Desde a minha última briga com minha mãe, essa semana (sim, elas são recorrentes), que eu fiquei com uma coisa na cabeça. Ela me acusou, entre outras coisas que eu não concordo, de ser arrogante. Pensei, pensei, pensei. Cheguei à conclusão de que sou sim, arrogante. Ainda estou me acostumando com a idéia, pensando em todas as minhas atitudes que demonstram isso, e tentando encontrar uma forma de amenizar tal defeito.
Eu sempre achei que meu maior defeito fosse a minha insegurança. Mas, olha que complexo: eu sou muito segura por dentro: eu tenho opiniões fortes, sei o que quero e o que não quero quase sempre, sinto e pressinto muita coisa, mas isso tudo fica dentro de mim. Pra fora, pro mundo eu sou muito insegura. Não sei se por isso que me tornei arrogante - para disfarçar a minha insegurança - ou se o excesso de segurança que tenho pela minha pessoa que fez com que eu me tornasse arrogante. Vai ver é um ciclo vicioso, e eu nem sei.
Sei, é que quase tudo que está errado na minha vida deve-se a um desses dois grandes defeitos: não tenho namorado porque sou insegura e arrogante - ninguém é bom o suficiente para mim. Não passei no vestibular mais por causa da minha arrogancia, do que minha insegurança. Minhas amizades são muito superficiais porque eu sempre acho que os outros não são tão bons quanto eu, e aqueles que o são, eu sou muito insegura para ir falar com eles, e fazer amizade.
Minha insegurança talvez seja meu maior defeito para dentro, enquanto seu espelho externo - a arrogancia - seja ameu maior defeito para fora.
Exageros a parte, a coisa ainda se desenrola na minha cabeça. É dificil enxergar um grande defeito, que traz tantos prejuízos para a vida, ao mesmo tempo que é bom saber enxergá-lo. É dificil. Mas é melhor encará-lo, e tentar mudar alguma coisa aqui dentro, porque desse jeito que está, não pode ficar.
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