segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

do fim, da imensidão e da intensidade: um ano cheio.

2013 foi um ano imenso.
por mais que as coisas tenham passado rápido ao longo do ano, tanta coisa aconteceu que parece que o ano durou uma eternidade. paro as vezes pra pensar em coisas que aconteceram no início do ano e me parece tão distante. mas enquanto passava, tudo parecia rápido, cada instante derradeiro, cada minuto um suspiro.
foi imenso, foi intenso.
começamos bem, as amizades cada vez maiores, mais alegria, mais companheirismo. fiz grandes amigos ao longo do ano, e outras tantas amizades foram fortalecidas. mais uma vez chego ao fim do ano com o coração gordo de amor e cheio de gratidão por cada uma dessas pessoas que me trouxeram sorrisos, ouvidos e palavras.
a política começou tímida. ou melhor, tímida era eu. comecei o ano vivendo cada tensão calada, absorvendo muito e falando pouco. o que aconteceu no meio do ano porém me fez enfrentar meus medos e minha timidez, tive que levantar a voz e brigar pelo que acredito. e continuei brigando o resto do ano, por tantos outros motivos, todos eles ligados a um mesmo ideal: um país melhor, uma cidade melhor, uma faculdade melhor. nessas brigas, aprendi que nem sempre podemos ser adorados. aprendi que vale a pena perder quando ganhamos respeito. aprendi que a política é uma grande merda, mas que faz parte da vida e por isso precisamos saber lidar com ela.
não foi fácil.
pensei muito, ouvi muito, falei muito, agi muito. mas a ressaca uma hora vem, e me fez sentir tudo que eu não tive tempo de sentir ao longo dos meses. baixei a bola, concentrei no que valia a pena e conquistei, tudo aquilo que entendia como essencial. ainda não sei se certa ou errada, mas consegui sobreviver.
veio então uma novidade, no finalzinho do ano. novidade boa, novidade nova. tudo novo...
voltei pra casa que não mais era minha, me adaptei a uma nova vida (ainda estou adaptando) e fecho esse ano com o coração (de novo) gordo de amor e feliz.
intenso é a palavra pra 2013.
foi um ano intenso. perigoso.
mas viver, não é? é muito perigoso...
e do Rosa também que eu aprendi que é preciso coragem.
e que "se teme por amor; mas que, por amor, também, é que a coragem se faz.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

da mudança, do limbo e da chuva

nas últimas semanas o limbo tem sido assunto por aqui.
mas pra além do limbo, uma coisa mudou na minha vida também. na verdade, quem mudou fui eu. voltei pra casa da mãe, sem muito pensar. em menos de duas semanas fiz mudança, pintei parede e mudei de rota.
não foi fácil como achei que seria.
mas não foi de tudo ruim.
mudar é sempre bom. a gente perde, claro. perde as duas linhas de ônibus com mil e um horários, perde a tranquilidade do bairro seguro, perde a facilidade de subir as escadas correndo quando precisa.
mas ganha. ganha três gatos (apesar de todos os mil e um pelos espalhados na casa), ganha noites de amor em casa sozinhos, ganha sofá grande pra dormir e a vitrola no quarto.
mudança é mudança, e só.
o limbo continua apesar de ela já saber o que sentem e ele também.
e a chuva, essa não passa e deixa os dias cinzentos e irritadiços. mas logo logo vem o sol, o azul e a alegria de novo.

domingo, 15 de dezembro de 2013

o limbo - sempre.

era mais uma sexta feira de boêmia para os dois.
a celebração de fim de ano dos amigos tinha chegado ao fim, e restaram ali na mesa vazia do bar de sempre. mãos entrelaçadas, entre beijos e mordidas a conversa chegou ao ponto de sempre: eles.
ela já estava leve depois da caipirinha e das tantas cervejas. ele a chamou de amor de pessoa, ela custava a acreditar. tentava retribuir as palavras mas parecia não ter sucesso. ele finalmente pediu: disse que chegaram em um ponto que já não havia mais como esconder o muito que entre eles existia. perguntou se ela sentia o mesmo, porque ele nunca conseguia decifrar. os olhos dela se encheram de lágrimas e a sorte foi que as luzes do prédio se apagaram anunciando a avançada hora. na penumbra então ela lhe falou que o tanto que sentia era um tanto nunca sentido. que ele estava causando nela coisas que nunca haviam sido causadas. que era novo, e era imenso.
disse também que não podia nem devia nem queria exigir nada dele.
mas que nela a situação era essa: imensa, intensa.
lhe parecia tão difícil crer que aquilo não era óbvio. porque ela sentia tanto, e achava que para o mundo aquilo também era palpável. mas não.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

e se não tivesse o amor

eu vivi boa parte da minha (não tão longa) vida dentro de uma zona de conforto. ou seja: vivi pouco, amei pouco, poucos amigos, poucas pessoas, poucas experiências. mas senti muito, disso não tem como fugir. aliás, quem pouco vive muito sente. muito menos coisas boas que quem vive, imagino eu.
de um ano pra cá minha vida virou de cabeça pra baixo.
me libertei de várias amarras (não todas, isso de ser livre não é pra qualquer um) e joguei meu corpinho no mundo.
conheci muita gente, fiz grandes amigos. aprendi muito sobre a vida, sobre as relações humanas e sobre o poder, a política, as pessoas. fiz alguns inimigos, incomodei gente.
mas o amor continuou como uma amarra na minha vida, até então.
até então.
e então...
então que eu conheci um amigo. e depois eu fiz do amigo (ou nos fizemos, juntos) mais que um amigo.
e hoje eu (digo por mim, EU) tenho um possível amor.
digo aqui possível porque não sei bem o que é essa coisa do amor. não sei, juro. não sei se o que sinto é amor, mas não é só a amizade. o limbo continua, mas dentro de mim a coisa cresce em movimento uniformemente acelerado, disparado, frenético.
faz coração disparar quando chega na esquina do bar, faz noite inteira de lágrimas pelo não saber. faz nó no peito. faz ciúmes, faz planos, faz vida.

e se não tivesse o sofrer
melhor era tudo se acabar

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

o limbo - parte 3

"cathedrals in my heart" acho que define.

o limbo continua.
mas as coisas tão tomando forma. ainda muito sem forma, mas estão crescendo.
na última noite juntos foi assunto de conversa. ambos concordaram que estavam gostando muito, e não sabiam se feliz ou infelizmente. ele perguntou o que seriam os dois lados pra ela. ela falou que o lado infeliz era o medo, e o feliz era ele, e voltou a pergunta. ele disse que o felizmente era ela, e que o infelizmente era ele. ela fitou longe as luzes da rua. passados alguns segundos ele quis desfazer o malfeito e falou que não era para ela refletir tanto sobre aquilo, que podia acabar em conclusões erradas.
ela acabou em conclusões erradas, anyway.
mas pensou também que o que disseram poderia ser a mesma coisa. o felizmente dela era ele, e o infelizmente era ela - o seu medo.
a grande diferença era que ela, no caso, estava enfrentando o medo. ele, ela não podia saber.

acabaram esquecendo tudo e continuaram a noite. se amaram como nunca no nem sempre silêncio da noite, no quarto escuro. e quando tudo acabou, quando ele se foi, ela parou e pensou.
chegou a conclusão que na verdade, o felizmente ali era ela. e o infelizmente poderia acabar sendo ele.

sábado, 23 de novembro de 2013

das escolhas que fiz e tudo que vem junto

ontem eu tomei posse como vice-presidente do centro acadêmico da faculdade.
pois é.
há um ano atrás eu não sabia direito o por que de estar ali, naquela gestão que fiz parte ao longo do último ano. há um ano atrás eu era diferente, por demais. estava largando o emprego (que também me fez crescer, muito), começando a ter tantos e tantos amigos, conhecendo o amor de amizade e me perdendo nos desamores. eu não era menos nem mais. eu era outra, talvez.
e ao longo desse ano eu amadureci. muito. nem sempre foi bom, nem sempre melhor. perder a inocência para as coisas pode ser um golpe fatal para a felicidade. ganhar maldade e aprender a fazer política, nem sempre é algo feliz. por um tempo isso tomou conta da minha vida de uma maneira assombrosa, e quando percebi tomei um susto. já não existia uma vida minha. eu pensava demais, falava demais, ouvia demais mas não sentia. nada.
do susto eu me refiz rapidamente, mas sem perder o aprendizado dos últimos longos meses. e decidi que a responsabilidade era grande e que eu tinha que continuar.
e continuei...
e cheguei aqui. ontem, mais precisamente. diante de um auditório lotado, com professores, diretores, colegas, amigos, grandes amigos... e ali eu tive a coragem de dizer algumas palavras de agradecimento a todas aquelas pessoas que fizeram parte dessa jornada junto comigo. tremendo, confesso. coração a mil. segurando as lágrimas. mas foi bonito.

"Primeiramente boa tarde a todas e todos. Eu não tinha a intenção de falar hoje, mas acho que alguns agradecimentos são imprescindíveis e eu vou ser bem breve.
Bom, eu caí no CAAP mais ou menos de paraquedas, sem saber ao certo o como nem o por que. Um grande amigo um dia me disse para não fugir do meu destino caapiano, quando eu nem imaginava que um dia estaria aqui. Por isso que eu devo primeiramente agradecer a todos os envolvidos que felizmente (?) me colocaram aqui.
A gestão Viramundo foi, sem sombra de dúvidas, uma das mais polêmicas da história, a gente não pode negar. Apanhamos do início até o final da gestão, e eu acho que devo agradecer a todos aqueles que nos bateram: muito obrigada. O aprendizado nem sempre é fácil, mas é valioso, acima de tudo. Agradeço também aos viramundos e viramundanas. Juntos nós aprendemos a arte da convivência, as dificuldades das relações humanas, e o prazer de fazer as coisas acontecerem. Agradeço em especial aos companheiros de diretoria de extensão, pelo aprendizado ao longo do ano e pelo prazer de descobrirmos, juntos, o quão distantes estão sociedade e universidade, e o quão desafiador é o trabalho de tentar aproximá-las.
À Viramundo agradeço enfim, por me mostrar que antes de ser um sonho, estar dentro do CAAP é uma grande responsabilidade. E essa responsabilidade vai para além do fato de estarmos representando os diversos alunos da casa, mas porque aqui pessoas se formam. Eu me formei aqui, eu estou me formando aqui. Outros já se formaram, e outros tantos ainda se formarão.  E eu e responsabilidade para aqueles que estão aqui.
E se eu, integrante da gestão Viramundo, pudesse dar um conselho a nós, integrantes da gestão Sagarana, seria nas palavras do mestre Guimarães Rosa:
“Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas.”
À Sagarana eu agradeço pelos sonhos que compartilhamos. Agradeço pela oportunidade de construir o CAAP, e de transforma-lo para além da responsabilidade, em um sonho.
Agradeço também a minha família pela compreensão, nem sempre satisfeita, em relação à falta de tempo, aos sábados domingos e feriados em reunião, às madrugadas em claro e aos sumiços constantes.
Agradeço por fim, aos amigos. Pelos ouvidos nos momentos de necessidade, pela paciência, pelos conselhos, pelas risadas, pelas alegrias, pelos pequenos grandes momentos e, sobretudo, pela capacidade de colocar o CAAP no seu devido lugar na minha vida.
E se eu, Marina, pudesse dizer algo a nós, Viramundos, seria também nas palavras de Guimarães Rosa:
“No real da vida, as coisas acabam com menos formato, nem acabam. Melhor assim. Pelejar por exato, dá erro contra a gente. Não se queira. Viver é muito perigoso...”"

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

o limbo - parte 2

daí passa um mês e você começa a perceber que existe uma coisa a mais.
que existe um querer constante. querer estar perto, querer continuar perto.
outros quereres a gente deixa pra lá porque o horário não permite. mas existem eles também.
e começa a ficar insustentável pra dentro esconder o tudo pra fora.
pelo menos pra mim.

domingo, 17 de novembro de 2013

o limbo

quando se está envolvida com alguém existe uma fase entre o não sentir e o amar ou não amar que é intrigante. uma espécie de limbo existencial-amoroso que toma conta de quem está envolvido ou se envolvendo, quando não se sabe bem ao certo se sente algo, se o que sente é diferente do que já se sentia, se cresce ou se é simplesmente uma criação de cabeças criadas em meio aos contos de fadas do mundo capitalista. fato é: o limbo existe. 
vivo hoje esse limbo. entre o não sentir nada - o sentir amizade apenas -, e o sentir amor. abro hoje aqui meu coração, ou o que resta dele. ou ainda, o que se imagina que existe nele para os mais céticos. passados 21 anos da minha vida (exatos 21 anos e um dia), me envolvi com alguém que me trouxe um algo a mais. um querer mais, talvez. há quase um mês nos envolvemos pela primeira vez e há quase um mês que nos envolvemos, dia mais dia. não sei se mais a cada dia, mas a cada dia nos envolvemos. e me perco em investigações acerca do teor do limbo existencial de hoje. 
o primeiro grande acontecimento foi o primeiro dia. o dia em que, tomados pelo álcool e pela noite, nos jogamos em um táxi, depois em um carro, e daí em diante em um algo a mais, mais que só a amizade. vieram outros acontecimentos nos dias seguintes: as mensagens do pós de falta de graça, os primeiros olhares ruborizados, a primeira conversa pra tentar quebrar o clima (que, diga-se de passagem, foi um tanto quanto mal sucedida no seu objetivo primeiro). e mais algumas cervejas, uma série de confissões, compartilhando passagens de vidas e segredos, entre mãos dadas e beijos, a "envolvência" se manteve. veio a segunda noite, muito mais sóbria e exata. e os finais de semana, e as mensagens, e os problemas compartilhados, e as risadas mil. 
e o limbo que aumenta dia após dia, que instiga todos os meus sentidos em busca de uma percepção mais madura acerca dos fatos e dos sentimentos. e que ao mesmo tempo me faz querer não entender muita coisa para além da existência do limbo. mas que também me faz, em momentos não muito raros, querer prever futuro e colocar ordem na casa.
e na última noite o sentir lado a lado, sentir o respirar e o suspirar, e o não dormir, e o dormir pesando a cabeça encostada na minha cabeça, e eu só consigo me perguntar: o que está acontecendo? e será que eu realmente quero saber o que está acontecendo?

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

plano de fuga pra cima dos outros

na última noite de boêmia ele falou uma coisa que deixou a moça intrigada. falou que o outro é sempre uma fuga de nós mesmos. a moça parou por alguns longos instantes e refletiu sobre aquilo tudo. pensou que talvez seria verdade. talvez não, com certeza. ele então lhe pediu que não deixasse aquilo acontecer de novo. que não deixasse que ele a contaminasse com toda aquela filosofia obscura que lhe rondava. que aquilo era um buraco sem fim, areia movediça. e terminou dizendo que o outro não era apenas uma fuga, era também um encontro consigo mesmo.
e ela pensou mais a respeito. refletiu observando aqueles olhos obscuros que a fitavam, quase um buraco negro. ela tinha medo de olhar demais. não no sentido piegas de cair pra dentro do buraco negro e nunca mais voltar. tinha medo de cair no buraco negro e não enxergar o que acontecia ao seu redor. tinha medo de se afogar ali dentro e não entender o que se passaria a sua volta. voltar ela voltaria. mas os instantes que poderia vir a passar lá dentro eram um grande enigma.
voltou-se para o caderninho recém adquirido e anotou aquelas frases pra se fazer pensar mais a respeito depois.
e pensa agora ela sozinha no quarto. o outro é sempre uma fuga de nós mesmos, e um encontro com nós mesmos. e se lembrou do Sabino, que fazia do medo uma escada e da procura um encontro. talvez devêssemos todos fazer da fuga um encontro, na realidade.
e confusa pontuou o finalmente do texto, fechou o caderno e apagou as luzes. mergulhou no breu da madrugada e se perdeu naquele buraco negro que ela já conhecia há tempos.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

só com coragem

tá faltando palavra de novo.
é que a vida não me ensinou a sentir isso aqui tudo sem desesperar. sem sentir medo.
mas tô aprendendo a coragem agora.
pode vir chumbo, pode vir a moça, pode vir você.

domingo, 27 de outubro de 2013

tempo rei

essa semana foi de muito sol e calor.
dias lindos, lindos! desses com sol e céu de brigadeiro, brisa de quase não balançar as folhas e poder sair sem blusa de frio pra rua (poder não é fazer, claro, e lá fui eu, todos os dias, carregando blusa de frio dia afora).
essa semana foi de muita cerveja também. era o calor, eu andei dizendo. e era mesmo, em grande parte. mas era também aquele pinguinho de coragem que me falta vez ou outra e um gole ou dez me fazem ter.
falando em coragem, essa semana foi de muita coragem também. medo pouco, era medo bom. era medo que não assusta, medo que faz só ter medo mesmo. mas que não faz andar pra trás. andei uns bons passos pra frente na verdade. na entrega. me entreguei ao longo da semana, aos poucos.
essa semana foi de muito amor. amor de amizade, ainda. mas que é amor, também.
é, vida. é, tempo... ensina-me o que eu ainda não sei.

domingo, 20 de outubro de 2013

da cabeça aos pés

bom, ando ausente desse espaço.
talvez seja porque as "palavras não ditas" andam sendo ditas.
talvez seja só a falta de tempo mesmo.
mas eu sei que estou feliz. apesar de todos os pesares, estou feliz.
sexta feira foi meu aniversario e eu, como fã que sou dessa data, comemorei ao longo dos últimos sete ou oito dias. talvez ao longo dos últimos meses. talvez ao longo da vida.
só hoje que tive tempo pra parar e ler todos os comentários que pessoas queridas me deixaram no facebook. e quanta palavra bonita. quanto amor.
amor, aliás, foi a palavra que mais me disseram. uma pessoa muito querida disse que sou a personificação do amor. e a única coisa que eu pude responder foi que, só o sou por conta de todo o amor que me dão. todos: família, amigos. principalmente os amigos. esses que são a razão da minha existência hoje, a razão da força que eu ando tendo.
a minha vida mudou, não sei se pra melhor ou pior.
sei que tá diferente.
tá mais difícil, tá mais confusa, mas tá mais bonita também.
e viva as palavras desconexas, viva as loucuras embriagadas da madrugada, viva os amigos queridos.
viva o amor.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

semana do aniversário é...

semana do amor na faculdade.
ganhar como chapa única no caap.
beber pra sempre com os amigos.
levar uma lambida na orelha e ganhar um funk de cortesia.
amar muito e pra sempre seus amigos.
ganhar um poema no sarau vira-lata e morrer de vergonha de ter que ler.
amor.
da cabeça aos pés.

domingo, 13 de outubro de 2013

aobre o inferno astral que nem veio com tanta força assim

eu amo meu aniversário. isso não é novidade.
fato é que sempre antes dele chegar, eu passo por uns perrengues na vida. diz que é o inferno astral. ando acreditando cada dia mais nessas coisas.
mas quando chega a semana do meu cumpleanos fica tudo lindo. e tá assim.
digamos que meu inferno astral não foi tão ruim. só roubaram meu celular, eu quase perdi uma coisa que era imensamente importante pro meu/nosso projeto futuro na faculdade, tive reuniões e conversas mil extremamente incômodas, tive que tomar frente de coisas que não queria. mas acabou.
e sexta feira chegou com uma das mesas de bar mais divertidas da minha vida, meus amigos que eu amo (tanto!) por perto, risadas de quase xixi na calça. e sábado veio, alívio, sonhos, esperança, Sagarana. e a próxima semana vai ser linda, tenho certeza.
semana cultural do amor, muito muito muito amor.
eu sou amor, da cabeça aos pés.

domingo, 8 de setembro de 2013

sobre a política, sobre a merda e sobre a Hannah

política é uma grande merda.
faz parte da nossa vida, é claro. mas é uma merda. e o problema maior da política é exatamente o de fazer parte da nossa vida. de não existir nenhuma possibilidade a ela. tipo, você conversa com uma pessoa e... bang!! é política. você escreve uma coisa e.... bang!! é política. você vai pra um lugar e... bang!! é política.

de uns tempos pra cá minha vida virou de cabeça pra baixo, e essa coisa que eu sempre considerei uma grande merda virou centro da minha vida. e o que eu aprendi foi isso aí de cima: ela sempre foi centro da minha vida. e vai continuar sendo, não adianta mudar pra São João, fazer história nem fugir pro mato. até essas escolhas são elas também políticas. e pra continuar vivendo eu vou precisar adivinha de que? muita, muita política.

pois é, grande merda que é essa política. difícil de lidar até a morte. briga de cegos e surdos, só mudos que não são. enxergam o que querem, ouvem o que querem e, pior ainda, falam o que querem. pensar é pedir muito pra alguns. nessas minhas últimas andanças, o que mais aprendi (e que mais dou valor, atualmente) é que pensar é necessário. aquela história da Hannah Arendt, sabe? não abdiquemos de pensar. pois é, é esse o ponto central. é essa a parte mais necessária da vida. não abdicar de pensar.

domingo, 25 de agosto de 2013

sorrir pra não chorar

enquanto a vida vai um desastre, entre insatisfações, planos de mudança e infelicidade, o Cartola canta pra mim.
já nem sei mais o que é válido e o que não é. o que o certo e o que não é. o que é dúvida e o que é certeza. aliás, acho que de certezas não sobraram muitas: a de que nunca é tarde pra mudar, a de que é preciso coragem pra encarar e a de que a felicidade é o único e absoluto objetivo da vida. e só.
no mais, o trabalho é um grande tormento, o dinheiro anda curto e dolorido, o corpo vai de mal a pior. a lista titulada "de tudo que é errado" continua inteira e grande. e o direito, é o mesmo de dois anos atrás: uma grande interrogação. o querer fazer direito, no sentido dicionarizado da palavra. no sentido primário. fazer as coisas direito.
só que nada, nada, nada, anda direito.

domingo, 18 de agosto de 2013

desabafo anglo-americano ou tudo o que é e eu finjo que não

i have no love,
i have no time to take care of myself,
i haven't had enough time to be with my friends,
i have no time to study,
i have no time to read,
i have no time to do the things that cheer me up.
i've been listening too much,
i've been talking too much,
i've been doing too many things,
but i haven't had time to feel.

i feel nothing.

sábado, 10 de agosto de 2013

a vida

te engole.
tira tudo o que tens de vida.
deixa fragulhos.
vazia.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

sangue nozóio,

os dois pés no chão e na cabeça a ideia que nada deve parecer impossível de mudar.
bom, é tipo isso.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

sobre o Bordello, sobre a Amanda Palmer e sobre a vida de uma mulher.

Eu nunca fui do tipo de mulher que levanta demais as bandeiras feministas. Sempre fui um pouco indiferente tanto às atitudes feministas quanto às atitudes machistas (essas eu  faço questão de ignorar). Tenho o costume de atribuir ao sexo feminino as barbeiragens no trânsito (sim, eu sei que é um equívoco, em breve supero essa mania), mas para além disso não sou machista e odeio quando meu pai fala que eu tenho que ajudar a fazer compras porque sou "a mulher da casa". Mulher da casa é o caralho. Isso sempre me incomodou.
O fato é: para além da minha própria existência feminina, eu nunca tinha parado pra pensar no quanto o mundo é realmente machista até entrar na faculdade e começar a ter contato com o tema. A minha primeira Marcha das Vadias foi no último mês de maio, e acabei me envolvendo ainda mais com o tema durante a preparação do evento na Faculdade. Resolvemos tirar fotos de alunxs com mensagens sobre a luta feminista e o direito de ser "vadia". No dia do ensaio eu, sem ideias, comecei a pedir inspiração para minhas colegas que já se rabiscavam com batom. Foi quando uma delas me perguntou: o que TE incomoda? E eu parei. E pensei. E pensei...
Acabei por escrever sobre tatuagem, já que escutei várias vezes que mulher tatuada é vadia e outras ignorâncias do gênero.
Mas aquilo não era o que ME incomodava, na verdade.
Demorei algumas horas (e acabei perdendo a oportunidade de tirar uma foto mais legal e verídica) para chegar a uma das conclusões sobre o que me incomodava. A primeira veio quando pensei: "se não ser princesa é ser vadia, sou vadia". Explicando: eu cresci sendo chamada de "princesa" (sou a única filha, única neta, única sobrinha de uma parte da família), vivi em meio a "princesas", estudei em escolas de "princesas" (aquelas meninas moças com cabelo milimetricamente arrumado, dentes perfeitos, tênis sempre impecável e mochilas rosas), mas nunca consegui me encontrar no meio das "princesas". Me sentia um peixe fora d'água, não sei se pelo fato de não ter dinheiro para ter sempre a mochila da moda, ou se pelo fato de não ter tido uma mãe que penteava meu cabelo todos os dias antes de ir pra aula (calma mãe, você não tem culpa nisso tudo). Bom, o fato é: eu não me encontrava.
E só fui me encontrar quando entrei  pra Faculdade e me descobri uma "tilelê wanna be", já diria meu caro colendo RC, com liberdade pra usar meus vestidões e chinelos e não ter que preocupar em fazer as unhas. Pois é. Se não ser princesinha é ser vadia, somos todas vadias. Ou quase todas. Enfim.

Outro incômodo que veio a se formar na minha cabeça há algum tempo é mais elaborado e menos pessoal: o fato de haver essa diferenciação entre homens e mulheres quanto à sexualidade e à liberdade sexual. Pois é, eu fico pensando: para além daquelas questões básicas de "homem que pega muita mulher é garanhão, mulher que pega muito homem é puta", tem outras coisas... Vamos aos fatos: sábado passado eu estava morrendo de calor em um show no Bordello, um pouco alcoolizada devo confessar, e com duas blusas de frio. Resolvi tirar a blusa de frio que estava por baixo - tipo uma segunda pele, já que a blusa de cima era toda furadinha - e o fiz ali mesmo, no meio de todo mundo. OK, eu estava um tanto quanto bêbada. Mas, quer saber? Morro de vontade de fazer isso no meio da rua, mesmo quando estou completamente sóbria. A diferença é que, além do adicional de coragem alcoólico, eu estava no meio de várias pessoas que - pelo menos a maioria delas - pensam como eu, e têm a cabeça mais aberta.
Daí que hoje vi uma reportagem falando sobre a cantora Amanda Palmer que foi agraciada por uma reportagem num tablóide britânico falando do peito dela que "escapou" durante uma apresentação no Festival de Glastonbury. Daí ela, muito bem humorada e fodona, escreveu uma música para o tal jornal e cantou a mesma peladona no palco, no melhor nível: querem motivos pra falar de mim, então toma!!!
Eis o link da reportagem: http://contraversao.com/apos-ter-foto-do-seio-publicada-por-tabloide-amanda-palmer-tira-sarro-do-episodio-em-show/
E uma das coisas que ela  questiona na "homenagem" musical, é o fato de um peito nu masculino não chamar tanta atenção quanto o feminino. Gente, é só um tecido adiposo mais desenvolvido, nada demais!!

Enfim... escrevi tudo isso pra dizer que a Amanda Palmer me representa, que eu não me arrependo de ter tirado a blusa no Bordello, e que se nossa sociedade não fosse tão machista e tão pudica, eu faria isso com mais frequência em caso de necessidade. Ou de vontade. E sem o adicional alcoólico.
E aposto que tem muita gente que faria isso também.

PS: mãe, eu sei que você vai ficar horrorizada se ler isso, mas lembra: você que me ensinou a andar sem roupa pela casa sem preocupar com os vizinhos. E juro que você não tem culpa de nunca ter arrumado meu cabelo antes da aula, juro mesmo. Ainda bem que você nunca fez isso, na verdade. Se não, corria o risco deu ser uma dessas "princesas" sem personalidade própria que a gente tanto conhece e que eu tanto critico. ;)

segunda-feira, 15 de julho de 2013

lou-cura

perdida no baixo bahia.
não houvesse tanta loucura não saberia o gosto da vida que vive e que nunca havia vivido. a loucura cura a vida, a loucura cura a alma. a loucura cura. cura.

domingo, 7 de julho de 2013

5102

entre uma e outra curva do ônibus, ela constatou: cada um com suas dificuldades, a dela era o amor.
cada um com seus grandes sonhos: o dela era o amor.
cada um com seus grandes impossíveis: o dela era, esse mesmo. o amor.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

da ressaca que dura, do amor que é tanto

meu coração, minha cabeça.
a agenda a cada dia mais cheia. o tempo a cada dia mais curto. a responsabilidade batendo na porta. a irresponsabilidade atendendo. e o quarto bagunçado, e as noites em claro, e as manhãs na cama. e a falta de ânimo para as coisas que o exigem. e a falta de foco para tudo. 
pára tudo? 
por favor.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

a ressaca que vem

eu ainda não sei muito o que pensar, não sei muito que dizer ou fazer.
sei do que vi e vivi.
sei da polícia. sei que nunca senti tanto medo assim de alguém, e esse alguém era a polícia- aquela que deveria me oferecer segurança.
sei da classe média que foi às ruas sem reivindicações claras, com pautas confusas e métodos questionáveis.
sei que a esquerda se fortaleceu. sei que muitos saíram do armário, se assumiram canhotos e vermelhos, sim!
sei que foi tudo muito confuso.
sei que senti muito, muito medo. ontem em especial.
sei que senti muito, muito orgulho também.

mas sei que a vida não pode se resumir às ruas, aos gritos, aos cartazes.
nem sei o que dizer. fico aqui, entre um e outro pensamento, fico aqui entre a minha vida e a vida do mundo, entre meus sonhos, os sonhos meus pro mundo. meus dedos deslizam nesse teclado num vai e vem, se apagam, se escrevem, eu nem sei muito o que escrever na verdade. tô confusa.
só que a vida não para, não me dá tempo pra pensar muito.
a gente vai, continua nesse avalanche. bola de neve, descendo em movimento uniformemente (?) acelerado.

só sei que cansei de gás lacrimogênio, vinagre e leite de magnésia.
cansei de andar a Antônio Carlos quase inteira.
cansei de ver gente cair do viaduto.
cansei.
cansei.
cansei.

terça-feira, 18 de junho de 2013

amanhã vai ser maior

muito orgulho e muita vergonha em uma só fotografia.
e o cheiro de vinagre, e a garganta ardendo, os olhos lacrimejando.
e o medo. e o medo. e o medo.

domingo, 16 de junho de 2013

vem vamos pra rua!!

e o coração explode de amor e alegria de ver o povo nas ruas, o grito na goela, os olhos no futuro e nas mãos a mudança.

sábado, 15 de junho de 2013

há que se cuidar do mundo

sobre os últimos acontecimentos eu não tenho muito o que dizer ainda.
sei que é muito e é grande.
sei que é importante e muito bonito.
sei que é novo e é tanto!!
e tudo ainda está processando na minha cabeça.
mas que é lindo, é.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

das coisas que mudam e das coisas que não mudam

o tempo passou, muita coisa mudou.
mas tem uma que continua na mesma:

http://palavrasnoditas.blogspot.com.br/2012/06/pra-hoje.html

e tá precisando mudar.

domingo, 2 de junho de 2013

Santa Luzia

absolutamente sem palavras pra descrever as últimas três noites.
eu, apaixonada por essa cidade há muito tempo, nunca antes (ouso dizer) estive tão, mas TÃO apaixonada por tudo isso que rola por aqui. três dias de festival no parque municipal foram o bastante para arrebatar meu coração, e hoje eu simplesmente não consigo descrever o que vi, vivi e senti naqueles minutos, descendo a rua principal do parque, em meio a uma multidão que acompanhava a Orquestra Voadora, pulando e cantando e girando e carnavalizando junto com essas pessoas tão, mas TÃO maravilhosas. um espetáculo é pouco pro que rolou hoje. uma epopeia é pouco pro que rolou nesses últimos dias.

e meu coração?
ele vibra, quer sair do peito, de tanta alegria.

domingo, 19 de maio de 2013

para ser o que for e ser tudo

a vontade é de largar tudo, como já me ocorreu outras tantas vezes por essa cidade. largar a vida de capital-cidade-grande-trânsito-correria-compromisso-seriedade. largar essa obrigação de ser grande, ser muito, ser mais. vontade de ser menos, de viver calma, de beber água fresca sentir o vento da janela e o frio do inverno, sem obrigação de correr correr correr. vontade de viver de amor, viver de inspiração, viver tudo aquilo que essa cidade respira e inspira e transpira e expira. e eu, aqui, piro.

domingo, 12 de maio de 2013

do dia das mães

há algum tempo eu pensava que nunca poderia ser mãe. na minha cabeça, cabia a mim encerrar essa linhagem de relacionamentos mal sucedidos entre mães e filhas que se arrasta desde minha avó até aqui.
desde pequena sempre comparava as mães das minhas amigas com a minha. e pesava ter que apontar meus lápis, arrumar meu cabelo para ir a aula, fazer o coque com redinha do ballet, pensar no lanche coletivo e tomar conta do dever de casa. depois de grande, o peso se juntou com outras circunstâncias que me fizeram crer que eu tinha "a pior mãe do mundo". sim. eu já cheguei a criar um blog com esse nome, inclusive.
minha relação com a minha mãe nunca foi um mar de rosas. na infância, eu sofria todos os problemas dela junto, numa relação simbiótica que nem a psicanálise conseguiu explicar. na adolescência, continuei a sofrer os problemas, dela e os que ela me criava. saí de casa há cerca de um ano e meio. foi como cortar um cordão umbilical, no sentido mais piegas mesmo.
doeu.
mas foi necessário. dessa dor eu nasci pra vida. eu passei a viver meus próprios problemas, minhas próprias dúvidas, sofri com meus próprios erros. não dói mais nem menos, dói diferente. é uma dor minha. mas o principal, é que passei a viver também minhas próprias alegrias, e foram muitas. passei a colher meus próprios instantes, e são infinitos. e essa alegria, essa felicidade, esse amor que hoje eu vivo com ele, me pertencem.
o principal dessa mudança toda, foi que eu passei a enxergar minha mãe de um outro ponto de vista. eu passei a ver minha mãe de longe, como quando aquela cena no filme vai se abrindo, abrindo, e você começa a entender tudo o que está se passando ao redor. e hoje, aquele peso que eu carreguei não existe mais. hoje eu entendo o porquê de todos os erros que minha mãe cometeu e que me fizeram sofrer. hoje, eu consigo perdoar minha mãe por tudo, tudo. ainda que não concorde, eu a perdoo.
e hoje, eu consigo enxergar que cabe a mim, realmente, colocar um fim nessa linhagem de relacionamentos mal sucedidos entre mãe e filha. mas não é abdicando da possibilidade de ser mãe. é mudando o curso dessa história.

domingo, 5 de maio de 2013

das duas uma

ou você perdeu a oportunidade ou você se salvou de uma.
o fato é: tudo visto de fora indica que a segunda opção é mais adequada. continue sendo você, cedo ou tarde vai.
e ato falho é o caralho.

domingo, 28 de abril de 2013

peso

de repente a vida parece tão desinteressante. tão cheia de nada e tão vazia de tudo. vazia de significados, de novo. vazia de perspectivas, vazia de ambições. e por maior que seja a angustia de tantos vazios, não é uma angustia incômoda. não é uma angustia que tira a razão. é uma angustia (e um vazio) tão cheios de razão. tão cheios de razões. não é inquietante. procura a calma, na verdade. aquieta-se e fica ali, só como um peso de lado no peito, pesando apenas o suficiente pra lembrar que está ali.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

dos amigos, das travessias, da presença e da ausência

é isso aí.
meu coração gordo de felicidade e amor.
amigos, como não tê-los?

ok,

aperfeiçoe a sua arte da piscadela que eu aperfeiçoo a minha arte de viver.

domingo, 21 de abril de 2013

Lady Brett

intrigantemente escorregadia
e assustadoramente interessante

como se tudo fosse uma simples questão de adjetivos.
como se não houvessem tantas razões por traz de cada um deles, como se o medo não fosse capaz de tomar a vida vez ou outra ou sempre. como se fosse tão fácil assim se entregar, e como se as oportunidades fossem todas válidas e afins.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

eita vida besta meu Deus!!

as coisas tão andando. numa direção que eu não sei qual é, nem tento saber.
o bom é que andam.
e eu tenho sido feliz nesses últimos dias. isso basta.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

eu quero a sorte de um chofer de caminhão

quando você começa a entender que fez todas as escolhas da sua vida pelos motivos errados. quando isso te leva a repensar tudo o que você tem hoje, tudo o que você está a caminho de ter. quando nada faz muito sentido, só uma coisa: você precisa mudar.
quando a vida clama por atitude e você clama por movimento.

domingo, 24 de março de 2013

as coisas como elas são

essa semana louca e estressante me fez perceber uma coisa: eu preciso de alguém ao meu lado.
eu não só preciso, como eu quero.
isso tudo me fez repensar todas as relações que eu ando levando pela minha vida, e me fez querer algo sólido. o tanto que me fez falta alguém pra ligar e desabafar ao longo da semana, o tanto que me fez falta um abraço, todos os dias eu pensava nisso e desejava um abraço. o tanto que me fez falta alguém pra poder chorar e xingar a vontade.
não dá pra continuar assim.
não dá fingir que é forte pra sempre.
você não é tão forte assim, Marina! você não precisa ser.

sábado, 23 de março de 2013

a semana mais longa da vida:

segunda: noite mal dormida, reunião de 5 horas e meia, muita confusão.
terça: noite mal dormida, reunião de 9h30 as 23hrs, muita tensão, muita confusão, pouca comida.
quarta: reunião de manhã, de tarde, aula inútil a noite.
quinta: madrugando pra mais tensão, sol, sono, reunião, aula do linda, sono.
sexta: chegou, finalmente!

terça-feira, 19 de março de 2013

de um dia que não foi bom

a noite mal dormida foi um prelúdio do que viria a seguir.
a repercussão absurda de um fato já absurdo por si só. a reunião que durou cinco horas e meia. as discussões intermináveis entre opiniões inconciliáveis. o fim que se anuncia e o inicio que teima em começar, e nem se sabe se vai.
só queria um abraço, um afago, uma palavra pra confortar.
mas não é a hora.

segunda-feira, 18 de março de 2013

sonhando em outros ares vou

a culpa é da Disney, da Globo e dos contos de fadas.
a gente cresce acreditando que vai encontrar uma pessoa maravilhosa e perfeita, e que tem tudo a ver com a gente, e que tudo vai ser muito instantâneo e mágico.
que os olhares vão se cruzar, e o coração vai acelerar, e que vocês vão gostar das mesmas coisas, e vão viver juntos, fazer tudo juntos, tudo vai ser lindo e maravilhoso.
só que não.
ontem eu acordei e percebi que, quer saber? vai ver o olhar que vai te trazer paz, os braços que vão te abraçar, o sorriso que vai fazer o coração acelerar são de alguém que não tem nada a ver com você. porque, quer saber? "ter a ver com você" é a pior expressão que já inventaram.
a gente cresce com as diferenças, foi isso que eu entendi. é isso que eu tô querendo entender.

sábado, 16 de março de 2013

vacío e soledad


o dia dos mais bonitos. céu azul, sol quente, brisa de leve.
ainda que o dia anterior tenha sido de muitas companhias, de muitas atenções, o que resta no sábado de sol é a companhia dos fones de ouvido e do sol que esquenta seu rosto sereno. nada mais.

quinta-feira, 14 de março de 2013

nem tão

ela nunca se achara muito bonita, muito vistosa. sempre havia sido a menina do nem tão: nem tão bonita para merecer atenção, nem tão feia para merecer pena.
iniciou as aventuras amorosas tarde, para a sua geração. passara muito tempo com os problemas que não eram dela, e que a fizeram deixar de lado a própria vida quando ainda era adolescente.
ela tentava relembrar quando havia se tornado alvo dos olhares e interesses que agora a confundiam, enquanto acariciava aquelas sobrancelhas grossas. na semana anterior estivera em outra cama, em outra companhia. já nessa, era a companhia de tempos, que já estava em sua vida há mais de um mês - recordista em sua não tão longa nem tão movimentada vida amorosa. porém naquele momento, sua vida tornara-se movimentada até por demais, extravasando os limites inclusive do equilíbrio, que ela tanto prezara a vida inteira. chegava a ser cômico os momentos em que dois ou três deles, surgiam ao mesmo tempo, através de meios diferentes - ou as vezes iguais, como fora naquela madrugada em que as três curtidas do vídeo que postara foram notificadas quase que simultaneamente, vindas dos três respectivos.
acordaram na manhã seguinte com a luz do dia invadindo o quarto pela janela do banheiro, e o calor causado pela veneziana fechada os fazia transpirar. em meio às conversas preguiçosas do despertar ela notou que sua tese não era falsa: ele havia estado bêbado a noite inteira, assim como em todas as outras vezes em que haviam terminado na cama. ele tentou novas investidas, agora sóbrio, ao que ela cedeu por preguiça de contestar. consentiu o sexo matinal de forma distante, ainda que lhe trouxesse prazer.
enquanto ele tomava banho, ela lia as primeiras páginas do romance francês que há tempos uma professora substituta havia indicado, enquanto se perguntava quem havia ligado para ele na madrugada anterior, enquanto ele dormia um sono pesado. se perguntava se tudo o que ele havia dito na noite anterior, enquanto caminhavam na rua, enquanto bebiam no bar, se tudo aquilo era verdade. se realmente ele sentia algo diferente por ela. se realmente ele queria algo com ela. se perguntava se seria ela, realmente a única na vida dele. ainda que não pudesse ela mesma exigir isso como moeda de troca, já que havia estado em outras mãos na semana anterior. se perguntava o que queria de verdade, no fundo da alma. se eles seriam realmente fadados ao insucesso, e de conciliação impossível, diferenças insuperáveis. ou se haveria uma chance naquela história, se aquele poderia ser um relacionamento - o seu primeiro - possível.

domingo, 3 de março de 2013

volta,

que a vida tá te engolindo menina!!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

o que antecede


a gente sabe bem o que é o amor, ou pensa que sabe. enfim, a gente sabe dar nome ao amor, na maioria das vezes. mas o que acontece antes, antes do amor, isso tem nome? pode não levar ao amor, mas pode levar também. aquela coisa que faz a gente querer continuar conhecendo a pessoa, aquilo que nos move em frente em uma relação a dois. como chama? porque ainda não é amor, obviamente. amor a gente constrói dia mais dia, não brota do nada. amor é trabalho, é persistência. mas o que antecede o amor (ou o desamor, quando as coisas não dão certo), não costuma ter nome.
seria vontade? tesão? paixão? interesse?
o fato é: existe um sentimento que antecede o amor, mas que nos move em direção a ele – às vezes, com sucesso. outras vezes, não.
dessa vez, não.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

dos clichês, das possibilidades e do Pellegrino

a vida é feita de escolhas, isso todo mundo sabe e já é clichê. é tão clichê, que já virou clichê falar que é clichê, sabe como? então. mas é a mais pura verdade.
quando criança ninguém pensa em possibilidades de vida. possibilidade pra criança é tema do aniversário de sete anos, cor da parede do quarto, sabor do sorvete. as coisas fluem, não rola a dúvida, a escolha. tem quem escolha pra gente. aí chega a adolescência e a coisa não muda muito no final das contas. as escolhas aumentam, mas tem toda uma rede de proteção lá em baixo esperando você em caso de queda. é tão mais fácil.
aí a gente vira jovem: o meio dia da vida, já dizia o Pellegrino. é lindo que só vendo. mas são tantas, mas tantas possibilidades. você pode sair mais, pode dedicar aos estudos. pode ter um milhão de amigos ou um grupinho de poucos e bons. pode escolher um curso, pode mudar de curso, pode largar o curso e cair no mundo porque, né? somos jovens. tão jovens. pode transar sem camisinha, pode fazer uma tatuagem, pode arrumar um namorado ou beijar todos os caras interessantes que aparecerem na sua frente. pode se entregar a uma grande causa, pode se entregar à boêmia (que pode, também, ser uma grande causa). pode correr atrás de grana pro intercâmbio, pro carro, pra sair de casa. pode viver de trocados, pode viver na miséria boa e saudável de um jovem, e não é vergonha. pode ter um filho, pode escolher não tê-lo. e você faz tudo isso sabendo que pode mudar. é tudo tão volátil. tão inconstante. tão bonito.
pode ouvir Janis Joplin, pode tomar um porre com Hendrix, pode fechar os olhos e dançar com o Caetano. pode recitar o Chico, pedantismo nunca é demais quando somos jovens. pode pular carnaval cantando Luiz Caldas, pode se entregar aos acordes independentes, pode se entregar aos ritmos regionais.
pode ler um grande clássico da literatura russa, pode ler o sertão que é grande, pode ficar meses na teoria  freudiana ou pode se contentar com um gibi. você, afinal, é jovem.
poder tudo porém, não é o grande barato de ser jovem. o grande barato de ser jovem é descobrir esse poder tudo.
e, creio eu, que o grande barato de ser maduro seja saber que esse poder não acaba.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

da ressaca que vem uma hora ou outra

lembra quando eu disse que a gente tem que tomar cuidado com a vida, que ela pode nos engolir? então. é tipo isso que eu andei aprendendo. a vida não me engoliu porque eu sou forte, modéstia a parte. mas podia ter engolido. ainda não sei o tamanho do estrago, desconfio. sei quais as proporções que pode tomar, mas a melhor das hipóteses parece ser a mais provável, então vamos nos ater a ela. pelo menos até semana que vem.
o fato é: a ressaca trouxe algumas vontades pra minha vida. vontade de não mais deixar minha saúde de lado pra sempre porque, né? o corpo uma hora ou outra cobra, e custa caro. e olha que a amigdalite que eu tive foi uma cobrançazinha de leve.vontade de ser mais responsável, porque né? já basta o afilhado vindo por aí. e que seja só isso mesmo. vontade de pensar mais, ainda que nem tanto assim. mas pensar, porque é bom e não faz mal. vontade de dar menos valor a algumas coisas que andam sendo super valorizadas. vontade de ficar quieta um pouco também, solidão não faz mal, você sabe disso. vontade de comer menos, malhar mais, tomar mais sol (com protetor solar, por favor!!) que a alergia parece que passou enfim. vontade de ser mais segura do meu corpo, da minha vida, quer saber? você é segura. só precisa se lembrar disso de vez em quando.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

todo carnaval tem seu fim

a dor de garganta, a falta de interesse, a insensibilidade.
pelo menos teve a parte boa e bonita que fica, e é maior. tem que ser.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Chama o síndico!

não tem palavras pra dizer o tanto que isso tudo é bonito.
gente ocupando a cidade, a cidade pra gente.
lindo lindo lindo!!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

só o que pode acontecer

essa musica anda fazendo muito sentido atualmente.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Djeredjere

apaga a luz pra gente ver

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

janela da filosofia ou por que eu amo meus amigos:


melancolia é quando a gente se demora na tristeza
eu li isso num lugar
e fica ou passa ?
tudo passa né?
a lembrança não
a gente se demora na tristeza quando ela parece mais bela que a realidade
muito menos o sentimento verdadeiro
lembrança, acho que passa... lembrança muda aliás
e o que é sentimento verdadeiro? sentimento é sentimento, se não é verdadeiro não é sentimento
e sentimento, creio eu, também passa
não sei se passa , pode passar em certos aspectos , mas tem coisas que ficam
mesmo que de modo saudoso
querendo retornar
os resíduos
já leu, do drummond? é belíssimo
de tudo
de tudo ficou um pouco
do meu medo
do teu asco
meu poema preferido dele, eu acho
Da rosa
ficou um pouco
do teu áspero silencio ficou um pouco
pouco pouco muito pouco
... de tudo ficou um pouco
que pouco ?
os resíduos poucos
pouco pouco muito pouco
mas fica, um pouco
aah esse poema me encanta
sempre fica , agora você concorda que nem tudo passa ?
ficará um pouco dessa conversa
desta noite
da vida em si
ou não ?
mas, pro pouco ficar, passa o muito
é, nem tudo do todo passa
isso que eu queria que você falasse
e o que fica ?
fica um pouco
de tudo
e o que pode ser o tudo ?
tudo = tudo ?
é, creio que sim
tudo = vida, momentos, palavras, sensações, sentimentos
tudo é tudo
então absorvemos o outro em suas manifestações
diversas
e de cada um levamos um pouco deste tudo
de alguns mais que outros ?
sim
com certeza
é bom marcar as pessoas
ser pra elas mais que um rosto na multidão
impactar positivamente
acho que já consegui essa proeza algumas vezes
mais que isso, é bom encontrar pessoas que marcam
claro que conseguiu
pessoas que marcam ? , isso passa ?
as pessoas passam, as marcas não
o que marca, é o que não passa
profundo , precisamos beber sexta

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

dos cheiros

ando sentindo tanto um cheiro do ano passado.
no ônibus, na sala de aula, na rua depois da chuva.
cheiro que lembra o carnaval, o janeiro passado, os desamores.
não sei ao certo se é nostalgia ou se é o cheiro de inicio de ano mesmo, mas tem alguma coisa no ar.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

amabilidade

isso é BH.
isso é juventude.
mobilidade pelo mundo!


o de sempre, sempre.

ontem uma longa conversa me fez chegar ao velho vídeo sobre a tristeza, aquele que guardo comigo desde os tempos em que a mesma era companhia constante. guardo ele, compartilho quando possível e revejo quando necessário.
hoje, em outra conversa recebi um poema do Drummond, Os Últimos Dias, e encontrei nesse trecho um pouco da conversa de ontem:

"A tristeza não me liquide, mas venha também
na noite de chuva, na estrada lamacenta, no bar fechando-se,
que lute lealmente com sua presa,
e reconheça o dia entrando em explosões de confiança, esquecimento, amor,
ao fim da batalha perdida."


taí o que eu comecei a pensar lá naqueles tempos, taí o que eu ainda hoje penso. a tristeza existe, ela vem vez ou outra. ela luta também, oras. mas, que quando vier, ao fim da batalha ela reconheça que perdeu depois de explosões de confiança, esquecimento, amor.
(essa última parte, aprendi tem pouco tempo).

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

2013

começamos bem.
continue assim!!