2013 foi um ano imenso.
por mais que as coisas tenham passado rápido ao longo do ano, tanta coisa aconteceu que parece que o ano durou uma eternidade. paro as vezes pra pensar em coisas que aconteceram no início do ano e me parece tão distante. mas enquanto passava, tudo parecia rápido, cada instante derradeiro, cada minuto um suspiro.
foi imenso, foi intenso.
começamos bem, as amizades cada vez maiores, mais alegria, mais companheirismo. fiz grandes amigos ao longo do ano, e outras tantas amizades foram fortalecidas. mais uma vez chego ao fim do ano com o coração gordo de amor e cheio de gratidão por cada uma dessas pessoas que me trouxeram sorrisos, ouvidos e palavras.
a política começou tímida. ou melhor, tímida era eu. comecei o ano vivendo cada tensão calada, absorvendo muito e falando pouco. o que aconteceu no meio do ano porém me fez enfrentar meus medos e minha timidez, tive que levantar a voz e brigar pelo que acredito. e continuei brigando o resto do ano, por tantos outros motivos, todos eles ligados a um mesmo ideal: um país melhor, uma cidade melhor, uma faculdade melhor. nessas brigas, aprendi que nem sempre podemos ser adorados. aprendi que vale a pena perder quando ganhamos respeito. aprendi que a política é uma grande merda, mas que faz parte da vida e por isso precisamos saber lidar com ela.
não foi fácil.
pensei muito, ouvi muito, falei muito, agi muito. mas a ressaca uma hora vem, e me fez sentir tudo que eu não tive tempo de sentir ao longo dos meses. baixei a bola, concentrei no que valia a pena e conquistei, tudo aquilo que entendia como essencial. ainda não sei se certa ou errada, mas consegui sobreviver.
veio então uma novidade, no finalzinho do ano. novidade boa, novidade nova. tudo novo...
voltei pra casa que não mais era minha, me adaptei a uma nova vida (ainda estou adaptando) e fecho esse ano com o coração (de novo) gordo de amor e feliz.
intenso é a palavra pra 2013.
foi um ano intenso. perigoso.
mas viver, não é? é muito perigoso...
e do Rosa também que eu aprendi que é preciso coragem.
e que "se teme por amor; mas que, por amor, também, é que a coragem se faz.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
da mudança, do limbo e da chuva
nas últimas semanas o limbo tem sido assunto por aqui.
mas pra além do limbo, uma coisa mudou na minha vida também. na verdade, quem mudou fui eu. voltei pra casa da mãe, sem muito pensar. em menos de duas semanas fiz mudança, pintei parede e mudei de rota.
não foi fácil como achei que seria.
mas não foi de tudo ruim.
mudar é sempre bom. a gente perde, claro. perde as duas linhas de ônibus com mil e um horários, perde a tranquilidade do bairro seguro, perde a facilidade de subir as escadas correndo quando precisa.
mas ganha. ganha três gatos (apesar de todos os mil e um pelos espalhados na casa), ganha noites de amor em casa sozinhos, ganha sofá grande pra dormir e a vitrola no quarto.
mudança é mudança, e só.
o limbo continua apesar de ela já saber o que sentem e ele também.
e a chuva, essa não passa e deixa os dias cinzentos e irritadiços. mas logo logo vem o sol, o azul e a alegria de novo.
mas pra além do limbo, uma coisa mudou na minha vida também. na verdade, quem mudou fui eu. voltei pra casa da mãe, sem muito pensar. em menos de duas semanas fiz mudança, pintei parede e mudei de rota.
não foi fácil como achei que seria.
mas não foi de tudo ruim.
mudar é sempre bom. a gente perde, claro. perde as duas linhas de ônibus com mil e um horários, perde a tranquilidade do bairro seguro, perde a facilidade de subir as escadas correndo quando precisa.
mas ganha. ganha três gatos (apesar de todos os mil e um pelos espalhados na casa), ganha noites de amor em casa sozinhos, ganha sofá grande pra dormir e a vitrola no quarto.
mudança é mudança, e só.
o limbo continua apesar de ela já saber o que sentem e ele também.
e a chuva, essa não passa e deixa os dias cinzentos e irritadiços. mas logo logo vem o sol, o azul e a alegria de novo.
domingo, 15 de dezembro de 2013
o limbo - sempre.
era mais uma sexta feira de boêmia para os dois.
a celebração de fim de ano dos amigos tinha chegado ao fim, e restaram ali na mesa vazia do bar de sempre. mãos entrelaçadas, entre beijos e mordidas a conversa chegou ao ponto de sempre: eles.
ela já estava leve depois da caipirinha e das tantas cervejas. ele a chamou de amor de pessoa, ela custava a acreditar. tentava retribuir as palavras mas parecia não ter sucesso. ele finalmente pediu: disse que chegaram em um ponto que já não havia mais como esconder o muito que entre eles existia. perguntou se ela sentia o mesmo, porque ele nunca conseguia decifrar. os olhos dela se encheram de lágrimas e a sorte foi que as luzes do prédio se apagaram anunciando a avançada hora. na penumbra então ela lhe falou que o tanto que sentia era um tanto nunca sentido. que ele estava causando nela coisas que nunca haviam sido causadas. que era novo, e era imenso.
disse também que não podia nem devia nem queria exigir nada dele.
mas que nela a situação era essa: imensa, intensa.
lhe parecia tão difícil crer que aquilo não era óbvio. porque ela sentia tanto, e achava que para o mundo aquilo também era palpável. mas não.
a celebração de fim de ano dos amigos tinha chegado ao fim, e restaram ali na mesa vazia do bar de sempre. mãos entrelaçadas, entre beijos e mordidas a conversa chegou ao ponto de sempre: eles.
ela já estava leve depois da caipirinha e das tantas cervejas. ele a chamou de amor de pessoa, ela custava a acreditar. tentava retribuir as palavras mas parecia não ter sucesso. ele finalmente pediu: disse que chegaram em um ponto que já não havia mais como esconder o muito que entre eles existia. perguntou se ela sentia o mesmo, porque ele nunca conseguia decifrar. os olhos dela se encheram de lágrimas e a sorte foi que as luzes do prédio se apagaram anunciando a avançada hora. na penumbra então ela lhe falou que o tanto que sentia era um tanto nunca sentido. que ele estava causando nela coisas que nunca haviam sido causadas. que era novo, e era imenso.
disse também que não podia nem devia nem queria exigir nada dele.
mas que nela a situação era essa: imensa, intensa.
lhe parecia tão difícil crer que aquilo não era óbvio. porque ela sentia tanto, e achava que para o mundo aquilo também era palpável. mas não.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
e se não tivesse o amor
eu vivi boa parte da minha (não tão longa) vida dentro de uma zona de conforto. ou seja: vivi pouco, amei pouco, poucos amigos, poucas pessoas, poucas experiências. mas senti muito, disso não tem como fugir. aliás, quem pouco vive muito sente. muito menos coisas boas que quem vive, imagino eu.
de um ano pra cá minha vida virou de cabeça pra baixo.
me libertei de várias amarras (não todas, isso de ser livre não é pra qualquer um) e joguei meu corpinho no mundo.
conheci muita gente, fiz grandes amigos. aprendi muito sobre a vida, sobre as relações humanas e sobre o poder, a política, as pessoas. fiz alguns inimigos, incomodei gente.
mas o amor continuou como uma amarra na minha vida, até então.
até então.
e então...
então que eu conheci um amigo. e depois eu fiz do amigo (ou nos fizemos, juntos) mais que um amigo.
e hoje eu (digo por mim, EU) tenho um possível amor.
digo aqui possível porque não sei bem o que é essa coisa do amor. não sei, juro. não sei se o que sinto é amor, mas não é só a amizade. o limbo continua, mas dentro de mim a coisa cresce em movimento uniformemente acelerado, disparado, frenético.
faz coração disparar quando chega na esquina do bar, faz noite inteira de lágrimas pelo não saber. faz nó no peito. faz ciúmes, faz planos, faz vida.
e se não tivesse o sofrer
melhor era tudo se acabar
de um ano pra cá minha vida virou de cabeça pra baixo.
me libertei de várias amarras (não todas, isso de ser livre não é pra qualquer um) e joguei meu corpinho no mundo.
conheci muita gente, fiz grandes amigos. aprendi muito sobre a vida, sobre as relações humanas e sobre o poder, a política, as pessoas. fiz alguns inimigos, incomodei gente.
mas o amor continuou como uma amarra na minha vida, até então.
até então.
e então...
então que eu conheci um amigo. e depois eu fiz do amigo (ou nos fizemos, juntos) mais que um amigo.
e hoje eu (digo por mim, EU) tenho um possível amor.
digo aqui possível porque não sei bem o que é essa coisa do amor. não sei, juro. não sei se o que sinto é amor, mas não é só a amizade. o limbo continua, mas dentro de mim a coisa cresce em movimento uniformemente acelerado, disparado, frenético.
faz coração disparar quando chega na esquina do bar, faz noite inteira de lágrimas pelo não saber. faz nó no peito. faz ciúmes, faz planos, faz vida.
e se não tivesse o sofrer
melhor era tudo se acabar
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
o limbo - parte 3
"cathedrals in my heart" acho que define.
o limbo continua.
mas as coisas tão tomando forma. ainda muito sem forma, mas estão crescendo.
na última noite juntos foi assunto de conversa. ambos concordaram que estavam gostando muito, e não sabiam se feliz ou infelizmente. ele perguntou o que seriam os dois lados pra ela. ela falou que o lado infeliz era o medo, e o feliz era ele, e voltou a pergunta. ele disse que o felizmente era ela, e que o infelizmente era ele. ela fitou longe as luzes da rua. passados alguns segundos ele quis desfazer o malfeito e falou que não era para ela refletir tanto sobre aquilo, que podia acabar em conclusões erradas.
ela acabou em conclusões erradas, anyway.
mas pensou também que o que disseram poderia ser a mesma coisa. o felizmente dela era ele, e o infelizmente era ela - o seu medo.
a grande diferença era que ela, no caso, estava enfrentando o medo. ele, ela não podia saber.
acabaram esquecendo tudo e continuaram a noite. se amaram como nunca no nem sempre silêncio da noite, no quarto escuro. e quando tudo acabou, quando ele se foi, ela parou e pensou.
chegou a conclusão que na verdade, o felizmente ali era ela. e o infelizmente poderia acabar sendo ele.
o limbo continua.
mas as coisas tão tomando forma. ainda muito sem forma, mas estão crescendo.
na última noite juntos foi assunto de conversa. ambos concordaram que estavam gostando muito, e não sabiam se feliz ou infelizmente. ele perguntou o que seriam os dois lados pra ela. ela falou que o lado infeliz era o medo, e o feliz era ele, e voltou a pergunta. ele disse que o felizmente era ela, e que o infelizmente era ele. ela fitou longe as luzes da rua. passados alguns segundos ele quis desfazer o malfeito e falou que não era para ela refletir tanto sobre aquilo, que podia acabar em conclusões erradas.
ela acabou em conclusões erradas, anyway.
mas pensou também que o que disseram poderia ser a mesma coisa. o felizmente dela era ele, e o infelizmente era ela - o seu medo.
a grande diferença era que ela, no caso, estava enfrentando o medo. ele, ela não podia saber.
acabaram esquecendo tudo e continuaram a noite. se amaram como nunca no nem sempre silêncio da noite, no quarto escuro. e quando tudo acabou, quando ele se foi, ela parou e pensou.
chegou a conclusão que na verdade, o felizmente ali era ela. e o infelizmente poderia acabar sendo ele.
Assinar:
Postagens (Atom)