- TPM atrapalha tudo se agente dá espaço pra ela.
- Última prova nem deixou aquele gostinho de "só ano que vem..."
- Uma torta de brigadeiro, um esgoto vazando e a falta de segurar a lingua por mais uns seguninhos só podem causar um problemão, de um tamanha tão, mais tão grande que você nem imagina.
- Como todo início de férias, bateu aquele vazio dolorido.
- Testes vocacionais servem pra confundir mais a minha cabeça.
- Quando agente começa a vislumbrar um um futuro, tem que tentar lutar pra ele. Ainda que seja contra tudo o que você sempre imaginou e quis.
sábado, 28 de novembro de 2009
De um dia como outro qualquer
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Bem melhor que novela
Hoje minha mãe me chamou enquanto eu assistia à novela (porquê sim, eu me rendi a essa novela que todo mundo está criticando e não assisti a que todo mundo assistiu e que ganhou até o Emmy) pra me mostrar isso: uma daquelas coisinhas de taro, astrologia, ou seja lá o que for. Eu confesso que sempre acreditei nessas coisas, que leio sim o meu horoscópo e que já fiz mapa astral pela internet e, quer saber? Muitas vezes dá certo. Quase sempre, na verdade. Mas esse em especial deu muito, MUITO certo.
Seu Arcano Pessoal é: A TEMPERANÇA
(De acordo com a doutrina católica, temperança é: "uma das virtudes ditas universais, uma dais quais propostas pelo cristianismo. Temperança significa equilibrar, colocar sob limites, "moderar a atração dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporcionar o equilíbrio no uso dos bens criados" ou ainda de acordo com o próprio Tarot, é: "Harmonia, equilíbrio. Um anjo passa água de um vaso ao outro. Ambos significam a moderação e a sobriedade, e o líquido, a essência da vida. No zodíaco, representa o signo de aquário. A operação é feita sob a água.")
- Palavras-Chave: Alquimia e Auto-Transformação (de auto transformação, eu entendo. Basta ler todos os posts dos meus blogs pra ver todas as auto-trasformações que eu já passei no último ano) Acontecimento marcante a nível psicológico aos 14 anos; ( Podemos dizer que não foi um, nem dois, mas vários que me fizeram chegar mais perto de Deus)
- Moderação e ponderação;
- Espírito indagador; (bota indagador nisso)
- Ciência e tecnologia podem atrair vc; (sim, sim...)
- Motivação pessoal; (sempre ela)
- Precisa trabalhar sua parte emocional conflitos;
- Sempre precisa esperar; (sempre, sempre, sempre...)
- Natureza íntima elétrica; (sem comentários, pde ser?)
- Deseja ver coisas diferentes; (sim, quem sabe todo o mundo?)
- Poder de cura pelas mãos ( Reiki, Cristais, Passes Magnéticos, etc);
- Inconformismo;
- Transforma os ambientes por onde passa;
- Mente aguçada; (com toda a modéstia, é verdade)
- Deseja clareza por parte dos outros;
- Sintonizado com as tendências mundiais; (todas, desde a moda aos conflitos no oriente médio)
- Amigo(a) e participativo(a); (pergunta pras outras pessoas, mas acho que sim)
- Relações afetivas tem sucesso se baseadas na amizade mútua;
- Luta pela liberdade;
- Quer alçar vôo e atingir o alto; (Meu maior defeito, talvez)
- Comportamento às vezes utópico; (pois é...)
- Telepatia;
- Quer experimentar coisas novas;
- Precisa estipular metas; (meu caderninho que sabe)
- A saúde pode ser muito testada;
- Princípios firmes;
- Sensibilidade a sons;
- Apreciador de uma boa música; (acho que é meu talento)
- Quer agradar a todos;
- Observação; (apesar de não parecer, eu sei disfarçar)
- Não pode estar preso a dogmas ou doutrinas;
- Funcionalidade;
- Inventividade;
- Cooperativismo;
- Pode cuidar ou assumir a responsabilidade de alguém doente na família;
- Confronto de idéias; (eu sempre vejo o outro lado)
- Teimosia em relação às suas idéias;
- Deseja superar-se nas tarefas;
- Incondicionalidade;
- Atenção à área neurológica, muscular, glândulas, próstata, cabeça e pressão;
- Apartidário;
- Segue sua cabeça e é seu líder;
- Cuidado com a intolerância. (aprendi isso há pouco)
É isso....
Ninguém nunca me descreveu tão precisamente.
Será que dá?
Será que dá pra me dar um tempinho?
Pra eu conseguir digerir mais uma decepção?
Mais um ato falho, que dessa vez acabou com o meu sonho?
O único sonho que eu tinha no momento, era a única opção de futuro que eu sonhava, e agora acabou. E o pior, é que a culpa não foi minha.
E eu nem achava que fosse me abalar tanto, mas abalou.
sábado, 21 de novembro de 2009
Somewhere in between
Nem feia nem bonita.
Nem inteligente nem burra.
Nem rica nem pobre.
Nem simpática nem chata.
Nem gorda nem magra.
Nem extrovertida nem introvertida.
Nem só nem acompanhada.
Nem feliz nem triste.
Nem fashion nem brega.
Nem decidida nem indecisa.
Nem 8 nem 80.
A única coisa que eu sei que é muito, e tem demais, é um coração grande e cheio de amor pra dar.
Como diria Mallu Magalhães, "Her day will come...".
sábado, 14 de novembro de 2009
De tudo que me falta agora
Hoje eu senti um cansaço enorme e quase desanimador.
Eu via todo mundo ao meu redor estressado, com pressa e muito cançados. Certa hora me senti até injusta, considerando-me mais cançada que todos ali, afinal o meu sono não era por causa de todo aquele trabalho que foi praticamente feito inteirinho por elas. Mas o meu cansaço era bem diferente. Não era físico, ou mental. Era emocional além de tudo. Era uma vontade de desistir, de sair dali, de ir embora e passar um dia inteirinho jogada aos meus pensamentos e minhas reflexões.
Percebi que estava chegando no meu limite.
Ou talvez eu já tenha chegado nele, há um tempo, da mesma forma que na quinta feira eu não conseguia estudar. E mais uma vez, eu tirei forças do infinito amor e dessa luz que existe dentro de mim nos momentos mais inesperados e desesperadores, e resolvi que ainda não era a hora daquele limite chegar. Que ele não podia chegar hoje, nem semana que vem porquê ainda faltam duas semanas pra tudo acabar, três provas grandes e desgastantes e importantes e necessárias. O limite ia ter que ser mais uma vez extendido um pouquinho além. Aí eu pedi a Deus de novo, pra Ele me dar luz e paz de espírito, para eu poder acabar o dia sem estourar o limite. E fui em frente, com os nervos a flor da pele, a barriga roncando de fome, a cabeça latejando de stress e os olhos caídos de sono. Mas no final das contas, não foi tão difícil assim continuar, não sei bem por quê. Ou talvez eu saiba.
O importante, é que eu acabei vencendo mais um dia.
Ainda faltam 15, e eu vou vencer um por um.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Da mesma menina de anos atrás
Demorou pra chegar, dessa vez.
Parecia que ia ser pra sempre a paz que rondava, e por isso mesmo que uma pulga cutucava, coçava e gritava na minha orelha. Eu, dando uma de ingênua e com a esperança de que afastar aquele pensamento era o mesmo que deixar o fato distante, não dei ouvidos à pulga.
E ela estava certa.
Mais uma vez, me senti hoje na frente daquela escrivaninha com o caderno de matemática aberto na parte de matrizes da mesma forma que há três anos atrás, quando atendi aquele telefonema, da mesma forma que há quatro anos atrás, sentada na cadeira da piscina tentando descobrir uma forma de passar o tempo mais rápido, ou da vez que eu ainda era menina e fingia a dor de cabeça pra justificar o atraso e os olhos inchados de tanto chorar. Foi desse mesmo jeito que eu me senti hoje, como uma menina que espera a vez dela no mundo, na vida. E enquanto isso, ela tem que sofrer as custas dos erros dos outros.
Me peguei mais uma vez pensando nas possibilidades que de repente fugiram todas juntas da minha cabeça. Me peguei mais uma vez pensando nessa cabecinha que tem uma overdose de sonhos ao mesmo tempo que sofre uma abstinência de certezas. Me peguei mais uma vez pensando no futuro que eu não consigo enxergar porque tem uma incógnita gigante atrapalhando a minha visão. E me peguei nas piores companhias do mundo: a solidão e a infelicidade. Uma companheira da outra, me jogaram pra pior sequencia de pensamentos do mundo, e que não é nenhuma novidade para mim. É a mesma que eu tive na varanda, e no quarto do vovô, e na piscina que é dele também, e no meu quarto de menina, e nos tantos banhos que eu tomei por puro desespero, quando a única coisa que podia me confortar era o quentinho da água batendo nas minhas costas.
Aí eu pensei: o que que eu tenho de feliz na minha vida?
Uma família que desmorona pelo menos uma vez a cada dois ou três anos? Uma vida social que se resume a duas amigas? Uma carreira escolar que me esgota de fevereiro a novembro, e depois me faz ruir em angústia e melancolia? Uma vida amorosa satisfatória que não tem um caso que não seja pelo menos um pouquinho traumático? Uma beleza estonteante, que só comove as pessoas mais velhas? Um corpo maravilhoso que me dá auto-estima uma vez a cada seis meses, quando tudo o que eu já citei se encontra em uma fase positiva? A fé... essa sim, eu posso dizer que é satisfatória, transcedental, e um exemplo de total e completa entrega. Pra conquistá-la eu tive que passar por poucas e boas, tive que ir, e voltar, pra depois ir de novo e conseguir então estabelecer meu equilíbrio, e o equilíbrio da mesma. Mas agora eu pergunto, o que mais tá faltando pra aprender? Me conta?
Meu Deus, desculpa essa revolta irada, mas é que não dá mais, sabe? Até quando eu vou ter que aprender através da dor, do medo, da solidão, da melancolia? Não tem um outro jeito de você mandar isso pra mim não? Eu sei que se você tá mandando, é porque eu ainda aguento, mas por favor, tenha um pouquinho de piedade comigo. Me dá uma luz, me ajuda a continuar acreditando que tudo isso tem uma razão, um porquê. Me ajuda a continuar acreditando que um dia eu vou ver que tudo isso valeu a pena, e vou ter uma recompensa que vai justificar cada lágrima chorada e não chorada, cada dor de cabeça como essa que eu tô sentindo agora, que começa lá no fundinho da cabeça e acaba nos olhos. Cada frio que eu senti quando o que deveria sentir era o calor, cada noite perdida com insônia, cada olhos ardendo na manhã seguinte. Me ajuda a enxergar o lado bom disso tudo.
Me ajuda, Meu Deus, me ajuda!
E apesar de tudo, hoje a lua tá linda.
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