terça-feira, 7 de junho de 2011

Para trás

Ontem tomei uma decisão grande, que não sei ainda ao certo se vai durar. Resolvi acabar de vez com esse sonho antigo e imaturo de medicina. Decidi me aventurar pelos (vários) caminhos do direito. Agora vamos aos motivos da minha decisão:
  • Por que DIREITO? Em primeiro lugar, é uma passar no vestibular é uma possibilidade palpável para a minha pessoa. Além disso, tem todo o fato de ser um curso interessante (baseado na grade curricular), de existir a possibilidade de fazer direito noturno, que eu vou poder trabalhar durante o curso, a faculdade de direito da UFMG fica no centro, muito mais acessivel, eu não vou precisar cortar minhas unhas (rsrs), vou poder usar terninhos (charme!!) e, o motivo mais legal e importante: vai ser um grande desafio pessoal para mim, deixar minha timidez de lado, dar a cara a tapas pra conseguir empregos, estágio, correr atrás da minha graninha e poder ficar independente financeiramente muito mais rápido.
  • Por que não mais a medicina? Eu sinceramente não sei se daria certo como médica. Na verdade, certo eu daria, mas não sei se conseguiria ser completamente feliz. Além disso tem toda a questão de assinar um tratado de dependencia financeira (no meu caso, tratado de pobreza) pelos próximos 7 anos, sendo muito otimista. Também tem o fato de que passar no vestibular é uma impossibilidade palpável, e eu não quero passar nem mais 7 meses no cursinho.
Pensei, pensei, pensei.
Cheguei à conclusão que direito vai me possibilitar chegar muito longe, muito mais rápido e com bem menos sofrimento. Medicina é uma profissão de entrega. É não ter tempo para nada, ter que morrer estudando, não poder trabalhar durante todo o curso. Medicina é uma profissão linda, mas não para quem tem ambições tão grandes como eu, nem para quem viveu tão pouco, e tem tanta sede de viver como eu. O direito vai me dar a possibilidade e a oportunidade de crescer como pessoa, eu vou ter que sair da minha zona de conforto, vou ter que ir trabalhar, procurar emprego, enfrentar correria e cobranças do mundo externo. Além disso, eu não sei ao certo se fiz essa escolha (do sonho antigo) da forma mais correta possível. Eu era jovem, imatura e passava por um momento extremamente delicado, em que precisava urgentemente de ter alguma perspectiva de vida na qual me prender. E foi nisso que eu encontrei força para continuar de pé. Nesse sonho imaturo de querer ser médica em Chicago, fazer medicina em Harvard, e trabalhar no County General.
Eu continuo sendo a mesma menina que quer andar pra frente, dar passos largos, e ir embora do país. Mas hoje, eu tenho maturidade para entender que talvez seja hora de deixar aquele sonho antigo para trás, e assumir meu verdadeiro sonho: ter possibilidade e oportunidade de fazer as coisas que eu gosto.

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