fazia tempo que ela esperava por uma coisa. tempo de vida inteira. não que a vida inteira fosse muito tempo, mas era tempo demais pro coração. sempre que começava uma expectativa vinha alguma coisa e cortava o barato. a nova expectativa veio desde o início, foi a primeira pessoa com quem ela conversou ali, desde o primeiro dia. foi coisa desenvolvida ao longo dos meses. por mais que tentasse com a cabeça fazer a coisa toda soar natural, nos últimos dias o passar do ônibus pela praça já era motivo pra coração disparar. era só vislumbrar um oi que já sentia o rosto quente. ela queria fazer tudo ser natural. queria, mas coração não deixava. e por mais que ela lutasse - e lutava - era impossível negar o que passava dentro.
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