dois mil e quatorze foi um ano difícil. foi um ano complexo, longo e cheio.
se eu tivesse que escolher uma palavra pra esse ano seria "erros". muitos erros. mas com os erros vem junto os aprendizados, então talvez uma outra palavra pra esse ano seja "aprendizados". foi um ano que eu caí, caí, caí, tropecei, engatinhei, nem sei se já tô de pé, mas tô querendo estar.
pra 2015 eu não quero grandes planos. quero um ano simples, quero mais tranquilidade e mais sobriedade. quero mais felicidade também, mas não aquela felicidade embriagante (ou embriagada) de antes. quero felicidade simples, que contenta, que tem paz.
e só.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
la vida est non bella
we have to live with our choices and our mistakes.
sometimes, we have to live with other people's mistakes.
and sometimes, other people just don't have to live with our mistakes, so we have to live with other people's choices.
sometimes, we have to live with other people's mistakes.
and sometimes, other people just don't have to live with our mistakes, so we have to live with other people's choices.
domingo, 7 de dezembro de 2014
quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Pneumotórax
o vatapá que ele nunca comeu
o vestido que ela nunca estreou
a encomenda que ele nunca viu
o projeto que nunca acabou
toda uma vida que podia ter sido. e que não tá sendo.
o vestido que ela nunca estreou
a encomenda que ele nunca viu
o projeto que nunca acabou
toda uma vida que podia ter sido. e que não tá sendo.
domingo, 30 de novembro de 2014
terça-feira, 11 de novembro de 2014
a insustentável leveza do ser.
one minute you're in. the other you're out.
e na vida, rodando em volta da piscina, sem poder deixar cair nada dentro, nada fora. não pode cair pra dentro da piscina senão se afoga. não pode parar de rodar. não pode parar. não pode parar. não pode.
sozinha.
sozinha.
sozinha. como sempre foi.
e na vida, rodando em volta da piscina, sem poder deixar cair nada dentro, nada fora. não pode cair pra dentro da piscina senão se afoga. não pode parar de rodar. não pode parar. não pode parar. não pode.
sozinha.
sozinha.
sozinha. como sempre foi.
domingo, 9 de novembro de 2014
Geniris foi
a primeira vez que ouvi a voz da Geniris foi pelo telefone. tinha ligado pra marcar horário, e a secretária dela (que eu não consigo me lembrar o nome por nada) pediu pra deixar o contato que ela retornaria.
retornou e colocou Geniris na linha. nas primeiras palavras eu tomei um susto. Geniris tinha a voz rouca, muito rouca, parecia um homem rouco falando. até pensei que podia ter me confundido na hora e ligado pro lugar errado, mas era ela mesma: Geniris e sua voz semi-etérea.
minha primeira sessão foi num fim de tarde, fiquei duas horas lá. saí já era noite. alguém ligava pra ela, perguntando se era pra buscá-la, quando nos demos pela hora.
Geniris era velhinha, andava com dificuldade. mas tinha a cabeça muito boa. lembro dela falar de sexo comigo, quase me deixando constrangida pela facilidade em falar daquilo. eu, virgem que era, tinha vergonha de falar daquele jeito com uma amiga próxima, ainda mais com uma senhora da idade da minha avó. mas ela falava, falava da vida, falava de sentimentos, falava do mundo, de política, de cinema.
já falamos tanto de filmes. eu sempre quis encontrar com ela no Belas, depois que parei de fazer terapia, pra contar como andava minha vida. esse aliás, foi um sentimento que se fez muito presente nos últimos três anos. sempre imaginei o que ela iria falar se soubesse onde eu estou agora, como eu estou. se soubesse que depois que eu saí do consultório dela em abril de 2012, fiz muitos amigos na faculdade, entrei pra "política", aprendi a falar e a me colocar em público, me diverti muito em diversas situações, arrumei um grande amor e voltei a morar com minha mãe. sempre quis contar tudo isso pra ela, sempre quis ouvir o que ela ia dizer sobre quem eu sou hoje.
há cerca de um mês, eu quase liguei pro consultório dela. voltei pra terapia há algum tempo, e ela esteve entre as minhas possibilidades. sabia que seria alguém que ia aceitar o que eu tenho pra pagar, sabia que era alguém que ia entender esse meu passado e essa minha bagagem que eu trago comigo. quase voltei.
hoje, não sei se por bem ou por mal, não voltei. por bem, porque ela se foi semana passada, então eu acabaria tendo que recomeçar cedo ou tarde. por mal, porque teria dado tempo de contar tudo pra ela, e ouvir o que ela teria pra falar.
mas não tem como mais.
ontem, quando fiquei sabendo que ela tinha falecido, fiquei receosa de dormir. passei a noite toda acordando, mesmo estando ao lado do meu bonito, em quem eu podia me reconfortar. mas tive medo de dormir e sonhar com ela. quando fazia terapia ainda, e até pouco tempo depois de parar, vivia sonhando com Geniris. sempre os sonhos tinham a mesma sensação horrível e sufocante de um vento enorme soprando só abaixo da minha nuca, como se algo ou alguém estivesse entrando voando por ali.
sempre achei Geniris meio bruxa.
esotérica, aquela voz etérea, o consultório escuro, esfumaçado e com cheiro de cigarro black.
as vezes tinha a sensação de que estava saindo do ar, quando ia lá. as vezes, quando ela começava a falar, eu começava a ver as coisas mexendo de um jeito estranho.
Geniris era meio bruxa.
agora ela se foi, tá conhecendo o que vem depois. se é algo fantástico, tenho certeza de que está com os olhos semi-arregalados, achando tudo incrível. se algo sem graça, tenho certeza de que está se conformando com o ceticismo.
eu sei que deixou meu coração apertado.
deixou um pouquinho de medo também.
Geniris se foi.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
chupemos
hoje, voltando pra casa, ouvi o aécio falar sobre educação no debate da globo. não sou muito de conversar no taxi, menos ainda sobre política, mas não me contive: pedi desculpas antecipadas por não saber em quem o tal moço vota, mas disse pra ele que aquilo tudo era uma grande mentira. pra minha surpresa, ele falou que nunca acreditou no psdb e menos ainda no aécio, e tivemos uma boa conversa de alguns minutos da esquina até o troco. fiquei feliz e desejei ter conversado mais desde o início. é bom encontrar gente assim na rua. essa eleição trouxe um ódio nunca antes visto (pelo menos para os meus recentes vinte e dois aninhos), que ando até com medo de andar com meu adesivinho vermelho no peito.
hoje li um texto perguntando pra onde vai todo esse ódio na manhã de segunda feira. quando a ressaca passar e um dos lados tiver que enfrentar a derrota.
eu sei pra onde meu lado vai se ganhar, e fico feliz de ver tanta gente apoiando o PT mesmo sabendo de todas as críticas possíveis e altamente plausíveis ao partido e a o governo.
desejo que não apenas sejam Dilma só até segunda, mas que num quem sabe futuro próximo, quando a esquerda crescer e vier a ocupar lá em cima, que também sejam só luciana/freixo/chico até segunda. que nunca nunca nunca deixem de ser críticos e de cobrar as coisas que, acreditem, também vão faltar.
se perder também, não sei se é a maior tragédia da história. talvez a esquerda se fortaleça. talvez as pautas sejam mais cobradas. não sei... mas acho que o ódio não vai ser ódio. acho que nunca foi, pelo menos pra mim não.
voltando ao psdb e à direita desvairada, aqui estou ouvindo diversos gritos de "chupa Dilma" e "fora PT", e ao mesmo tempo que me entristece ouvir isso, me felicita o fato de que essa não é a realidade de todo o país. eu sei pra onde esse ódio vai na manhã de segunda feira, caso tudo dê certo.
esse ódio vai virar "cada povo tem o governo que merece mesmo" por alguns dias, e logo logo todos voltarão às suas nada duras vidas. a colega do ensino médio vai voltar pra faculdade particular que os pais tem grana pra pagar, a outra moça vai continuar fazendo suas duas viagens internacionais por ano, a família vai continuar almoçando fora e trocando o carro de dois em dois anos. essa mobilização deles não vai durar, esse ódio passa logo.
então, chupemos todos, porque a grande verdade é que nada vai mudar tanto assim e o que eu desejo é que as mudanças pra melhor sejam maiores e as mudanças pra pior menores. mas nada, nada nada nada vai ser perfeito na segunda feira.
hoje li um texto perguntando pra onde vai todo esse ódio na manhã de segunda feira. quando a ressaca passar e um dos lados tiver que enfrentar a derrota.
eu sei pra onde meu lado vai se ganhar, e fico feliz de ver tanta gente apoiando o PT mesmo sabendo de todas as críticas possíveis e altamente plausíveis ao partido e a o governo.
desejo que não apenas sejam Dilma só até segunda, mas que num quem sabe futuro próximo, quando a esquerda crescer e vier a ocupar lá em cima, que também sejam só luciana/freixo/chico até segunda. que nunca nunca nunca deixem de ser críticos e de cobrar as coisas que, acreditem, também vão faltar.
se perder também, não sei se é a maior tragédia da história. talvez a esquerda se fortaleça. talvez as pautas sejam mais cobradas. não sei... mas acho que o ódio não vai ser ódio. acho que nunca foi, pelo menos pra mim não.
voltando ao psdb e à direita desvairada, aqui estou ouvindo diversos gritos de "chupa Dilma" e "fora PT", e ao mesmo tempo que me entristece ouvir isso, me felicita o fato de que essa não é a realidade de todo o país. eu sei pra onde esse ódio vai na manhã de segunda feira, caso tudo dê certo.
esse ódio vai virar "cada povo tem o governo que merece mesmo" por alguns dias, e logo logo todos voltarão às suas nada duras vidas. a colega do ensino médio vai voltar pra faculdade particular que os pais tem grana pra pagar, a outra moça vai continuar fazendo suas duas viagens internacionais por ano, a família vai continuar almoçando fora e trocando o carro de dois em dois anos. essa mobilização deles não vai durar, esse ódio passa logo.
então, chupemos todos, porque a grande verdade é que nada vai mudar tanto assim e o que eu desejo é que as mudanças pra melhor sejam maiores e as mudanças pra pior menores. mas nada, nada nada nada vai ser perfeito na segunda feira.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
furando
o nome disso aqui é tão sintomático.
sintomático é uma palavra que eu coloquei no meu vocabulário tem pouco tempo.
nem foi por causas pessoais, foi por causas "políticas". na faculdade tudo é meio sintomático. a falta de gente em reunião geral, a falta de posicionamento da gestão. a parede gritando. tudo muito sintomático.
mas na verdade acho que tudo na vida é muito sintomático. a gente dificilmente age por livre e espontânea vontade. tudo tem um porquê por trás, tudo tem uma relação familiar complicada, uma falta de estrutura na infância, um aperto de grana. tudo tudo tudo tem porquês.
a gente tá enclausurado nas nossas circunstâncias.
tem que fazer o buraquinho e pensar muito pra sair disso.
e o nome disso aqui, é muito, muito sintomático.
sintomático é uma palavra que eu coloquei no meu vocabulário tem pouco tempo.
nem foi por causas pessoais, foi por causas "políticas". na faculdade tudo é meio sintomático. a falta de gente em reunião geral, a falta de posicionamento da gestão. a parede gritando. tudo muito sintomático.
mas na verdade acho que tudo na vida é muito sintomático. a gente dificilmente age por livre e espontânea vontade. tudo tem um porquê por trás, tudo tem uma relação familiar complicada, uma falta de estrutura na infância, um aperto de grana. tudo tudo tudo tem porquês.
a gente tá enclausurado nas nossas circunstâncias.
tem que fazer o buraquinho e pensar muito pra sair disso.
e o nome disso aqui, é muito, muito sintomático.
domingo, 19 de outubro de 2014
eu só queria amor
eu já falei mil vezes aqui e vou falar de novo. eu gosto do meu aniversário, gosto muito.
sempre gostei.
mas esse ano eu só queria não ter lembrado que era meu aniversário.
pra não ficar com esse nó na garganta.
sempre gostei.
mas esse ano eu só queria não ter lembrado que era meu aniversário.
pra não ficar com esse nó na garganta.
sábado, 6 de setembro de 2014
Geniris
antes de sair da terapia, dra. Geniris me disse que eu não estava pronta ainda pra parar. na época, continuar infelizmente não era uma opção pra mim. eu começava a trabalhar, começava a faculdade, faltava tempo, faltava dinheiro, sobrava vontade de me ver livre da minha avó e o cheiro de cigarro impossibilitava tudo, ainda mais.
mas Geniris estava certa. eu não estava pronta. me lembro perfeitamente de como ela disse que quando eu viesse a me envolver com alguém, que eu não estaria pronta.
demorou preu perceber. demorou pra acontecer.
e quando veio, veio grande. veio forte. tanto o sentimento quanto as dificuldades. desde o início, pra demonstrar o que eu sentia, pra passar pro outro o meu interesse, minhas vontades. o primeiro "eu te amo" foi trágico. sim, trágico. doeu em mim, me assustou, me balançou. não acho que isso acontece com qualquer um. mas, como Geniris disse no dia que eu saí de lá pra nunca mais, eu só tinha aprendido a lidar comigo até então. não sabia ainda lidar com o outro. sempre fui o tipo de pessoa que não se incomoda de estar sozinha. aliás, incomodar incomoda, as vezes. mas a gente se acostuma a ser sozinha. só de vez em quando que vem a falta. ela dói (doía), mas passa (passava). era o que a Geniris falava. Geniris só me acompanhou até quando eu tinha ainda uma amiga na faculdade e um rapaz que me interessava mas que eu via como impossível (que acabou se mostrando impossível, mesmo depois da possibilidade). Geniris não me viu com vários amigos, não me viu atuante na Faculdade. grandes merdas, eu sei. mas eu cresci ali, sim. eu soube lidar com o outro. aprendi isso sozinha, a lidar com os amigos, a lidar com colegas, a lidar com desafetos até. acho que ela ficaria orgulhosa de me ver nessa época.
mas depois aconteceu o que ela previra. que eu ia me envolver com alguém, e que não ia saber lidar com esse tipo de "outro".
e aí passaram mais de 10 meses. tropeços, inúmeros. difícil, muito difícil. muito amor, muito. lágrimas, mil. taí outro problema que a Geniris não resolveu enquanto estive com ela: as lágrimas, incontroláveis e detestáveis, tão incômodas.
mas chegou num momento, que não pode continuar como está. e que 96% da mudança tá nas minhas costas. e eu quero, muito. quero ficar bem, quero ter paz no coração, quero amar sem ter que fazer as pazes 3 vezes por semana. quero que problemas sejam menos constantes e mais tranquilos. quero parar de machucar o outro, quero nunca mais ter que ver o que eu vi ontem. quero parar de perguntar se "cê tá bem" pra saber como, na verdade, nós estamos. quero perguntar só quando for pra saber se ele está bem na vida, no mundo, no um, singular.
volta, 3 vezes pra mim, cada vez que eu machuco o outro. que merda. que merda. que merda. mais uma vez não pode, mais uma vez não dá.
e hoje eu só consegui pensar no que a Geniris me disse naquele dia.
mas Geniris estava certa. eu não estava pronta. me lembro perfeitamente de como ela disse que quando eu viesse a me envolver com alguém, que eu não estaria pronta.
demorou preu perceber. demorou pra acontecer.
e quando veio, veio grande. veio forte. tanto o sentimento quanto as dificuldades. desde o início, pra demonstrar o que eu sentia, pra passar pro outro o meu interesse, minhas vontades. o primeiro "eu te amo" foi trágico. sim, trágico. doeu em mim, me assustou, me balançou. não acho que isso acontece com qualquer um. mas, como Geniris disse no dia que eu saí de lá pra nunca mais, eu só tinha aprendido a lidar comigo até então. não sabia ainda lidar com o outro. sempre fui o tipo de pessoa que não se incomoda de estar sozinha. aliás, incomodar incomoda, as vezes. mas a gente se acostuma a ser sozinha. só de vez em quando que vem a falta. ela dói (doía), mas passa (passava). era o que a Geniris falava. Geniris só me acompanhou até quando eu tinha ainda uma amiga na faculdade e um rapaz que me interessava mas que eu via como impossível (que acabou se mostrando impossível, mesmo depois da possibilidade). Geniris não me viu com vários amigos, não me viu atuante na Faculdade. grandes merdas, eu sei. mas eu cresci ali, sim. eu soube lidar com o outro. aprendi isso sozinha, a lidar com os amigos, a lidar com colegas, a lidar com desafetos até. acho que ela ficaria orgulhosa de me ver nessa época.
mas depois aconteceu o que ela previra. que eu ia me envolver com alguém, e que não ia saber lidar com esse tipo de "outro".
e aí passaram mais de 10 meses. tropeços, inúmeros. difícil, muito difícil. muito amor, muito. lágrimas, mil. taí outro problema que a Geniris não resolveu enquanto estive com ela: as lágrimas, incontroláveis e detestáveis, tão incômodas.
mas chegou num momento, que não pode continuar como está. e que 96% da mudança tá nas minhas costas. e eu quero, muito. quero ficar bem, quero ter paz no coração, quero amar sem ter que fazer as pazes 3 vezes por semana. quero que problemas sejam menos constantes e mais tranquilos. quero parar de machucar o outro, quero nunca mais ter que ver o que eu vi ontem. quero parar de perguntar se "cê tá bem" pra saber como, na verdade, nós estamos. quero perguntar só quando for pra saber se ele está bem na vida, no mundo, no um, singular.
volta, 3 vezes pra mim, cada vez que eu machuco o outro. que merda. que merda. que merda. mais uma vez não pode, mais uma vez não dá.
e hoje eu só consegui pensar no que a Geniris me disse naquele dia.
domingo, 13 de julho de 2014
monotemática
amor vem, invade a vida. parece ser assim.
de repente me vejo monotemática.
mas tem a copa, que passou e foi boa e encheu meu coração de alegria futebolística de novo, como há 4 anos atrás, mas dessa vez com a Alemanha campeã.
e tem a manifestação, que na verdade #nãotevemanifestação. e teve abuso, e nada de bom da copa anula isso.
e tem meu pequeno que tá cada dia mais grande e inteligente e crítico e só me mostra o tanto que eu tô ficando velha e careta.
e tem o trabalho novo, que é bom e interessante e foi uma oportunidade quase rara, daquele jeito que minha vida gosta de vai e volta e vai definitivo.
e tem o velho que me deixou preocupada.
e tem a velha, que eu aprendo dia mais dia a conviver.
e tem os amigos que a gente encontra e é sempre bom.
e tem a corrida que tá sendo bem feita apesar da dor no joelho.
e, quer saber? não é que minha vida tá monotemática não.
é que o amor é grande mesmo, e eu gosto de falar dele. só isso.
de repente me vejo monotemática.
mas tem a copa, que passou e foi boa e encheu meu coração de alegria futebolística de novo, como há 4 anos atrás, mas dessa vez com a Alemanha campeã.
e tem a manifestação, que na verdade #nãotevemanifestação. e teve abuso, e nada de bom da copa anula isso.
e tem meu pequeno que tá cada dia mais grande e inteligente e crítico e só me mostra o tanto que eu tô ficando velha e careta.
e tem o trabalho novo, que é bom e interessante e foi uma oportunidade quase rara, daquele jeito que minha vida gosta de vai e volta e vai definitivo.
e tem o velho que me deixou preocupada.
e tem a velha, que eu aprendo dia mais dia a conviver.
e tem os amigos que a gente encontra e é sempre bom.
e tem a corrida que tá sendo bem feita apesar da dor no joelho.
e, quer saber? não é que minha vida tá monotemática não.
é que o amor é grande mesmo, e eu gosto de falar dele. só isso.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
dos nove
uma criança nasce depois de nove meses de gestação.
semana passada, em meio a uma conversa com a tfm, me dei conta de que estávamos completando nove meses.
e eu sempre conto do início, porque acho que foi lá que tudo começou mesmo. a coisa que era vontade virou realidade, e começou a ser gestada. tivemos a fase da incerteza, das dúvidas, do deixa rolar (que não deixa de ser uma fase boa, gostosa, leve). aí foi continuando, virou certeza e concreto.
minha prima teve uma filha, dias antes de completarmos nove meses. uma criança é gestada ao longo de nove meses. tem o início, com expectativas, incertezas, dúvidas. e aí a coisa vai continuando, vira certeza e concreta, até o dia que a criança nasce pro mundo. ela vive.
há alguns dias as coisas não estão lá muito boas. algumas semanas, a gente pode dizer. na minha cabeça eu torço para os seis meses que fazem o cabo das tormentas virar a boa esperança serem na verdade os nove meses. torço pra chegar a hora de acabar de gerar essa relação. dela nascer, pro mundo.
semana passada, em meio a uma conversa com a tfm, me dei conta de que estávamos completando nove meses.
e eu sempre conto do início, porque acho que foi lá que tudo começou mesmo. a coisa que era vontade virou realidade, e começou a ser gestada. tivemos a fase da incerteza, das dúvidas, do deixa rolar (que não deixa de ser uma fase boa, gostosa, leve). aí foi continuando, virou certeza e concreto.
minha prima teve uma filha, dias antes de completarmos nove meses. uma criança é gestada ao longo de nove meses. tem o início, com expectativas, incertezas, dúvidas. e aí a coisa vai continuando, vira certeza e concreta, até o dia que a criança nasce pro mundo. ela vive.
há alguns dias as coisas não estão lá muito boas. algumas semanas, a gente pode dizer. na minha cabeça eu torço para os seis meses que fazem o cabo das tormentas virar a boa esperança serem na verdade os nove meses. torço pra chegar a hora de acabar de gerar essa relação. dela nascer, pro mundo.
domingo, 15 de junho de 2014
Right in this moment this order's tall
quando Bon Iver toca repetidamente por aqui, é sinal de que tem chuva.
e tá tocando.
e tá tocando.
domingo, 1 de junho de 2014
vida mais real
ao longo da vida eu aprendi a me preservar. desde menina, pouco se sabia sobre a minha vida. nunca fui a pessoa que levava os amigos pra casa, só alguns poucos e bons. não era a pessoa que contava das minhas aventuras pseudo-amorosas, só para alguns poucos e bons. não falava da separação dos pais, nem de como vivi num quarto com os outros 3, nem de como a família desmoronou depois da derradeira separação. quando a mãe passou dos limites, perdi um pouco o pudor. mas só para alguns poucos e bons. isso chama preservação. aprendi na vida que se me abrisse demais, hora ou outra ia acabar me machucando. e tem outra, quem pouco vive tem pouco a dizer, e as pessoas esperam tanto da gente, sabe? o bom foi que acabei empatando quando mais velha, e tive histórias para contar. até essas histórias antigas, que antes eram constrangimento, acabaram se tornando histórias menos difíceis de falar.
mas fato é: é fácil e menos desconfortável viver assim, sem ter que falar muito, fugindo do assunto quando necessário. e por mais que se amadureça um pouco, isso ficou. mas aí chega um dia que, com sorte, você vai ter um alguém do seu lado. e aí vai acontecer de você não ser sincera com esse alguém. só que não vai ser igual com o resto do mundo, que você diz que não é nada, e muda de assunto, e ali mesmo acaba. esse alguém vai te conhecer minimamente e com um pouquinho de sensibilidade vai entender que não "não é nada". e aí de repente você se vê sendo pouco sincera com quem merece toda a sua verdade. e aí, pior ainda, você se vê machucando alguém que você ama, e isso dói mais que o desconforto de ter que falar a verdade. volta pra você, vezes três.
sexta-feira, 23 de maio de 2014
lambança
se amor coubesse no peito não chamaria amor.
amor bom é amor que derrama na vida, invade as palavras, tira os olhos do que é sério.
amor bom é amor assim.
falta ar. sobra vida.
amor bom é amor que derrama na vida, invade as palavras, tira os olhos do que é sério.
amor bom é amor assim.
falta ar. sobra vida.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
7
poderia dizer que foram os melhores sete meses da minha vida, ininterruptos.
talvez os sete meses de mais alegrias acumuladas, de mais momentos de felicidade. os sete de maiores aprendizados, de maior crescimento. de maiores inseguranças, também. mas de maior coragem.
e, com certeza, os sete de maior amor.
terça-feira, 13 de maio de 2014
segunda-feira, 5 de maio de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
a casa do sofrer
aquela velha sensação de não conseguir levantar da cama. de não querer descer do ônibus quando chega o ponto. de querer ser engolida pelo sofá.
bobagem achar que aos vinte e poucos já se viveu toda a tristeza de uma vida. bobagem achar que sofrimento fica pra traz quando se tem uma grande felicidade no peito. infelizmente a vida é maior que um amor, e de vez em quando dá umas rasteiras.
mas como diz o Gil, no fundo o problema é só da gente. é só o coração dizer não quando a mente tenta nos levar pra casa do sofrer. reagir e ouvir o coração responder: "eu preciso aprender a só ser".
bobagem achar que aos vinte e poucos já se viveu toda a tristeza de uma vida. bobagem achar que sofrimento fica pra traz quando se tem uma grande felicidade no peito. infelizmente a vida é maior que um amor, e de vez em quando dá umas rasteiras.
mas como diz o Gil, no fundo o problema é só da gente. é só o coração dizer não quando a mente tenta nos levar pra casa do sofrer. reagir e ouvir o coração responder: "eu preciso aprender a só ser".
quarta-feira, 16 de abril de 2014
desenrolo
outro dia eu dei a entender que amor e paixão não podem andar juntos. que um é o início do outro no fim de si mesmo.que bobagem.
eu nem sei dizer onde fica a linha de divide os dois, ou se é que ela existe, ou ainda, se é que são coisas diferentes.
e essa coisa de colocar um como maior e mais importante que outro é apenas uma grande bobagem.
apaixo que tudo.
eu tô amando.
eu nem sei dizer onde fica a linha de divide os dois, ou se é que ela existe, ou ainda, se é que são coisas diferentes.
e essa coisa de colocar um como maior e mais importante que outro é apenas uma grande bobagem.
apaixo que tudo.
eu tô amando.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
desconhecido 2.0
eu queria entender de mente humana.
entender o que faz cada sentimento acontecer, o que muda da noite pro dia, de uma palavra pra outra, de um sim para um não.
mas isso é vida. o não saber.
e o tentar entender.
entender o que faz cada sentimento acontecer, o que muda da noite pro dia, de uma palavra pra outra, de um sim para um não.
mas isso é vida. o não saber.
e o tentar entender.
quinta-feira, 27 de março de 2014
do direito que tá todo errado
há alguns meses eu resolvi dar uma chance pro meu curso. resolvi me dar uma chance no meu curso.
e tem funcionado. não sei se já é aquele ponto da vida que a gente se vende pro sistema, mas tenho gostado de tentar gostar de algumas coisas.
acontece que ao mesmo tempo que eu tô tentando me dar uma chance no meu curso, parece que a minha Faculdade está tentando me dar uma rasteira. me mostra o tempo todo o tanto que o Direito é falho e vulnerável. e quem me ensina isso são os próprios professores, quando avacalham a vida da aluna que sofreu (sim) uma violência por conta de uma atitude imbecil de um rapaz imbecil, quando avacalham um concurso porque querem passar um candidato X, quando mudam as regras do jogo de uma seleção de monitoria pra poder resolver seus problemas. o direito é tão relativo quando a gente quer. aliás, quando quem tem poder quer.
e isso é uma merda.
e tem funcionado. não sei se já é aquele ponto da vida que a gente se vende pro sistema, mas tenho gostado de tentar gostar de algumas coisas.
acontece que ao mesmo tempo que eu tô tentando me dar uma chance no meu curso, parece que a minha Faculdade está tentando me dar uma rasteira. me mostra o tempo todo o tanto que o Direito é falho e vulnerável. e quem me ensina isso são os próprios professores, quando avacalham a vida da aluna que sofreu (sim) uma violência por conta de uma atitude imbecil de um rapaz imbecil, quando avacalham um concurso porque querem passar um candidato X, quando mudam as regras do jogo de uma seleção de monitoria pra poder resolver seus problemas. o direito é tão relativo quando a gente quer. aliás, quando quem tem poder quer.
e isso é uma merda.
quinta-feira, 20 de março de 2014
um dois três
eu te amo é uma das coisas mais difíceis de se dizer, na minha opinião.
vez ou outra ainda me sai com a voz trêmula e baixa, apesar de todas as certezas que eu desfilo no meu coração. não é um tremor de incerteza. é um tremor de incapacidade e pequenez diante do tanto que querem dizer, essas três palavras. diante do tanto que elas são pra dentro.
vez ou outra ainda me sai com a voz trêmula e baixa, apesar de todas as certezas que eu desfilo no meu coração. não é um tremor de incerteza. é um tremor de incapacidade e pequenez diante do tanto que querem dizer, essas três palavras. diante do tanto que elas são pra dentro.
quarta-feira, 5 de março de 2014
todo carnaval tem seu fim
esse foi o primeiro carnaval da vida que o amor esteve presente para além da catarse tilelê-neo-hippie. primeira vez que não foi só o sentimento coletivo, os confetes, serpentinas e estrelinhas douradas, o barulho do tambor e a alegria embriagante (ou seria a embriaguez alegre?) que trouxeram o sorriso no rosto. tinha um sentimento me fazendo feliz que era só meu. que não ultrapassava o limite de duas pessoas. debaixo de um guarda-chuva em plena Afonso Pena, ou no sol escaldante da Praça da Estação.
amor, nesse carnaval, foi mais. muito mais.
e o carnaval tem fim, mas todo o resto continua.
amor, nesse carnaval, foi mais. muito mais.
e o carnaval tem fim, mas todo o resto continua.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
dos quatro e do tudo
apesar de não parecer, eu sempre fui bastante romântica. já me perdia em paixões platônicas desde pequena, e com o tempo fui descobrindo que isso não era bom pra cabeça. acabei me perdendo na ideia do amor. idealizava sempre um possível amor, que nunca chegou a acontecer. isso de amor idealizado não existe.
há quatro meses surgiu na minha vida uma pessoa que há algum tempo eu já reparava, nunca de forma idealizada. só de longe, uma possibilidade remota que acabou virando realidade. e desde então que eu venho desconstruindo cada ideia de amor que já passou algum dia pela minha cabeça.
isso de amor romântico não existe.
existe é relação humana. é você descobrir que o outro é exatamente igual a você, com todos os defeitos possíveis, e qualidades também. é descobrir que o outro também vive no mesmo mundo que você, também vê as mesmas coisas que você, sejam elas belas paisagens ou bundas bonitas. é descobrir que para além de você, o outro também tem uma vida muito maior, assim como a sua.
amor que existe, amor que é real, é esse de aceitar o outro, ainda que com dificuldade, com toda a sua bagagem. é aceitar a vida do outro que você desconhece, é aceitar os defeitos do outro (conhecidos ou não), é aceitar.
eu e minha vida estamos sendo remexidos há quatro meses.
todas as minhas inseguranças expostas, todos os meus defeitos apontados. desde as imperfeições estéticas até o pavor de dançar em público. minhas fraquezas, meus medos, meu ciume (que não deixa de ter a ver com as minhas inseguranças), meus dramas pessoais. minha dificuldade em lidar com o outro, meu problema em falar as coisas. tudo. tudo, tudo, tudo.
amor também é isso.
é ser revelado para o outro.
há quatro meses que eu tenho alguém com quem conversar quando preciso ou quero. ainda que não recorra sempre a esse alguém, eu tenho. alguém pra dar bom dia, alguém pra contar da chuva, pra falar nada. amor também é isso. amor também é a parte boa, e é isso que faz tudo valer a pena. é o olhar que se saca do outro lado da sala, é a mensagem que te faz sorrir. é o beijo tímido no corredor, é o abraço apertado, é o prazer na cama.
tudo isso se torna um tanto quanto suspeito pela possibilidade de ser lido, mas a verdade é essa.
há quatro meses que me colocaram pra rever meus conceitos de amor, e há quatro meses que eu os reconstruo, nem sempre da forma que imaginava, mas ainda assim feliz.
porque é real.
há quatro meses surgiu na minha vida uma pessoa que há algum tempo eu já reparava, nunca de forma idealizada. só de longe, uma possibilidade remota que acabou virando realidade. e desde então que eu venho desconstruindo cada ideia de amor que já passou algum dia pela minha cabeça.
isso de amor romântico não existe.
existe é relação humana. é você descobrir que o outro é exatamente igual a você, com todos os defeitos possíveis, e qualidades também. é descobrir que o outro também vive no mesmo mundo que você, também vê as mesmas coisas que você, sejam elas belas paisagens ou bundas bonitas. é descobrir que para além de você, o outro também tem uma vida muito maior, assim como a sua.
amor que existe, amor que é real, é esse de aceitar o outro, ainda que com dificuldade, com toda a sua bagagem. é aceitar a vida do outro que você desconhece, é aceitar os defeitos do outro (conhecidos ou não), é aceitar.
eu e minha vida estamos sendo remexidos há quatro meses.
todas as minhas inseguranças expostas, todos os meus defeitos apontados. desde as imperfeições estéticas até o pavor de dançar em público. minhas fraquezas, meus medos, meu ciume (que não deixa de ter a ver com as minhas inseguranças), meus dramas pessoais. minha dificuldade em lidar com o outro, meu problema em falar as coisas. tudo. tudo, tudo, tudo.
amor também é isso.
é ser revelado para o outro.
há quatro meses que eu tenho alguém com quem conversar quando preciso ou quero. ainda que não recorra sempre a esse alguém, eu tenho. alguém pra dar bom dia, alguém pra contar da chuva, pra falar nada. amor também é isso. amor também é a parte boa, e é isso que faz tudo valer a pena. é o olhar que se saca do outro lado da sala, é a mensagem que te faz sorrir. é o beijo tímido no corredor, é o abraço apertado, é o prazer na cama.
tudo isso se torna um tanto quanto suspeito pela possibilidade de ser lido, mas a verdade é essa.
há quatro meses que me colocaram pra rever meus conceitos de amor, e há quatro meses que eu os reconstruo, nem sempre da forma que imaginava, mas ainda assim feliz.
porque é real.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
sobre a flauta salgada e do que não cabe no peito
no ônibus, uma ou outra lembrança me fizeram parar pra pensar no tanto que a coisa é grande e parece que transborda, tem hora.
de lembrar de cada expressão, do jeito de falar, do jeito de me chamar e do olhar peculiar de cada momento. aquela coisa, do sorriso da nossa dinâmica, sabe como? não o sorriso dos outros.
é muito, é grande, é bom.
domingo, 2 de fevereiro de 2014
constatação sobre o desconhecido
quando uma pessoa entra pra sua vida para além do banal, vem junto toda uma vida.
todas as vivências, felicidades, amores, tragédias pessoais. é preciso muita sabedoria para aceitar toda essa carga pessoal, ignorando-a por completo. tudo que a gente passa na vida nos faz, nos transforma. tudo nos acompanha. e quando uma pessoa entra para a nossa vida, leva tempo até conhecer esta carga pessoal. aliás, ela nunca é completamente conhecida já que só quem vive que sabe. então somos completos ignorantes em relação ao outro, e temos ainda assim que conviver com tudo isso que desconhecemos.
todas as vivências, felicidades, amores, tragédias pessoais. é preciso muita sabedoria para aceitar toda essa carga pessoal, ignorando-a por completo. tudo que a gente passa na vida nos faz, nos transforma. tudo nos acompanha. e quando uma pessoa entra para a nossa vida, leva tempo até conhecer esta carga pessoal. aliás, ela nunca é completamente conhecida já que só quem vive que sabe. então somos completos ignorantes em relação ao outro, e temos ainda assim que conviver com tudo isso que desconhecemos.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
do limbo que acabou
o limbo já não é mais limbo, é certeza.
certeza de amor e de coragem.
de querer ter coragem, mesmo quando os pés vacilam.
e ainda que querer não seja poder, nesse caso ela sabe que pode.
é capaz.
certeza de amor e de coragem.
de querer ter coragem, mesmo quando os pés vacilam.
e ainda que querer não seja poder, nesse caso ela sabe que pode.
é capaz.
domingo, 5 de janeiro de 2014
o plano de fuga
ela sempre fugira. de tudo e de todos, como disse um dia a ele.
foi outro amigo que fez a constatação na mesa do bar.
sábado de sol, céu bonito e calor. um dia maravilhoso, foi o que ela lhe disse por mensagem. maravilhoso era o céu, o clima, a luz. ela se sentia um lixo. os olhos inchados lhe entregaram para a amiga na praça, e nem foram necessários pra lhe entregar pro amigo do bar na esquina.
ele constatou que ela fugia sempre. nunca deixava ninguém se aproximar, havia sido assim com ele, com o amigo dele, e com tantos outros ao longo daquela vida. ela concordou. porém aquilo que estava vivendo era novo, saia do seu controle.
na noite anterior ela havia lhe dito que o amava. em meio ao êxtase, no quarto escuro, pediu que não se assustasse e soltou a frase, aquela que nunca havia tido a coragem de dizer a ninguém, que não amigos em momentos alcoolicamente felizes. nunca havia dito aquilo, com aquele significado, com aquele sentimento. a ninguém.
ele lhe pediu paciência. ela sabia que era necessário. ela sabia que ele precisava. e se arrependeu tremendamente das palavras. sabia que não era a hora, sabia que não estavam preparados. nem ele e, principalmente, nem ela. era demais. sentiu imediatamente o peso de suas palavras, chorou como sempre e não conseguiu disfarçar. o quarto escuro que antes fora um refugio de repente tornou-se uma grande vitrine dos seus sentimentos.
terminaram a noite bem, juntos. porém o dia seguinte chegou e os olhos inchados mostravam tudo. era demais pra ela. passou o dia entre lágrimas e pensamentos. levantou-se apenas para levar a afilhada à praça, e foi lá que resolveu mandar a mensagem pro amigo em busca de uma cerveja.
foi na esquina que o amigo então lhe descreveu tudo o que ela sentia. não precisou ouvir muito da história. bastou saber que era "problema de amor". problema de amor demais. constatou a história da distância, e que o outro havia superado essa distância. que ele lhe causava sentimentos que nunca antes havia experimentado. e que isso assustava. e as vezes parecia demais para ela.
e lhe avisou: se o seu medo é se machucar, saiba que você vai se machucar muito. mas que vai valer a pena. que cada momento em que ele estiver ao seu lado e que ela sentir que tudo é o bastante, que o tudo lhe é suficiente, que nada lhe falta naquele momento, que isso ia fazer tudo valer a pena.
quando as lágrimas já haviam secado ela então recebeu uma mensagem dele. palavras doces, que lhe trouxeram mais uma vez aos olhos o choro, dessa vez de felicidade. não cabia. era demais.
e continuou assim o dia seguinte inteiro. os olhos inchados, já secos e ardentes.
o choro no sofá, o choro na cama, o choro na piscina, o choro no banho, o choro no computador molhando essas palavras.
foi outro amigo que fez a constatação na mesa do bar.
sábado de sol, céu bonito e calor. um dia maravilhoso, foi o que ela lhe disse por mensagem. maravilhoso era o céu, o clima, a luz. ela se sentia um lixo. os olhos inchados lhe entregaram para a amiga na praça, e nem foram necessários pra lhe entregar pro amigo do bar na esquina.
ele constatou que ela fugia sempre. nunca deixava ninguém se aproximar, havia sido assim com ele, com o amigo dele, e com tantos outros ao longo daquela vida. ela concordou. porém aquilo que estava vivendo era novo, saia do seu controle.
na noite anterior ela havia lhe dito que o amava. em meio ao êxtase, no quarto escuro, pediu que não se assustasse e soltou a frase, aquela que nunca havia tido a coragem de dizer a ninguém, que não amigos em momentos alcoolicamente felizes. nunca havia dito aquilo, com aquele significado, com aquele sentimento. a ninguém.
ele lhe pediu paciência. ela sabia que era necessário. ela sabia que ele precisava. e se arrependeu tremendamente das palavras. sabia que não era a hora, sabia que não estavam preparados. nem ele e, principalmente, nem ela. era demais. sentiu imediatamente o peso de suas palavras, chorou como sempre e não conseguiu disfarçar. o quarto escuro que antes fora um refugio de repente tornou-se uma grande vitrine dos seus sentimentos.
terminaram a noite bem, juntos. porém o dia seguinte chegou e os olhos inchados mostravam tudo. era demais pra ela. passou o dia entre lágrimas e pensamentos. levantou-se apenas para levar a afilhada à praça, e foi lá que resolveu mandar a mensagem pro amigo em busca de uma cerveja.
foi na esquina que o amigo então lhe descreveu tudo o que ela sentia. não precisou ouvir muito da história. bastou saber que era "problema de amor". problema de amor demais. constatou a história da distância, e que o outro havia superado essa distância. que ele lhe causava sentimentos que nunca antes havia experimentado. e que isso assustava. e as vezes parecia demais para ela.
e lhe avisou: se o seu medo é se machucar, saiba que você vai se machucar muito. mas que vai valer a pena. que cada momento em que ele estiver ao seu lado e que ela sentir que tudo é o bastante, que o tudo lhe é suficiente, que nada lhe falta naquele momento, que isso ia fazer tudo valer a pena.
quando as lágrimas já haviam secado ela então recebeu uma mensagem dele. palavras doces, que lhe trouxeram mais uma vez aos olhos o choro, dessa vez de felicidade. não cabia. era demais.
e continuou assim o dia seguinte inteiro. os olhos inchados, já secos e ardentes.
o choro no sofá, o choro na cama, o choro na piscina, o choro no banho, o choro no computador molhando essas palavras.
2mil&catarse
se 2013 foi 2mil&treta, pra 2014 eu desejo mais catarses.
desejo mais amor, que já bate na porta e na aorta.
desejo felicidade e acima de tudo desejo paz.
um ano feliz.
desejo mais amor, que já bate na porta e na aorta.
desejo felicidade e acima de tudo desejo paz.
um ano feliz.
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