Bom final de semana!!
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
Do primeiro
Precisando falar tanta coisa por aqui. Colocar pra fora um pouco das coisas que andam acontecendo dentro de mim, e que não são ruins não (milagrosamente). E aproveitando que ontem esse blog fez um ano (sim, um aninho!!), preciso falar um pouco das minhas andanças nesse último ano.
Eu andei meio perdida, procurando achar razão pra viver, tateando pela escuridão vazia, sem saber muito bem pra onde ir. Não sabia muitos porquês e outros tantos comos. Mais perdida que cego em tiroteio, como diria uma expressão popular. Fui andando, andando, e ainda que temerosa sobre os vazios que minhas mãos apalpavam, continuei. Claro que tive momentos covardes, aqueles que agente pensa em parar, ficar esperando alguém acender a luz pra gente. Mas assim como eles vinham, eles também iam embora. E eu continuava andando e tateando e procurando.
Até que eu comecei a sentir uma coisa diferente dentro de mim. Veio a princípio discretamente, junto com o receio de que aquilo fosse passar rapidinho e que toda a escuridão voltasse a me assobrar de novo, e até mais que antes. Mas a coisa foi perdurando, passou um mês, e ela continuava aqui dentro de mim. Foi quando eu fui pro show do Coldplay e, ainda que possa parecer besteira, aquele momento foi um divisor de águas na minha vida. Não que eu tenha mudado de repente, ou que a mudança tenha começado ali, ou ainda que tenha acabado ali. Naquele momento, depois do show, subindo a rua do Hospital Albert Einstein eu senti de verdade, como uma coisa real dentro de mim. Enxerguei a mudança que já tinha acontecido, e percebi também que ela ainda estava em curso. Naquele momento eu lembrei de cada pulo, de cada gota de suor, de cada grito e de cada palavra que eu cantei naquele Morumbi lotado, e vi o quanto eu tinha sido feliz naqueles momentos, mas uma felicidade diferente de todas as outras da minha vida. Era uma felicidade sóbria, eu entendia tudo o que estava fazendo, e vivia cada momento. Ali, eu percebi a mudança que tinha acontecido, e a que estava por vir.
Depois veio o momento de perdoar, meu pai, meu irmão e a mim mesma. Enxerguei o quanto a família é importante e necessária, e consegui finalmente colocar uma pedra no passado, e me perdoar por ter julgado tudo tão mal.
Continuei vivendo, e fiz uma coisa inédita: grandes e bons amigos em uma rapidez recorde. Em pouco tempo, conseguia falar abertamente dos meus sentimentos, expressava minha opinião com desenvoltura e sem temer a reação dos outros. E aos poucos, isso foi passando pro resto das minhas relações, comecei a falar com a familia, com as outras pessoas. Adimiti erros com uma humildade nunca antes existente. Escutei muito, e também falei bastante. Soube ponderar minhas palavras mas sem censura, o que é bonito.
E fiz coisas por impulso também. Uma viagem maravilhosa, uma noite no karaokê, madrugada no aeroporto, unhas roxas, pretas, cinzas e marrons e jogos de futebol da Copa ao invés de assistir aula.
Ainda tem muita coisa pra ser feita, claro. E sempre vai haver. Mas o que me deixa orgulhosa são os pequenos detalhes do dia a dia que vão fazendo da mudança uma coisa habitual. E eu sigo assim, calma e em paz.
Quando eu vou dormir, tenho que apagar a luz antes de deitar na cama. São alguns passos que dependendo do dia podem ser rápidos, lentos, seguros, inseguros e até mesmo podem acabar sendo pulinhos nervosos. Esses passos eu dou na mais absoluta escuridão, sem enxergar um palmo a minha frente. Mas depois que eu deito, o tempo vai passando e meus olhos vão se acostumando à escuridão. Começo a enxergar o contorno das coisas, depois suas formas exatas e até mesmo enxergo suas cores. Pra mim esse momento é quase uma metáfora da minha vida: não é que tudo ficou mais claro, é que eu vou me acostumando e começo a enxergar as coisas melhor.
Porquê na vida agente nunca vai conseguir enxergar o que está por vir, agente pode apenas ter vislumbres, ou se contentar em imaginá-las. O que torna tudo mais bonito.
sábado, 7 de agosto de 2010
Da volta às aulas.
A volta às aulas trouxe um gostinho de tudo de novo, só que agora é pra valer. É o agora ou nunca que eu tanto temia nos últimos seis meses, mas não foi tão assustador, nem tão radical quanto eu imaginava. Domingo passado eu fiz uma big faxina no meu quarto, coloquei tudo no lugar como se isso fosse refletir em mim. Fiz alguns planos e esquemas pra esses próximos meses que serão bastatnte pesados e tentei colocá-los em prática nessa semana (o que aliás não funcionou muito bem, mas creio eu que com o tempo, ou a falta dele, vai começar a funcionar).
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