sexta-feira, 2 de junho de 2017

aquela embriaguez da primeira garrafa de cerveja do início da noite

as bochechas quentes, a fala macia, os olhos em camera lenta e a luz mais brilhante que sempre


domingo, 30 de abril de 2017

Vida, pisa davagar


Belchior foi a trilha sonora de uma das melhores fases da minha vida. 
Fugindo (ou não) de clichês em torno dele (e se tem uma coisa que ele conseguiu ser maravilhosamente, foi um belíssimo e sensível clichê pra quase tudo na vida), o que ele cantava teve significado especial e único na minha vida, em especial nesse tempo de liberdade, inconsequência e juventude (no seu sentido mais puro). 


Esse ano eu faço 25 anos (de sonhos, nem sei mais). Sempre ansiei por esse aniversário para poder celebrar e cantar À Palo Seco (RC é testemunha). A morte dele talvez signifique um pouco da morte de tudo isso da minha juventude (essa época destemida, inconsequente, feliz e de madrugadas). A morte do Belchior, poeticamente ou não, angustia ainda mais um coração já angustiado pelos encerramentos que essa fase da vida nos impõe. Vida, pisa devagar.