domingo, 31 de julho de 2016

que o sol vem trazer bom dia

ter controle da vida, mesmo quando se perde o controle na noite, é uma sensação estranha e talvez libertadora.
saber que, mesmo depois de ter borrado o batom, estragado o sapato, deixado o resto do dinheiro do mês pra pagar a conta, mesmo assim, tá tudo sob controle.
a conta corrente a gente vê amanhã como ficou.
o batom borrado vai render boas risadas.
o sapato ficou com um ar mais roots.
e você tinha que viver tudo aquilo.
passou.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

dia a dia

cada dia da minha vida tem sido especial.
cada dia tem tido um motivo pra que eu me lembre dele.
cada dia é único, seja por causa dos ipês na praça, do piquenique, do maracatu embaixo do viaduto. cada dia é um, cada dia tem felicidade. pelo menos um pouco, sim.

e é disso que eu sentia tanta e tanta falta.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

carangueijo feminino

liberdade.
taí uma coisa que eu perdi no últimos anos, dentre tantas outras.
mas eu não quero falar sobre o que é perder a liberdade, nem sobre como ou por que eu perdi. quero falar sobre o que é importante, sobre como reconquistei ela. sobre como ela é importante, e sobre como ninguém nunca mais vai me fazer abandonar minha liberdade. e eu não acho que liberdade diz tanto sobre fazer, mas muito mais sobre ser, sobre pensar. lógico que uma coisa acompanha a outra, que quando eu sou, eu faço. mas muito mais do que fazer, é importante a liberdade pra ser. hoje, o que mais me encanta na minha eu mesma, é o tanto que eu tenho tido certeza sobre o que sou e o que quero e penso. é mais que certeza, porque nem é certeza na verdade. acho que a palavra é segurança. é ter segurança pra ser o que eu sinto, e só. não preocupar com o que eu posso vir a ser, ou com o que eu deveria estar sendo, ou com o que querem que eu seja ou podem pensar que eu sou. eu só sou. eu sinto, eu sou, e se sinto e sou, sou inteira. sou segura de ser. e isso é liberdade.
isso é ser livre.
não tem nada me prendendo. o mundo é gigante, eu sou um milipedaço dele, mas eu sou livre e eu sou.
ser-se a si mesma.
livre.
livre.
livre.

terça-feira, 12 de julho de 2016

segunda-feira, ‎9‎ de ‎maio‎ de ‎2016, ‏‎01:40:50

Cada dia acho mais difícil acreditar em relacionamento não abusivo entre homem e mulher. Não precisa do cara ser um babaca escroto. Não. Ele só precisa ter sido criado em contato com a sociedade, basta. É aquele cara que acha absurdo o seu ciúme, mas o dele tá certíssimo. Que acha você uma exagerada, mas quando algum amigo te elogia perto dele, acabou a noite. Aquele cara que pode brincar (debochar?) com o seu ciúme, mas se você brinca com o dele de volta, morte. E se você sente ciúme de uma mina que tá sempre dando “mole virtual”, você é a surtada. Mas ele se sente no mais absoluto direito de achar ruim por você ainda ter como amigo no feice aquele cara que você ficou meses antes de começarem a namorar. Mesmo que o cara nem fale com você. Mesmo que o cara nem curta o que você posta. Mesmo que você nem siga mais o cara. Mas a mina das curtidas dele, viagem. Você tá errada. Abusivo soft é aquele relacionamento em que o seu passado “amoroso” é motivo de vergonha pra você, e o dele é ilibado. E isso, sempre que vem a tona, traz uma série de discussões, e você tem que rastejar em busca do perdão pelo seu passado (isso mesmo, aquele passado quando ele ainda nem existia na sua vida). Abusivo soft é o cara que te engaveta na vida dele, reserva um espaço extremamente delimitado pra você, e faz você acreditar que tá errada em achar ruim. Que tá errada de ficar triste porque não conhece os amigos dele. Que tá errada porque ele não te leva pra sair NUNCA com os amigos dele. Que ta errada porque ele NUNCA te leva na casa dele. É aquele cara que te faz acreditar com todas as letras que você errou no seu passado e que deve a ele algum pedido de desculpa. A ele. Que te faz acreditar que você está errada por achar aquela mina folgada, e te dá todos os dias motivos pra se incomodar com isso, mesmo tendo que acreditar que é você a errada. E aí você acaba odiando a mina, quando a responsabilidade por tudo isso é de ninguém mais que ele. Abusivo soft é o cara que sempre acha algum motivo pra reclamar quando você sai sem ele, e disfarça o incomodo pela sua saída em outras coisas, como a mensagem que você demorou a responder, ou a atenção que você não deu direito. É o cara que consegue sempre falar que você tá mais bonita quando vai sair com os outros do que quando vai sair com ele. E isso passa batido, porque você simplesmente não quer brigar. Você tá cansada de brigar, e começa a fazer tudo do jeito dele, pra evitar desentendimento. Mas quando você que tem motivo pra brigar, porque ele fez alguma coisa errada, você é a louca. É a que sempre acha motivo pra achar ruim. É a que só vê as coisas pelo lado negativo.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

equalizando

sei que andei sumida por aqui. andei sumida de mim mesma, racionalizando demais sentimentos e vivendo demenos felicidades. sei que andei dessintonizada do meu peito, mas já tô me equalizando de novo. já sinto, hoje, aquela felicidade plena de existir e só. já sinto, hoje, aquela satisfação em simplesmente andar na rua, olhar pro céu azul, tomar uma garrafa inteira de vinho e amanhecer na feira hippie. já consigo sentir de novo tudo que há tempos eu não sentia. senti outras coisas, coisas boas, outras ruins, mas necessárias. senti muito, mas não me permiti sentir até o fundo.
agora não mais.
agora me permito, mais madura e segura, sentir coisas até a última gota. dançar até o chão sem estar completamente bêbada. cantar na rua, fazer bagunça, pular no parque.
duas coisas hoje me deixam feliz: eu saber exatamente quem sou, e tentar estar sempre exatamente onde eu quero.
completa.
por inteiro.