Meu pequeno precisou passar por mais uma cirurgia nessa semana.
Cirurgia de peito aberto dessa vez, peito aberto e coração na mão. Os nossos, claro.
Foi de doer. Aproveitei todos os dias antes da cirurgia pra aproveitar meu pequeno o máximo possível. Ir no Maletta comprar caneta pra desenho andando devagarzinho, ouvir as músicas ruins dele rindo e brincando, conversar de madrugada até ele conseguir dormir porque a cabecinha não pode pensar em coisa ruim. Fiz de tudo, tudo o que eu podia. Enchi aquele coraçãozinho já cheio, de amor. Juro que ser mãe deve ser um sentimento próximo do que eu sinto por ele, ainda mais nessas horas de sufoco.
No dia da cirurgia quem tinha que respirar fundo era eu, pra conter o choro que tava batendo forte no peito. E foi assim o dia inteiro. E o outro também. Hoje que eu fui ver ele de novo, e já sem dor, cateter e com sorriso no rostol aí sim eu consegui não chorar com menos força.
Aquele coraçãozinho agora só vai ficar gordo se for de amor.
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
Hoje
começam as minhas aulas.
Eu não sei direito o que eu to sentindo em relação a isso. Não sei se é uma preguiça, curiosidade ou medo. Eu sei que as chances de não dar certo são no mínimo consideráveis, mas estar na universidade já muda muita coisa na minha vida, sabe? É um passo mais a frente.
Eu não sei direito o que eu to sentindo em relação a isso. Não sei se é uma preguiça, curiosidade ou medo. Eu sei que as chances de não dar certo são no mínimo consideráveis, mas estar na universidade já muda muita coisa na minha vida, sabe? É um passo mais a frente.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Backup
A falta do computador anda me deixando em falta com esse espaço. Mas fazer o que, o pobrezinho morreu aos poucos, e me deixou com nada mais que arquivos num HD externo emprestado e o coração na mão. Engraçado como essas coisas passam a fazer parte da nossa vida, né? E como elas fazem falta.
No mais, a vida vai assim: de férias, dormindo muito, decorando intervalos da tv a cabo, procurando (seria melhor esperando, mas enfim) um emprego e saindo vez ou outra. Na espera pelo carnaval também, que esse ano eu vou pular na rua, com programação dos blocos na agenda e tudo.
Ando também pensando muito, e com uma certa preguiça de quem pensa pouco.
No mais, a vida vai assim: de férias, dormindo muito, decorando intervalos da tv a cabo, procurando (seria melhor esperando, mas enfim) um emprego e saindo vez ou outra. Na espera pelo carnaval também, que esse ano eu vou pular na rua, com programação dos blocos na agenda e tudo.
Ando também pensando muito, e com uma certa preguiça de quem pensa pouco.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Da vida
A vida anda boa.
Acho que eu to realmente no caminho certo, porque as coisas tão acontecendo, sabe? É viagem gostosa, comida boa, gatinhos dando mole, comprinhas perfeitas, cervejinha, show maravilhoso, mais viagem gostosa.
E de quebra, ainda passei na federal!!!
Sabe, essas últimas semanas têm sido incríveis. E eu nem me atrevo a ter medo disso.
Tá tudo lindo.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Olha só moreno
Fila A, subir no palco, gritar muito e o moreno de cabelo enroladinho no Maletta, com direito a muitas risadas, capslocks e beijinhos.
Hoje a noite foi TOP.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Somos Instantes
Viver é tentar.
A gente quase nunca consegue, é verdade. Talvez, ainda mais verdade é que nunca conseguimos. Mas sem um motivo, sem uma razão, viver não tem sentido. E é por isso que sonhamos, planejamos, esperamos. Temos medos. Muitos, claro. E é por isso que tentamos.
O propósito da vida não é conseguir, nunca foi.
O grande propósito da vida é simplesmente viver, e quase sempre nos esquecemos disso. E nos frustamos quando não conseguimos, ou quando os outros parecem conseguir mais que nós. Mas a vida é isso mesmo.
E felicidade, felicidade é um momento. Felicidade vem, muda tudo, e passa.
Tristeza não é diferente. É na verdade bem igual: vem, muda tudo, e passa. Mas nos acostumamos a valorizar mais a felicidade do que a tristeza, e penso ser esse o grande mal da humanidade. Querer ser feliz pra sempre, e temer a tristeza sempre.
No final das contas, a felicidade é um momento.
A tristeza é um momento.
E é bem isso que somos: instantes.
A gente quase nunca consegue, é verdade. Talvez, ainda mais verdade é que nunca conseguimos. Mas sem um motivo, sem uma razão, viver não tem sentido. E é por isso que sonhamos, planejamos, esperamos. Temos medos. Muitos, claro. E é por isso que tentamos.
O propósito da vida não é conseguir, nunca foi.
O grande propósito da vida é simplesmente viver, e quase sempre nos esquecemos disso. E nos frustamos quando não conseguimos, ou quando os outros parecem conseguir mais que nós. Mas a vida é isso mesmo.
E felicidade, felicidade é um momento. Felicidade vem, muda tudo, e passa.
Tristeza não é diferente. É na verdade bem igual: vem, muda tudo, e passa. Mas nos acostumamos a valorizar mais a felicidade do que a tristeza, e penso ser esse o grande mal da humanidade. Querer ser feliz pra sempre, e temer a tristeza sempre.
No final das contas, a felicidade é um momento.
A tristeza é um momento.
E é bem isso que somos: instantes.
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sábado, 31 de dezembro de 2011
Balanço
Eta aninho que me testou!!Me deixou na expectativa em janeiro, na decepção em fevereiro.
Março me levou do extase à dúvida. E à vontade.
Abril na espera, na vontade de fugir, voltar atrás.
Maio eu delirei na cozinha.
Junho eu repensei. E pensei. E pensei.
Julho fiquei entediada.
Agosto mudou tudo. Mudou a mãe, mudou a filha, mudou a cabeça. Mudou até de linha, e fechei o mês com as aspas e um sorriso no rosto. O primeiro sincero de muito tempo.
Setembro resolvi ser errante.
Outubro veio com a poesia invadindo a minha vida. E a tecla do foda-se foi apertada.
Novembro eu mudei. E descobri que ser sincera consigo mesma é o segredo.
Dezembro eu vi, saí, ouvi, bebi. E quer saber, fui feliz pelo resto do ano nesse mês.
No final das contas 2011, você bem que tentou me derrubar. Mas me deixou ainda mais forte.
Descobri nesse ano que o caminho pra matar a sede de vida que tanto me incomodava, é mais simples que eu imaginava: basta enxergar poesia na vida, e fechar os olhos pra tudo o que não conseguir me comover. Simpes assim.
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Antes fosse azul o que eu não sei
Hoje eu senti o peso da responsabilidade.
Foi na hora de fazer a matrícula da PUC: decidir o que escrever, buscar o histórico escolar, pagar pensando em como vai fazer se for isso mesmo. E eu fiquei um pouco assustada. Parece que foi ontem que eu estava entrando no ensino médio, e parece que foi ontem que eu fiz aquelas provas do envelope do colégio. Esse ano de purgatório me deixou mal acostumada: eu não tive mais responsabilidade de escola, e ainda tive a vida boa e sem responsabilidade que ela traz. Sabe como é? Eu não tinha que estudar pra passar de ano, e ainda não tinha que trabalhar pra me sustentar. Era tipo uma coisa meio acomodada.
Mas hoje isso começou a mudar aqui dentro.
E que venha 2012, né?
Foi na hora de fazer a matrícula da PUC: decidir o que escrever, buscar o histórico escolar, pagar pensando em como vai fazer se for isso mesmo. E eu fiquei um pouco assustada. Parece que foi ontem que eu estava entrando no ensino médio, e parece que foi ontem que eu fiz aquelas provas do envelope do colégio. Esse ano de purgatório me deixou mal acostumada: eu não tive mais responsabilidade de escola, e ainda tive a vida boa e sem responsabilidade que ela traz. Sabe como é? Eu não tinha que estudar pra passar de ano, e ainda não tinha que trabalhar pra me sustentar. Era tipo uma coisa meio acomodada.
Mas hoje isso começou a mudar aqui dentro.
E que venha 2012, né?
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domingo, 4 de dezembro de 2011
Ando assim
As palavras antes não ditas, andam sendo proferidas regularmente. É isso que tá causando essa falta de assunto por aqui. Mas enfim, é melhor que seja assim, né?
No mais, ando estudando um pouco, filosofando quase nada, bebendo de vez em quando, me perdendo no tempo em bailes de formatura, perdendo meus brincos por lá também, e minha memória. Ando andando, devagar, as vezes num passo rápido e frenético que não dura mais que uma noite, pra depois voltar pro meu lugar e continuar ouvindo músias bonitas, lendo palavras interessantes e vendo imagens de tirar o folego. Ando assim.
Falando mais. Ouvindo mais. Vivendo mais.
No mais, ando estudando um pouco, filosofando quase nada, bebendo de vez em quando, me perdendo no tempo em bailes de formatura, perdendo meus brincos por lá também, e minha memória. Ando andando, devagar, as vezes num passo rápido e frenético que não dura mais que uma noite, pra depois voltar pro meu lugar e continuar ouvindo músias bonitas, lendo palavras interessantes e vendo imagens de tirar o folego. Ando assim.
Falando mais. Ouvindo mais. Vivendo mais.
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Honestly.
Ando tentando ser o mais sincera possível comigo mesma. Com meus sentimentos, com minhas idéias, com meus medos. Meus instintos.
Ando tentando me desvencilhar de todas as expectativas externas. Pra que ficar sustentando sonhos e impressões? Pelo contrário. Quanto mais sincera sou comigo mesma, mais transparece para o mundo quem eu sou e, quer saber? É bem melhor impressionar uns poucos com a verdade do que impressionar tantos outros com as mentiras que a gente constroe sobre nós mesmos. Então aqui vai, 10 coisas que ninguém imaginava sobre mim:
1- Eu bebo. E gosto.
2- Eu morro de vontade de fumar.
3- Eu tenho estrias e celulite.
4- Minha tatuagem significa muito mais pra mim do que pra você. E eu gosto que seja assim.
5- Eu me apaixonei por um croata no Chile, e um dia ainda vou atrás dele.
6- Eu sou preguiçosa, e fraca diante da minha preguiça.
7- Eu mato aula pra ficar dormindo e ouvindo música no sol.
8- Eu não acho errado fumar maconha. Não fumo, mas um dia, quem sabe.
9- Eu não quero ser advogada.
10- Eu não tenho a menor idéia do que eu quero pra minha vida, juro!
Então, isso é uma parte. O resto vai aparecendo aos poucos.
Ando tentando me desvencilhar de todas as expectativas externas. Pra que ficar sustentando sonhos e impressões? Pelo contrário. Quanto mais sincera sou comigo mesma, mais transparece para o mundo quem eu sou e, quer saber? É bem melhor impressionar uns poucos com a verdade do que impressionar tantos outros com as mentiras que a gente constroe sobre nós mesmos. Então aqui vai, 10 coisas que ninguém imaginava sobre mim:
1- Eu bebo. E gosto.
2- Eu morro de vontade de fumar.
3- Eu tenho estrias e celulite.
4- Minha tatuagem significa muito mais pra mim do que pra você. E eu gosto que seja assim.
5- Eu me apaixonei por um croata no Chile, e um dia ainda vou atrás dele.
6- Eu sou preguiçosa, e fraca diante da minha preguiça.
7- Eu mato aula pra ficar dormindo e ouvindo música no sol.
8- Eu não acho errado fumar maconha. Não fumo, mas um dia, quem sabe.
9- Eu não quero ser advogada.
10- Eu não tenho a menor idéia do que eu quero pra minha vida, juro!
Então, isso é uma parte. O resto vai aparecendo aos poucos.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Think less but see it grow
Acontece que faltam seis semanas pro meu vestibular. Sim, aquele que tá aí pra decidir minha vida: o vai ou racha. É o agora ou nunca, a última e única chance que eu to me dando pra começar a viver, que vem depois - ano que vem, quando eu vou (com a graça divina) ter um salário, um trabalho, certa independência, etc etc. Pois então, faltam seis semanas. E é por isso que eu talvez fique um pouco sumida daqui. Ou não, talvez e passe por aqui diariamente, pra despejar o sufoco e extravasar a ansiedade.
O fato é: faltam seis semanas. Na verdade, menos de seis, quase cinco. Depois de amanhã faltam cinco, mas eu prefiro pensar que ainda são seis, pra fazer minha lista de coisas pra primeira semana durar mais. E eu quero fazer isso dar certo, eu quero passar nesse vestibular, e eu quero - e vou - conseguir. Assino aqui meu atestado de resistência, minha declaração de guerra, meu post scripit de persistência. Eu quero. Eu posso. Eu vou.
Então é isso.
Até breve, que pode ser amanhã, dia 23 de outubro ou 6 de janeiro.
Mas essa, é a última vez que eu vou me prometer um bocado de obstinação pra vestibulares. Juro.
O fato é: faltam seis semanas. Na verdade, menos de seis, quase cinco. Depois de amanhã faltam cinco, mas eu prefiro pensar que ainda são seis, pra fazer minha lista de coisas pra primeira semana durar mais. E eu quero fazer isso dar certo, eu quero passar nesse vestibular, e eu quero - e vou - conseguir. Assino aqui meu atestado de resistência, minha declaração de guerra, meu post scripit de persistência. Eu quero. Eu posso. Eu vou.
Então é isso.
Até breve, que pode ser amanhã, dia 23 de outubro ou 6 de janeiro.
Mas essa, é a última vez que eu vou me prometer um bocado de obstinação pra vestibulares. Juro.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Entra as aspas
Tem muita coisa não dita.
Tem muita poesia,
Muita música boa,
Muita palavra bonita,
Muitos desejos bons,
Muitos aprendizados.
Tem muita coisa naquele vazio paradoxal.
E é por isso que é bonito: porque é uma simplicidade
tão cheia de tudo, e é um vazio de tudo,
que é tanto e não cabe no corpo.
Mas cabe naquele vazio entre aspas.
Tem muita poesia,
Muita música boa,
Muita palavra bonita,
Muitos desejos bons,
Muitos aprendizados.
Tem muita coisa naquele vazio paradoxal.
E é por isso que é bonito: porque é uma simplicidade
tão cheia de tudo, e é um vazio de tudo,
que é tanto e não cabe no corpo.
Mas cabe naquele vazio entre aspas.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Diz tudo
''Perceber aquilo que se tem de bom
No viver é um dom, daqui não
Eu vivo a vida na ilusão
Entre o chão e os ares vou
Sonhando em outros ares vou
Fingindo ser o que eu já sou
Fingindo ser o que eu já sou
Mesmo sem me libertar eu vou''
No viver é um dom, daqui não
Eu vivo a vida na ilusão
Entre o chão e os ares vou
Sonhando em outros ares vou
Fingindo ser o que eu já sou
Fingindo ser o que eu já sou
Mesmo sem me libertar eu vou''
sábado, 3 de setembro de 2011
Sobre escolhas, sonhos e coragem.
Hoje eu fiz a minha inscrição pro vestibular.
Estava querendo esperar até o último dia, pra não dar nem tempo de me arrepender, mas senti hoje uma certeza (igual a que já senti tantas outras vezes, diga-se de passagem) que fiz.
Direito noturno.
Sem mais delongas, é isso mesmo.
Em um dos meus devaneios, pensei que uma pessoa me acusava de estar sendo covarde. Desistir de um sonho, só porque quer independência, só porque é dificil e exige muito mais esforço e tempo? Respondi em alto e bom tom, que eu não me achava covarde, pelo contrário: muito corajosa. Tinha desistido de sustentar um sonho que havia criado quanto estava completamente sem perspectiva, miseravel. Eu havia sustentado aquele sonho de menina que não tem nada pelo que esperar da vida, e se agarrou em uma perspectiva falha e tão cheia de ilusões. Agora, eu havia sido corajosa o bastante pra deixar aquele sonho de lado, e encarar meus novos desejos, minhas novas aspirações e possibilidades. Isso pra mim não é covardia. É muito antes, coragem.
Estava querendo esperar até o último dia, pra não dar nem tempo de me arrepender, mas senti hoje uma certeza (igual a que já senti tantas outras vezes, diga-se de passagem) que fiz.
Direito noturno.
Sem mais delongas, é isso mesmo.
Em um dos meus devaneios, pensei que uma pessoa me acusava de estar sendo covarde. Desistir de um sonho, só porque quer independência, só porque é dificil e exige muito mais esforço e tempo? Respondi em alto e bom tom, que eu não me achava covarde, pelo contrário: muito corajosa. Tinha desistido de sustentar um sonho que havia criado quanto estava completamente sem perspectiva, miseravel. Eu havia sustentado aquele sonho de menina que não tem nada pelo que esperar da vida, e se agarrou em uma perspectiva falha e tão cheia de ilusões. Agora, eu havia sido corajosa o bastante pra deixar aquele sonho de lado, e encarar meus novos desejos, minhas novas aspirações e possibilidades. Isso pra mim não é covardia. É muito antes, coragem.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Para trás?
Carta a um(a) psicólogo(a) que queira por algum motivo tentar me entender e me ajudar a entender minha cabeça, e acalmar meu coraçãozinho aflito:
Caro psicólogo,
Dizem que pra entender uma coisa a gente tem que começar pelo... começo, né? Pois bem, ao começo: eu quis ser professora na minha infância, jornalista e estilista na minha pré-adolescência (eu queria ser os dois - de preferência uma jornalista de moda e estilista nas horas vagas), e até os 13 anos eu tinha certo na minha cabeça que seria jornalista. Devido a problemas familiares, fui parar na casa dos meus avós, em um período difícil e cheio de problemas. Eu assistia aquele seriado médico, E.R., e foi dele que surgiu a minha vontade de ser médica. Mais por uma necessidade de ter um propósito de vida naquele momento do que por realmente entender a profissão e tudo que ela exige. Na época a imaturidade era tanta que na minha cabeça eu ia estudar medicina em Harvard ou Yale (influência de outro seriado, Gilmore Girls), ia morar em Chicago e trabalhar no County General. Eu realmente acreditava que ia estudar nos EUA, até o dia que eu resolvi fazer uma pesquisa, e descobri que eram necessários 40 mil dólares anuais para estudar lá. Com umas continhas simples e rápidas eu percebi que aquilo estava muito além das minhas possibilidades. A solução imediata foi começar a economizar o dinheiro do lanche, com o intuito de juntar todo o dinheiro até eu entrar na faculdade. Idiotices a parte, fui amadurecendo e percebendo que era mais provável que eu não conseguisse sair do país mesmo, e resolvi me contentar com uma universidade federal mesmo. Foi aí que eu resolvi mudar de escola, e encarar o desafio de estudar no colégio que mais aprovava alunos para medicina da UFMG. Eram mais de 60% das vagas, e eu achava aquilo incrível. Na época minha família já se encontrava bem estruturada novamente, e fui.
Entrei para o Bernoulli e logo me deparei com a verdade sobre o vestibular de medicina: daqueles 240 alunos, apenas 8, no máximo 10 tinham embarcado na universidade direto do ensino médio. Foi um baque para a minha pura pessoinha, que acreditava que passar no vestibular de medicina era simplesmente uma questão de estudar no lugar certo. Logo no meio do ano eu já tinha desistido de fazer medicina, e rondava na minha cabeça a ideia de fazer relações internacionais. A utopia agora era outra: eu seria uma diplomata, trabalhando na ONU e lutando pelos direitos das pessoas pobres da África. Enfim, eu não contava sobre a minha desistência para ninguém da família, pois tinha medo que minha mãe me fizesse mudar de escola.
No segundo ano, passei por uma depressão fud***, e uma das coisas que mais me incomodava era esse não dizer. Eu já tinha chutado o balde, não aguentava mais aquela escola e resolvi falar pra quem quisesse ouvir que eu não queria mais fazer medicina. O fato é: isso não me fez sair da escola (ainda bem), nem me fez melhorar.
No terceiro ano do ensino médio tudo melhorou. Fiquei feliz, equilibrada e tranquila, mas até o meio do ano para mim ainda existia a grande dúvida: o que eu vou fazer? Tive a fase da moda (eu tenho mania de confundir hobby com profissão), tive a fase da economia e um lapso de direito. Mas acabei me decidindo realmente pela medicina. Fiz o vestibular, mas não tinha a menor esperança de passar para a segunda fase. Acontece que eu acabei passando, nas duas universidades que eu tinha feito inscrição, mas já era tarde e eu não tinha estudado tanto quanto deveria. Não passei da segunda fase, mas ter passado da primeira me deu um sopro de esperança, um gostinho bom.
Nesse ano então, comecei a encarar o meu primeiro ano de cursinho. Tudo ia bem (apesar de ser um saco, as pessoas serem muito chatas, etc) até o dia que a UFMG resolveu tirar a nota da redação da primeira etapa. Foi um balde de água gelada. Eu só passei para a segunda etapa por causa da nota da minha redação, que é o meu forte. Passar, antes, era uma possibilidade palpável. Agora, era bem remota, quase impossível. Foi uma semana de cão, minha cabeça a mil, e eu só pensava em desistir. Na última segunda feira, depois dessa semana de cão, pensei muito e cheguei a uma conclusão: como diria a minha tia Patinha, medicina é uma profissão que exige tudo de você e não te dá nada em troca. É uma vidinha de merda, porrada atrás de porrada, esforço, e mais esforço. É uma prova de resistência. Você tem que passar no vestibular, o que é uma luta suada e fudida. Depois vem o curso, quando você estuda, estuda, estuda, por 6 anos e não pode trabalhar - é um atestado de pobreza. Depois, acabou!! O curso. Agora vem a residência: mais um vestibular, mais 2 anos de estudo árduo, muita ralação e pouco dinheiro. Oito anos depois, você ainda tem mais uma coisa a fazer: especialização. Aí é hora de começar a pensar em acabar. Você vai ficar uns 2, 3 anos, e só depois, agora sim, você pode começar a pensar em ganhar dinheiro. Ufa. Isso é, você pode pensar. Maaas, atualmente ser médico não é garantia de ficar rico depois que formar. Ainda mais na minha situação, quando você não tem pais, mãe, avós que são médicos. Você corre o risco de ter que se sujeitar a trabalhar em um posto de saúde numa periferia ou interior, ganhar porra nenhuma e trabalhar pra caralho, e ainda não ter condição nenhuma de tratar seus pacientes com dignidade por que o Estado não te garante nem uma luva cirúrgica direito.
Tem outra opção, um pouco menos pior: você pode se sujeitar a ser explorado por um plano de saúde - ou vários ao mesmo tempo - que vai te pagar pouco, vai fazer você atender 4 pacientes por hora (pra ganhar mais), e você nunca vai conseguir saber nem o nome dos seus pacientes direito.
Vamos agora ao meu raciocínio: se eu fizer direito, eu vou poder:
1- trabalhar durante o curso, ganhando dinheiro de verdade;
2- começar minha vida antes, bem antes;
3- ter várias áreas de atuação, sem depender de planos de saúde e do governo, e ainda tem sempre a opção do concurso público (apesar de eu ser veemente contra esse bando de atoa que fica mamando nos cofres do Estado).
Aí, vem algum hipócrita e me pergunta: mas você então vai fazer direito ou medicina por dinheiro. Eu te respondo: você trabalha para que? Se eu não precisasse ganhar dinheiro, eu ia ler, estudar, cozinhar, viajar pelo mundo, fazer trabalho voluntário!!! Eu não ia ficar ralando meu traseiro para conseguir dinheiro não. Se Webber acha que o trabalho enobrece o homem, eu digo: o que enobrece o homem é a vida que ele constrói. Politico corrupto nenhum é nobre porque trabalha. Advogado corrupto nenhum é nobre porque trabalha. A dignidade do homem não está ligada ao trabalho, e a profissão não deveria ser a coisa mais importante da vida de ninguém. E, definitivamente, não é a coisa mais importante da minha vida.
Agora vamos aos meus objetivos de vida: o que eu quero? Eu quero uma coisa: ter possibilidade e oportunidade de fazer as coisas que eu gosto. Por possibilidade, entenda-se dinheiro, e por oportunidade entenda-se tempo. Pois é. Medicina pode talvez me proporcionar possibilidades, e muito provavelmente não me proporcionará muitas oportunidades. Direito por outro lado pode me proporcionar os dois.
Mas o que ainda me prende à medicina? E o que ainda me deixa insegura em relação ao direito?
O que me prende à medicina é a imagem que as vezes vem na minha cabeça: eu, vestida em um avental azul com jaleco branco e um estetoscópio no pescoço, olhando para uma radiografia, ou então numa sala de cirurgia com um bisturi na mão.
O que ainda me deixa insegura em relação ao direito, é que eu nunca - para falar verdade - tive interesse em advogar. Não sei falar em público, e fico vermelha quando sou obrigada. Não sei se o curso deve ser legal, mais ou menos eu acho.
Ao mesmo tempo, o que me traz insegurança é também o que me desafia: fazer direito seria um grande desafio pessoal para mim, ia me tirar desse mundinho introspectivo. Eu ia ter que colocar a cara no mundo, botar minhas perninhas para andar. Medicina ia me manter na zona de conforto: ficar estudando apenas pelos próximos 8 anos.
Então, caro psicólogo, o que você me diz sobre este dilema?
Caro psicólogo,
Dizem que pra entender uma coisa a gente tem que começar pelo... começo, né? Pois bem, ao começo: eu quis ser professora na minha infância, jornalista e estilista na minha pré-adolescência (eu queria ser os dois - de preferência uma jornalista de moda e estilista nas horas vagas), e até os 13 anos eu tinha certo na minha cabeça que seria jornalista. Devido a problemas familiares, fui parar na casa dos meus avós, em um período difícil e cheio de problemas. Eu assistia aquele seriado médico, E.R., e foi dele que surgiu a minha vontade de ser médica. Mais por uma necessidade de ter um propósito de vida naquele momento do que por realmente entender a profissão e tudo que ela exige. Na época a imaturidade era tanta que na minha cabeça eu ia estudar medicina em Harvard ou Yale (influência de outro seriado, Gilmore Girls), ia morar em Chicago e trabalhar no County General. Eu realmente acreditava que ia estudar nos EUA, até o dia que eu resolvi fazer uma pesquisa, e descobri que eram necessários 40 mil dólares anuais para estudar lá. Com umas continhas simples e rápidas eu percebi que aquilo estava muito além das minhas possibilidades. A solução imediata foi começar a economizar o dinheiro do lanche, com o intuito de juntar todo o dinheiro até eu entrar na faculdade. Idiotices a parte, fui amadurecendo e percebendo que era mais provável que eu não conseguisse sair do país mesmo, e resolvi me contentar com uma universidade federal mesmo. Foi aí que eu resolvi mudar de escola, e encarar o desafio de estudar no colégio que mais aprovava alunos para medicina da UFMG. Eram mais de 60% das vagas, e eu achava aquilo incrível. Na época minha família já se encontrava bem estruturada novamente, e fui.
Entrei para o Bernoulli e logo me deparei com a verdade sobre o vestibular de medicina: daqueles 240 alunos, apenas 8, no máximo 10 tinham embarcado na universidade direto do ensino médio. Foi um baque para a minha pura pessoinha, que acreditava que passar no vestibular de medicina era simplesmente uma questão de estudar no lugar certo. Logo no meio do ano eu já tinha desistido de fazer medicina, e rondava na minha cabeça a ideia de fazer relações internacionais. A utopia agora era outra: eu seria uma diplomata, trabalhando na ONU e lutando pelos direitos das pessoas pobres da África. Enfim, eu não contava sobre a minha desistência para ninguém da família, pois tinha medo que minha mãe me fizesse mudar de escola.
No segundo ano, passei por uma depressão fud***, e uma das coisas que mais me incomodava era esse não dizer. Eu já tinha chutado o balde, não aguentava mais aquela escola e resolvi falar pra quem quisesse ouvir que eu não queria mais fazer medicina. O fato é: isso não me fez sair da escola (ainda bem), nem me fez melhorar.
No terceiro ano do ensino médio tudo melhorou. Fiquei feliz, equilibrada e tranquila, mas até o meio do ano para mim ainda existia a grande dúvida: o que eu vou fazer? Tive a fase da moda (eu tenho mania de confundir hobby com profissão), tive a fase da economia e um lapso de direito. Mas acabei me decidindo realmente pela medicina. Fiz o vestibular, mas não tinha a menor esperança de passar para a segunda fase. Acontece que eu acabei passando, nas duas universidades que eu tinha feito inscrição, mas já era tarde e eu não tinha estudado tanto quanto deveria. Não passei da segunda fase, mas ter passado da primeira me deu um sopro de esperança, um gostinho bom.
Nesse ano então, comecei a encarar o meu primeiro ano de cursinho. Tudo ia bem (apesar de ser um saco, as pessoas serem muito chatas, etc) até o dia que a UFMG resolveu tirar a nota da redação da primeira etapa. Foi um balde de água gelada. Eu só passei para a segunda etapa por causa da nota da minha redação, que é o meu forte. Passar, antes, era uma possibilidade palpável. Agora, era bem remota, quase impossível. Foi uma semana de cão, minha cabeça a mil, e eu só pensava em desistir. Na última segunda feira, depois dessa semana de cão, pensei muito e cheguei a uma conclusão: como diria a minha tia Patinha, medicina é uma profissão que exige tudo de você e não te dá nada em troca. É uma vidinha de merda, porrada atrás de porrada, esforço, e mais esforço. É uma prova de resistência. Você tem que passar no vestibular, o que é uma luta suada e fudida. Depois vem o curso, quando você estuda, estuda, estuda, por 6 anos e não pode trabalhar - é um atestado de pobreza. Depois, acabou!! O curso. Agora vem a residência: mais um vestibular, mais 2 anos de estudo árduo, muita ralação e pouco dinheiro. Oito anos depois, você ainda tem mais uma coisa a fazer: especialização. Aí é hora de começar a pensar em acabar. Você vai ficar uns 2, 3 anos, e só depois, agora sim, você pode começar a pensar em ganhar dinheiro. Ufa. Isso é, você pode pensar. Maaas, atualmente ser médico não é garantia de ficar rico depois que formar. Ainda mais na minha situação, quando você não tem pais, mãe, avós que são médicos. Você corre o risco de ter que se sujeitar a trabalhar em um posto de saúde numa periferia ou interior, ganhar porra nenhuma e trabalhar pra caralho, e ainda não ter condição nenhuma de tratar seus pacientes com dignidade por que o Estado não te garante nem uma luva cirúrgica direito.
Tem outra opção, um pouco menos pior: você pode se sujeitar a ser explorado por um plano de saúde - ou vários ao mesmo tempo - que vai te pagar pouco, vai fazer você atender 4 pacientes por hora (pra ganhar mais), e você nunca vai conseguir saber nem o nome dos seus pacientes direito.
Vamos agora ao meu raciocínio: se eu fizer direito, eu vou poder:
1- trabalhar durante o curso, ganhando dinheiro de verdade;
2- começar minha vida antes, bem antes;
3- ter várias áreas de atuação, sem depender de planos de saúde e do governo, e ainda tem sempre a opção do concurso público (apesar de eu ser veemente contra esse bando de atoa que fica mamando nos cofres do Estado).
Aí, vem algum hipócrita e me pergunta: mas você então vai fazer direito ou medicina por dinheiro. Eu te respondo: você trabalha para que? Se eu não precisasse ganhar dinheiro, eu ia ler, estudar, cozinhar, viajar pelo mundo, fazer trabalho voluntário!!! Eu não ia ficar ralando meu traseiro para conseguir dinheiro não. Se Webber acha que o trabalho enobrece o homem, eu digo: o que enobrece o homem é a vida que ele constrói. Politico corrupto nenhum é nobre porque trabalha. Advogado corrupto nenhum é nobre porque trabalha. A dignidade do homem não está ligada ao trabalho, e a profissão não deveria ser a coisa mais importante da vida de ninguém. E, definitivamente, não é a coisa mais importante da minha vida.
Agora vamos aos meus objetivos de vida: o que eu quero? Eu quero uma coisa: ter possibilidade e oportunidade de fazer as coisas que eu gosto. Por possibilidade, entenda-se dinheiro, e por oportunidade entenda-se tempo. Pois é. Medicina pode talvez me proporcionar possibilidades, e muito provavelmente não me proporcionará muitas oportunidades. Direito por outro lado pode me proporcionar os dois.
Mas o que ainda me prende à medicina? E o que ainda me deixa insegura em relação ao direito?
O que me prende à medicina é a imagem que as vezes vem na minha cabeça: eu, vestida em um avental azul com jaleco branco e um estetoscópio no pescoço, olhando para uma radiografia, ou então numa sala de cirurgia com um bisturi na mão.
O que ainda me deixa insegura em relação ao direito, é que eu nunca - para falar verdade - tive interesse em advogar. Não sei falar em público, e fico vermelha quando sou obrigada. Não sei se o curso deve ser legal, mais ou menos eu acho.
Ao mesmo tempo, o que me traz insegurança é também o que me desafia: fazer direito seria um grande desafio pessoal para mim, ia me tirar desse mundinho introspectivo. Eu ia ter que colocar a cara no mundo, botar minhas perninhas para andar. Medicina ia me manter na zona de conforto: ficar estudando apenas pelos próximos 8 anos.
Então, caro psicólogo, o que você me diz sobre este dilema?
terça-feira, 7 de junho de 2011
Para trás
Ontem tomei uma decisão grande, que não sei ainda ao certo se vai durar. Resolvi acabar de vez com esse sonho antigo e imaturo de medicina. Decidi me aventurar pelos (vários) caminhos do direito. Agora vamos aos motivos da minha decisão:
- Por que DIREITO? Em primeiro lugar, é uma passar no vestibular é uma possibilidade palpável para a minha pessoa. Além disso, tem todo o fato de ser um curso interessante (baseado na grade curricular), de existir a possibilidade de fazer direito noturno, que eu vou poder trabalhar durante o curso, a faculdade de direito da UFMG fica no centro, muito mais acessivel, eu não vou precisar cortar minhas unhas (rsrs), vou poder usar terninhos (charme!!) e, o motivo mais legal e importante: vai ser um grande desafio pessoal para mim, deixar minha timidez de lado, dar a cara a tapas pra conseguir empregos, estágio, correr atrás da minha graninha e poder ficar independente financeiramente muito mais rápido.
- Por que não mais a medicina? Eu sinceramente não sei se daria certo como médica. Na verdade, certo eu daria, mas não sei se conseguiria ser completamente feliz. Além disso tem toda a questão de assinar um tratado de dependencia financeira (no meu caso, tratado de pobreza) pelos próximos 7 anos, sendo muito otimista. Também tem o fato de que passar no vestibular é uma impossibilidade palpável, e eu não quero passar nem mais 7 meses no cursinho.
Pensei, pensei, pensei.
Cheguei à conclusão que direito vai me possibilitar chegar muito longe, muito mais rápido e com bem menos sofrimento. Medicina é uma profissão de entrega. É não ter tempo para nada, ter que morrer estudando, não poder trabalhar durante todo o curso. Medicina é uma profissão linda, mas não para quem tem ambições tão grandes como eu, nem para quem viveu tão pouco, e tem tanta sede de viver como eu. O direito vai me dar a possibilidade e a oportunidade de crescer como pessoa, eu vou ter que sair da minha zona de conforto, vou ter que ir trabalhar, procurar emprego, enfrentar correria e cobranças do mundo externo. Além disso, eu não sei ao certo se fiz essa escolha (do sonho antigo) da forma mais correta possível. Eu era jovem, imatura e passava por um momento extremamente delicado, em que precisava urgentemente de ter alguma perspectiva de vida na qual me prender. E foi nisso que eu encontrei força para continuar de pé. Nesse sonho imaturo de querer ser médica em Chicago, fazer medicina em Harvard, e trabalhar no County General.
Eu continuo sendo a mesma menina que quer andar pra frente, dar passos largos, e ir embora do país. Mas hoje, eu tenho maturidade para entender que talvez seja hora de deixar aquele sonho antigo para trás, e assumir meu verdadeiro sonho: ter possibilidade e oportunidade de fazer as coisas que eu gosto.
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domingo, 1 de maio de 2011
Metas para maio
Abril já passou, agora é hora de fazer maio passar bem depressa. E as metas são:
- Continuar correndo, e aumentar a distância;
- Não parar de ir na academia;
- Emagrecer(!!!);
- Estudar pelo menos alguma coisa;
- Acabar de ler Macunaíma;
- Ler algum livro;
- Ver pelo menos 3 filmes;
- Fechar a apostila 1 pelo menos;
- Ficar mais tranquila, menos nervosa
sábado, 30 de abril de 2011
Balanço do mês
Abril passou meio rápido, meio devegar - depende da perspectiva. Mas passou, ainda bem. Um mês a menos dessa espera incessante. Foi um mês que meu arrependimento começou a pesar muito nas costas, e me fez passar dias e dias com uma cosquinha de tristeza que vinha e ia. Foi mês de muita saudade daqueles dias ''chilenos'', mas foi também mês de sorte, rsrsrs. Consegui voltar a correr, não parei de frequentar a academia, nem as oficinas de redaçào e aulas temáticas. Tirei não uma, mas duas notas boas de redação, acabei o livro do Neruda, li mais ou menos um do Pessoa, e tô quase acabando Macunaíma, acho que essa semana vai. Não estudei nada, mas fiz muitos módulos (durante a aula, mas fiz), tive uma ótima páscoa, assisti mais de três filmes e passei muito tempo atoa, o que pra mim, acho que é bem produtivo, rs. Economizei uns 10 reais, mas o melhor foi meu mini premio da mega sena. O máxi, um dia ainda sai!!!
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Deixo tudo assim
Depois de um feriado vem sempre a vontade de prolongar essa falta do que fazer, permanecer no ócio criativo do tédio.
Me escapa uma vontade de largar tudo, a mesma de sempre. Vontade de me jogar no mundo, de andar com minhas perninhas por outros solos, me perder num deserto qualquer, num litoral distante, numa selva de pedras suja. Essa vontade já tá virando clichê por aqui, mas fazer o que? É ela que tira meu sono, que me causa dores de cabeça, que me traz indecisão, impaciência e amarga a boca.
Desculpa.
É que ficar nessa de aquecimento uma vida inteira já tá enchendo o saco.
Pior é passar por tudo igual aquela flor bonita da foto.
Me escapa uma vontade de largar tudo, a mesma de sempre. Vontade de me jogar no mundo, de andar com minhas perninhas por outros solos, me perder num deserto qualquer, num litoral distante, numa selva de pedras suja. Essa vontade já tá virando clichê por aqui, mas fazer o que? É ela que tira meu sono, que me causa dores de cabeça, que me traz indecisão, impaciência e amarga a boca.
Desculpa.
É que ficar nessa de aquecimento uma vida inteira já tá enchendo o saco.
Pior é passar por tudo igual aquela flor bonita da foto.
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