sexta-feira, 24 de junho de 2011

E agora José?

Pode dizer que essas coisas de horóscopo, mapa astral etc não são confiáveis, mas eu tenho medo.
Se fizer a escolha errada, a gente recomeça é claro. Volta atrás. Mas, sinceramente, eu não quero ter que recomeçar mais tarde. Já tá custando pra começar.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

30 Day Song Challenge in 1 Day:

Então, a febre do Facebook me deu vontade de fazer essa listinha. A verdade é: foi um exercício árduo de escolhas, porque é dificil escolher só uma música pra cada dia, mas aqui estão as 30 músicas .

day 01 - your favorite song
All Along The Watchtower - Jimi Hendrix

day 02 - your least favorite song
Single Ladies - Beyoncé

day 03 - a song that makes you happy
Friday I'm in Love - The Cure
day 04 - a song that makes you sad
The Penalty - Beirut

day 05 - a song that reminds you of someone
Smile - Peter Murray

day 06 - a song that reminds you of somewhere
Viva La Vida - Coldplay (Live)

day 07 - a song that reminds you of a certain event
La Vie En Rose - Edith Piaf

day 08 - a song that you know all the words to
Oração - A Banda Mais Bonita da Cidade

day 09 - a song that you can dance to
Human - The Killers

day 10 - a song that makes you fall asleep
I Don't Know What I Can Save You From - Kings of Convenience

day 11 - a song from your favorite band
Martha My Dear - The Beatles 

day 12 - a song from a band you hate
Meteoro da Paixão - Luan Santana (PQP pra ele!! Não vou postar vídeo porque não vale a pena)

day 13 - a song that is a guilty pleasure
Have a Nice Day - Bon Jovi

day 14 - a song that no one would expect you to love
Fireflies - Owl City (Acho tão bonitinha!)

day 15 - a song that describes you
De Onde Vem a Calma - Los Hermanos

day 16 - a song that you used to love but now hate
Brighter Than Sunshine - Aqualung

day 17 - a song that you hear often on the radio
Firework - Katy Perry

day 18 - a song that you wish you heard on the radio
Brown Eyed Girl - Van Morrison

day 19 - a song from your favorite album
Golden Slumbers - The Beatles (Abbey Road)

day 20 - a song that you listen to when you’re angry
Somebody Told Me - The Killers

day 21 - a song that you listen to when you’re happy
You Only Live Once - The Strokes

day 22 - a song that you listen to when you’re sad
See You Soon - Coldplay

day 23 - a song that you want to play at your wedding
The Long And Widing Road - The Beatles

day 24 - a song that you want to play at your funeral
Sapato Novo - Los Hermanos

day 25 - a song that makes you laugh
Ob-La-Di, Ob-La-Da - The Beatles

day 26 - a song that you can play on an instrument
Haha, brincadeira né?

day 27 - a song that you wish you could play
Entre Dos Aguas - Paco de Lucia

day 28 - a song that makes you feel guilty
She's Leaving Home - The Beatles 

day 29 - a song from your childhood
All Star - Smash Mouth

day 30 - your favorite song at this time last year
Wavin' Flag - K'naan (Por causa da copa, né?)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pretérito Imperfeito

Lidar com a morte é uma questão de português. É passar os verbos para o pretérito imperfeito. Não tenho. Tinha. Gostava, ensinava, vivia. É uma questão de se acostumar com a ausência.

Hoje escutei e falei muito que ''ainda não caiu a ficha''. Nem vai. A ficha não cai, a gente se acostuma com esse presente suspenso. Um dia, mais tarde, iremos todos recordar um bom momento sem lembrar que até ontem ele estava ali. Aí sim, não será mais uma surpresa acordar e pensar no que aconteceu.
Mas como tudo ainda é muito recente, a gente vai se acostumando.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Aos mestres

Não acho certo que apenas ensinadores que carregam diploma de mestrados sejam chamados de mestres. São todos mestres, aqueles que dedicam a vida a compartilhar o conhecimento. Principalmente aqueles que encaram turmas de adolescentes com hormônios e nervos a flor da pele. Aqueles que se dedicam em preparar esses jovens para um sonho. Como diz a camisa de uma mestra sem comparação de portugues que tive, somos "Almas livres escalando sonhos impossíveis''.

Hoje, um grande mestre faleceu daquele jeito que não deixa nem ao menos tempo para pensar - acidente de moto fatal. Foi um baque, para mim e para todos. Deixou no ar uma aula de recuperação, uma prova para corrigir, a aula de eletromagnetismo que eu esperava acontecer para voltar a frequentar suas aulas - sim, porque há mais de um mês que eu não ia na aula dele pelo simples motivo de já ter aprendido tudo, tão direitinho, com ele mesmo no ano anterior.

É por isso que venho aqui, declarar minha mais profunda admiração e gratidão a cada um dos grandes mestres que passam e já passaram pela minha vida. Meu sentimento para com vocês é de puro orgulho. Muito obrigada.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Erro de concordância

É só eu, ou tem mais alguém se sentindo esquecida pela vida?
Ficou de lado, na hora de distribuir a sorte e as virtudes, e a riqueza e os bons momentos de alegria. Tem mais alguém no mundo que se sente assim, esquecido? Meio de lado, com vontade de participar de tanta coisa que já aconteceu, mas sem jeito de sair do lugar, se não a vida desmorona.
A vida, como vai? Vai triste, chata, indecisa e imprecisa - sem hora pra começar e cheia de vontades.

domingo, 12 de junho de 2011

García Marquez

Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude, e sim como reação contra a minha negligência; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio. Descobri, enfim, que o amor não é um estado de alma e sim um signo do zodíaco.
Memória de minhas putas tristes - Gabriel García Marquez (pág.74)

sábado, 11 de junho de 2011

Do inconsciente altivo

Tô indo pra onde me cabe. Pra onde me aguenta, pra onde me escapa.
Tô indo me perder no vazio onírico do presente impensado - e imperfeito, já que não é presente. Podia ser passado, mas como o momento passou ficou apenas o desejo. E já que não há mais pontos, mais tontos, mais pombos, a gente fica com o sonho - que é a dádiva dos que não falam.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Para trás?

Carta a um(a) psicólogo(a) que queira por algum motivo tentar me entender e me ajudar a entender minha cabeça, e acalmar meu coraçãozinho aflito:

Caro psicólogo,
Dizem que pra entender uma coisa a gente tem que começar pelo... começo, né? Pois bem, ao começo: eu quis ser professora na minha infância, jornalista e estilista na minha pré-adolescência (eu queria ser os dois - de preferência uma jornalista de moda e estilista nas horas vagas), e até os 13 anos eu tinha certo na minha cabeça que seria jornalista. Devido a problemas familiares, fui parar na casa dos meus avós, em um período difícil e cheio de problemas. Eu assistia aquele seriado médico, E.R., e foi dele que surgiu a minha vontade de ser médica. Mais por uma necessidade de ter um propósito de vida naquele momento do que por realmente entender a profissão e tudo que ela exige. Na época a imaturidade era tanta que na minha cabeça eu ia estudar medicina em Harvard ou Yale (influência de outro seriado, Gilmore Girls), ia morar em Chicago e trabalhar no County General. Eu realmente acreditava que ia estudar nos EUA, até o dia que eu resolvi fazer uma pesquisa, e descobri que eram necessários 40 mil dólares anuais para estudar lá. Com umas continhas simples e rápidas eu percebi que aquilo estava muito além das minhas possibilidades. A solução imediata foi começar a economizar o dinheiro do lanche, com o intuito de juntar todo o dinheiro até eu entrar na faculdade. Idiotices a parte, fui amadurecendo e percebendo que era mais provável que eu não conseguisse sair do país mesmo, e resolvi me contentar com uma universidade federal mesmo. Foi aí que eu resolvi mudar de escola, e encarar o desafio de estudar no colégio que mais aprovava alunos para medicina da UFMG. Eram mais de 60% das vagas, e eu achava aquilo incrível. Na época minha família já se encontrava bem estruturada novamente, e fui.
Entrei para o Bernoulli e logo me deparei com a verdade sobre o vestibular de medicina: daqueles 240 alunos, apenas 8, no máximo 10 tinham embarcado na universidade direto do ensino médio. Foi um baque para a minha pura pessoinha, que acreditava que passar no vestibular de medicina era simplesmente uma questão de estudar no lugar certo. Logo no meio do ano eu já tinha desistido de fazer medicina, e rondava na minha cabeça a ideia de fazer relações internacionais. A utopia agora era outra: eu seria uma diplomata, trabalhando na ONU e lutando pelos direitos das pessoas pobres da África. Enfim, eu não contava sobre a minha desistência para ninguém da família, pois tinha medo que minha mãe me fizesse mudar de escola.
No segundo ano, passei por uma depressão fud***, e uma das coisas que mais me incomodava era esse não dizer. Eu já tinha chutado o balde, não aguentava mais aquela escola e resolvi falar pra quem quisesse ouvir que eu não queria mais fazer medicina. O fato é: isso não me fez sair da escola (ainda bem), nem me fez melhorar.
No terceiro ano do ensino médio tudo melhorou. Fiquei feliz, equilibrada e tranquila, mas até o meio do ano para mim ainda existia a grande dúvida: o que eu vou fazer? Tive a fase da moda (eu tenho mania de confundir hobby com profissão), tive a fase da economia e um lapso de direito. Mas acabei me decidindo realmente pela medicina. Fiz o vestibular, mas não tinha a menor esperança de passar para a segunda fase. Acontece que eu acabei passando, nas duas universidades que eu tinha feito inscrição, mas já era tarde e eu não tinha estudado tanto quanto deveria. Não passei da segunda fase, mas ter passado da primeira me deu um sopro de esperança, um gostinho bom.
Nesse ano então, comecei a encarar o meu primeiro ano de cursinho. Tudo ia bem (apesar de ser um saco, as pessoas serem muito chatas, etc) até o dia que a UFMG resolveu tirar a nota da redação da primeira etapa. Foi um balde de água gelada. Eu só passei para a segunda etapa por causa da nota da minha redação, que é o meu forte. Passar, antes, era uma possibilidade palpável. Agora, era bem remota, quase impossível. Foi uma semana de cão, minha cabeça a mil, e eu só pensava em desistir. Na última segunda feira, depois dessa semana de cão, pensei muito e cheguei a uma conclusão: como diria a minha tia Patinha, medicina é uma profissão que exige tudo de você e não te dá nada em troca. É uma vidinha de merda, porrada atrás de porrada, esforço, e mais esforço. É uma prova de resistência. Você tem que passar no vestibular, o que é uma luta suada e fudida. Depois vem o curso, quando você estuda, estuda, estuda, por 6 anos e não pode trabalhar - é um atestado de pobreza. Depois, acabou!! O curso. Agora vem a residência: mais um vestibular, mais 2 anos de estudo árduo, muita ralação e pouco dinheiro. Oito anos depois, você ainda tem mais uma coisa a fazer: especialização. Aí é hora de começar a pensar em acabar. Você vai ficar uns 2, 3 anos, e só depois, agora sim, você pode começar a pensar em ganhar dinheiro. Ufa. Isso é, você pode pensar. Maaas, atualmente ser médico não é garantia de ficar rico depois que formar. Ainda mais na minha situação, quando você não tem pais, mãe, avós que são médicos. Você corre o risco de ter que se sujeitar a trabalhar em um posto de saúde numa periferia ou interior, ganhar porra nenhuma e trabalhar pra caralho, e ainda não ter condição nenhuma de tratar seus pacientes com dignidade por que o Estado não te garante nem uma luva cirúrgica direito.
Tem outra opção, um pouco menos pior: você pode se sujeitar a ser explorado por um plano de saúde - ou vários ao mesmo tempo - que vai te pagar pouco, vai fazer você atender 4 pacientes por hora (pra ganhar mais), e você nunca vai conseguir saber nem o nome dos seus pacientes direito.
Vamos agora ao meu raciocínio: se eu fizer direito, eu vou poder:
1- trabalhar durante o curso, ganhando dinheiro de verdade;
2- começar minha vida antes, bem antes;
3- ter várias áreas de atuação, sem depender de planos de saúde e do governo, e ainda tem sempre a opção do concurso público (apesar de eu ser veemente contra esse bando de atoa que fica mamando nos cofres do Estado).
Aí, vem algum hipócrita e me pergunta: mas você então vai fazer direito ou medicina por dinheiro. Eu te respondo: você trabalha para que? Se eu não precisasse ganhar dinheiro, eu ia ler, estudar, cozinhar, viajar pelo mundo, fazer trabalho voluntário!!! Eu não ia ficar ralando meu traseiro para conseguir dinheiro não. Se Webber acha que o trabalho enobrece o homem, eu digo: o que enobrece o homem é a vida que ele constrói. Politico corrupto nenhum é nobre porque trabalha. Advogado corrupto nenhum é nobre porque trabalha. A dignidade do homem não está ligada ao trabalho, e a profissão não deveria ser a coisa mais importante da vida de ninguém. E, definitivamente, não é a coisa mais importante da minha vida.
Agora vamos aos meus objetivos de vida: o que eu quero? Eu quero uma coisa: ter possibilidade e oportunidade de fazer as coisas que eu gosto. Por possibilidade, entenda-se dinheiro, e por oportunidade entenda-se tempo. Pois é. Medicina pode talvez me proporcionar possibilidades, e muito provavelmente não me proporcionará muitas oportunidades. Direito por outro lado pode me proporcionar os dois.
Mas o que ainda me prende à medicina? E o que ainda me deixa insegura em relação ao direito?
O que me prende à medicina é a imagem que as vezes vem na minha cabeça: eu, vestida em um avental azul com jaleco branco e um estetoscópio no pescoço, olhando para uma radiografia, ou então numa sala de cirurgia com um bisturi na mão.
O que ainda me deixa insegura em relação ao direito, é que eu nunca - para falar verdade - tive interesse em advogar. Não sei falar em público, e fico vermelha quando sou obrigada. Não sei se o curso deve ser legal, mais ou menos eu acho.
Ao mesmo tempo, o que me traz insegurança é também o que me desafia: fazer direito seria um grande desafio pessoal para mim, ia me tirar desse mundinho introspectivo. Eu ia ter que colocar a cara no mundo, botar minhas perninhas para andar. Medicina ia me manter na zona de conforto: ficar estudando apenas pelos próximos 8 anos.


Então, caro psicólogo, o que você me diz sobre este dilema?

terça-feira, 7 de junho de 2011

Para trás

Ontem tomei uma decisão grande, que não sei ainda ao certo se vai durar. Resolvi acabar de vez com esse sonho antigo e imaturo de medicina. Decidi me aventurar pelos (vários) caminhos do direito. Agora vamos aos motivos da minha decisão:
  • Por que DIREITO? Em primeiro lugar, é uma passar no vestibular é uma possibilidade palpável para a minha pessoa. Além disso, tem todo o fato de ser um curso interessante (baseado na grade curricular), de existir a possibilidade de fazer direito noturno, que eu vou poder trabalhar durante o curso, a faculdade de direito da UFMG fica no centro, muito mais acessivel, eu não vou precisar cortar minhas unhas (rsrs), vou poder usar terninhos (charme!!) e, o motivo mais legal e importante: vai ser um grande desafio pessoal para mim, deixar minha timidez de lado, dar a cara a tapas pra conseguir empregos, estágio, correr atrás da minha graninha e poder ficar independente financeiramente muito mais rápido.
  • Por que não mais a medicina? Eu sinceramente não sei se daria certo como médica. Na verdade, certo eu daria, mas não sei se conseguiria ser completamente feliz. Além disso tem toda a questão de assinar um tratado de dependencia financeira (no meu caso, tratado de pobreza) pelos próximos 7 anos, sendo muito otimista. Também tem o fato de que passar no vestibular é uma impossibilidade palpável, e eu não quero passar nem mais 7 meses no cursinho.
Pensei, pensei, pensei.
Cheguei à conclusão que direito vai me possibilitar chegar muito longe, muito mais rápido e com bem menos sofrimento. Medicina é uma profissão de entrega. É não ter tempo para nada, ter que morrer estudando, não poder trabalhar durante todo o curso. Medicina é uma profissão linda, mas não para quem tem ambições tão grandes como eu, nem para quem viveu tão pouco, e tem tanta sede de viver como eu. O direito vai me dar a possibilidade e a oportunidade de crescer como pessoa, eu vou ter que sair da minha zona de conforto, vou ter que ir trabalhar, procurar emprego, enfrentar correria e cobranças do mundo externo. Além disso, eu não sei ao certo se fiz essa escolha (do sonho antigo) da forma mais correta possível. Eu era jovem, imatura e passava por um momento extremamente delicado, em que precisava urgentemente de ter alguma perspectiva de vida na qual me prender. E foi nisso que eu encontrei força para continuar de pé. Nesse sonho imaturo de querer ser médica em Chicago, fazer medicina em Harvard, e trabalhar no County General.
Eu continuo sendo a mesma menina que quer andar pra frente, dar passos largos, e ir embora do país. Mas hoje, eu tenho maturidade para entender que talvez seja hora de deixar aquele sonho antigo para trás, e assumir meu verdadeiro sonho: ter possibilidade e oportunidade de fazer as coisas que eu gosto.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Complexidade do ser

Desde a minha última briga com minha mãe, essa semana (sim, elas são recorrentes), que eu fiquei com uma coisa na cabeça. Ela me acusou, entre outras coisas que eu não concordo, de ser arrogante. Pensei, pensei, pensei. Cheguei à conclusão de que sou sim, arrogante. Ainda estou me acostumando com a idéia, pensando em todas as minhas atitudes que demonstram isso, e tentando encontrar uma forma de amenizar tal defeito.
Eu sempre achei que meu maior defeito fosse a minha insegurança. Mas, olha que complexo: eu sou muito segura por dentro: eu tenho opiniões fortes, sei o que quero e o que não quero quase sempre, sinto e pressinto muita coisa, mas isso tudo fica dentro de mim. Pra fora, pro mundo eu sou muito insegura. Não sei se por isso que me tornei arrogante - para disfarçar a minha insegurança - ou se o excesso de segurança que tenho pela minha pessoa que fez com que eu me tornasse arrogante. Vai ver é um ciclo vicioso, e eu nem sei.
Sei, é que quase tudo que está errado na minha vida deve-se a um desses dois grandes defeitos: não tenho namorado porque sou insegura e arrogante - ninguém é bom o suficiente para mim. Não passei no vestibular mais por causa da minha arrogancia, do que minha insegurança. Minhas amizades são muito superficiais porque eu sempre acho que os outros não são tão bons quanto eu, e aqueles que o são, eu sou muito insegura para ir falar com eles, e fazer amizade.
Minha insegurança talvez seja meu maior defeito para dentro, enquanto seu espelho externo - a arrogancia - seja ameu maior defeito para fora.

Exageros a parte, a coisa ainda se desenrola na minha cabeça. É dificil enxergar um grande defeito, que traz tantos prejuízos para a vida, ao mesmo tempo que é bom saber enxergá-lo. É dificil. Mas é melhor encará-lo, e tentar mudar alguma coisa aqui dentro, porque desse jeito que está, não pode ficar.

Maio foi, vem junho!!

Maio passou igual abril: meio depressa, meio devagar - depende do referencial. Deu pra continuar correndo aumentar as distâncias, mas emagrecer foi dificil, culpa dos delírios culinários que eu inventei pra mim. Dei uma alavancada nos estudos, meio mais ou menos, mas tá bom. Não fechei a apostila 1, mas adientei algumas coisas das outras 3, que agora já são 4!!! Um livro deu pra ler na reta final, nos acréscimos do segundo tempo, mas foi bom pra dar um sopro de vida a essa cabecinha cheia de elétrons, raios, bissetrizes e concordâncias. O saldo positivo foram as amizades das carteiras ao lado, que trazem um pouco de leveza aos meus intervalos massacrantes.

Pra junho temos algumas metas:
  • Não parar de correr, nem de ir à academia;
  • Ler um livro;
  • Ver uns 3 filmes (ah, nem é tanto!)
  • Estudar de verdade;
  • Colocar a matéria do Newton em dia;
  • Delirar mais um pouco na cozinha;
  • Beber mais água;
  • Cria o hábito de tomar café da manhã!!
Então é isso aí. Vem ni mim junho!!