cada dia menos...
cada dia mais...
mais dia, menos dia, tudo se acomoda.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
domingo, 25 de janeiro de 2015
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
compositor de destinos
a única certeza que eu tenho agora é a de que o tempo vai passar.
mais dia, menos dia, já vai ser logo mais. e aí o que pode acontecer?
pode ser que ele ligue, que eles se encontrem, que a gente se abrace e resolva que dali pra frente o cuidado vai estar em primeiro lugar. não que tenha faltado cuidado propositalmente, mas faltou. e aí vamos nos prometer que o amor é maior, que as feridas vão ser cicatrizadas, que a gente vai se curar, e vai ficar junto, cuidar um do outro, fazer o que puder pra ser melhor, e que não vamos cometer os mesmos erros e pode ser que tudo acabe bem e que um ano dali em diante estejamos ainda juntos, felizes, cúmplices de um amor paciente e em paz.
mas pode ser também que a foto saia da mesa, que as cartas diárias deixem de ser escritas. que as checagens de visualizações acabem, que as mensagens restem escassas. que outros assuntos tomem conta da cabeça, que outras pessoas se tornem constantes na vida. que as músicas felizes sejam mais tocadas, que as lágrimas não sejam monotemáticas. que a vida vá voltando aos poucos pra como era, mas sem deixar pra trás a bagagem que vem junto. que as aulas voltem, que se ver no corredor deixe de ser uma dor, e que as coisas vão ficando no passado.
o tempo passar é a única certeza. a vontade é uma só, mas ela não é certeza. certeza é o tempo.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
sushi
e é a dor e a dor e é a dor e a dor, e é a dor e a dor e é a dor.
e eu me pergunto se o que existe de amor não é suficiente. se duas pessoas que se arrependem tanto não são capazes de fazer certo daqui pra frente. não tem como pegar o que existe de tão grandioso que é o amor, e isso ser o bastante? o amor não apaga as feridas, mas se a gente se arrepende tanto, e tem tanta certeza de que queria ter feito diferente, não é o bastante pra acreditarmos na gente?
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
clichê
hoje a dor foi tamanha que nem o clichê foi clichê.
dizer que esqueceu o coração na casa dele não foi nada além da verdade.
a vontade era de que todos os sinais estivessem fechados, que por uma força sobrenatural tivessem que pegar estrada, e que por ali ficassem, até que o tempo passasse o bastante pra não haver mais dúvidas. porque quando o carro parasse, o fim se anunciaria, triste e cruel. esse fim que, como o outro, não é um "até breve", mais para um "até quando?".
até quando vai doer a falta no peito, fazendo o coração bater diferente?
até quando vai perder o apetite e o sono?
até quando vai ser o assunto monocromático da cabeça?
até quando vai ser o motivo para abrir as mensagens?
até quando a foto vai ficar na mesa?
até quando vai ter esperança, e até quando vai ser incerteza?
dizer que esqueceu o coração na casa dele não foi nada além da verdade.
a vontade era de que todos os sinais estivessem fechados, que por uma força sobrenatural tivessem que pegar estrada, e que por ali ficassem, até que o tempo passasse o bastante pra não haver mais dúvidas. porque quando o carro parasse, o fim se anunciaria, triste e cruel. esse fim que, como o outro, não é um "até breve", mais para um "até quando?".
até quando vai doer a falta no peito, fazendo o coração bater diferente?
até quando vai perder o apetite e o sono?
até quando vai ser o assunto monocromático da cabeça?
até quando vai ser o motivo para abrir as mensagens?
até quando a foto vai ficar na mesa?
até quando vai ter esperança, e até quando vai ser incerteza?
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
arritmia
há alguns dias meu coração não tá batendo normal. e não é força de expressão nem nada do tipo, é a mais pura verdade: bate num descompasso, basta eu acordar e lembrar que a vida não é exatamente aquela do sonho, que aperta e começa a bater como se faltasse uma coisa, que faz o ritmo mudar.
meu avô um dia disse que a gente só pode e deve estar com alguém, quando isso nos faz ser mais feliz que se estivesse sozinho. essa conclusão tão lógica me parece muito distante. e eu sei que é cedo pra pensar em ser infeliz pra sempre, mas sei também que muita coisa tá fazendo muita falta, e que essa falta tá doendo muito, principalmente por saber que, a infelicidade não estava tanto no outro, muito antes em mim. e que os motivos da infelicidade não eram outros que não aqueles em que reconheci erros há um mês atrás, mas que simplesmente não fui capaz de colocar em prática as mudanças. e eu me pergunto, se não foi muito cedo que tomamos uma decisão tão drástica. se não demos tempo suficiente pras mudanças aconteceram. se daqui a um, dois meses, as coisas não vão estar do jeito como deveriam ser, e como queríamos que fossem.
e aí eu me lembro: tem outra pessoa na relação. tem uma outra pessoa que tá sofrendo tanto quanto eu, sem tanta responsabilidade, talvez muito mais vítima que eu. e esse outro alguém, logo vai estar de pé de novo, e vai conseguir ser mais feliz sozinho (ou em outra companhia) do que eu podia lhe fazer feliz.
e eu sei que nada é impossível, que eu também posso conseguir ser feliz de novo. mas será? eu passei tanto tempo da minha vida sendo infeliz sozinha, apenas sabendo lidar com a minha solidão de uma forma bem resolvida, e eu me pergunto: será? ele eu sei que consegue. e eu?
e eu sei que não é justo pedir mais uma vez, pedir mais uma chance. mas me pego vez ou outra pensando nisso, pensando em grandes loucuras, em pedir mais uma chance. se não agora, daqui a pouco. mas aí, de novo, eu lembro: a vida dele não vai parar. e ele é uma pessoa tão especial que logo logo alguém novo entra, e fica. porque não ficar é a maior loucura que uma pessoa pode fazer.
eu fui incapaz.
e meu peito tá doendo. insuportavelmente.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
despida
pior que perder o amor é quando o amor era o melhor amigo.
eu sei que eu não era a melhor amiga. eu sei que haviam outros melhores amigos. mas pra mim, sempre foi o melhor amigo, o amigo pra quem eu contava as coisas todas, sem vergonha de parecer ridícula por gostar de uma série boba. era pra quem eu falava das minhas maiores inseguranças, era na frente de quem eu despia minha alma, tocava em feridas, tirava sangue.
só que o sangue que eu tirava secava rapidinho, porque tinha quem me segurasse.
agora não.
eu sei que eu não era a melhor amiga. eu sei que haviam outros melhores amigos. mas pra mim, sempre foi o melhor amigo, o amigo pra quem eu contava as coisas todas, sem vergonha de parecer ridícula por gostar de uma série boba. era pra quem eu falava das minhas maiores inseguranças, era na frente de quem eu despia minha alma, tocava em feridas, tirava sangue.
só que o sangue que eu tirava secava rapidinho, porque tinha quem me segurasse.
agora não.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
das palavras que não foram ditas
você foi a melhor coisa que me aconteceu em muito tempo. vai ver até em uma vida toda.
você é a pessoa que eu mais amei.
você me mudou de formas que eu não imaginava que eram possíveis.
eu nunca fui tão sincera e honesta quanto fui com você.
eu nunca tive tanta vontade de ser melhor quanto eu tive com você. eu ainda sinto vontade de ser melhor, eu ainda me pego em pensamentos traiçoeiros de tentar de novo. eu queria ter sido a melhor pessoa do mundo pra você, porque era isso que você merecia.
eu não me perdoo pelas coisas erradas que fiz com você.
você é um homem lindo, e nunca tive tanta certeza em chamar alguém como eu te chamava. acredite.
você é de longe o cara mais legal da faculdade, mais legal que eu já conheci.
eu ainda gostaria de te fazer feliz. não hoje, não daqui a pouco. um dia, quem sabe.
eu não tenho a pretensão de te amar pra sempre, como te disse uma vez, é muita pretensão dizer pra sempre quando se tem vinte e pouco anos. mas eu te amei como nunca, e isso não muda. isso é pra sempre.
não sei se você vai ler, não sei se você um dia vai ouvir isso de mim. mas eu queria ter dito tudo isso antes de você ir embora. eu te amei MUITO. eu te amo muito. isso é pra sempre.
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