quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

2010

Esse ano que é tão bonito.
Que é tão inteiro, tão completo, tão cheio.
Cheio de esperança, cheio de planos, de vontades.
De expectativas, e muita, muita vontade de fazer tudo dar muito certo.
2009 deixou muita coisa por fazer. 2009 foi um ano intenso, que me levou a todos os meus limites. Que me fez extender um por um, num jogo cego de tentativas. Que 2010 seja um ano tão intenso quanto 2009, mas intenso no que diz respeito ao amor, ao sucesso, a alegria.
Feliz 2010!!!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Desafio

Final de ano é tempo de pensar em tudo o que aconteceu, o que não aconteceu e começar a pensar no que pode vir a acontecer no próximo ano. Essa última parte eu vou deixar para o último post do ano, mas a retrospectiva que eu adoro fazer vai ser aqui, e hoje mesmo.
Esse ano não foi impossível, mas passou longe de ser um ano fácil, tranquilo ou feliz. Olhando de longe, pareceu uma avalanche atrás da outra, e eu tentando sobreviver a todas elas. Mas a notícia boa é que eu consegui sobreviver a tudo. É como se depois de correr, correr e correr de várias bolas de neve gigantes, eu tivesse encontrado um muro altíssimo pra me esconder. E fiquei ali vendo tudo passar, até que de repente aquele silêncio ensurdecedor tomou conta do lugar. E esse momento é o agora, quando eu começo a perceber que no final, tudo deu certo mesmo. E começo então a pensar nas possibilidades pra continuar andando, sem precisar fugir de mais avalanches.
Outro dia me perguntaram como eu resumiria esse ano em uma palavra. Na hora eu não consegui pensar em uma só palavra, mas agora eu consigo: se esse ano fosse uma palavra, seria DESAFIO.
E falando em desafio, eu vou tentar fazer uma retrospectiva desse ano gigante que passou como um segundo.
Logo no início, descobri o que a palavra ''equilibrio''. Mas para isso precisei descobrir antes outra palavra, "desequlibrio".
Comecei o ano letivo com o pé esquerdo, sozinha tentando tomar as rédeas da minha vida. Fui descobrindo aos poucos o quanto que eu era dependente, e tive que aprender outra palavrinha: independência.
Passei metade do ano em um impasse.
Descobri que o espirito às vezes reflete no nosso corpo, e tive que entender o significado de uma nova expressão: fundo emocional.
Fui aos trancos e barrancos, e sobrevivi a um semestre. Mas nada disso teria sido possível sem uma coisa chamada academia, que acabou virando uma espécie de consultório de terapeuta.
Nas férias de julho me entreguei. Mas foi tudo pra me mostrar que ainda faltava um pouco para amadurecer dentro de mim. E eu entendi bem o recado.
Veio uma bomba que passou em pouco mais de um mês. E meu anjinho mostrou que é mais forte que uma família inteira junta.
Falando em família, a minha se partiu nesse ano. Muita coisa foi dita, coisas que deixam marcas. Coisas que ultrapassam os limites do esquecimento. Coisas que não podem mais ser consertadas. Ainda não acabou, mas a parte triste dessa história passou e agora começou um novo capítulo chamado "Recomeço".
No colégio, sobrevivi. Foi um ano pra pensar, pensar e pensar. Descobri que o próximo, vai ser bem diferente. E é assim que eu quero que ele seja.
Na raspinha desse ano descobri uma nova possibilidade, mas aprendi a não depositar grandes esperanças. Isso também é uma nova palavra, chamada despretensão.
Ao longo do ano conheci minha mãe. Aprendi que pode existir amizade entre mãe e filha. Nada comparado a Lorelai e Rory Gilmore, mas quem sabe um dia possamos chegar lá? Aprendi também, que nenhuma avalanche me tira do lado dela, ainda que eu tenha muito a perder com isso.
Como eu disse, 2009 foi uma ano de desafios. Foi uma ano que deixou um gostinho amargo na boca, mas nada que um ano belo como 2010 não resolva.
Que venha, 2010.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Amado.

Vanessa da Mata me acordou antes de ontem cantando Amado às 23:23. Tomei um susto, e custei pra acreditar. Quer dizer muita coisa.
Não tem mais como negar.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Cheirinho de mar

Descobri que aqui tem internet, ou seja, não vou largar esse blog do meu coração. Hoje, depois de uma nem tão longa viagem, chegamos. Deu pra saber só de abrir um pouquinho a janela do carro, e meu cabelo embaraçou todo, o que quer dizer: maresia. Passeio a tardinha pelo mar só pra sentir as ondas batendo na canela, e o vento de litoral no rosto. Pra ver a imensidão do mar, da vida, e todo o poder de Deus. Amo muito tudo isso. Mas ainda assim, é estranho não ter ela aqui. Ainda assim, eu liguei três vezes só pra ouvir a voz dela. Dói um pouquinho, sabe. Mas agente tem que se acostumar.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Seaside

Cinco dias de praia, pra revigorar o espiríto e renovar o bronze que já saiu faz tempo. Uma viagem diferente, que vai com certeza marcar essa nova vida, de pais separados. Deixar ela aqui vai ser com certeza dificil, e eu fico aqui fingindo que tá tudo bem. Ficar lá sem ela, vai ser com certeza a pior das partes. Mas agente tem que seguir em frente, não é assim? Bom, volto aqui terça feira.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Alguém me ajuda

e tira esse peso das minhas costas. Me ajuda a parar de carregar o mundo comigo, e todos os problemas de todo mundo. Me ensina a ligar o foda-se, e dar mais tempo ao tempo. Me pega pela mão, me leva pro escuro e me dá a garantia de que vai dar tudo certo, por favor???

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Dói.

De repente, no meio dessa madrugada, sozinha em casa, me vi só. Vendo tanta gente feliz, tantos sorrisos de orgulho e felicidade, parei pra pensar no que vem por aí. Em que família eu vou poder acreditar, e colocar fé. De que família vou poder me orgulhar, e quem é que vai juntar comigo pra tirar aquelas fotos de natal cheias de sorrisos e olhos brilhantes. Talvez não faltem essas fotos, mas vai ter pra sempre alguma coisa faltando nelas. Hoje, cheguei a triste conclusão de que não ter mais uma familia, é a minha nova realidade. Cabe a mim, construir minha própria.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Zero!!!

Meu time, é foda. E eu sei disso.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Férias

Semana de baixos e menos baixos. Comecei a semana em um almoço de família que não foi de tudo ruim. Nem de longe. Segunda, um dia daqueles que dá pra esquecer. Depressão foi me levando pra baixo e acabei em uma noite na companhia de uma bacia de pipoca, água e assistindo Anjos e Demônios. De terça até sexta, fui levada. Foram aqueles dias que agente não pensa muito, vai vivendo assim, sem parar pra entender. Hoje, sábado, tenho uma idéia sobre a minha espiritualidade, outra sobre meu futuro amoroso, muitas desidéias sobre o meu futuro profissional e uma grande incógnita a minha frente. Nome de tudo isso: depressão de início de férias. Desde sempre, é assim.

sábado, 28 de novembro de 2009

De um dia como outro qualquer

  • TPM atrapalha tudo se agente dá espaço pra ela.
  • Última prova nem deixou aquele gostinho de "só ano que vem..."
  • Uma torta de brigadeiro, um esgoto vazando e a falta de segurar a lingua por mais uns seguninhos só podem causar um problemão, de um tamanha tão, mais tão grande que você nem imagina.
  • Como todo início de férias, bateu aquele vazio dolorido.
  • Testes vocacionais servem pra confundir mais a minha cabeça.
  • Quando agente começa a vislumbrar um um futuro, tem que tentar lutar pra ele. Ainda que seja contra tudo o que você sempre imaginou e quis.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Bem melhor que novela

Hoje minha mãe me chamou enquanto eu assistia à novela (porquê sim, eu me rendi a essa novela que todo mundo está criticando e não assisti a que todo mundo assistiu e que ganhou até o Emmy) pra me mostrar isso: uma daquelas coisinhas de taro, astrologia, ou seja lá o que for. Eu confesso que sempre acreditei nessas coisas, que leio sim o meu horoscópo e que já fiz mapa astral pela internet e, quer saber? Muitas vezes dá certo. Quase sempre, na verdade. Mas esse em especial deu muito, MUITO certo. Seu Arcano Pessoal é: A TEMPERANÇA (De acordo com a doutrina católica, temperança é: "uma das virtudes ditas universais, uma dais quais propostas pelo cristianismo. Temperança significa equilibrar, colocar sob limites, "moderar a atração dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporcionar o equilíbrio no uso dos bens criados" ou ainda de acordo com o próprio Tarot, é: "Harmonia, equilíbrio. Um anjo passa água de um vaso ao outro. Ambos significam a moderação e a sobriedade, e o líquido, a essência da vida. No zodíaco, representa o signo de aquário. A operação é feita sob a água.")
  • Palavras-Chave: Alquimia e Auto-Transformação (de auto transformação, eu entendo. Basta ler todos os posts dos meus blogs pra ver todas as auto-trasformações que eu já passei no último ano) Acontecimento marcante a nível psicológico aos 14 anos; ( Podemos dizer que não foi um, nem dois, mas vários que me fizeram chegar mais perto de Deus)
  • Moderação e ponderação;
  • Espírito indagador; (bota indagador nisso)
  • Ciência e tecnologia podem atrair vc; (sim, sim...)
  • Motivação pessoal; (sempre ela)
  • Precisa trabalhar sua parte emocional conflitos;
  • Sempre precisa esperar; (sempre, sempre, sempre...)
  • Natureza íntima elétrica; (sem comentários, pde ser?)
  • Deseja ver coisas diferentes; (sim, quem sabe todo o mundo?)
  • Poder de cura pelas mãos ( Reiki, Cristais, Passes Magnéticos, etc);
  • Inconformismo;
  • Transforma os ambientes por onde passa;
  • Mente aguçada; (com toda a modéstia, é verdade)
  • Deseja clareza por parte dos outros;
  • Sintonizado com as tendências mundiais; (todas, desde a moda aos conflitos no oriente médio)
  • Amigo(a) e participativo(a); (pergunta pras outras pessoas, mas acho que sim)
  • Relações afetivas tem sucesso se baseadas na amizade mútua;
  • Luta pela liberdade;
  • Quer alçar vôo e atingir o alto; (Meu maior defeito, talvez)
  • Comportamento às vezes utópico; (pois é...)
  • Telepatia;
  • Quer experimentar coisas novas;
  • Precisa estipular metas; (meu caderninho que sabe)
  • A saúde pode ser muito testada;
  • Princípios firmes;
  • Sensibilidade a sons;
  • Apreciador de uma boa música; (acho que é meu talento)
  • Quer agradar a todos;
  • Observação; (apesar de não parecer, eu sei disfarçar)
  • Não pode estar preso a dogmas ou doutrinas;
  • Funcionalidade;
  • Inventividade;
  • Cooperativismo;
  • Pode cuidar ou assumir a responsabilidade de alguém doente na família;
  • Confronto de idéias; (eu sempre vejo o outro lado)
  • Teimosia em relação às suas idéias;
  • Deseja superar-se nas tarefas;
  • Incondicionalidade;
  • Atenção à área neurológica, muscular, glândulas, próstata, cabeça e pressão;
  • Apartidário;
  • Segue sua cabeça e é seu líder;
  • Cuidado com a intolerância. (aprendi isso há pouco)

É isso....

Ninguém nunca me descreveu tão precisamente.

Será que dá?

Será que dá pra me dar um tempinho? Pra eu conseguir digerir mais uma decepção? Mais um ato falho, que dessa vez acabou com o meu sonho? O único sonho que eu tinha no momento, era a única opção de futuro que eu sonhava, e agora acabou. E o pior, é que a culpa não foi minha. E eu nem achava que fosse me abalar tanto, mas abalou.

sábado, 21 de novembro de 2009

Somewhere in between

Nem feia nem bonita. Nem inteligente nem burra. Nem rica nem pobre. Nem simpática nem chata. Nem gorda nem magra. Nem extrovertida nem introvertida. Nem só nem acompanhada. Nem feliz nem triste. Nem fashion nem brega. Nem decidida nem indecisa. Nem 8 nem 80. A única coisa que eu sei que é muito, e tem demais, é um coração grande e cheio de amor pra dar. Como diria Mallu Magalhães, "Her day will come...".

sábado, 14 de novembro de 2009

De tudo que me falta agora

Hoje eu senti um cansaço enorme e quase desanimador. Eu via todo mundo ao meu redor estressado, com pressa e muito cançados. Certa hora me senti até injusta, considerando-me mais cançada que todos ali, afinal o meu sono não era por causa de todo aquele trabalho que foi praticamente feito inteirinho por elas. Mas o meu cansaço era bem diferente. Não era físico, ou mental. Era emocional além de tudo. Era uma vontade de desistir, de sair dali, de ir embora e passar um dia inteirinho jogada aos meus pensamentos e minhas reflexões. Percebi que estava chegando no meu limite. Ou talvez eu já tenha chegado nele, há um tempo, da mesma forma que na quinta feira eu não conseguia estudar. E mais uma vez, eu tirei forças do infinito amor e dessa luz que existe dentro de mim nos momentos mais inesperados e desesperadores, e resolvi que ainda não era a hora daquele limite chegar. Que ele não podia chegar hoje, nem semana que vem porquê ainda faltam duas semanas pra tudo acabar, três provas grandes e desgastantes e importantes e necessárias. O limite ia ter que ser mais uma vez extendido um pouquinho além. Aí eu pedi a Deus de novo, pra Ele me dar luz e paz de espírito, para eu poder acabar o dia sem estourar o limite. E fui em frente, com os nervos a flor da pele, a barriga roncando de fome, a cabeça latejando de stress e os olhos caídos de sono. Mas no final das contas, não foi tão difícil assim continuar, não sei bem por quê. Ou talvez eu saiba. O importante, é que eu acabei vencendo mais um dia. Ainda faltam 15, e eu vou vencer um por um.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Da mesma menina de anos atrás

Demorou pra chegar, dessa vez. Parecia que ia ser pra sempre a paz que rondava, e por isso mesmo que uma pulga cutucava, coçava e gritava na minha orelha. Eu, dando uma de ingênua e com a esperança de que afastar aquele pensamento era o mesmo que deixar o fato distante, não dei ouvidos à pulga. E ela estava certa. Mais uma vez, me senti hoje na frente daquela escrivaninha com o caderno de matemática aberto na parte de matrizes da mesma forma que há três anos atrás, quando atendi aquele telefonema, da mesma forma que há quatro anos atrás, sentada na cadeira da piscina tentando descobrir uma forma de passar o tempo mais rápido, ou da vez que eu ainda era menina e fingia a dor de cabeça pra justificar o atraso e os olhos inchados de tanto chorar. Foi desse mesmo jeito que eu me senti hoje, como uma menina que espera a vez dela no mundo, na vida. E enquanto isso, ela tem que sofrer as custas dos erros dos outros. Me peguei mais uma vez pensando nas possibilidades que de repente fugiram todas juntas da minha cabeça. Me peguei mais uma vez pensando nessa cabecinha que tem uma overdose de sonhos ao mesmo tempo que sofre uma abstinência de certezas. Me peguei mais uma vez pensando no futuro que eu não consigo enxergar porque tem uma incógnita gigante atrapalhando a minha visão. E me peguei nas piores companhias do mundo: a solidão e a infelicidade. Uma companheira da outra, me jogaram pra pior sequencia de pensamentos do mundo, e que não é nenhuma novidade para mim. É a mesma que eu tive na varanda, e no quarto do vovô, e na piscina que é dele também, e no meu quarto de menina, e nos tantos banhos que eu tomei por puro desespero, quando a única coisa que podia me confortar era o quentinho da água batendo nas minhas costas. Aí eu pensei: o que que eu tenho de feliz na minha vida? Uma família que desmorona pelo menos uma vez a cada dois ou três anos? Uma vida social que se resume a duas amigas? Uma carreira escolar que me esgota de fevereiro a novembro, e depois me faz ruir em angústia e melancolia? Uma vida amorosa satisfatória que não tem um caso que não seja pelo menos um pouquinho traumático? Uma beleza estonteante, que só comove as pessoas mais velhas? Um corpo maravilhoso que me dá auto-estima uma vez a cada seis meses, quando tudo o que eu já citei se encontra em uma fase positiva? A fé... essa sim, eu posso dizer que é satisfatória, transcedental, e um exemplo de total e completa entrega. Pra conquistá-la eu tive que passar por poucas e boas, tive que ir, e voltar, pra depois ir de novo e conseguir então estabelecer meu equilíbrio, e o equilíbrio da mesma. Mas agora eu pergunto, o que mais tá faltando pra aprender? Me conta? Meu Deus, desculpa essa revolta irada, mas é que não dá mais, sabe? Até quando eu vou ter que aprender através da dor, do medo, da solidão, da melancolia? Não tem um outro jeito de você mandar isso pra mim não? Eu sei que se você tá mandando, é porque eu ainda aguento, mas por favor, tenha um pouquinho de piedade comigo. Me dá uma luz, me ajuda a continuar acreditando que tudo isso tem uma razão, um porquê. Me ajuda a continuar acreditando que um dia eu vou ver que tudo isso valeu a pena, e vou ter uma recompensa que vai justificar cada lágrima chorada e não chorada, cada dor de cabeça como essa que eu tô sentindo agora, que começa lá no fundinho da cabeça e acaba nos olhos. Cada frio que eu senti quando o que deveria sentir era o calor, cada noite perdida com insônia, cada olhos ardendo na manhã seguinte. Me ajuda a enxergar o lado bom disso tudo. Me ajuda, Meu Deus, me ajuda! E apesar de tudo, hoje a lua tá linda.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Luz

Hoje eu comprovei que meu anjinho é realmente um anjo, um anjão, todo iluminado. E foi bom sentir o carinho de tantas pessoas, que mesmo de longe torceram por ele, que mesmo sem contato há tanto tempo, choraram e rezaram, e se emocionaram. Foi bom ver que mesmo ele, ali, foi o mais forte e o mais tranquilo de todos nós. Foi bom vislumbrar uma lágrima nos olhos da figura mais "inemocionável" da familia. Foi bom ver o quanto ele é querido. Foi bom ver o quanto nós somos queridos. Foi bom ver que nesse mundão cheio de desastres, tem um mundo maior ainda, cheio de coisas lindas.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

I take the blame

Tô toda doendo hoje. Acho que juntou academia (ficha nova com direito a trinta, sim eu disse TRINTA repetições, três séries de cada uma, e três fichas diferentes), com tensão pré prova de física, com a semana que voou, com tensão pré cirurgia do meu anjinho, com ele tendo crises a cada 2 horas e meia, com relacionamentos começando a complicar e claro, pra completar tudo, uma pitada de idade pesando um pouquinho mais nos ombros. Aliás, meu aniversário foi até bom pra quem queria passar o dia inteiro dormindo. Tirando o fato de que a minha mãe me acordou dando esporro, e só lembrou de me dar parabéns quase uma hora depois de eu acordar (ainda bem que ela ficou arrependida e parou de dar esporro!!). Almocei bem, no meu restaurante de comida normal favorito, com a familia inteira reunida, exceto meu brother que estava lá na terra do Tio Sam. A noite, recebi todas as pessoas que lembraram de mim aqui em casa, e mais algumas que eu tive que lembrar. Foi tão bom, ver aquele tanto de gente ali, por minha causa. Pela primeira vez em muito tempo, me senti merecedora de tudo aquilo. Claro, que os presentes também foram todos lindos e super especiais. Mas, como nem tudo são flores, no outro dia eu recomecei com a minha crise (agora pós) 17 anos. Ando me sentindo mal comigo mesma, mal com as pessoas, mal com o mundo. Mas isso só dura parte do dia, ainda bem. Hoje, eu estava debaixo de chuva (e, devo lembrar, que a chuva alaga meu little heart com melancolia e nostalgia), e comecei a pensar em uma passagem do livro que eu tô relendo, Comer, Rezar, Amar, da Liz Gilbert. Sabe o que eu descobri? Que eu não tenho mais que culpar ninguém pelas minhas decepções amorosas, e que a culpa no final das contas sempre é minha e da minha insegurança e instabilidade. Por isso eu fiz meu coração perdoar todos aqueles que já passaram na minha vida. Eles estão todos perdoados e, sim, eu levei toda a culpa para casa. Mas só levei pra me dar tempo de digerir toda essa culpa e transformá-la em aprendizado, que é o melhor que eu faço, afinal esse pesinho só vai me fazer mal se eu continuar carregando ele por toda a minha vida. O melhor de tudo isso, foi perceber que nada aconteceu de uma super revolução calculada e programada pela minha cabecinha incansável e, às vezes, confusa. Aconteceu meio que sem motivo. A idéia da liberdade estava na minha cabeça, eu comecei a pensar eu tudo, e me deparei com a pergunta: o que ele fez? (e essa pergunta serve para todos eles) Me assustei com a resposta que a minha mente me deu: Nada. Eles não fizeram nada, foi você. Foi aí que eu resolvi perdoar todos eles, e tentar de alguma forma jogar a culpa fora. Tudo isso, debaixo da chuva, na Avenida Amazonas, esperando um ônibus que não chegava. Foi bom.
(só espero não mudar de idéia nas próximas 12 horas)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Já tá virando moda

Acordar refletindo Aula tranqüila Almoço bem Academia ótima Fim de tarde animada Noite desastrosa Madrugada de insônia, súplicas, e esperança de acordar bem no dia seguinte. Tem épocas que agente não tá bem, né??

sábado, 17 de outubro de 2009

Sobre amanhã.

Minha família tem um histórico complicado relacionado aos aniversários. Minha avó não fala nem sob decreto a idade dela. Foge em todos os aniversários, não atende o telefone no dia, e faz questão de anotar todo mundo que lembrou dela no dia, só por precaução. Meu avô, por outro lado, faz todo ano a mesma coisa. Não quer nada, não vai fazer nada, não precisa de nada. Até uns dois dias antes do aniversário dele, quando ele resolve comemorar e aí minha mãe e minha tia enlouquecem preparando tudo de última hora. Confesso que me encaixo mais nesse último exemplo, nos últimos anos. Quando eu era pequena, minhas festas eram sempre animadas, lindas, e coloridas. Com o passar do tempo, foram se reduzindo a comemorações familiares, com a presença de poucas e boas amigas que (graças a Deus), tenho. Mas nunca me faltou a vontade de comemorar. Eu até gostava, e muito. Lembro de uma vez que comecei a contagem regressiva do meu aniversário 186 dias antes. Era até engraçado a minha ansiedade. Esse ano, porém, pela primeira vez na minha vida, eu quis me encaixar no meu primeiro exemplo. Por mim, eu passava o meu aniversário bem longe, de preferência sozinha. Não sei o que me deu. Acho que eu tô ficando velha, sabe?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Talvez

Eu queria que isso fosse TPM, mas não consigo achar o nome certo.
(Seria uma crise existencial pré 17 anos?)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Done.

Missão cumprida. E comprida. 5 provas, umas boas, a outra nem tanto mas tanto faz. Um cabelo novo amanhã, unhas apaixonantes. Um feriadão pela frente, e pra fechar com chave de ouro, mais um ano de vida a ser completado. É lindo, fazer aniversário. É lindo crescer. É lindo. Lindo! E agora, oficialmente, filha de pais separados.

domingo, 4 de outubro de 2009

O muro

Hoje, depois de um almoço agradável, eu pensei e descobri que a vida é uma loucura. Descobri que Deus ouve agente, nos momentos que menos esperamos. Há um ano atrás, esse almoço era inimaginável. Pai e filho juntos, dividindo uma mesa sem a presença de toda a família para apaziguar a situação, conversando como pai e filho, trocando idéias e ouvindo a opinião um do outro. Toda a família desejava que isso um dia viesse a acontecer. Mas todo mundo via também, o fim da vida do meu avô com o meu tio carregando um remorso imenso e pesado pelo resto da vida dele. Foi preciso que a situação se materializasse. O muro que os afastava, foi materializado e precisou cair, de verdade, pra conseguir reuni-los de novo. E ainda bem que caiu.

Friendship

Amizade é isso. É passar um mês inteiro sem encontrar, e não mudar em nada. É sair num sábado a noite só pra conversar. É ter dentre tantos assuntos, coisas banais. É ter no meio de tudo também uma ou outra confissão. E é sentir que aquela sim, é a amiga que você pode contar sempre. E que a recíproca, é sim, verdadeira.
Sem mais inseguranças.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Empolgada.

Motivo? Em 2010, tenho um encontro marcado com o Coldplay!!!!! Nem acreditei, meu coração parou e minha mão suou!!! (tá, nem tanto.) Mas que eu tô empolgada, eu tô. E ainda ajuda o fato de eu ter entendido finalmente o que é a lei de Hess, o que é entropia e energia de ligação. Quimica, wait for me!!!

sábado, 26 de setembro de 2009

I gotta a feeling

É isso aí. A vida tá mudando, aos poucos (o que é bom). Nem sei se é a vida mesmo que tá mudando, acho que são meus olhos mudando mais um pouquinho, se adaptando pra tentar ver a vida mais bonita e leve. E sabe o que também é bom? Tá funcionando bem!! É uma música nova no rádio que me leva a outras várias, e uma vontade nova de estudar e me dar bem, e é uma vontade louca de comer chocolate que me faz sair e começar a enxergar que muita coisa vai mudar, e não vai ser de tudo ruim. É uma vontade de falar, que quase sai e acaba saindo um pouquinho, e é um jeito novo de saber me expressas, são caretas novas, e expressão facial em alta, e é um sorriso novo e bobo e sem motivo na cara, e é a vontade repentina de ir lá rapinho, só pra dar um ''alô'', e é o riso que sai sem ter vergonha mais, e é a cãimbra que me fez desmaiar, e é o vestidinho curto que eu resolvi arriscar. E é a liberdade e a vontade de ouvir aquelas musicas que todo mundo ouve, e que nem são boas de verdade, mais são boas de escutar, e é o seriado que eu fiquei viciada e que me faz entender um pouco mais a minha juventude e a necessidade de mudar e de viver. E é a vida que me chama, e sou eu que vou andando na direção dela, devagar pra não deixar nada cair pelo caminho, nem deixar nada me escapar dos olhos, da cabeça, do coração. E sou eu. E é a vida. E é vontade. Vontade de viver.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Raízes

Fazia um tempo que eu não os via. Perdi aula hoje, não por esse motivo, mas também por ele. Queria vê-los, marcar minha presença, e principalmente, tentar não cair no esquecimento dele. Literalmente. Almoço agradável. Comida da casa de vó é sempre diferente, e cada uma tem seu gostinho particularmente bom. Ainda que nada demais, é daquelas comidas que agente só vai comer, porque tá na casa dela, e é lá que você pode comer sem a consciência pesar afinal, não pode fazer desfeita né? Hoje eu percebi que, como todo mundo diz, carrego um pouco de cada familia. Da família de lá, sou quase toda inteira. Mas dessa de cá, eu acabei descobrindo que herdei mais do que imaginava. O interesse pelas humanidades, a organização, o vício em livros, a vontade de mudar tudo de repente. E me deu uma vontade de ficar ali mais um pouco, apreciando aquele cheirinho de casa da vó.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

After all

''Há um silêncio dentro de mim. E esse silêncio tem sido a fonte de minhas palavras.''
Clarice Lispector
 ou
 ''Just waiting 'til the shine wears off''
Coldplay
 ou
 ''O senhor sabe o que o silêncio é? É a gente mesmo, demais.''
Guimarães Rosa
 ou
 ''E queria sempre achar explicação pro que eu sentia.''
Renato Russo
 ou
 ''I'm tired of being alone, so hurry up and get here''
John Mayer
 ou
 ''Living is easy with eyes closed''
The Beatles
 ou
 ''It's all right and all wrong''
Eddie Vedder
 Uma confusão de sentimentos.
Coisa demais em uma cabeça só.
Precisando urgentemente de uma limpeza.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Dia de silêncio.

Tem dia, que o melhor a fazer é deitar e dormir. Mas tem dia também, que não dá pra fazer isso. Aí, a saída é se voltar pro silêncio e pra alma. Não tá nada fácil.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Do lado do avesso

Hoje, eu andei passeando por alguns blogs e econtrei isso aqui em um desses blogs: "E foi assim, a moça abriu o e-mail na noite fria e lá estava a surpresa da amiga que, por algum tempo, preferiu virar tatu-bola para se proteger de alguns perigos da grande travessia. Ela só queria se tornar invulnerável aos dentes dos cães, igualzinho mesmo ao tatu. Mas descobriu que os girassóis existem. Quase uma oração "Um dia a gente acorda e percebe que mudou, depois de levar muita porrada e ter os ossos moídos junto aos sonhos. Um dia a gente acorda e percebe que nem toda mudança precisa ser amarga, embora o que nos mova quase sempre seja a dor, esta parceira do imprevisto. Um dia a gente acorda e descobre do lado do avesso um espaço zen, uma espécie de paz interior que nos adula e acaricia,como se a mãe voltasse a nos pegar no colo. Neste dia, inexplicavelmente, decidimos que o melhor a fazer numa manhã é plantar um girassol só para ver, dali a um tempo, sem angústia, dilema ou rejeição, que a vida dança a dança dos dervixes... e que a nossa entrega à vida é um ritual sem hoje nem amanhã. A felicidade pode ser o ato de movimentar -se como os girassóis, para lá e para cá, só pra ver onde começa e onde termina o dia... sem pressa. Os acontecimentos não nos pertencem."
Célia Musilli"
Acabei me identificando com essa amiga, que teve que virar um tatu-bola pra se proteger da vida. Essa amiga que queria ficar invulnerável aos sofrimentos, e que acabou descobrindo depois de um tempo, que existem coisas muito lindas nessa vida.
É isso aí.
Enquanto os acontecimentos insistem em me mostrar que nada é muito fácil, e tudo merece um bom sofrimento, eu insisto em ver a vida pelo lado bonito.
Afinal, é a vida.

domingo, 13 de setembro de 2009

Tudo o que eu não disse hoje, mas devia:

  • Bom dia!
  • Boa sorte!
  • Agora sim, eu te entendi pai.
  • Não é bem por aí, tenta enxergar isso.
  • Véi!!!! Eu tô te dando um fora!!!
  • Nem me ligou, heinh??
  • Eu devia estar fazendo dever.
  • Ei, ei!!! Sua namorada é muito feia pra você!!
  • Você é até um cara bacana, gatinho, mas sabe...não vai rolar....
  • Preciso de uma terapia.

Um dia, eu aprendo a falar.

sábado, 12 de setembro de 2009

Fatos de uma dia:

  • Massagem no ego. É bom, e faz bem.
  • Comida boa, faz bem também.
  • Separação nunca é fácil. Mas não precisa de tanto sofrimento.
  • Tem gente que ama tanto que esquece de amar, e começa a competir.
  • Festa de família é sempre divertido.
  • Preciso cortar meu cabelo.
  • O céu no campo, é muito mais bonito.
  • Preciso re-aprender a estudar.
  • Gente mais velha sabe apreciar belezas diferentes.
  • Preciso de uma aquamarina.
  • Não tenho a menor idéia do que fazer da vida.
  • E uma constatação nem um pouco nova: preciso de um namorado

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

9/11

Essa data é sempre marcante para mim. Não sei exatamente por quê, mas o 11 de setembro marcou a minha vida de uma forma inexplicável, quase como se eu tivesse vivido tudo aquilo. E a cada ano, acho importante lembrar de quantas vidas foram perdidas naquele dia, de quantas famílias sofreram. Ainda que haja o discruso de que muitas vidas são perdidas todos os dias também, acho que o 11 de setembro foi um pouco além disso. Foi uma violência contra todos. E causou um medo que ainda hoje persiste. E a dor. Essa dor, que não passa. E claro, um silêncio eterno.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Nós que aqui estamos, por vós esperamos.

É isso aí. A morte é uma coisa tão real e surreal, mesmo que isso pareça um paradoxo. Agente sabe que vai morrer, mas agente nunca espera isso. Agente sabe também que os outros vão morrer, mas também não esperamos por isso. Numa semana meio turbulenta, eu percebi a fragilidade da vida. 24 anos podem ser suficientes, para uma vida acabar. Bonito, inteligente, saudável. Tinha a vida inteira pela frente, e estudava para ela. Queria um futuro, e o que ganhou foi apenas o presente, e nós ficamos com o passado. Eu nem conhecia ele, mas me abalou muito.
Por isso, que agente tem que aproveitar o máximo dessa vida, porquê ela sempre arruma um jeito de dar uns sustos, e é sempre imprevisível.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Das coisas que a minha cabeça insiste em criar.

Eu tinha mania de inventar histórias para pessoas inventadas. Criava, imaginação fértil e bem dotada. As histórias eram cheias de dramas e finais felizes. Minhas histórias sempre traduziram muito do que sempre quis ser. Uma que criei há pouco tempo era de uma família de 7 irmãos. Seis irmãs e um homem, o mais novo. As irmãs tinham um pouquinho de cada personalidade que eu queria ter. Eram cada uma, um pouquinho do que queria ser. A mais velha era amiga e "mãezona" de todas. Depois vinha a engraçada, meio palhaça mais sempre amiga. Uma era esnobe - a irmã problema da familia - mas muito educada e chique. Tinha a irmã zen, terapeuta da familia na horas vagas. A outra médica foi pra África e era estudiosa, inteligente e reservada. A mais nova era a principal: linda, falante, extrovertida, irresponsável às vezes, fashion, enfim, um exagero de mulher. Era ela que eu queria ser. Com o tempo aprendi que agente não pode ser tudo ao mesmo tempo. Não tem como ser zen, falante, linda, reservada, extrovertida, estudiosa e irresponsável, tudo junto. Por isso que agente tem que se contentar em ser o que é, e daí em diante, fazer as adaptações. De uns tempos pra cá, venho aprendendo muito de mim mesma, comigo mesma, e com o mundo. Ando aprendendo a ser eu mesma, criando minha personalidade de forma fiel a quem eu sou. Mas que agente pode mudar, isso agente pode. Não precisa ser de um extremo para o outro, mas agente pode ir adicionando certas coisas a nossa personalidade. Por isso que eu digo, que mudar é bom. Mas como diria aquele velho e já batido videozinho de auto-ajuda: "Mude, mas lembre-se que a direção é mais importante que a velocidade". Tá dito.

sábado, 5 de setembro de 2009

01:07

Eu, depois de quatro provas, um filme estressante e fofocas com as amigas. Em casa. Na frente do computador. Um prato do meu lado, com um jantar preparado com todos os restos da semana que juntos parecem apetitosos, mas acho que eu coloquei um pouco de açucar demais. Enfim, tá bom. Afinal, são mais de uma hora da manhã, a casa tá silenciosa, e só o John Mayer que me faz companhia. O ketchup deixou meu risoto melhorzinho. Acho que eu exagerei no vinho. Hoje eu vi um filme, tenso. E eu só conseguia pensar na falta que um namorado faz nessas horas. Improvisei uma mão pra apertar com a alça da minha bolsa, e os ouvidos que me ouviram foram os da Paulinha e da Marcelinha. Enfim, pra isso que servem os amigos. Me ferrei eu duas provas hoje, e com as outras eu prefiro nem me preocupar. Sabe o que eu acho?? Que eu sou muito diferente de todo mundo. Todo mundo da minha idade, pelo menos. Mas eu acho que isso é originalidade. Enquanto todo mundo pensava em ir pro Axé, eu ia pro show da Madonna. Enquanto todo mundo dançava, eu corri. Enquanto todo mundo se jogou, eu preferi me guardar. Me guardei, e aprendi muito de mim mesma. Sobre mim, a meu respeito. Enquanto todo mundo bebia, eu dormia. Agora, enquanto todo mundo dorme, eu dou uma escapadinha na geladeira e tomo um ou dois golinhos de Vodka. só pra sentir como que eu reajo, pra aprender a me controlar. Eu acho legal ser diferente. Mas é bem dificil. Agente só entende isso depois. E só acha isso legal depois, também. Acho que o álcool do risoto não evaporou completamente. Enfim, acho que deveria mudar o título desse post para ''Confissões de uma madrugada sozinha''. Ou quem sabe, parafraseando meu amigo John, ''Why Georgia, why??''

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Em plena quarta feira

Eu passei o dia inteiro tendo aula. Eu não dormi em nenhuma aula. Eu fiz todos os deveres!!! Eu saí com a Paulinha. Eu comi um hamburguer e minha consciência já tá pesando. Eu falei, falei e falei. Eu não fui na academia. Eu descobri uma música que eu tento descobrir há uns dois anos. Eu fiquei feliz. E hoje, é quarta feira.
(Detalhe que eu tenho 4 provas depois de amanhã, e não estudei nada. O melhor, é que eu tô tão tranquila.)

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

A culpa

eu não sei se é da TPPM (pré e pós), ou se é do sono que ficou atrasado o final de semana inteiro. Eu sei que hoje, eu não tô conseguindo olhar pra cara de ninguém, eu não tô conseguindo fazer nada, nem pensar em nada. Qualquer coisa que encosta em mim, eu sinto um arrepio até o último nervo, e tenho vontade só de ficar longe de tudo e de todos. Amanhã, isso vai ter passado. Assim espero.

sábado, 29 de agosto de 2009

Corri, corri, corri.

(esse título ficou estranho)
Corri hoje 5 kms, suei, baixei meu tempo alguns segundos e ainda assim, saí de lá desfilando com a minha medalha como se fosse um troféu. Quem vê até pensa.... O melhor foi olhar pra frente e enxergar lá no fundinho, a chegada. Saí correndo igual uma desesperada, o Bono gritando na minha orelha ''But I know I'll go crazy, if I don't go crazy tonight'' e eu corri, corri, e corri. Passei pela amiga da minha mãe gritando ''Vai Marina!!!'', e obedeci imediatamente. Passei pela linha de chegada com meu relógio apitando igual um louco, 211 bpm e parecia que eu ia ter uma parada cardíaca a qualquer hora. Mas sabe o que eu fiz??? Olhei pra cima e agradeci a Deus!! Quase não deu pra acreditar que apesar de tudo(isso inclui uma menstruação que veio 2 horas antes da corrida adiantada em uma semana, uma cólica me enxendo o saco, uma vontade de fazer xixi louca, um mês sem treinar, meu dedinho machucado, uma sede matando, ter perdido o primeiro posto de hidratação, minha perna lesionada e, pasmem, uma pedra machucando meu pé, que eu só descobri quando cheguei em casa, escondida no meu tênis), eu consegui acabar a prova e ainda baixar meu tempo!!! Sabe como eu chamo isso?? Superação. (E um dedinho de Deus, no meio disso tudo)
Detalhe que nunca vi tanto homem bonito reunido!!!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Só rindo...

Chega a ser cômico ver minha mãe e meu instrutor da academia tentando arrumar homem pra mim. Se não fosse tão engraçado, eu ficaria até deprimida. Mas eu fico só rindo....

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Se ontem era a saudade, hoje é a segurança.

Eu tenho umas coisas estranhas. Quando era muito pequena, pequena mesmo, tipo uns 5 ou 6 anos, eu me lembro de às vezes sentir uma sensação de conforto, de segurança. Eu sentia isso muito de vez em quando, e uma das situações que eu me lembro, foi na sala de aula, com 3 carteiras em volta de mim. Com o tempo, parei de sentir essa sensação. Há algum tempo porém, mais precisamente desde o ano passado, voltei a sentir isso. É uma sensação estranha, como se eu estivesse recebendo um abraço no coração. Parece que naquele momento nada nem ninguém pode tirar a sua paz nem ameaçar a sua segurança. É incontrolável o sorriso discreto que surge no meu rosto, e parece que tem um fiozinho puxando a minha bochecha esquerda, o que deixa a mostra uma covinha tímida. O sentimento que eu tenho nessas horas, é de que eu poderia morrer naquele exato momento, e estaria morrendo feliz. Muito feliz. É uma coisa relacionada à alma, e é inexplicável. Mesmo com tantas palavras, eu não consegui traduzir nem metade do que realmente acontece nesses momentos. Momento aliás, que variam desde uma volta para casa no ônibus chocalhando, até quando estou no meio de um exercício na academia, ou na esteira, ou no meio da aula. A sensação vem sem motivo nenhum, sem pensamento específico nenhum, sem nada nem ninguém para provocá-la. Vem de repente. E dá uma vontade de ter alguém em volta pra pedir um abraço. Hoje mesmo, no meio da prova me deu isso. E eu olhei bem pra aplicadora da prova, e pensei que se fosse um pouquinho menos envergonhada, pediria pra ela me dar um abraço. É uma sensação estranha, e que mexe comigo, lá dentro, no fundinho da alma. É bom. Dá confiança, e segurança. É quase como um carinho de Deus no meu coração.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Saudade Crônica.

Não sei o que me deu, mas comecei a sentir à tarde uma saudade imensa de absolutamente tudo o que já se passou na minha vida. Saudade do tempo de menina, de brincar com as vizinhas, de ser mãe do meu irmão. Saudade da época mais sofrida da minha vida, de morar na casa do avô, do sorvete de creme com calda de chocolate que acompanhava os episódios de ER. Saudade daquela cozinha grande com o chão gelado, saudade do medo gostoso de descer as escadas sozinha a noite. Saudade de acordar sábado de manhã com os passarinhos cantando, e o barulho dos lavadores de carro. Saudade do tempo que o futuro era uma incógnita e por isso eu podia sonhar alto. Saudade do tempo que a familia juntou todinha de novo, e cada noite na nossa casa era uma noite a comemorar. Saudade de quando meu quarto novo era motivo pra manter a organização, do tempo que eu tinha tempo pra lavar as louças depois do almoço, e fazia isso com o maior prazer, quase como se fosse uma terapia diária: eu, a água e a louça. Saudade do tempo que a mudança superava qualquer cansaço físico ou psicológico, e de quando de repente as ruas passaram a ter nomes, e eu conseguia andar por aí e descobrir esses nomes. Saudade do tempo dos amigos que me divertiam, e saudade dos tempos das amigas que eram amigas. Saudade de poder sair depois da aula, e almoçar no shopping num exercício de responsabilidade e maturidade semanal. Saudade de ter um milhão de coisas pra fazer, e ainda assim chegar em casa depois da aula morta e me jogar ao prazer mundano da internet. Saudade das balas Chitas de todos os dias, dos bombons que eu não podia comer porquê estava de promessa. Saudade dos tempos em que andar de ônibus ainda era uma aventura, e não uma rotina. Saudade do final de ano na casa da avó, quando o dia inteiro tinha gente por lá, e no último dia antes do natal, a amiga grande e vermelha levava uma torta de chocolate de presente pra gente. Não sei ao certo se a palavra certa seria saudade, porque pra mim foi algo próximo de sensibilidade, já que eu pudia reviver cada sensação dos diversos momentos que me vieram à tona. Foi uma saudade boa, sim. Essas saudades me bateram de repente, e levaram o resto do meu dia pras nuvens. Fiquei por lá, saboreando as delicias da nostalgia, e a tristeza de não poder reviver o passado. Não sei o que me deu. Acho que foi a chuva que eu previ, e não aconteceu.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Endorfina + Ácido Lático

Eu achei que ontem tinha sido um dia puxado, mas descobri hoje que amanhã eu com certeza não vou conseguir andar. (Viu? Ontem, hoje e amanhã. To virando um ser onipresente!!) Santa dorzinha causada pelo ácido lático. Adoro essa dor!!
*Continuo sem assunto pra esse blog.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Falta de assunto

Sabe o que é mais chato em criar um blog novo?? Até ele começar a andar, agente fica andando em círculos, procurando por assunto pra escrever. E dá vontade de escrever todo dia, pra poder ter um blog inteiro, de verdade, mas agente num tem assunto todo dia, aí dá nisso: um post inútil. Hoje eu pensei em me apresentar um pouquinho mais, mas dá medo de rapidinho eu não ter mais assunto. Pensei em fazer um bate bola rapido comigo mesma, escrever os filmes que eu mais gostei de assistir, ou as melhores musicas pra se ouvir em determinados momentos. Acabei decidindo fazer um mix disso tudo, então lá vai:

(Cuidado com o excesso de informações)

Um livro para pensar: Comer Rezar Amar - Elizabeth Gilbert

Um livro para amar: Orgulho e Preconceito - Jane Austen

Um livro para emocionar: Para Francisco - Cristiana Guerra

Uma autora para ler qualquer livro dela: Rosamunde Pilcher

Um filme para chorar: Em Busca da Terra do Nunca

Um filme para rir: A Pantera Cor de Rosa

Um filme para emocionar: PS: Eu Te Amo

Um filme para se divertir: Alguém tem que ceder

Um filme para ouvir música: Across The Universe

Um filme para pensar: Na Natureza Selvagem

Um filme para se encantar: O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

Um filme para ver com as amigas: Sex And The City - O Filme

Um filme para viajar: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças

Um filme para refletir: O Escafandro e a Borboleta

Três filmes que merecem destaque: Amores Brutos, 21 Gramas e Babel

Um filme para perder o preconceito: Che

Um filme para ficar abalada: Ensaio Sobre a Cegueira

Um filme muito divertido: Rock'n'rolla

(Foi mal o tanto de filme, é que eu não sei selecionar poucos)

Uma música maravilhosa: Wonderwall - Oasis

Uma música alegre: Beautiful day - U2

Uma música doce: Quelqu 'um M'a Dit - Carla Bruni

Uma música clássica: New York, New York - Frank Sinatra

Uma música sincera: All You Need Is Love - The Beatles

Uma música muito boa: Friday I'm In Love - The Cure

Uma música fofinha: God Only Knows - The Beach Boys

Uma música para correr: In The End - Linkin Park

Uma música linda: La Noyeé - Yann Tiersen

Uma música diferente: Her Morning Elegance - Oren Lavie

Uma música emocionante: Traffic In The Sky - Jack Johnson

Uma música para ficar arrepiada: Where The Streets Have No Name - U2

Uma música para duas pessoas: Antes - Jorge Drexler

A melhor musica do mundo: Yellow - Coldplay

Uma música que mudou minha vida: All Good Reasons - Barefoot Truth

(Foi mal o tanto de musica também)

Então....acho que por hoje é isso aí...

Vamos ver se amanhã eu volto com mais assunto!!

*Duvido que alguém vai ter paciência pra ler isso tudo!! Quem tiver, deixa um comentário e vai ganhar um prêmio!!!

domingo, 16 de agosto de 2009

Das coisas que aprendi por aí.

Desde o final do ano passado, venho passando por uma overdose de mudanças, descobertas e perdas. Para quem vê de fora, pareço a mesma Nina de antes, um pouco mais magra e calma, talvez. Mas para quem vê por dentro (no caso, eu) percebe que de um desequilíbrio total, uma florzinha de tranquilidade brotou, mas foi alagada por uma solidão sem precedentes, que logo logo se transformou em um muro gigante que não permitia nada entrar, e lá dentro essa florzinha floresceu, cresceu e ficou tão forte, que quebrou o teto, e conseguiu ver a luz do dia de novo, mas agora mais forte, madura e sábia. Agora, eu sei que a vida tem seus altos e baixos. Tem os momentos para ouvir uma música bem animada e dançar sozinha no quarto escuro. Tem os momentos para ouvir música deitada na cama, pensando na vida. Tem os momentos pra ouvir música no volume máximo com fone de ouvido, chorando tudo o que se tem para chorar. Tem os momentos de dançar Beatles na sala com o irmão mais novo. Esses momentos já fizeram suas estréias. Agora, virão os outros momentos. O momento de dançar juntinho com um certo alguém, sentindo os corações batendo no ritmo certo, em sintonia. O momento de pular de alegria ao som de alguma música bem animada, comemorando com as amigas. O momento de cantar pra ele aquela música que você sempre sonhou em cantar pra alguém especial. O momento de sonhar com um outro alguém que virá como fruto do amor. O momento de cantar Jack Johnson para aqueles ouvidinhos que ainda não ouviram muitas coisas nessa vida. O momento de dançar em trio. O momento de cantar e dançar em uma virada de ano na praia, com alguém especial. O momento de chorar algumas perdas. O momento de lembrar do passado com uma nostalgia boa. O momento de lembrar do passado com uma pontinha de arrependimento. O momento de celebrar mais e mais um ou outros anos de vida, de uma pessoa, de um amor, de um acontecimento. O momento de andar sem destino por aí, sem pressa e sem preocupação. Nesse crescimento espiritual, vi e ouvi muito. Mas o que fez a maior diferença, foi o que senti, pensei, vivi e aprendi. Ficar triste, faz parte. E é bom. Ficar sozinha, faz parte. E é bom. Falar, faz parte. E é bom. Ouvir, faz parte. E é bom. Ficar feliz, faz parte. E é a melhor parte. Hoje, o meu momento é de viver. Viver intensamente e sem pressa. E tá tão bom viver assim.

Porque é bom, e eu gosto.

Particularidades de mim mesma - de acontecimentos cotidianos aos grandes dias:

  • Trakinas de morango
  • Dormir ouvindo música
  • Acordar sem despertador
  • Sair da academia enxarcada de tanto correr
  • Sair bem em uma foto espontânea
  • Ver o Cruzeiro ganhar
  • Ver o Galo perder
  • Abrir a janela de manhã cedo e respirar fundo
  • Ligar a TV na hora de Sex and the City
  • Comprar livros compulsivamente
  • Sentir cheiro de praia
  • Ganhar roupa nova
  • Encontro inesperado
  • Descobrir músicas boas de repente
  • Dormir a tarde
  • Ficar horas no computador ouvindo música
  • Dia de lua cheia
  • Ter boas idéias
  • Passar rímel
  • Coca Zero com muito gelo
  • Inventar novas manias
  • Bala Chita de framboesa
  • Assistir um filme bom sem esperar nada dele
  • Bala Fini do tubinho
  • Tomar banho depois da academia
  • Achar dinheiro na bolsa
  • Barriga doendo de tanto rir
  • Ficar olhando pro céu azul
  • Friends
  • Comer pizza com a mão
  • Perfumes
  • Ficar de roupão em casa
  • Viciar em uma música
  • Dormir tarde
  • Emagrecer espontâneamente
  • Miojo segunda feira à noite
  • Conseguir fazer (e acertar) um exercício de química inteiro
  • Sonhar acordada (no sentido mais clichê)
  • Inventar histórias
  • Irritando Fernanda Young
  • Cheiro de café
  • Histórias de amor
  • Ouvir chorinho de neném
  • Encontro de família
  • Me apaixonar (por algo ou alguém)
  • Ansiedade de primeiro encontro
  • Passar horas nos telefone falando nada com as amigas
  • Receber mensagem no celular

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Início

Tem hora que é mais fácil escrever do que falar. Tem hora que o som não sai da garganta, e mesmo sabendo o que dizer agente não consegue. Tem hora que pensar dói, e agente precisa escrever. Porque quando agente escreve, agente não pensa muito. Vai escrevendo. É preciso expor todas as idéias, para depois colocá-las em ordem. Elas vêm todas juntas, de uma vez, e vão sendo jogadas e jogadas para, só depois, se organizarem. Por isso, eu criei esse blog. Pra falar de mim, pra mim mesma. Pra tentar me entender. Um bom começo, não?