quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
do limbo que acabou
o limbo já não é mais limbo, é certeza.
certeza de amor e de coragem.
de querer ter coragem, mesmo quando os pés vacilam.
e ainda que querer não seja poder, nesse caso ela sabe que pode.
é capaz.
certeza de amor e de coragem.
de querer ter coragem, mesmo quando os pés vacilam.
e ainda que querer não seja poder, nesse caso ela sabe que pode.
é capaz.
domingo, 5 de janeiro de 2014
o plano de fuga
ela sempre fugira. de tudo e de todos, como disse um dia a ele.
foi outro amigo que fez a constatação na mesa do bar.
sábado de sol, céu bonito e calor. um dia maravilhoso, foi o que ela lhe disse por mensagem. maravilhoso era o céu, o clima, a luz. ela se sentia um lixo. os olhos inchados lhe entregaram para a amiga na praça, e nem foram necessários pra lhe entregar pro amigo do bar na esquina.
ele constatou que ela fugia sempre. nunca deixava ninguém se aproximar, havia sido assim com ele, com o amigo dele, e com tantos outros ao longo daquela vida. ela concordou. porém aquilo que estava vivendo era novo, saia do seu controle.
na noite anterior ela havia lhe dito que o amava. em meio ao êxtase, no quarto escuro, pediu que não se assustasse e soltou a frase, aquela que nunca havia tido a coragem de dizer a ninguém, que não amigos em momentos alcoolicamente felizes. nunca havia dito aquilo, com aquele significado, com aquele sentimento. a ninguém.
ele lhe pediu paciência. ela sabia que era necessário. ela sabia que ele precisava. e se arrependeu tremendamente das palavras. sabia que não era a hora, sabia que não estavam preparados. nem ele e, principalmente, nem ela. era demais. sentiu imediatamente o peso de suas palavras, chorou como sempre e não conseguiu disfarçar. o quarto escuro que antes fora um refugio de repente tornou-se uma grande vitrine dos seus sentimentos.
terminaram a noite bem, juntos. porém o dia seguinte chegou e os olhos inchados mostravam tudo. era demais pra ela. passou o dia entre lágrimas e pensamentos. levantou-se apenas para levar a afilhada à praça, e foi lá que resolveu mandar a mensagem pro amigo em busca de uma cerveja.
foi na esquina que o amigo então lhe descreveu tudo o que ela sentia. não precisou ouvir muito da história. bastou saber que era "problema de amor". problema de amor demais. constatou a história da distância, e que o outro havia superado essa distância. que ele lhe causava sentimentos que nunca antes havia experimentado. e que isso assustava. e as vezes parecia demais para ela.
e lhe avisou: se o seu medo é se machucar, saiba que você vai se machucar muito. mas que vai valer a pena. que cada momento em que ele estiver ao seu lado e que ela sentir que tudo é o bastante, que o tudo lhe é suficiente, que nada lhe falta naquele momento, que isso ia fazer tudo valer a pena.
quando as lágrimas já haviam secado ela então recebeu uma mensagem dele. palavras doces, que lhe trouxeram mais uma vez aos olhos o choro, dessa vez de felicidade. não cabia. era demais.
e continuou assim o dia seguinte inteiro. os olhos inchados, já secos e ardentes.
o choro no sofá, o choro na cama, o choro na piscina, o choro no banho, o choro no computador molhando essas palavras.
foi outro amigo que fez a constatação na mesa do bar.
sábado de sol, céu bonito e calor. um dia maravilhoso, foi o que ela lhe disse por mensagem. maravilhoso era o céu, o clima, a luz. ela se sentia um lixo. os olhos inchados lhe entregaram para a amiga na praça, e nem foram necessários pra lhe entregar pro amigo do bar na esquina.
ele constatou que ela fugia sempre. nunca deixava ninguém se aproximar, havia sido assim com ele, com o amigo dele, e com tantos outros ao longo daquela vida. ela concordou. porém aquilo que estava vivendo era novo, saia do seu controle.
na noite anterior ela havia lhe dito que o amava. em meio ao êxtase, no quarto escuro, pediu que não se assustasse e soltou a frase, aquela que nunca havia tido a coragem de dizer a ninguém, que não amigos em momentos alcoolicamente felizes. nunca havia dito aquilo, com aquele significado, com aquele sentimento. a ninguém.
ele lhe pediu paciência. ela sabia que era necessário. ela sabia que ele precisava. e se arrependeu tremendamente das palavras. sabia que não era a hora, sabia que não estavam preparados. nem ele e, principalmente, nem ela. era demais. sentiu imediatamente o peso de suas palavras, chorou como sempre e não conseguiu disfarçar. o quarto escuro que antes fora um refugio de repente tornou-se uma grande vitrine dos seus sentimentos.
terminaram a noite bem, juntos. porém o dia seguinte chegou e os olhos inchados mostravam tudo. era demais pra ela. passou o dia entre lágrimas e pensamentos. levantou-se apenas para levar a afilhada à praça, e foi lá que resolveu mandar a mensagem pro amigo em busca de uma cerveja.
foi na esquina que o amigo então lhe descreveu tudo o que ela sentia. não precisou ouvir muito da história. bastou saber que era "problema de amor". problema de amor demais. constatou a história da distância, e que o outro havia superado essa distância. que ele lhe causava sentimentos que nunca antes havia experimentado. e que isso assustava. e as vezes parecia demais para ela.
e lhe avisou: se o seu medo é se machucar, saiba que você vai se machucar muito. mas que vai valer a pena. que cada momento em que ele estiver ao seu lado e que ela sentir que tudo é o bastante, que o tudo lhe é suficiente, que nada lhe falta naquele momento, que isso ia fazer tudo valer a pena.
quando as lágrimas já haviam secado ela então recebeu uma mensagem dele. palavras doces, que lhe trouxeram mais uma vez aos olhos o choro, dessa vez de felicidade. não cabia. era demais.
e continuou assim o dia seguinte inteiro. os olhos inchados, já secos e ardentes.
o choro no sofá, o choro na cama, o choro na piscina, o choro no banho, o choro no computador molhando essas palavras.
2mil&catarse
se 2013 foi 2mil&treta, pra 2014 eu desejo mais catarses.
desejo mais amor, que já bate na porta e na aorta.
desejo felicidade e acima de tudo desejo paz.
um ano feliz.
desejo mais amor, que já bate na porta e na aorta.
desejo felicidade e acima de tudo desejo paz.
um ano feliz.
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