sábado, 31 de dezembro de 2011

Top 10 - 2011

Se 2011 pudesse ser resumido em 11 momentos, seriam esses:
  1. O dia que eu fiz minha tatuagem, e o sorriso saiu fácil e bom.
  2. Aquela tarde no hotel em Natal, quando o caos pairava no ar, e eu percebi que minha vida precisava mudar.
  3. A noite da boate de veludo, com direito a caipis, Los Hermanos, amarelão e a minha playlist tocando.
  4. A viagem pro Chile. Ela inteira, em especial a tarde em Valparaíso na Sebastiana.
  5. O porre épico no baile do Bernoulli
  6. O porre épico no Entre Folhas, e todos os dias seguintes que eu morri de rir das histórias.
  7. As vezes que eu fui pro centro, livre leve e solta.
  8. Quando eu vi a minha parede azul turquesa pela primeira vez, e percebi que estava na hora.
  9. Quando o Newton morreu, e toda a comoção que ele gerou, principalmente dentro de mim.
  10. A noite de natal, que foi a antítese daquela noite em Natal, e serviu pra provar que as coisas, afinal, acabaram se encaminhando.

Balanço



Eta aninho que me testou!!
Me deixou na expectativa em janeiro, na decepção em fevereiro.
Março me levou do extase à dúvida. E à vontade.
Abril na espera, na vontade de fugir, voltar atrás.
Maio eu delirei na cozinha.
Junho eu repensei. E pensei. E pensei.
Julho fiquei entediada.
Agosto mudou tudo. Mudou a mãe, mudou a filha, mudou a cabeça. Mudou até de linha, e fechei o mês com as aspas e um sorriso no rosto. O primeiro sincero de muito tempo.
Setembro resolvi ser errante.
Outubro veio com a poesia invadindo a minha vida. E a tecla do foda-se foi apertada.
Novembro eu mudei. E descobri que ser sincera consigo mesma é o segredo.
Dezembro eu vi, saí, ouvi, bebi. E quer saber, fui feliz pelo resto do ano nesse mês.

No final das contas 2011, você bem que tentou me derrubar. Mas me deixou ainda mais forte.
Descobri nesse ano que o caminho pra matar a sede de vida que tanto me incomodava, é mais simples que eu imaginava: basta enxergar poesia na vida, e fechar os olhos pra tudo o que não conseguir me comover. Simpes assim.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Top 10 2011 - versão musical

2011 foi bom demais musicalmente falando. E pra fechar o ano com chave de ouro, conheci o primeiro lugar do top 10. Muitas descobertas de bandas independentes, musiquinhas boas de dançar, sambinhas pra escutar, e o Chico pra apaixonar. Eis aqui, meu top 10:

  1. Graveola e o Lixo Polifônico
  2. Phoenix
  3. Chico Buarque
  4. Two Door Cinema Club
  5. Florence + The Machine (porque, né? 60 reproduções)
  6. Arctic Monkeys
  7. Boy
  8. Transmissor
  9. Cat Power
  10. MGMT
E no campo musical ainda tive a alegria de fechar o ano com a notícia do show do Los Hermanos em 2012. Morri de amor.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Então é natal


e que seja ao menos feliz!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mais legal que passar

é passar junto com todo mundo.


Que venha a segunda etapa!!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

Dos diálogos

-Eu nem curti meus 18 anos.

-Nem eu. É por isso que eu vou curtir em dobro meus 19.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Catarse do momento

Sabe o que é catarse?
Catarse num dá pra definir, a gente só consegue entender quando sente. Comigo sempre esteve ligada à música, no máximo a uma cena de filme, ou um trecho de livro.
A catarse do momento é essa: as vozes, os sons, as melodias e a poesia do Graveola. E essa música que eu escolhi pra representar a catarse do momento.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Antes fosse azul o que eu não sei

Hoje eu senti o peso da responsabilidade.
Foi na hora de fazer a matrícula da PUC: decidir o que escrever, buscar o histórico escolar, pagar pensando em como vai fazer se for isso mesmo. E eu fiquei um pouco assustada. Parece que foi ontem que eu estava entrando no ensino médio, e parece que foi ontem que eu fiz aquelas provas do envelope do colégio. Esse ano de purgatório me deixou mal acostumada: eu não tive mais responsabilidade de escola, e ainda tive a vida boa e sem responsabilidade que ela traz. Sabe como é? Eu não tinha que estudar pra passar de ano, e ainda não tinha que trabalhar pra me sustentar. Era tipo uma coisa meio acomodada.
Mas hoje isso começou a mudar aqui dentro.
E que venha 2012, né?

No vinil

Hoje é dia de festa por aqui.
A mesa já tá forrada com toalha xadrez, os pães no forno e a cerveja no congelador.

E a festa de hoje é pra fechar uma semana que foi quase toda assim. Terça a festa foi pela aprovação na PUC. Quarta foi dia de mexicano e margaritas. Quinta almoço de familia e vinho na mesa. Sexta showzinho top e cervejinhas até as três. Sábado, almoço com os amigos e lanche com a familia. Hoje á festa é aqui: muito vinil tocando, cerveja gelada e comidinhas.

Semaninha top essa.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Ando assim

As palavras antes não ditas, andam sendo proferidas regularmente. É isso que tá causando essa falta de assunto por aqui. Mas enfim, é melhor que seja assim, né?

No mais, ando estudando um pouco, filosofando quase nada, bebendo de vez em quando, me perdendo no tempo em bailes de formatura, perdendo meus brincos por lá também, e minha memória. Ando andando, devagar, as vezes num passo rápido e frenético que não dura mais que uma noite, pra depois voltar pro meu lugar e continuar ouvindo músias bonitas, lendo palavras interessantes e vendo imagens de tirar o folego. Ando assim.
Falando mais. Ouvindo mais. Vivendo mais.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

sábado, 26 de novembro de 2011

Come as you are

E é por isso que agora eu sei falar:
 - que eu não quero cortar meu cabelo;
 - que eu não vou estudar na faculdade de meninas de blush e salto;
 - que eu acho ridiculo uma faculdade que age como se fosse um colégio;
 - que eu quero pintar as unhas do pé de vermelho;
 - que eu bebo cerveja sim;
 - que eu adoro o Maletta;
 - que eu não tenho como objetivo principal de vida ficar rica;
 - que eu não tenho a menor certeza sobre os passos que estou dando.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Honestly.

Ando tentando ser o mais sincera possível comigo mesma. Com meus sentimentos, com minhas idéias, com meus medos. Meus instintos.
Ando tentando me desvencilhar de todas as expectativas externas. Pra que ficar sustentando sonhos e impressões? Pelo contrário. Quanto mais sincera sou comigo mesma, mais transparece para o mundo quem eu sou e, quer saber? É bem melhor impressionar uns poucos com a verdade do que impressionar tantos outros com as mentiras que a gente constroe sobre nós mesmos. Então aqui vai, 10 coisas que ninguém imaginava sobre mim:

1- Eu bebo. E gosto.
2- Eu morro de vontade de fumar.
3- Eu tenho estrias e celulite.
4- Minha tatuagem significa muito mais pra mim do que pra você. E eu gosto que seja assim.
5- Eu me apaixonei por um croata no Chile, e um dia ainda vou atrás dele.
6- Eu sou preguiçosa, e fraca diante da minha preguiça.
7- Eu mato aula pra ficar dormindo e ouvindo música no sol.
8- Eu não acho errado fumar maconha. Não fumo, mas um dia, quem sabe.
9- Eu não quero ser advogada.
10- Eu não tenho a menor idéia do que eu quero pra minha vida, juro!

Então, isso é uma parte. O resto vai aparecendo aos poucos.

Honestly?

Eu sinto falta dos tempos que as provas eram semanais e o final de novembro era férias.
Eu sinto falta dos tempos em que podia assistir Gilmore Girls e ER a tarde.
Eu sinto falta de quando meu coração vinha à boca quando ouvia o barulho do msn me chamando.
Eu sinto falta também de quando me acustumei com aquele barulho.
Eu sinto falta de quando o vaso era branco.
Eu sinto falta de quando andar de ônibus ainda era dificil e dava medo.
Eu sinto falta de quando pensar no futuro era só imaginar o meu futuro brilhante, e não todo o tempo entre ele e o presente.

Não é que eu queira voltar no tempo.
É que naquela época, as coisas eram mais fáceis.
E quando as coisas apertam, é pra lá que eu volto.

sábado, 19 de novembro de 2011

Que dó, que dó!!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Engraçado

como é só colocar um global no meio que uma causa que já gritava urgência há algum tempo ganha repercussão. É o caso da usina de Belo Monte, esse projeto falho, caro e absurdo que já saiu do papel no Brasil. A usina hidrelétrica traz uma série de problemas e outras tantas desvantagens pra região amazônica, pros índios, pro meio ambiente, e ainda não traz tantos benefícios assim.

Isso que todo mundo agora tá sabendo, porque a Juliana Paes, o Pedro da novela, o Bruno Mazzeo e mais umas figurinhas aí disseram. Sabe como é, né? Artista que tem voz por aqui.

O que me irrita não o fato de terem criado um movimento, e de que os artistas que tão divulgando esse movimento. A idéia é nobre e válida. O que me irrita profundamente é o fato de que só agora, com essa apelação que a tal questão tá ganhando a importancia que merece. Isso é, tá ganhando, porque é bem capaz de que depois de amanhã ou na semana que vem todo mundo esqueça o tal vídeo, e passe a compartilhar alguma atriz dando pala na TV, ou qualquer outro vídeo engraçado.

Num país onde a população letrada é majoritariamente formada por analfabetos intelectuais, só assim mesmo pra chamar atenção de algo tão grave. Pelo menos, agora a gente já sabe a receita.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Eu fui

Descobri que todas as minhas roupas cabem em três malas pequenas e meus sapatos na sacola gigante da Disney.
Fui ontem pro meu quarto novo com parede azul turquesa. Não segurei as lágrimas na hora de me despedir. Já as tinha segurado o dia inteiro, e o dia anterior também. Foi dificil.
Deixei meu pequeno que já é maior que eu, aquele bobinho que me fez chorar de saudade antecipada e alegria, por a estar causando também. Levei minhas roupas, meus livros, minhas miudezas e minha caneca pra não passar apertado. No mais, a casa de cá agora falta só organizar, colocar um vidro na mesa e encher de música e alegria.

Foi dificil.
Mas foi necessário.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Pra pensar

Eu, o SUS, a ironia e o mau gosto
by Nina Crintzs

Há seis anos atrás eu tive uma dor no olho. Só que a dor no olho era, na verdade, no nervo ótico, que faz parte do sistema nervoso. O meu nervo ótico estava inflamado, e era uma inflamação característica de um processo desmielinizante. Mais tarde eu descobri que a mielina é uma camada de gordura que envolve as células nervosas e que é responsável por passar os estímulos elétricos de uma célula para a outra. Eu descobri também que esta inflamação era causada pelo meu próprio sistema imunológico que, inexplicavelmente, passou a identificar a mielina como um corpo estranho e começou a atacá-la. Em poucas palavras: eu descobri, em detalhes, como se dá uma doença-auto imune no sistema nervoso central. Esta, específica, chama-se Esclerose Múltipla. É o que eu tenho. Há seis anos.
Os médicos sabem tudo sobre o coração e quase nada sobre o cérebro – na minha humilde opinião. Ninguém sabe dizer porque a Esclerose Múltipla se manifesta. Não é uma doença genética. Não tem a ver com estilo de vida, hábitos, vícios. Sabe-se, por mera observação estatística, que mulheres jovens e caucasianas estão mais propensas a desenvolver a doença. Eu tinha 26 anos. Right on target.
Mil médicos diferentes passaram pela minha vida desde então. Uma via crucis de perguntas sem respostas. O plano de saúde, caro, pago religiosamente desde sempre, não cobria os especialistas mais especialistas que os outros. Fui em todos – TODOS – os neurologistas famosos – sim, porque tem disso, médico famoso – e, um por um, eles viam meus exames, confirmavam o diagnóstico, discutiam os mesmos tratamentos e confirmavam que cura, não tem. Minha mãe é uma heroína – mãos dadas comigo o tempo todo, segurando para não chorar. Ela mesma mais destruída do que eu. E os médicos famosos viam os resultados das ressonâncias magnéticas feitas com prata contra seus quadros de luz – mas não olhavam para mim. Alguns dos exames são medievais: agulhas espetadas pelo corpo, eletrodos no córtex cerebral, “estímulos” elétricos para ver se a partes do corpo respondem. Partes do corpo. Pastas e mais pastas sobre mesas com tampos de vidro. Colunas, crânio, córneas. Nos meus olhos, mesmo, ninguém olhava.
O diagnóstico de uma doença grave e incurável é um abismo no qual você é empurrado sem aviso. E sem pára-quedas. E se você ta esperando um “mas” aqui, sinto lhe informar, não tem. Não no meu caso. Não teve revelação divina. Não teve fé súbita em alguma coisa maior. Não teve uma compreensão mais apurada das dores do mundo. O que dá, assim, de cara, é raiva. Porque a vida já caminha na beirada do insuportável sem essa foice tão perto do pescoço. Porque já é suficientemente difícil estar vivo sem esta sentença se morte lenta e degradante. Dá vontade de acreditar em Deus, sim, mas só se for para encher Ele de porrada.
O problema é que uma raiva desse tamanho cansa, e o tempo passa. A minha doença não me define, porque eu não deixo. Ela gostaria muitíssimo de fazê-lo, mas eu não deixo. Fiz um combinado comigo mesma: essa merda vai ter 30% da atenção que ela demanda. Não mais do que isso. E segue o baile. Mas segue diferente, confesso. Segue com menos energia e mais remédios. Segue com dias bons e dias ruins – e inescapáveis internações hospitalares.

A neurologista que me acompanha foi escolhida a dedo: ela tem exatamente a minha idade, olha nos meus olhos durante as minhas consultas, só ri das minhas piadas boas e já me respondeu “eu não sei” mais de uma vez. Eu acho genial um médico que diz “eu não sei, vou pesquisar”. Eu não troco a minha neurologista por figurão nenhum.
O meu tratamento custaria algo em torno de R$12.000,00 por mês. Isso mesmo: 12 mil reais. “Custaria” porque eu recebo os remédios pelo SUS. Sabe o SUS?! O Sistema Único de Saúde? Aquele lugar nefasto para onde as pessoas econômica e socialmente privilegiadas estão fazendo piada e mandando o ex-presidente Lula ir se tratar do recém descoberto câncer? Pois é, o Brasil é o único país do mundo que distribui gratuitamente o tratamento que eu faço para Esclerose Múltipla. Atenção: o ÚNICO. Se isso implica em uma carga tributária pesada, eu pago o imposto. Eu e as outras 30.000 pessoas que tem o mesmo problema que eu. É pouca gente? Não vale a pena? Todos os remédios para doenças incuráveis no Brasil são distribuídos pelo SUS. E não, corrupção não é exclusividade do Brasil.
O maior especialista em Esclerose Múltipla do Brasil atende no HC, que é do SUS, num ambulatório especial para a doença. De graça, ou melhor, pago pelos impostos que a gente reclama em pagar. Uma vez a cada seis meses, eu me consulto com ele. É no HC que eu pego minhas receitas – para o tratamento propriamente dito e para os remédios que uso para lidar com os efeitos colaterais desse tratamento, que também me são entregues pelo SUS. O que me custaria fácil uns outros R$2.000,00.
Eu acredito em poucas coisas nessa vida. Tenho certeza de que o mundo não é justo, mas é irônico. E também sei que só o humor salva. Mas a única pessoa que pode fazer piada com a minha desgraça sou eu – e faço com regularidade. Afinal, uma doença auto-imune é o cúmulo da auto-sabotagem.
Mas attention shoppers: fazer piada com a tragédia alheia não é humor, é mau gosto. É, talvez, falha de caráter. E falar do que não se conhece é coisa de gente burra. Se você nunca pisou no SUS – se a TV Globo é a referência mais próxima que você tem da saúde pública nacional, talvez esse não seja exatamente o melhor assunto para o seu, digamos, “humor”.
Quem me conhece sabe que eu não voto – não voto nem justifico. Pago lá minha multa de três reais e tals depois de cada eleição porque me nego a ser obrigada a votar. O sistema público de saúde está longe de ser o ideal. E eu adoraria não saber tanto dele quanto sei. O mundo, meus amigos, é mesmo uma merda. Mas nós estamos todos juntos nele, não tem jeito. E é bom lembrar: a ironia é uma certeza. Não comemora a desgraça do amiguinho, não.



Antes que me chamem de hipócrita, vamos esclarecer: eu não gosto do Lula como político, com ou sem câncer. Agora, como ser humano, ele merece o mesmo respeito que você meu amigo, você meu parente, você desconhecido e que o mendigo que mora na esquina de casa. Só isso.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A esquina mais bonita da cidade

Edificio Maletta - Bahia com Augusto de Lima

Hoje foi mais um dia delicinha: botei a onça na cabeça e desfilei por BH sem medo de ser feliz. Do Buritis à Savassi, da Savassi ao Centro e por aí fui.

domingo, 23 de outubro de 2011

Por enquanto



the dog days are oveeeeeeeeeeerrr!!!!!!

sábado, 22 de outubro de 2011

Metalinguagem



Pequenos grandes tesouros que eu achei na gaveta gigante da casa do vovô.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Brick by Brick

Então que acabou.
O que dava pra ser feito já deveria ter sido.
Agora resta apenas concentração, atenção e fé em Deus que vai dar tudo certo.

Honestamente? Eu poderia estar mais bem preparada.
Claro que bate um arrependimento. Mas fazer o que? Eu estive envolvida em tantos outros dilemas ao longo do ano, que estudar ficou sempre em segundo plano, então não dá mais pra se arrepender, nem nada. Agora é chegar lá, fazer o que eu posso e tentar o que der.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O último dos des

Hoje foi meu aniversário.
Foi um dia delicinha, mais um. Acordei cedo pra me preparar: coloquei pra tocar minha playlist que a Marina de 18 anos escolheu especialmente para a Marina de 19, e logo de cara o Paul já cantou Birthday pra mim rsrsrs. Coincidência ou não, meu irmão mandou exatamente essa música pra mim mais tarde.
Fui pra aula, recebi muito carinho, muitos abraços e palavras. Sai de lá cedo, fui tomar café da manhã sozinha na Boca do Forno, eu e minha playlist.
O almoço foi com o pai, e passei a tarde dormindo um soninho bom dos justos.
A noite foi com a familia, regada a risadas, comida boa, presente e mais palavras.
Coisa boa que é aniversário, né? Uma colheita exclusiva de tudo que a gente planta ao longo de um ano, ou de uma vida. Muito gostoso.

Ontem conversando com uma amiga que também faz aniversário hoje, chegamos a uma conclusão: estamos realmente ficando velhas. Ano que vem, a idade já vai ter um dois na frente, e esse é o nosso último des: que seja um lindo ano desenove.

domingo, 16 de outubro de 2011

Findis

Final de semana delicinha.
Sábado rendeu pra tudo: deu pra fazer unha, almoçar cedo, passear no Santa Tereza, comprar livro na Savassi, assistir teatro de bonecos, procurar uma bolsa nova, tentar comprar ingresso pro show do Chico (que, aliás, eu não consegui e estou frustrada), tomar whisky na casa do pai, tomar chope no Jever e fechar a noite conversando com os amigos na Savassi.

Hoje foi dia de acordar tarde duas vezes, porque o horário de verão comeu uma hora do meu dia. E o mais legal, foi almoçar no Bolão, cinco horas da tarde, um rochedão top!!!
Teve até fotinho pra marcar a primeira vez:
E a cara de songa ressaqueada é só um mero detalhe, rsrs.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Porvir

Sabe qual é a minha maior frustração?
Não ter nascido artista.

Depender dos outros pra apreciar a arte, alimentar a esperança de uma obra prima estar latente dentro de mim. Isso que me dói.
Ter tanto olhar e tão pouco.

Festival das Cores

Lindo.
Só isso.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

08

It feels so much like 2008

terça-feira, 4 de outubro de 2011

domingo, 2 de outubro de 2011

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Pra fechar setembro

Tô preferindo levar uma vida errante do que uma vida errada.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Entre o chão e os ares vou

O problema (ou a solução), é que a única coisa que faz sentido pra mim é pintar a parede do quarto de azul turquesa.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Um caminho de barro

As Ensinanças da Dúvida

Tive um chão (mas já faz tempo)
todo feito de certezas
tão duras como lajedos.

Agora (o tempo é que fez)
tenho um caminho de barro
umedecido de dúvidas.

Mas nele (devagar vou)
me cresce funda a certeza
de que vale a pena o amor
Thiago de Mello

É isso aí. Nem sei mais se eu quero mesmo direito, se eu não quero mesmo a medicina, ou se eu quero é outra coisa. Não sei se eu quero a casa do pai, ou se vou continuar na casa da mãe. Não sei se eu quero aventura, se eu quero mansidão. Se eu quero poesia, romance, conto ou piada. Não sei se eu quero aula, estudo, ócio ou fé. Eu só sei de uma coisa: minha parede vai ser azul turquesa.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Antítese

Manoel de Barros - O Livro das Ignorãças

domingo, 25 de setembro de 2011

Catarse

Posso viver de música?

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cadê a Liberdade da Praça?


Há uma semana, eu saí da aula a tarde. Deviam ser umas seis horas da tarde, e a Praça da Liberdade estava toda fechada desde meio dia, para a inauguração de um relógio para a contagem regressiva da Copa do Mundo. Mas junto à inauguração, os professores que estão em greve há mais de 100 dias (no dia completavam 100 dias) fazim um protesto. Passei por aquela manifestação (foi a segunda vez em um mês), e subi a Cristovão Colombo a pé porque os onibus não estavam passando - o trânsito estava um caos. Bom, deixando a conversa de lado, o que eu quero dizer, é que passei por aquela manifestação morrendo de orgulho, cheia de vontade de parar ali e apoiar todos aqueles manifestantes que estavam lutando por uma coisa tão digno, um direito deles.
O fato é, se eu tivesse continuado ali até mais tarde, teria presenciado a cena do vídeo. Tão triste, poderia estar em um filme ou novela sobre o período da ditadura militar.
Vergonha, é o que eu senti.
Vergonha de ter votado em um cadidato que deixa uma greve chegar aos cento e tantos dias, sendo que os professores estão lutando não por uma coisa absurda, mas pelo teto salarial previsto por lei. Vergonha de ter votado em um candidato que ordena à sua PM que abra fogo contra os manifestantes que estão fazendo um protesto pacífico. Isso sem falar na vergonha de morar numa cidade onde fecham o trânsito num dos lugares mais movimentados durante toda uma tarde por causa de um evento que só vai acontecer às 20hrs. Vergonha, muita vergonha.

A Praça da Liberdade, quanta ironia, palco de repressão em pleno século 21.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Medianeras

As produções cinematográficas vindas da terra dos nossos hermanos vêm me surpreendendo nos últimos meses. Assisti aos maravilhosos O Segredo de Seus Olhos e Abutres (ambos com o maravilhoso Ricardo Darín), e na sequência veio Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual. O filme traz uma história bonita que oscila entre uma introspectiva tristeza e um leve humor. Fala sobre a solidão, ela de novo. Mas dessa vez de um jeito não tão saudável, aquele momento da solidão que a gente começa a se perguntar se realmente consegue viver sozinho, e quanto tempo mais tudo isso vai durar. Quem já passou por isso sabe bem como é.
O filme traz ainda uma abordagem arquitetonica (ou a falta dela) na cidade de Buenos Aires.
É lindo.
Fez a semana valer a pena.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

É só um breve desabafo:

  • Tá dando certo a revisão, até agora;
  • Eu acho que já sei o que eu vou fazer da vida;
  • Meus cabelos estão caindo loucamente, tô ficando careca!!;
  • Minha análise tá me ajudando a entender muita coisa do passado, e também tô entendendo que o presente eu já entendo;
  • Tô comendo igual doida esse mes.

domingo, 18 de setembro de 2011

How to be alone

Bem, é isso.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Uma breve declaração à Savassi

Você me encanta cada dia mais. É um prazer andar mais um pouco, só pra te percorrer. Pegar ônibus e passar pela sua avenida principal. Descobrir os nomes das suas ruas, identificar seus cruzamentos, gravar cada quarteirão na cabeça, nas mãos.

Nos últimos tempos sua vida anda meio tumultuada. Ameaças de bomba, velórios ilustres, protestos dignos, eventos não tão dignos, brigas de skinheads menos ainda. E a revitalização? Idéia mais boba, palavra sem sentido. Você, tão cheia de vida. E eles querendo inventar moda.

Gosto de você com ou sem revitalização. Apesar de todos os tapumes e carrinhos de mão. Trânsito deslocado e terra no chão. Te adoro, cada dia mais.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Think less but see it grow

Acontece que faltam seis semanas pro meu vestibular. Sim, aquele que tá aí pra decidir minha vida: o vai ou racha. É o agora ou nunca, a última e única chance que eu to me dando pra começar a viver, que vem depois - ano que vem, quando eu vou (com a graça divina) ter um salário, um trabalho, certa independência, etc etc. Pois então, faltam seis semanas. E é por isso que eu talvez fique um pouco sumida daqui. Ou não, talvez e passe por aqui diariamente, pra despejar o sufoco e extravasar a ansiedade.

O fato é: faltam seis semanas. Na verdade, menos de seis, quase cinco. Depois de amanhã faltam cinco, mas eu prefiro pensar que ainda são seis, pra fazer minha lista de coisas pra primeira semana durar mais. E eu quero fazer isso dar certo, eu quero passar nesse vestibular, e eu quero - e vou - conseguir. Assino aqui meu atestado de resistência, minha declaração de guerra, meu post scripit de persistência. Eu quero. Eu posso. Eu vou.

Então é isso.
Até breve, que pode ser amanhã, dia 23 de outubro ou 6 de janeiro.
Mas essa, é a última vez que eu vou me prometer um bocado de obstinação pra vestibulares. Juro.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Entra as aspas

Tem muita coisa não dita.
Tem muita poesia,
Muita música boa,
Muita palavra bonita,
Muitos desejos bons,
Muitos aprendizados.
Tem muita coisa naquele vazio paradoxal.
E é por isso que é bonito: porque é uma simplicidade
tão cheia de tudo, e é um vazio de tudo,
que é tanto e não cabe no corpo.

 Mas cabe naquele vazio entre aspas.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Diz tudo

''Perceber aquilo que se tem de bom
No viver é um dom, daqui não
Eu vivo a vida na ilusão
Entre o chão e os ares vou
Sonhando em outros ares vou
Fingindo ser o que eu já sou
Fingindo ser o que eu já sou
Mesmo sem me libertar eu vou''

domingo, 4 de setembro de 2011

Maybe Not

A questão é que ela queria ter problemas dela. Não dos outros.
Queria fazer as próprias burradas, cometer erros e encontrar soluções. Queria aprender com as próprias ações. Mas que ações?

sábado, 3 de setembro de 2011

Sobre escolhas, sonhos e coragem.

Hoje eu fiz a minha inscrição pro vestibular.
Estava querendo esperar até o último dia, pra não dar nem tempo de me arrepender, mas senti hoje uma certeza (igual a que já senti tantas outras vezes, diga-se de passagem) que fiz.
Direito noturno.
Sem mais delongas, é isso mesmo.

Em um dos meus devaneios, pensei que uma pessoa me acusava de estar sendo covarde. Desistir de um sonho, só porque quer independência, só porque é dificil e exige muito mais esforço e tempo? Respondi em alto e bom tom, que eu não me achava covarde, pelo contrário: muito corajosa. Tinha desistido de sustentar um sonho que havia criado quanto estava completamente sem perspectiva, miseravel. Eu havia sustentado aquele sonho de menina que não tem nada pelo que esperar da vida, e se agarrou em uma perspectiva falha e tão cheia de ilusões. Agora, eu havia sido corajosa o bastante pra deixar aquele sonho de lado, e encarar meus novos desejos, minhas novas aspirações e possibilidades. Isso pra mim não é covardia. É muito antes, coragem.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

domingo, 21 de agosto de 2011

Sobre caipis, pés e carinhas.

Ontem o dia foi delicinha.
Até a aula passou rápido, quase indolor. Almoço com a family, fiz as unhas que já clamavam por cor, caipi e comidinhas com as amigas de tempos pra colocar as fofocas em dia, encher a cabeça de futilidade, falar coisa atoa que também faz bem.
Chegar em casa, tomar banho correndo, arrumar em 15 minutos e sair sentindo bem. Até o cabelo colaborou e terminou o dia em um good hair day. Show delicia tocando música boa, sair de lá rouca de tando cantar Los Hermanos, e descer Leopoldina a pé e descalça, porque os pés preferem correr risco de pegar amarelão que ficar sentindo dor em plena Velvet, terminar a noite na boate de veludo, tocando o que parecia minha playlist ''To dance like no one is watching'', sentindo choques nos pés, com o ouvindo zunindo e procurando o carinha do passado que tinha que ter sido e não foi. E não foi.

O fato é, tristeza não tem fim, felicidade sim.
E hoje, os problemas voltaram, cairam nus e crus no meu colo, mas, quer saber? Agora é a minha hora, e já estava na hora.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Pânico

Ontem foi uma noite dificil.
Entrei em pânico na hora de deitar. Coração disparado, cabeça a mil, o vento lá fora batendo a janela e portas, movendo plantas e placas, e o suor escorrendo pelo pescoço no compasso dos meus braços e pernas trêmulas.
Dormi as 5 da manhã, e não fui além das 9.
E hoje a cena já tá se repetindo.

sábado, 13 de agosto de 2011

Conclusão

Não é solidão, é desamparo.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Ainda

Eu sinto a última pessoa do mundo, esquecida. Todo mundo me vê, mas ninguém enxerga minha dor. Ou talvez prefiram não enxergar, afinal, é mais fácil olhar pra dor do outro, daquela pessoa que fica gritando aos sete ventos sua dor interior, seu sofrimento. A minha dor é mais dificil de lidar. Exige auto conhecimento, equilíbrio, a dor é minha. É uma dor egoísta, solitária. Ela teima em ser solitária. Por mais que eu queira gritá-la também, não sai. Não se formula, não concretiza. Ela é chata, dificil, angustiada e vive disfarçada de preocupação. Mais que dói, dói.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Fluxo

Decepção.
Muita.
E sozinha, completamente sozinha. Com tanta gente ao meu redor, com aquele mundo de sorrisos, de abraços, de palavras. Nada basta, nada preenche o vazio, nenhuma mão me alcança. Eu nunca senti tão sozinha, em toda a minha vida.

Puzzles

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O problema é seu.

No final das contas, mesmo com tanta gente falando, fazendo, preocupando - a gente está sempre sozinho. Não há amigo que preencha a falta, não há parente que se faça presente na hora H, aquela hora que você precisa saber se o que está pensando é o certo ou errado. A hora em que nada faz muito sentido, e todas as possibilidades fazem sentido demais. É a hora em que o coração deveria se calar por que a cabeça está a mil, mas a razão não manda em nada nessa hora. Ficam os dois, cabeça e coração, razão e sentimento, disputando pra ver quem grita mais alto, quem mostra o caminho. Mas nenhum dos dois ganha. Por mais que todos estejam ao seu lado, tentando te distrair, tentando colocar você pra cima. Em meio a tantos assuntos forjados, tantos sorrisos forçados, você está mais sozinho que nunca, e a dor é só sua. Por mais que todo mundo sinta, a vida de ninguém muda, só a sua.
E o problema, é todo seu.

Roteiros

A mãe queria uma vida em forma de novela mexicana.
Dramalhão.

Ela resolveu que não queria mais fazer parte daquilo tudo.
Se tinha que ter um script, pelo menos que fosse uma comédia romântica.

It does.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Natal - RN

Ela preferiu se conter no silêncio da solidão. Na sua tristeza não cabiam aqueles tantos sorrisos.

domingo, 31 de julho de 2011

Agora é hora

Tudo de novo. De novo.

sábado, 30 de julho de 2011

Belo

é isso.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Nem...

Tô alheia a quase tudo, eu acho.
Sem palavras, sem grandes sentimentos.
Uma calmaria na vida, no humor, no coração.

Coisa mais chata.

sábado, 23 de julho de 2011

(Not that much, but still) Addicted

What You Know - Two Door Cinema Club

Undercover Martyn - Two Door Cinema Club

Kids - MGMT
(Não aconselho ver o clipe, só assistir a música. Sério, esse menino
que fez o clipe vai ter traumas pelo resto da vida, sacanagem o que fizeram com ele).

Dog Days Are Over - Florence And The Machine


Addicted

Um breve desabafo sobre os meus novos vícios musicais adquiridos durante as férias.

Rome

1901

Girlfriend

Lisztomania
Phoenix é o melhor que tá tendo. E ponto.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Até quando?

Ando irritada, inquieta.
Achei que era uma simples TPM, que tinha virado uma TPM porém pós, mas a coisa não passa. Tá dificil. Eu me sinto incapaz de disfarçar a indiferença, a irritação. Incapaz de dar um passo pra frente, ou vários outros para trás. Tá dificil.

Eu tinha tomado uma decisão na minha vida, que agora me parece tão irracional e imediatista. Talvez pelo cansaço, talvez pela falta de perspectiva. Talvez seja apenas o inferno astral do meio de ano pré-férias e pós tudo.

A inquietude se deve ao fato de ter um mundo vivendo lá fora, respirando, dançando, cantando, criando, e eu aqui dentro do meu mundinho de expectativas, presa. Chego a acreditar que é isso que não me deixa sair do lugar, que me traz tanta preguiça de estudar, de colocar a vida em dia. Eu queria estar fazendo tantas outras coisas, que não tenho a possibilidade, e isso me deixa tão ansiosa, que eu fico aqui me punindo, enchendo a cabeça com idéias absurdas, planos mirabolantes. Crio pra mim uma vida que não é verdade, e que deveria estar acontecendo. a pergunta é: até quando?

domingo, 3 de julho de 2011

Just not happy.

Não sei por que, nem até quando. Só sei que estou.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

E agora José?

Pode dizer que essas coisas de horóscopo, mapa astral etc não são confiáveis, mas eu tenho medo.
Se fizer a escolha errada, a gente recomeça é claro. Volta atrás. Mas, sinceramente, eu não quero ter que recomeçar mais tarde. Já tá custando pra começar.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

30 Day Song Challenge in 1 Day:

Então, a febre do Facebook me deu vontade de fazer essa listinha. A verdade é: foi um exercício árduo de escolhas, porque é dificil escolher só uma música pra cada dia, mas aqui estão as 30 músicas .

day 01 - your favorite song
All Along The Watchtower - Jimi Hendrix

day 02 - your least favorite song
Single Ladies - Beyoncé

day 03 - a song that makes you happy
Friday I'm in Love - The Cure
day 04 - a song that makes you sad
The Penalty - Beirut

day 05 - a song that reminds you of someone
Smile - Peter Murray

day 06 - a song that reminds you of somewhere
Viva La Vida - Coldplay (Live)

day 07 - a song that reminds you of a certain event
La Vie En Rose - Edith Piaf

day 08 - a song that you know all the words to
Oração - A Banda Mais Bonita da Cidade

day 09 - a song that you can dance to
Human - The Killers

day 10 - a song that makes you fall asleep
I Don't Know What I Can Save You From - Kings of Convenience

day 11 - a song from your favorite band
Martha My Dear - The Beatles 

day 12 - a song from a band you hate
Meteoro da Paixão - Luan Santana (PQP pra ele!! Não vou postar vídeo porque não vale a pena)

day 13 - a song that is a guilty pleasure
Have a Nice Day - Bon Jovi

day 14 - a song that no one would expect you to love
Fireflies - Owl City (Acho tão bonitinha!)

day 15 - a song that describes you
De Onde Vem a Calma - Los Hermanos

day 16 - a song that you used to love but now hate
Brighter Than Sunshine - Aqualung

day 17 - a song that you hear often on the radio
Firework - Katy Perry

day 18 - a song that you wish you heard on the radio
Brown Eyed Girl - Van Morrison

day 19 - a song from your favorite album
Golden Slumbers - The Beatles (Abbey Road)

day 20 - a song that you listen to when you’re angry
Somebody Told Me - The Killers

day 21 - a song that you listen to when you’re happy
You Only Live Once - The Strokes

day 22 - a song that you listen to when you’re sad
See You Soon - Coldplay

day 23 - a song that you want to play at your wedding
The Long And Widing Road - The Beatles

day 24 - a song that you want to play at your funeral
Sapato Novo - Los Hermanos

day 25 - a song that makes you laugh
Ob-La-Di, Ob-La-Da - The Beatles

day 26 - a song that you can play on an instrument
Haha, brincadeira né?

day 27 - a song that you wish you could play
Entre Dos Aguas - Paco de Lucia

day 28 - a song that makes you feel guilty
She's Leaving Home - The Beatles 

day 29 - a song from your childhood
All Star - Smash Mouth

day 30 - your favorite song at this time last year
Wavin' Flag - K'naan (Por causa da copa, né?)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pretérito Imperfeito

Lidar com a morte é uma questão de português. É passar os verbos para o pretérito imperfeito. Não tenho. Tinha. Gostava, ensinava, vivia. É uma questão de se acostumar com a ausência.

Hoje escutei e falei muito que ''ainda não caiu a ficha''. Nem vai. A ficha não cai, a gente se acostuma com esse presente suspenso. Um dia, mais tarde, iremos todos recordar um bom momento sem lembrar que até ontem ele estava ali. Aí sim, não será mais uma surpresa acordar e pensar no que aconteceu.
Mas como tudo ainda é muito recente, a gente vai se acostumando.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Aos mestres

Não acho certo que apenas ensinadores que carregam diploma de mestrados sejam chamados de mestres. São todos mestres, aqueles que dedicam a vida a compartilhar o conhecimento. Principalmente aqueles que encaram turmas de adolescentes com hormônios e nervos a flor da pele. Aqueles que se dedicam em preparar esses jovens para um sonho. Como diz a camisa de uma mestra sem comparação de portugues que tive, somos "Almas livres escalando sonhos impossíveis''.

Hoje, um grande mestre faleceu daquele jeito que não deixa nem ao menos tempo para pensar - acidente de moto fatal. Foi um baque, para mim e para todos. Deixou no ar uma aula de recuperação, uma prova para corrigir, a aula de eletromagnetismo que eu esperava acontecer para voltar a frequentar suas aulas - sim, porque há mais de um mês que eu não ia na aula dele pelo simples motivo de já ter aprendido tudo, tão direitinho, com ele mesmo no ano anterior.

É por isso que venho aqui, declarar minha mais profunda admiração e gratidão a cada um dos grandes mestres que passam e já passaram pela minha vida. Meu sentimento para com vocês é de puro orgulho. Muito obrigada.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Erro de concordância

É só eu, ou tem mais alguém se sentindo esquecida pela vida?
Ficou de lado, na hora de distribuir a sorte e as virtudes, e a riqueza e os bons momentos de alegria. Tem mais alguém no mundo que se sente assim, esquecido? Meio de lado, com vontade de participar de tanta coisa que já aconteceu, mas sem jeito de sair do lugar, se não a vida desmorona.
A vida, como vai? Vai triste, chata, indecisa e imprecisa - sem hora pra começar e cheia de vontades.

domingo, 12 de junho de 2011

García Marquez

Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado de alma e sim um signo do zodíaco.
Memória de minhas putas tristes - Gabriel García Marquez (pág.74)

sábado, 11 de junho de 2011

Do inconsciente altivo

Tô indo pra onde me cabe. Pra onde me aguenta, pra onde me escapa.
Tô indo me perder no vazio onírico do presente impensado - e imperfeito, já que não é presente. Podia ser passado, mas como o momento passou ficou apenas o desejo. E já que não há mais pontos, mais tontos, mais pombos, a gente fica com o sonho - que é a dádiva dos que não falam.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Para trás?

Carta a um(a) psicólogo(a) que queira por algum motivo tentar me entender e me ajudar a entender minha cabeça, e acalmar meu coraçãozinho aflito:

Caro psicólogo,
Dizem que pra entender uma coisa a gente tem que começar pelo... começo, né? Pois bem, ao começo: eu quis ser professora na minha infância, jornalista e estilista na minha pré-adolescência (eu queria ser os dois - de preferência uma jornalista de moda e estilista nas horas vagas), e até os 13 anos eu tinha certo na minha cabeça que seria jornalista. Devido a problemas familiares, fui parar na casa dos meus avós, em um período difícil e cheio de problemas. Eu assistia aquele seriado médico, E.R., e foi dele que surgiu a minha vontade de ser médica. Mais por uma necessidade de ter um propósito de vida naquele momento do que por realmente entender a profissão e tudo que ela exige. Na época a imaturidade era tanta que na minha cabeça eu ia estudar medicina em Harvard ou Yale (influência de outro seriado, Gilmore Girls), ia morar em Chicago e trabalhar no County General. Eu realmente acreditava que ia estudar nos EUA, até o dia que eu resolvi fazer uma pesquisa, e descobri que eram necessários 40 mil dólares anuais para estudar lá. Com umas continhas simples e rápidas eu percebi que aquilo estava muito além das minhas possibilidades. A solução imediata foi começar a economizar o dinheiro do lanche, com o intuito de juntar todo o dinheiro até eu entrar na faculdade. Idiotices a parte, fui amadurecendo e percebendo que era mais provável que eu não conseguisse sair do país mesmo, e resolvi me contentar com uma universidade federal mesmo. Foi aí que eu resolvi mudar de escola, e encarar o desafio de estudar no colégio que mais aprovava alunos para medicina da UFMG. Eram mais de 60% das vagas, e eu achava aquilo incrível. Na época minha família já se encontrava bem estruturada novamente, e fui.
Entrei para o Bernoulli e logo me deparei com a verdade sobre o vestibular de medicina: daqueles 240 alunos, apenas 8, no máximo 10 tinham embarcado na universidade direto do ensino médio. Foi um baque para a minha pura pessoinha, que acreditava que passar no vestibular de medicina era simplesmente uma questão de estudar no lugar certo. Logo no meio do ano eu já tinha desistido de fazer medicina, e rondava na minha cabeça a ideia de fazer relações internacionais. A utopia agora era outra: eu seria uma diplomata, trabalhando na ONU e lutando pelos direitos das pessoas pobres da África. Enfim, eu não contava sobre a minha desistência para ninguém da família, pois tinha medo que minha mãe me fizesse mudar de escola.
No segundo ano, passei por uma depressão fud***, e uma das coisas que mais me incomodava era esse não dizer. Eu já tinha chutado o balde, não aguentava mais aquela escola e resolvi falar pra quem quisesse ouvir que eu não queria mais fazer medicina. O fato é: isso não me fez sair da escola (ainda bem), nem me fez melhorar.
No terceiro ano do ensino médio tudo melhorou. Fiquei feliz, equilibrada e tranquila, mas até o meio do ano para mim ainda existia a grande dúvida: o que eu vou fazer? Tive a fase da moda (eu tenho mania de confundir hobby com profissão), tive a fase da economia e um lapso de direito. Mas acabei me decidindo realmente pela medicina. Fiz o vestibular, mas não tinha a menor esperança de passar para a segunda fase. Acontece que eu acabei passando, nas duas universidades que eu tinha feito inscrição, mas já era tarde e eu não tinha estudado tanto quanto deveria. Não passei da segunda fase, mas ter passado da primeira me deu um sopro de esperança, um gostinho bom.
Nesse ano então, comecei a encarar o meu primeiro ano de cursinho. Tudo ia bem (apesar de ser um saco, as pessoas serem muito chatas, etc) até o dia que a UFMG resolveu tirar a nota da redação da primeira etapa. Foi um balde de água gelada. Eu só passei para a segunda etapa por causa da nota da minha redação, que é o meu forte. Passar, antes, era uma possibilidade palpável. Agora, era bem remota, quase impossível. Foi uma semana de cão, minha cabeça a mil, e eu só pensava em desistir. Na última segunda feira, depois dessa semana de cão, pensei muito e cheguei a uma conclusão: como diria a minha tia Patinha, medicina é uma profissão que exige tudo de você e não te dá nada em troca. É uma vidinha de merda, porrada atrás de porrada, esforço, e mais esforço. É uma prova de resistência. Você tem que passar no vestibular, o que é uma luta suada e fudida. Depois vem o curso, quando você estuda, estuda, estuda, por 6 anos e não pode trabalhar - é um atestado de pobreza. Depois, acabou!! O curso. Agora vem a residência: mais um vestibular, mais 2 anos de estudo árduo, muita ralação e pouco dinheiro. Oito anos depois, você ainda tem mais uma coisa a fazer: especialização. Aí é hora de começar a pensar em acabar. Você vai ficar uns 2, 3 anos, e só depois, agora sim, você pode começar a pensar em ganhar dinheiro. Ufa. Isso é, você pode pensar. Maaas, atualmente ser médico não é garantia de ficar rico depois que formar. Ainda mais na minha situação, quando você não tem pais, mãe, avós que são médicos. Você corre o risco de ter que se sujeitar a trabalhar em um posto de saúde numa periferia ou interior, ganhar porra nenhuma e trabalhar pra caralho, e ainda não ter condição nenhuma de tratar seus pacientes com dignidade por que o Estado não te garante nem uma luva cirúrgica direito.
Tem outra opção, um pouco menos pior: você pode se sujeitar a ser explorado por um plano de saúde - ou vários ao mesmo tempo - que vai te pagar pouco, vai fazer você atender 4 pacientes por hora (pra ganhar mais), e você nunca vai conseguir saber nem o nome dos seus pacientes direito.
Vamos agora ao meu raciocínio: se eu fizer direito, eu vou poder:
1- trabalhar durante o curso, ganhando dinheiro de verdade;
2- começar minha vida antes, bem antes;
3- ter várias áreas de atuação, sem depender de planos de saúde e do governo, e ainda tem sempre a opção do concurso público (apesar de eu ser veemente contra esse bando de atoa que fica mamando nos cofres do Estado).
Aí, vem algum hipócrita e me pergunta: mas você então vai fazer direito ou medicina por dinheiro. Eu te respondo: você trabalha para que? Se eu não precisasse ganhar dinheiro, eu ia ler, estudar, cozinhar, viajar pelo mundo, fazer trabalho voluntário!!! Eu não ia ficar ralando meu traseiro para conseguir dinheiro não. Se Webber acha que o trabalho enobrece o homem, eu digo: o que enobrece o homem é a vida que ele constrói. Politico corrupto nenhum é nobre porque trabalha. Advogado corrupto nenhum é nobre porque trabalha. A dignidade do homem não está ligada ao trabalho, e a profissão não deveria ser a coisa mais importante da vida de ninguém. E, definitivamente, não é a coisa mais importante da minha vida.
Agora vamos aos meus objetivos de vida: o que eu quero? Eu quero uma coisa: ter possibilidade e oportunidade de fazer as coisas que eu gosto. Por possibilidade, entenda-se dinheiro, e por oportunidade entenda-se tempo. Pois é. Medicina pode talvez me proporcionar possibilidades, e muito provavelmente não me proporcionará muitas oportunidades. Direito por outro lado pode me proporcionar os dois.
Mas o que ainda me prende à medicina? E o que ainda me deixa insegura em relação ao direito?
O que me prende à medicina é a imagem que as vezes vem na minha cabeça: eu, vestida em um avental azul com jaleco branco e um estetoscópio no pescoço, olhando para uma radiografia, ou então numa sala de cirurgia com um bisturi na mão.
O que ainda me deixa insegura em relação ao direito, é que eu nunca - para falar verdade - tive interesse em advogar. Não sei falar em público, e fico vermelha quando sou obrigada. Não sei se o curso deve ser legal, mais ou menos eu acho.
Ao mesmo tempo, o que me traz insegurança é também o que me desafia: fazer direito seria um grande desafio pessoal para mim, ia me tirar desse mundinho introspectivo. Eu ia ter que colocar a cara no mundo, botar minhas perninhas para andar. Medicina ia me manter na zona de conforto: ficar estudando apenas pelos próximos 8 anos.


Então, caro psicólogo, o que você me diz sobre este dilema?

terça-feira, 7 de junho de 2011

Para trás

Ontem tomei uma decisão grande, que não sei ainda ao certo se vai durar. Resolvi acabar de vez com esse sonho antigo e imaturo de medicina. Decidi me aventurar pelos (vários) caminhos do direito. Agora vamos aos motivos da minha decisão:
  • Por que DIREITO? Em primeiro lugar, é uma passar no vestibular é uma possibilidade palpável para a minha pessoa. Além disso, tem todo o fato de ser um curso interessante (baseado na grade curricular), de existir a possibilidade de fazer direito noturno, que eu vou poder trabalhar durante o curso, a faculdade de direito da UFMG fica no centro, muito mais acessivel, eu não vou precisar cortar minhas unhas (rsrs), vou poder usar terninhos (charme!!) e, o motivo mais legal e importante: vai ser um grande desafio pessoal para mim, deixar minha timidez de lado, dar a cara a tapas pra conseguir empregos, estágio, correr atrás da minha graninha e poder ficar independente financeiramente muito mais rápido.
  • Por que não mais a medicina? Eu sinceramente não sei se daria certo como médica. Na verdade, certo eu daria, mas não sei se conseguiria ser completamente feliz. Além disso tem toda a questão de assinar um tratado de dependencia financeira (no meu caso, tratado de pobreza) pelos próximos 7 anos, sendo muito otimista. Também tem o fato de que passar no vestibular é uma impossibilidade palpável, e eu não quero passar nem mais 7 meses no cursinho.
Pensei, pensei, pensei.
Cheguei à conclusão que direito vai me possibilitar chegar muito longe, muito mais rápido e com bem menos sofrimento. Medicina é uma profissão de entrega. É não ter tempo para nada, ter que morrer estudando, não poder trabalhar durante todo o curso. Medicina é uma profissão linda, mas não para quem tem ambições tão grandes como eu, nem para quem viveu tão pouco, e tem tanta sede de viver como eu. O direito vai me dar a possibilidade e a oportunidade de crescer como pessoa, eu vou ter que sair da minha zona de conforto, vou ter que ir trabalhar, procurar emprego, enfrentar correria e cobranças do mundo externo. Além disso, eu não sei ao certo se fiz essa escolha (do sonho antigo) da forma mais correta possível. Eu era jovem, imatura e passava por um momento extremamente delicado, em que precisava urgentemente de ter alguma perspectiva de vida na qual me prender. E foi nisso que eu encontrei força para continuar de pé. Nesse sonho imaturo de querer ser médica em Chicago, fazer medicina em Harvard, e trabalhar no County General.
Eu continuo sendo a mesma menina que quer andar pra frente, dar passos largos, e ir embora do país. Mas hoje, eu tenho maturidade para entender que talvez seja hora de deixar aquele sonho antigo para trás, e assumir meu verdadeiro sonho: ter possibilidade e oportunidade de fazer as coisas que eu gosto.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Complexidade do ser

Desde a minha última briga com minha mãe, essa semana (sim, elas são recorrentes), que eu fiquei com uma coisa na cabeça. Ela me acusou, entre outras coisas que eu não concordo, de ser arrogante. Pensei, pensei, pensei. Cheguei à conclusão de que sou sim, arrogante. Ainda estou me acostumando com a idéia, pensando em todas as minhas atitudes que demonstram isso, e tentando encontrar uma forma de amenizar tal defeito.
Eu sempre achei que meu maior defeito fosse a minha insegurança. Mas, olha que complexo: eu sou muito segura por dentro: eu tenho opiniões fortes, sei o que quero e o que não quero quase sempre, sinto e pressinto muita coisa, mas isso tudo fica dentro de mim. Pra fora, pro mundo eu sou muito insegura. Não sei se por isso que me tornei arrogante - para disfarçar a minha insegurança - ou se o excesso de segurança que tenho pela minha pessoa que fez com que eu me tornasse arrogante. Vai ver é um ciclo vicioso, e eu nem sei.
Sei, é que quase tudo que está errado na minha vida deve-se a um desses dois grandes defeitos: não tenho namorado porque sou insegura e arrogante - ninguém é bom o suficiente para mim. Não passei no vestibular mais por causa da minha arrogancia, do que minha insegurança. Minhas amizades são muito superficiais porque eu sempre acho que os outros não são tão bons quanto eu, e aqueles que o são, eu sou muito insegura para ir falar com eles, e fazer amizade.
Minha insegurança talvez seja meu maior defeito para dentro, enquanto seu espelho externo - a arrogancia - seja ameu maior defeito para fora.

Exageros a parte, a coisa ainda se desenrola na minha cabeça. É dificil enxergar um grande defeito, que traz tantos prejuízos para a vida, ao mesmo tempo que é bom saber enxergá-lo. É dificil. Mas é melhor encará-lo, e tentar mudar alguma coisa aqui dentro, porque desse jeito que está, não pode ficar.

Maio foi, vem junho!!

Maio passou igual abril: meio depressa, meio devagar - depende do referencial. Deu pra continuar correndo aumentar as distâncias, mas emagrecer foi dificil, culpa dos delírios culinários que eu inventei pra mim. Dei uma alavancada nos estudos, meio mais ou menos, mas tá bom. Não fechei a apostila 1, mas adientei algumas coisas das outras 3, que agora já são 4!!! Um livro deu pra ler na reta final, nos acréscimos do segundo tempo, mas foi bom pra dar um sopro de vida a essa cabecinha cheia de elétrons, raios, bissetrizes e concordâncias. O saldo positivo foram as amizades das carteiras ao lado, que trazem um pouco de leveza aos meus intervalos massacrantes.

Pra junho temos algumas metas:
  • Não parar de correr, nem de ir à academia;
  • Ler um livro;
  • Ver uns 3 filmes (ah, nem é tanto!)
  • Estudar de verdade;
  • Colocar a matéria do Newton em dia;
  • Delirar mais um pouco na cozinha;
  • Beber mais água;
  • Cria o hábito de tomar café da manhã!!
Então é isso aí. Vem ni mim junho!!

domingo, 29 de maio de 2011

Delírios Culinários - Torta de chocolate e morangos

Sim, eu que fiz essa belezura aí.
Orgulho de mãe deve ser tipo isso que eu senti quando ela ficou pronta. Pena que acabou em cerca de 1 hora depois de servida, mas o fato é: ela existiu!! E fui eu que fiz!!!

Bem, vamos ao processo culinário: eu estava com preguiça de fazer a massa propriamente dita e também com medo de não dar certo, aí fiz aquelas massas de bolo pronta, da marca Wilma que eu gosto mais. Fiz dois bolos, um pra parte de cima e o outro pra parte de baixo. Cortei os morangos, e os que ficaram mais bonitinhos foram separados pra decoração. Os outros eu misturei na calda do recheio, que é tipo um brigadeiro branco, mas usando duas gemas de ovo - sem a pelinha nojenta que fede. Antes de colocar o recheio na parte de baixo, molhei ela com um xarope de morango improvisado, porque não tinha licor - eu fiz tipo um suco de morango, e misturei com bastante açucar e um pouco de água. Depois de espalhar o recheio, coloca a parte de cima do bolo (eu fiz dois bolos pra não precisar cortá-lo ao meio, é mais fácil assim). Bom, a cobertura foi a parte que eu estava com mais medo de dar errado, e foi o que ficou mais bonito. É só bater 200g de manteiga, quando já estiver cremosa acrescentar uma gema de ovo, depois ir adicionando aos poucos açucar de confeiteiro (1 xícara grande). Depois misturar com uma barra de chocolate meio amargo (170g) já derretido. Voilá!!
Aplicar a cobertura, e depois é só decorar com os morangos.

Modéstia a parte, meu bolo/torta ficou ESPETACULAR!!!
Delírio culinário mais delícia do mundo!!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

O que não cabe na despensa

Esse é o tipo de coisa que a gente tem que passar pra frente. E estamos passando.

Coração não é tão simples quanto pensas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Caminho em frente pra sentir saudade

Caramba, já vai fazer três meses que eu voltei do Chile e a saudade ainda me consome de vez em quando.
Me pega desprevinida, nos longos minutos de insônia a noite, em meio ao suor da corrida, do nada assim, de repente.
Vem, bate forte no peito e vai embora deixando as lembranças.
Boas, é claro.

Será que um dia passa?

terça-feira, 17 de maio de 2011

Devaneio

A lua hoje tá linda.



E eu sigo levando.

domingo, 15 de maio de 2011

Delírios Culinários - Angel Food Cake ou o Bolo Nuvem

 Esse bolo é a coisa mais fofa que eu já experimentei. A execução dele foi um pouco tumultuada - claro, devido à minha infeliz insegurança na cozinha - mas acabou saindo direitinho.
Ele é branqinho, branquinho, e super fofo. A receita é do blog La Cucinetta, e está aqui. A calda eu fiz com as 9 gemas de ovo que foram descartadas, e eu fiz uma baba de moça com elas, misturando-as com 3 latas de leite condensado, um vidro e meio de leite de coco, leva ao fogo baixo até dar o ponto. Claro, que com 3 latas de leite condensado sobrou nada mais nada menos que uma vasilha grande de baba de moça, que eu vou usar no meu próximo delírio culinário, yammi!!!

sábado, 7 de maio de 2011

Glicose

Essa semana foi tensa, devido a uma grande possibilidade de eu ter ficado diabética, mas como tudo o que eu penso demais em como lidar não acaba acontecendo (graças a Deus nesse caso), hoje fiz um exame daqueles de furar o dedo e minha glicose estava até baixa. Ainda bem.

Foi uma semaninha dificil. Mas passou, mais uma.

domingo, 1 de maio de 2011

Metas para maio

Abril já passou, agora é hora de fazer maio passar bem depressa. E as metas são:
  • Continuar correndo, e aumentar a distância;
  • Não parar de ir na academia;
  • Emagrecer(!!!);
  • Estudar pelo menos alguma coisa;
  • Acabar de ler Macunaíma;
  • Ler algum livro;
  • Ver pelo menos 3 filmes;
  • Fechar a apostila 1 pelo menos;
  • Ficar mais tranquila, menos nervosa
Bom, veremos o que acontece daqui a um mês.

sábado, 30 de abril de 2011

Balanço do mês

Abril passou meio rápido, meio devegar - depende da perspectiva. Mas passou, ainda bem. Um mês a menos dessa espera incessante. Foi um mês que meu arrependimento começou a pesar muito nas costas, e me fez passar dias e dias com uma cosquinha de tristeza que vinha e ia. Foi mês de muita saudade daqueles dias ''chilenos'', mas foi também mês de sorte, rsrsrs. Consegui voltar a correr, não parei de frequentar a academia, nem as oficinas de redaçào e aulas temáticas. Tirei não uma, mas duas notas boas de redação, acabei o livro do Neruda, li mais ou menos um do Pessoa, e tô quase acabando Macunaíma, acho que essa semana vai. Não estudei nada, mas fiz muitos módulos (durante a aula, mas fiz), tive uma ótima páscoa, assisti mais de três filmes e passei muito tempo atoa, o que pra mim, acho que é bem produtivo, rs. Economizei uns 10 reais, mas o melhor foi meu mini premio da mega sena. O máxi, um dia ainda sai!!!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Deixo tudo assim

Depois de um feriado vem sempre a vontade de prolongar essa falta do que fazer, permanecer no ócio criativo do tédio.
Me escapa uma vontade de largar tudo, a mesma de sempre. Vontade de me jogar no mundo, de andar com minhas perninhas por outros solos, me perder num deserto qualquer, num litoral distante, numa selva de pedras suja. Essa vontade já tá virando clichê por aqui, mas fazer o que? É ela que tira meu sono, que me causa dores de cabeça, que me traz indecisão, impaciência e amarga a boca.
Desculpa.
É que ficar nessa de aquecimento uma vida inteira já tá enchendo o saco.
Pior é passar por tudo igual aquela flor bonita da foto.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Chegando perto

Meu sonho é ganhar na mega sena, essa é a verdade. Hoje eu cheguei um pouco perto, consegui acertar a quadra, uhuull!!
Na próxima eu levo uns milhões pra casa.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Carpinejar

Coisa mais bonita que o Carpinejar trouxe pro meu dia hoje. Ele quase sempre me deixa sem palavras, e hoje não foi diferente. Bonito esse jeito dele de pegar uma coisa tão delicada,um sentimento tão íntimo das pessoas e transformar em crônica-poesia. Acho lindo, e quero compartilhar.

O quase é tão cheio de tudo

Aquele que não foi amado é o que mais ama.

É o menino que nunca beijou, distraído na sala de aula, capaz de descobrir a direção do vento observando os pelos loiros do pescoço da colega.


É a menina que tem uma única dúvida: até quando devo estender a língua em outra boca? Sem pais, sem professores, sem amigos para perguntar uma coisa dessas.

É o jovem de topete, fingindo que não é virgem no recreio, mas que ainda dorme com o travesseiro entre as pernas.

É a jovem ruiva que se excita andando de bicicleta e engolindo vento.

É o velho na janela que somente conheceu putas.

É a velha vizinha dele que gostaria de ter sido puta.

Os tímidos, os feios, os recalcados, os lindos, os arredios, os brabos; fico pensando em quem silencia suas vontades para não incomodar e têm o silêncio cheio de tremores.

Aquele que ama sem ser amado é o que mais ama.

É a secretária louca pelo seu chefe e que passará a vida anotando recados da esposa dele (há o que confessa a verdade pelo ciúme, e o que guarda toda a verdade na inveja).

É o adolescente que pede para o ônibus encher e assim esbarrar na moça de colar de pérola (há o que consegue puxar conversa, há o que espera ser empurrado).

É o professor que teve uma única namorada e desvia o olhar dos casais se abraçando nas praças (há o que levanta a cabeça com orgulho, há o que baixa de tanto que deseja).

É a faxineira que cuida do vestido da patroa, prende no cabide e não se aguenta: coloca a peça sobre os seios rapidamente temendo que alguém entre (há o que exibe seu corpo, há o que se encolhe para receber outro corpo).

É a casada que anseia jantar uma noite fora para usar de novo o par de brincos do casamento. É o homem que não faz barba para esconder as acnes e as marcas da adolescência.

Ai, como dói quem espera amar. Quem dedica uma vida à disciplina da paciência, torcendo para o sexo melhorar o casamento, torcendo para o casamento melhorar o sexo, torcendo para que o marido não fique bêbado ao menos uma vez, torcendo para que a esposa não reclame ao menos uma vez, dormindo e esquecendo a tristeza, acordando e repondo a esperança, aqueles que resistem e talvez envelheçam sem completar seus sonhos, que respeitam as pequenas alegrias porque podem ser as únicas, que não decidiram se diminuem a expectativa para sair da solidão ou aumentam as exigências para justificá-la.

Como eu amo quem se importa em amar, apesar de tudo. Apesar de tudo.
 
O Blog dele vale o click: http://carpinejar.blogspot.com/

A tristeza pra mim

Desde ontem que uma tristeza tem tomado conta do meu espírito. É uma coisa diferente, meio sem motivo, meio cheia de motivos demais. Tristeza daquelas que dá vontade de chorar no meio do ônibus, e na mesa do almoço, e na cozinha com as duas tias, e no meio de uma aula de potencial elétrico. Essa tristeza que vem de dentro, que não pede licença e vai consumindo.

Pra entrar no clima assisti ao video "O que é tristeza pra você?", que me deixa ainda mais melancolica. Mas essa tristeza bem vivida, tristeza curtida de lágrimas, melancolia, música bonita e pensamentos em ordem, ela é boa. Uma tristeza bem vivida faz bem demais, evita que a tristeza ruim venha arrebatando tudo.

Por isso eu to vivendo esse meu momento tristonho, regado a muita coisa bonita e pensamentos.

domingo, 17 de abril de 2011

1984

Qualquer deslize pode custar horas de ligações a semana inteira, pra saber se tá tudo bem, qual o problema, o quê que tá acontecendo aí, se você tá com problemas com a sua mãe, bla, bla blá. Saco.

Tô me sentindo em um romance do George Orwell. Só faltava a televisão Big Brother, mais nada.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Merda de falta de coragem

Tá começando a pesar nas costas.

domingo, 10 de abril de 2011

Pra você correr macio

Eu não gosto de não falar.
Mas não falo. Escuto.
Penso.
Fico horas, minutos, meses, dias, semanas naquele vai e vém de disse não disse, falo, repito, provoco. Será?
O sim o não o talvez.
O talvez sempre vence.
E não larga o osso, fica lá matutando na cabeça pensando se dá ou não, inventando um jeito novo de dar, daqueles que pra dar tem que dar antes muita coisa certo. Mas não dá, e eu fico suspirando na expectativa.
Já disse que me perdi nessa loucura de querer ser normal, né?
Pois é. Perdi também tempo e oportunidades.
Vai ver perdi até dinheiro, mas melhor nem pensar nisso se não o texto perde seu lirismo.

sábado, 9 de abril de 2011

Tarde de sábado

Rim dói, as costas gritam e na nuca a dor clama por um travesseiro.Mas é tarde de prova no prédio com azulejos coloridos que pintam uma descontração organizada, um pouco forçando a barra. Ela queria voltar no tempo, claro, e sempre pensa nisso. Devia tatuar um relógio na mão pra se lembrar que o tempo só anda pra frente em movimento uniformemente acelerado. Ela queria voltar um mês e pouco mais, queria voltar seis meses pra não precisar estar ali. Mas ela acaba voltando é a atenção pro caderno de prova, e recomeça a pensar em como aliar os benefícios e evitar os prejuízos da tecnologia na vida das pessoas.
Quer saber uma coisa que ainda não inventaram? Um relógio tecnológico pra voltar o tempo. Isso seria um dos benefícios que ela enumeraria ali naquela redação de letra caprichada.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

O que é tristeza pra você

Pelo vimeo: http://vimeo.com/17766031

Esse vídeo vale o clique, é simplesmente lindo. Alegrou meu dia de dores insuportáves, por mais paradoxal que seja.

É exatamente a minha definição de tristeza, mas pelas palavras de um artista incrível que traz ainda uma percepção da vida extraordinária. Não morra sem assistir esse vídeo (como diria o sábio Adriano Bitarães).

domingo, 3 de abril de 2011

Her Day Will Come

Tem uma música que diz mais ou menos assim:

''She's got a pretty face, just waiting for a kiss
She's got her own charm but she has never been on the 'hot list'
She's hiding on her bubble gum, looking for real chum
She knows more then anyone that her day will come''


E é tipo assim que acontece.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Abriu o mês de Abril

Quando a coisa começa a ficar feia, eu faço metas. Elas são extremamente eficientes para quando eu estou ansiosa, querendo que o tempo passe o mais rápido possível. É por isso que eu faço metas: para ter no que pensar, e no que me concentrar enquanto não é tempo de concentrar nas coisas que eu quero. Então, aqui estão as metas para Abril:
  • Não parar de frequentar a academia;
  • Voltar a correr;
  • Acabar de ler Confesso que vivi;
  • Ler Macunaíma;
  • Ler algum livro de poesia do Pessoa;
  • Frequentar as aulas temáticas e oficinas de português;
  • Estudar direito e de forma eficiente;
  • Tirar uma nota boa em uma redação;
  • Ter uma páscoa agradável;
  • Assistir uns 3 filmes (pelo menos);
  • Ficar menos tempo atoa, e mais tempo fazendo coisas produtivas;
  • Economizar uns 20 reais, pelo menos. Ou não. Eu que sei...

É isso aí, vamos ver se esse mês passa bem depressa.

**Juro que isso não tem nada a ver com o fato de hoje ser primeiro de abril, juro!!