sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Pra fechar setembro

Tô preferindo levar uma vida errante do que uma vida errada.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Entre o chão e os ares vou

O problema (ou a solução), é que a única coisa que faz sentido pra mim é pintar a parede do quarto de azul turquesa.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Um caminho de barro

As Ensinanças da Dúvida

Tive um chão (mas já faz tempo)
todo feito de certezas
tão duras como lajedos.

Agora (o tempo é que fez)
tenho um caminho de barro
umedecido de dúvidas.

Mas nele (devagar vou)
me cresce funda a certeza
de que vale a pena o amor
Thiago de Mello

É isso aí. Nem sei mais se eu quero mesmo direito, se eu não quero mesmo a medicina, ou se eu quero é outra coisa. Não sei se eu quero a casa do pai, ou se vou continuar na casa da mãe. Não sei se eu quero aventura, se eu quero mansidão. Se eu quero poesia, romance, conto ou piada. Não sei se eu quero aula, estudo, ócio ou fé. Eu só sei de uma coisa: minha parede vai ser azul turquesa.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Antítese

Manoel de Barros - O Livro das Ignorãças

domingo, 25 de setembro de 2011

Catarse

Posso viver de música?

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cadê a Liberdade da Praça?


Há uma semana, eu saí da aula a tarde. Deviam ser umas seis horas da tarde, e a Praça da Liberdade estava toda fechada desde meio dia, para a inauguração de um relógio para a contagem regressiva da Copa do Mundo. Mas junto à inauguração, os professores que estão em greve há mais de 100 dias (no dia completavam 100 dias) fazim um protesto. Passei por aquela manifestação (foi a segunda vez em um mês), e subi a Cristovão Colombo a pé porque os onibus não estavam passando - o trânsito estava um caos. Bom, deixando a conversa de lado, o que eu quero dizer, é que passei por aquela manifestação morrendo de orgulho, cheia de vontade de parar ali e apoiar todos aqueles manifestantes que estavam lutando por uma coisa tão digno, um direito deles.
O fato é, se eu tivesse continuado ali até mais tarde, teria presenciado a cena do vídeo. Tão triste, poderia estar em um filme ou novela sobre o período da ditadura militar.
Vergonha, é o que eu senti.
Vergonha de ter votado em um cadidato que deixa uma greve chegar aos cento e tantos dias, sendo que os professores estão lutando não por uma coisa absurda, mas pelo teto salarial previsto por lei. Vergonha de ter votado em um candidato que ordena à sua PM que abra fogo contra os manifestantes que estão fazendo um protesto pacífico. Isso sem falar na vergonha de morar numa cidade onde fecham o trânsito num dos lugares mais movimentados durante toda uma tarde por causa de um evento que só vai acontecer às 20hrs. Vergonha, muita vergonha.

A Praça da Liberdade, quanta ironia, palco de repressão em pleno século 21.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Medianeras

As produções cinematográficas vindas da terra dos nossos hermanos vêm me surpreendendo nos últimos meses. Assisti aos maravilhosos O Segredo de Seus Olhos e Abutres (ambos com o maravilhoso Ricardo Darín), e na sequência veio Medianeras - Buenos Aires na Era do Amor Virtual. O filme traz uma história bonita que oscila entre uma introspectiva tristeza e um leve humor. Fala sobre a solidão, ela de novo. Mas dessa vez de um jeito não tão saudável, aquele momento da solidão que a gente começa a se perguntar se realmente consegue viver sozinho, e quanto tempo mais tudo isso vai durar. Quem já passou por isso sabe bem como é.
O filme traz ainda uma abordagem arquitetonica (ou a falta dela) na cidade de Buenos Aires.
É lindo.
Fez a semana valer a pena.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

É só um breve desabafo:

  • Tá dando certo a revisão, até agora;
  • Eu acho que já sei o que eu vou fazer da vida;
  • Meus cabelos estão caindo loucamente, tô ficando careca!!;
  • Minha análise tá me ajudando a entender muita coisa do passado, e também tô entendendo que o presente eu já entendo;
  • Tô comendo igual doida esse mes.

domingo, 18 de setembro de 2011

How to be alone

Bem, é isso.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Uma breve declaração à Savassi

Você me encanta cada dia mais. É um prazer andar mais um pouco, só pra te percorrer. Pegar ônibus e passar pela sua avenida principal. Descobrir os nomes das suas ruas, identificar seus cruzamentos, gravar cada quarteirão na cabeça, nas mãos.

Nos últimos tempos sua vida anda meio tumultuada. Ameaças de bomba, velórios ilustres, protestos dignos, eventos não tão dignos, brigas de skinheads menos ainda. E a revitalização? Idéia mais boba, palavra sem sentido. Você, tão cheia de vida. E eles querendo inventar moda.

Gosto de você com ou sem revitalização. Apesar de todos os tapumes e carrinhos de mão. Trânsito deslocado e terra no chão. Te adoro, cada dia mais.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Think less but see it grow

Acontece que faltam seis semanas pro meu vestibular. Sim, aquele que tá aí pra decidir minha vida: o vai ou racha. É o agora ou nunca, a última e única chance que eu to me dando pra começar a viver, que vem depois - ano que vem, quando eu vou (com a graça divina) ter um salário, um trabalho, certa independência, etc etc. Pois então, faltam seis semanas. E é por isso que eu talvez fique um pouco sumida daqui. Ou não, talvez e passe por aqui diariamente, pra despejar o sufoco e extravasar a ansiedade.

O fato é: faltam seis semanas. Na verdade, menos de seis, quase cinco. Depois de amanhã faltam cinco, mas eu prefiro pensar que ainda são seis, pra fazer minha lista de coisas pra primeira semana durar mais. E eu quero fazer isso dar certo, eu quero passar nesse vestibular, e eu quero - e vou - conseguir. Assino aqui meu atestado de resistência, minha declaração de guerra, meu post scripit de persistência. Eu quero. Eu posso. Eu vou.

Então é isso.
Até breve, que pode ser amanhã, dia 23 de outubro ou 6 de janeiro.
Mas essa, é a última vez que eu vou me prometer um bocado de obstinação pra vestibulares. Juro.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Entra as aspas

Tem muita coisa não dita.
Tem muita poesia,
Muita música boa,
Muita palavra bonita,
Muitos desejos bons,
Muitos aprendizados.
Tem muita coisa naquele vazio paradoxal.
E é por isso que é bonito: porque é uma simplicidade
tão cheia de tudo, e é um vazio de tudo,
que é tanto e não cabe no corpo.

 Mas cabe naquele vazio entre aspas.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Diz tudo

''Perceber aquilo que se tem de bom
No viver é um dom, daqui não
Eu vivo a vida na ilusão
Entre o chão e os ares vou
Sonhando em outros ares vou
Fingindo ser o que eu já sou
Fingindo ser o que eu já sou
Mesmo sem me libertar eu vou''

domingo, 4 de setembro de 2011

Maybe Not

A questão é que ela queria ter problemas dela. Não dos outros.
Queria fazer as próprias burradas, cometer erros e encontrar soluções. Queria aprender com as próprias ações. Mas que ações?

sábado, 3 de setembro de 2011

Sobre escolhas, sonhos e coragem.

Hoje eu fiz a minha inscrição pro vestibular.
Estava querendo esperar até o último dia, pra não dar nem tempo de me arrepender, mas senti hoje uma certeza (igual a que já senti tantas outras vezes, diga-se de passagem) que fiz.
Direito noturno.
Sem mais delongas, é isso mesmo.

Em um dos meus devaneios, pensei que uma pessoa me acusava de estar sendo covarde. Desistir de um sonho, só porque quer independência, só porque é dificil e exige muito mais esforço e tempo? Respondi em alto e bom tom, que eu não me achava covarde, pelo contrário: muito corajosa. Tinha desistido de sustentar um sonho que havia criado quanto estava completamente sem perspectiva, miseravel. Eu havia sustentado aquele sonho de menina que não tem nada pelo que esperar da vida, e se agarrou em uma perspectiva falha e tão cheia de ilusões. Agora, eu havia sido corajosa o bastante pra deixar aquele sonho de lado, e encarar meus novos desejos, minhas novas aspirações e possibilidades. Isso pra mim não é covardia. É muito antes, coragem.