era o que ela queria do jeito que nunca tinha imaginado.
pegou ela de surpresa, literalmente.
riso leve e fácil, o resto da semana e mais.
terça-feira, 31 de julho de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
de sempre.
vai bobinha, vai!
acredita mesmo, espera mesmo. e fica esperando o resto da vida, vai ser ótimo pra você.
acredita mesmo, espera mesmo. e fica esperando o resto da vida, vai ser ótimo pra você.
calma morena, calma!
coração para só de pensar no talvez.
só de pensar em dar tudo certo, do jeito que ela crê que não vai acontecer. na verdade, ela não crê nisso, mas espera. porque sabe como é né? melhor esperar pelo pior, pra não ter tanta decepção. a vida já bateu demais, já deixou muita coisa suspensa, coisa que tinha tudo pra dar certo, inclusive nos últimos tempos. por isso que ela não quer criar expectativa. por isso que ela espera pelo pior, apesar de que deseja muito do melhor, e tanto. e o coração palpitante, e o talvez na cabeça, e ela tenta não pensar nisso mas sabe que é difícil. deixa em stand by a cabeça. tem hora que vem um riso solto, daqueles que puxa músculo na bochecha. mas ela disfarça, finge que é o nome, a cabeça, pensa nos óbitos do dia no trabalho e fica séria.
devia mesmo era se entregar, mas melhor não.
mas calma morena, calma.
a gente na vida foi feito pra voar.
sábado, 21 de julho de 2012
desacreditar no espelho
já deu, sabe? quando parece que num dá mais pra cair nas pegadinhas da vida, que te mostra e depois some e te deixa babando por uma coisa que num tem como você ter mais, e ela ainda pega e ri de você, porque era exatamente o que você sabia que ia acontecer, mas fingiu que acreditava, ou talvez acreditou, que não era possível, de novo?, e aconteceu de novo, e você é mesmo uma piada. a sua vida toda.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
protocolos familiares
já tem tempo que encontrar com a minha família (em larga escala) me traz sempre um incomodo. motivo de deboche é pouco. o que incomoda mais é a capacidade de não aceitar diferenças, achar que são todos donos da razão. e o pior, falar de coisa que não sabe. hoje eu tive que escutar do meu avô, aquele mesmo que há tempos era o mentor da minha cabecinha fraca, que os professores não deviam fazer greve, porque eles devem ganhar o que, 24 mil reais. não vô, um professos ganha cerca de 1400, 2 mil reais quando é muito. não, professor ganha no minimo dez mil reais. e não aceita que tá errado. com todo o respeito, você não faz nem ideia do que tá falando. nem ideia. e vota no Lacerda, critica meu voto que vai pro PT, não porque é o PT, mas porque é uma coisa nova pra ver se dá jeito na cidade. ah, fala sério.
já falei isso antes, e repito: quando a gente muda e começa a se encontrar, ganha muito. mas perde também, esse tipo de pessoa que tem a cabeça do tamanho do próprio umbigo, a gente vai cansando. perde a graça. e aí, para de conviver, vai dando preguiça. no final, acaba sobrando só os protocolos familiares impossíveis de se escapar.
quando sobra.
já falei isso antes, e repito: quando a gente muda e começa a se encontrar, ganha muito. mas perde também, esse tipo de pessoa que tem a cabeça do tamanho do próprio umbigo, a gente vai cansando. perde a graça. e aí, para de conviver, vai dando preguiça. no final, acaba sobrando só os protocolos familiares impossíveis de se escapar.
quando sobra.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
terça-feira, 10 de julho de 2012
agosto só.
uma semana de férias e já cansei disso. preferia ter ferias do trabalho, poder acordar mais tarde e caminhar até a praça da liberdade. poder tomar um café da manhã saudável, dar uma volta no parque das mangabeiras, ver a cidade da praça do papa. poder almoçar direito, comer salada e tomar suco geladinho. esticar as manhãs mais frias embaixo do cobertor e quando a preguiça for muita, me encolher no sofá enrolada no edredom. poder ler meu livro com calma e tranquilidade. e a noite ter aula normalmente, a coisa que mais andava me dando alegria. apesar das provas e dos trabalhos. o chato é ter que passar a madrugada estudando e morrer de sono em cima dos livros. essa era a parte chata. mas a parte boa era tão boa que compensava tudo. e agora não tem mais isso.
o jeito é jogar os pezinhos nessa cidade linda e enfiar a cabeça em cultura.
de novo?
é, de novo.
o jeito é jogar os pezinhos nessa cidade linda e enfiar a cabeça em cultura.
de novo?
é, de novo.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
bichinho de rabiscos
a rua as vezes bota medo. a vontade de ficar em casa e comer miojo tenta dominar, mas é fácil até resistir.
e vai pra rua. o cabelo bonitamente bagunçado, a roupa com cara de ficar em casa, a gola preta de sempre a esquentar o pescoço (na falta de algo mais humano), e vai. o cheiro da rua, do lixo na calçada, da comida do bar lotado de sexta feira, do perfume da moça que vai pro bar.
são tantos cheiros, luzes, frios.
e ela vai, compra o que quer comer e volta pelo mesmo caminho. a moça agora é outra, a comida é outra, o lixo ainda está lá. o frio é outro e a música nos ouvidos já mudou.
e o bichinho dos rabiscos coça dentro dela, pra fazer aquele rabisco que ela tá querendo há tempos. afinal, somos mesmo, meros instantes.
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