domingo, 25 de março de 2012

Catarse do momento: cenário independente

Há quem diga que BH não tem mais um cenário de música independente fervilhante, e sim todo um capítulo. Eu digo mais: BH fervilha sim, mas o Brasil como um todo tem muita coisa boa. De Porto Alegre a Recife, Curitiba a Macéio, o eixo Rio-São Paulo e, claro, as Minas Gerais. O que eu acho mais bonito de todo esse capítulo é a forma como a arte vem sendo realizada e valorizada. A coisa não acaba só na música, na poesia. Vai parar na capa do cd, na edição limitada dos vinis, na produção do show e nos videoclipes. 
Eis aqui, algumas das catarses do momento que andam ocupando minha vidinha atoa de universitária no primeiro período:


Cícero - Tempo de Pipa

Thiago Pethit - Mapa-mundi

Tiê - Dois

Graveola e o Lixo Polifônico - Farewell Love Song



segunda-feira, 19 de março de 2012

be for


Dizem que é se perdendo que a gente se encontra. 
Talvez seja isso mesmo. Mas se encontrar assim, pra sempre, isso não existe. A gente tá sempre em transformação. Tá sempre recebendo informação, desenvolvendo idéias, mudando o ponto de vista. A gente vive tipo um processo de enriquecimento, cada vez com mais valor agregado. Ou menos, depende né? Mas é bom que seja mais.

Eu ando escutando muito por aí que tô muito mudada. Que antes eu não era assim, não ouvia isso, não comia daquilo, não ia lá. Só que o tom é crítico, sabe? Quase um deboche. Eu acho triste, só isso. Nada do que venham me dizer vai me tirar desse caminho de auto conhecimento e auto construção. Sinto pouco se isso incomoda. Na verdade, sinto nada. Só desejo que um dia essas pessoas que me julgam um dia venham a se despir de preconceitos também, e consigam sorver da vida tudo que ela tem a oferecer. Se já passaram da idade, aí sinto muitíssimo mesmo, porque quem pensa assim é velho da cabeça, e a juventude do espírito é um dos maiores bens de um ser humano. O caminho certo pra ser feliz nessa vida parece ser mesmo esse: abrir os olhos, a cabeça e os braços, e se jogar nela.

Assim que eu conquistei a liberdade pra ir a Santa Luzia de ônibus em pleno domingo a tarde por conta de um aniversário. E assim também que eu consegui descobrir grandes músicos desse Brasil afora, que preocupam mais com a música que fazem do que a conta no banco. E assim que eu subi num palco do grande teatro da capital mineira pra pular e cantar junto com tanta gente feliz. E assim também que eu consegui desbravar os bares do centro da cidade, e os ônibus circulares, e as casas de show nos lugares mais distantes e menos convencionais. 

Com essa cabeça aberta que eu ando vivendo.
E tá muito bom assim.

sábado, 17 de março de 2012

O bom e velho

Vez ou outra eu me pego em meio a um pavor da vida.
Tudo parece tão incerto, a gente tão suscetível à vida, um desamparo enorme.

Falando em incertezas, a maior da minha vida anda sendo em relação ao direito. Acho que escolhi tudo errado por causa da minha necessidade de ter segurança, e agora tô presa no curso por mais 35% dos créditos.
Enfim, agora é aguardar pra ver se é isso mesmo ou se é outra coisa, e aproveitar nesse meio tempo pra descobrir o que tem de bom na grandiosa Vetusta.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Hoje

começam as minhas aulas.
Eu não sei direito o que eu to sentindo em relação a isso. Não sei se é uma preguiça, curiosidade ou medo. Eu sei que as chances de não dar certo são no mínimo consideráveis, mas estar na universidade já muda muita coisa na minha vida, sabe? É um passo mais a frente.