domingo, 31 de março de 2013
domingo, 24 de março de 2013
as coisas como elas são
essa semana louca e estressante me fez perceber uma coisa: eu preciso de alguém ao meu lado.
eu não só preciso, como eu quero.
isso tudo me fez repensar todas as relações que eu ando levando pela minha vida, e me fez querer algo sólido. o tanto que me fez falta alguém pra ligar e desabafar ao longo da semana, o tanto que me fez falta um abraço, todos os dias eu pensava nisso e desejava um abraço. o tanto que me fez falta alguém pra poder chorar e xingar a vontade.
não dá pra continuar assim.
não dá fingir que é forte pra sempre.
você não é tão forte assim, Marina! você não precisa ser.
eu não só preciso, como eu quero.
isso tudo me fez repensar todas as relações que eu ando levando pela minha vida, e me fez querer algo sólido. o tanto que me fez falta alguém pra ligar e desabafar ao longo da semana, o tanto que me fez falta um abraço, todos os dias eu pensava nisso e desejava um abraço. o tanto que me fez falta alguém pra poder chorar e xingar a vontade.
não dá pra continuar assim.
não dá fingir que é forte pra sempre.
você não é tão forte assim, Marina! você não precisa ser.
sábado, 23 de março de 2013
a semana mais longa da vida:
segunda: noite mal dormida, reunião de 5 horas e meia, muita confusão.
terça: noite mal dormida, reunião de 9h30 as 23hrs, muita tensão, muita confusão, pouca comida.
quarta: reunião de manhã, de tarde, aula inútil a noite.
quinta: madrugando pra mais tensão, sol, sono, reunião, aula do linda, sono.
sexta: chegou, finalmente!
terça: noite mal dormida, reunião de 9h30 as 23hrs, muita tensão, muita confusão, pouca comida.
quarta: reunião de manhã, de tarde, aula inútil a noite.
quinta: madrugando pra mais tensão, sol, sono, reunião, aula do linda, sono.
sexta: chegou, finalmente!
terça-feira, 19 de março de 2013
de um dia que não foi bom
a noite mal dormida foi um prelúdio do que viria a seguir.
a repercussão absurda de um fato já absurdo por si só. a reunião que durou cinco horas e meia. as discussões intermináveis entre opiniões inconciliáveis. o fim que se anuncia e o inicio que teima em começar, e nem se sabe se vai.
só queria um abraço, um afago, uma palavra pra confortar.
mas não é a hora.
a repercussão absurda de um fato já absurdo por si só. a reunião que durou cinco horas e meia. as discussões intermináveis entre opiniões inconciliáveis. o fim que se anuncia e o inicio que teima em começar, e nem se sabe se vai.
só queria um abraço, um afago, uma palavra pra confortar.
mas não é a hora.
segunda-feira, 18 de março de 2013
sonhando em outros ares vou
a culpa é da Disney, da Globo e dos contos de fadas.
a gente cresce acreditando que vai encontrar uma pessoa maravilhosa e perfeita, e que tem tudo a ver com a gente, e que tudo vai ser muito instantâneo e mágico.
que os olhares vão se cruzar, e o coração vai acelerar, e que vocês vão gostar das mesmas coisas, e vão viver juntos, fazer tudo juntos, tudo vai ser lindo e maravilhoso.
só que não.
ontem eu acordei e percebi que, quer saber? vai ver o olhar que vai te trazer paz, os braços que vão te abraçar, o sorriso que vai fazer o coração acelerar são de alguém que não tem nada a ver com você. porque, quer saber? "ter a ver com você" é a pior expressão que já inventaram.
a gente cresce com as diferenças, foi isso que eu entendi. é isso que eu tô querendo entender.
a gente cresce acreditando que vai encontrar uma pessoa maravilhosa e perfeita, e que tem tudo a ver com a gente, e que tudo vai ser muito instantâneo e mágico.
que os olhares vão se cruzar, e o coração vai acelerar, e que vocês vão gostar das mesmas coisas, e vão viver juntos, fazer tudo juntos, tudo vai ser lindo e maravilhoso.
só que não.
ontem eu acordei e percebi que, quer saber? vai ver o olhar que vai te trazer paz, os braços que vão te abraçar, o sorriso que vai fazer o coração acelerar são de alguém que não tem nada a ver com você. porque, quer saber? "ter a ver com você" é a pior expressão que já inventaram.
a gente cresce com as diferenças, foi isso que eu entendi. é isso que eu tô querendo entender.
sábado, 16 de março de 2013
vacío e soledad
o dia dos mais bonitos. céu azul, sol quente, brisa de leve.
ainda que o dia anterior tenha sido de muitas companhias, de muitas atenções, o que resta no sábado de sol é a companhia dos fones de ouvido e do sol que esquenta seu rosto sereno. nada mais.
quinta-feira, 14 de março de 2013
nem tão
ela nunca se achara muito bonita, muito vistosa. sempre havia sido a menina do nem tão: nem tão bonita para merecer atenção, nem tão feia para merecer pena.
iniciou as aventuras amorosas tarde, para a sua geração. passara muito tempo com os problemas que não eram dela, e que a fizeram deixar de lado a própria vida quando ainda era adolescente.
ela tentava relembrar quando havia se tornado alvo dos olhares e interesses que agora a confundiam, enquanto acariciava aquelas sobrancelhas grossas. na semana anterior estivera em outra cama, em outra companhia. já nessa, era a companhia de tempos, que já estava em sua vida há mais de um mês - recordista em sua não tão longa nem tão movimentada vida amorosa. porém naquele momento, sua vida tornara-se movimentada até por demais, extravasando os limites inclusive do equilíbrio, que ela tanto prezara a vida inteira. chegava a ser cômico os momentos em que dois ou três deles, surgiam ao mesmo tempo, através de meios diferentes - ou as vezes iguais, como fora naquela madrugada em que as três curtidas do vídeo que postara foram notificadas quase que simultaneamente, vindas dos três respectivos.
acordaram na manhã seguinte com a luz do dia invadindo o quarto pela janela do banheiro, e o calor causado pela veneziana fechada os fazia transpirar. em meio às conversas preguiçosas do despertar ela notou que sua tese não era falsa: ele havia estado bêbado a noite inteira, assim como em todas as outras vezes em que haviam terminado na cama. ele tentou novas investidas, agora sóbrio, ao que ela cedeu por preguiça de contestar. consentiu o sexo matinal de forma distante, ainda que lhe trouxesse prazer.
enquanto ele tomava banho, ela lia as primeiras páginas do romance francês que há tempos uma professora substituta havia indicado, enquanto se perguntava quem havia ligado para ele na madrugada anterior, enquanto ele dormia um sono pesado. se perguntava se tudo o que ele havia dito na noite anterior, enquanto caminhavam na rua, enquanto bebiam no bar, se tudo aquilo era verdade. se realmente ele sentia algo diferente por ela. se realmente ele queria algo com ela. se perguntava se seria ela, realmente a única na vida dele. ainda que não pudesse ela mesma exigir isso como moeda de troca, já que havia estado em outras mãos na semana anterior. se perguntava o que queria de verdade, no fundo da alma. se eles seriam realmente fadados ao insucesso, e de conciliação impossível, diferenças insuperáveis. ou se haveria uma chance naquela história, se aquele poderia ser um relacionamento - o seu primeiro - possível.
iniciou as aventuras amorosas tarde, para a sua geração. passara muito tempo com os problemas que não eram dela, e que a fizeram deixar de lado a própria vida quando ainda era adolescente.
ela tentava relembrar quando havia se tornado alvo dos olhares e interesses que agora a confundiam, enquanto acariciava aquelas sobrancelhas grossas. na semana anterior estivera em outra cama, em outra companhia. já nessa, era a companhia de tempos, que já estava em sua vida há mais de um mês - recordista em sua não tão longa nem tão movimentada vida amorosa. porém naquele momento, sua vida tornara-se movimentada até por demais, extravasando os limites inclusive do equilíbrio, que ela tanto prezara a vida inteira. chegava a ser cômico os momentos em que dois ou três deles, surgiam ao mesmo tempo, através de meios diferentes - ou as vezes iguais, como fora naquela madrugada em que as três curtidas do vídeo que postara foram notificadas quase que simultaneamente, vindas dos três respectivos.
acordaram na manhã seguinte com a luz do dia invadindo o quarto pela janela do banheiro, e o calor causado pela veneziana fechada os fazia transpirar. em meio às conversas preguiçosas do despertar ela notou que sua tese não era falsa: ele havia estado bêbado a noite inteira, assim como em todas as outras vezes em que haviam terminado na cama. ele tentou novas investidas, agora sóbrio, ao que ela cedeu por preguiça de contestar. consentiu o sexo matinal de forma distante, ainda que lhe trouxesse prazer.
enquanto ele tomava banho, ela lia as primeiras páginas do romance francês que há tempos uma professora substituta havia indicado, enquanto se perguntava quem havia ligado para ele na madrugada anterior, enquanto ele dormia um sono pesado. se perguntava se tudo o que ele havia dito na noite anterior, enquanto caminhavam na rua, enquanto bebiam no bar, se tudo aquilo era verdade. se realmente ele sentia algo diferente por ela. se realmente ele queria algo com ela. se perguntava se seria ela, realmente a única na vida dele. ainda que não pudesse ela mesma exigir isso como moeda de troca, já que havia estado em outras mãos na semana anterior. se perguntava o que queria de verdade, no fundo da alma. se eles seriam realmente fadados ao insucesso, e de conciliação impossível, diferenças insuperáveis. ou se haveria uma chance naquela história, se aquele poderia ser um relacionamento - o seu primeiro - possível.
domingo, 3 de março de 2013
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