbono e hidrogênio. Ainda sem internet, o que está me matando. Mas ainda assim, em paz.

sábado, 13 de março de 2010

Algumas palavras sobre a vida

Semana passada um amigo do meu irmão, com 20 anos, descobriu que está com leucemia. A notícia me deixou super abalada, e veio pra me ajudar a formular tudo o que eu ando vivendo. Lembrei de uma moça, de 26 anos que passou de primeira no vestibular pra medicina, se formou com louvor, fez especialização. Estava voltando do noivado do irmão, e morreu em um acidente de carro. Outra história, é de um jovem de 24 anos, formado em fisioterapia, tinha acabdo de concluir a pós-graduação, estava dando várias aulas de pilates e começando a vencer na vida. Ficou gripado ano passado, a gripe não passava. Foi parar no hospital na quinta de tarde, e morreu sexta feira a noite, de gripe suína. Essas histórias me fizeram pensar... Gente jovem, de 20 e poucos anos, que passou parte da vida preparando....a vida. Cheguei a conclusão que agente tem mesmo é que viver, e não se preparar pra viver. Isso agente faz provavelmente em um cursinho preparatório, bem antes de nascer. Perder a vida se preparando pra ela, não faz nenhum sentido. Mas isso não quer dizer também que temos que virar bebados, loucos, vagabundos, com o objetivo único de se divertir, porque isso também, não é viver. Viver é ir levando a vida, acumulando o máximo possível de momentos felizes, fazendo o bem pra si mesmo e para os outros, e crescendo como ser humano. Outro dia me perguntaram se eu era feliz. Parei um pouco pra pensar, e cheguei à conclusão de que felicidade não é estado de espirito. Felicidade é um momento, e passa. O que não passa é a lembrança que fica, o que chamamos de experiência. Isso, nunca passa. Estado de espirito é o equilibrio. E se tem uma coisa que eu posso dizer que sou - agora sim - é equilibrada.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Meu coração não voltou. Minha cabeça se perde entre lá e cá. E eu me afogo e me distraio nesse mar de felicidade, realização e vontade de fazer as coisas darem certo. Sem internet desde domingo retrasado, tá meio difícil postar por aqui, apesar da grande necessidade de falar um pouco de tudo o que eu estou passando. Terça feira realizei um sonho: fui no show do Coldplay e nunca me senti tão realizada. Foi lindo, emocionante, e (a melhor parte) feliz. Eu consegui ficar tão a vontade. Gritei, pulei, cantei e, por incrível que pareça, fazia parte das poucas pessoas que estavam realmente animadas do começo ao fim do show. O melhor de tudo, é que passei por tudo isso conscientemente, equilibrada, e sentindo cada segundo, cada pulsação, com o coração palpitando de tanta energia boa que corria por aquele Morumbi afora. Foi lindo. Pena que acabou. Mas metade de mim ainda tá lá, tentando se acostumar ao Morumbi vazio pra depois voltar pra vida real, guardando toda aquela felicidade bem guardadinha aqui no meu coração. As coisas na casa nova não estão de tudo arrumadas, mas com o tempo tudo vai chegando no lugar. Afinal, como sempre dizem, agente tem que dar tempo ao tempo, né? Minha alma tá em paz já faz dias, e eu nem tô lutando pra ela ficar. Ela tá se conservando, fazendo do tempo um combustível pra aumentar ainda mais, sem que eu tenha que fazer muito esforço. Enfim, a vida tá linda. Graças a Deus

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Vida

Precisando escrever aqui há tempo, mas tá faltando... Andava desesperada por aí, entrando e saindo de períodos de depressão profunda para outros de normalidade. Andava desesperada formulando perguntas e procurando respostas, pensando e repensando, sem achar nenhuma saída. Achava que tinha perdido um mês da minha vida por nada, mas hoje eu sei dizer que perdi um mês da minha vida sem fazer nada, mas muita coisa aconteceu dentro de mim. Descobri que a vida não faz sentido sem a presença do outro. Que é bom pensar muito antes de falar, porque um dia você pode pagar a língua, e vai. Descobri aliás, que agente só consegue ser feliz depois de pagar a língua porquê precisamos entender que nada é ruim, ou errado. E que agente tem que ter a cabecinha bem aberta pra viver bem. Descobri que nada é impossível, e que mesmo sendo agente tem que acreditar que não é antes de descobrir que realmente não dá pra fazer. Mas aí, quando descobrimos isso já podemos ver mais um tanto de outras possibilidades, que vão nos levar a algo possível. Descobri que a vida é linda sim, e que quando agente resolve viver tudo dá certo, o universo conspira ao nosso favor. E é assim que eu ando vivendo: seguindo a minha intuição, com a cabeça e o coração abertos, e tentando acreditar que no final tudo vai dar certo porquê vai mesmo!!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Indo...

Sabe quando as coisas começam a fluir? Pois é, bom demais!!!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Do início do mês

E não é que Deus sempre arruma um jeitinho de mostrar Seu poder. O que agente enxergou como um possível futuro lar, acabou não acontecendo. Mas aí veio então uma notícia nova e que mudou tudo, depois que agente já tinha quase esquecido aquela antiga idéia. E não é que parece que realmente, é pra ser? Minha cabecinha tá rodando em busca de um provável futuro, qualquer resquício de um possível sonho, uma possibilidade qualquer. E não é que ela acabou achando aquela antiga idéia no meio de toda essa bagunça? Não só achou, como deu uma boa olhada, pensou bem e resolveu que pode ser sim, uma grande idéia. Meu coração também tá vagando por aí, tentando não acreditar numa possibilidade que surgiu há pouco tempo. Nessa de tentar não acreditar, acabo correndo cada vez mais o risco de me jogar em mais um sonho, em mais uma transe platônica que pode não me levar a nada. Acontece, que também há poucos dias, nasceu em mim uma paz e uma certeza de um poder tão grande, que até isso eu já começo a querer colocar no reino das possibilidades. É, a vida é mesmo uma loucura.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

É,

não era pra ser.

domingo, 31 de janeiro de 2010

03:03

Resumo de uma semana difícil (a última):
  • Começamos bem, com calma e tranquilidade
  • Logo no meio de tudo, uma crise de depressão fudida (com o perdão da palavra), que me fez chorar um dia inteiro
  • No dia seguinte acordei melhor, achamos um apartamento perfeito que me deu medo de tão perfeito. À tarde, mais uma crise de depressão.
  • Sexta feira meus olhos secaram e meu medo foi justificado por uma quase perda, e depois reconquista do apartamento. Como sempre, foi um pouquinho mais dificil que o usual.
  • Hoje, o dia foi tranquillo, falei demais, e acabei me divertindo um pouco a noite.
  • (MAXI NOVIDADE: acabei de receber meus horários pra esse ano, e todos os professores que eu queria sairam, todos os que eu queria entraram, e estamos muito bem, obrigado.)

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Exercitando

Início de ano, é tempo de recomeço né? Eu que o diga... Depois de uns dias sem computador, reconquistei o meu de volta, porém, sem absolutamente nada do que eu tinha. Aí, eu tive que aprender a recomeçar. Baixar musica por musica, tentar esquecer de tudo o que eu tinha antes, como matérias, histórias, e até o roteiro de um filme que eu escrevi. O vídeo sobre a África que eu fiz (e morria de orgulho dele), entre outras tantas coisas.... A boa notícia, é que a tristeza tá começando a passar. Xô depressão!!!!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Exercício

De repente tudo que ''ia bem'' começou a desmoronar. Não sei se foi nessa história de desmoronamentos pelo país que o meu coração pegou carona, mas o fato é que de repente, de um minuto pro outro não restou nada. Não sei se foi a terra que se juntava ao meu redor pra me proteger da verdade, ou se foi a cortina que cobria ela, mas o fato é que alguma coisa caiu, e mostrou tudo. Me deixou sem rumo, sem saber pra onde correr. Me fez pensar em tudo o que a minha vida significa pra mim, me fez rever conceitos, me fez ficar calada. Fez muitas lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Fez com que de repente, eu não soubesse mais de nada. O que eu sei agora, é só o que eu pensei nos últimos dias. Eu sei que minha vida tá parada já faz um tempo. Eu sei que minhas pernas vacilam cada vez que eu tento dar um passo. E me jogam no chão de novo, num exercício monótono de tentar e não conseguir. Eu sei que quando agente começa a pensar em morte como uma coisa boa, é porque a coisa não está nada boa. Eu sei que seria bem mas fácil se a ''vida'' fosse uma bateria, e se as pessoas morressem porque a bateria acabou, ou estragou. E seria mais válida essa vida, se agente pudesse trocar de bateria com as pessoas num mercado negro de almas perdidas. Se agente pudesse escolher uma pessoa que merecesse viver mais do que agente merece, e pudesse dar a nossa bateria pra essa pessoa. Não sei bem pra quem eu daria a minha bateria, mas opções não faltam. Talvez o pai que não viu o único filho nascer, ou a filha que deixou pra trás pais incriveis, e sensibilizou todo um país. Mas eu sei também, que dentro de mim ainda tem um pouquinho de força, pra não deixar a bateria cair no chão. Ainda tem um pouquinho de força que tá recarregando pra tentar continuar vivendo. Não sei se tem força suficiente pra mudar essa vida, mas se não tiver agente pode rever as outras opções. Enquanto isso, eu continuo pensando.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O mesmo de sempre

De repente o coração apertou de novo. Tudo o que me parecia uma possibilidade se desfez na minha frente, e o que eu vi foi a mesma e velha paisagem: eu sozinha. É como se todo mundo estivesse mudando, tocando a vida, andando pra frente e eu estivesse parada há anos no mesmo degrau. É como se sobrasse em mim coragem e vontade pra ir em frente, e faltasse a força. No primeiro momento pensei em dar o braço a torcer, desistir de tudo e me concentrar no que eu posso fazer sozinha: construir uma carreira de não sei bem o quê ainda, e emagrecer muito. Mas depois eu pensei bem e vi que isso eu posso fazer sim, mas não preciso desistir. As coisas podem ser conciliadas. Hoje eu repeti pra mim mesma: ''eu não vou desistir de você''. Eu não vou desistir do amor.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

In love

Cada coisa que vem acontecendo, desde que 2010 começou. Mammy is in love. Minha lingua tá solta, e descobri que falar não dói. A minha expectativa tá crescendo cada dia mais em relação a um certo alguém, e meu horóscopo insiste em confirmar essa história toda. Té tudo muito diferente. Graças a Deus.