quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A escola da minha vida

Hoje foi a minha colação de grau. Enquanto eu aguardava a minha vez de receber meu diploma, um filminho começou a passar na minha cabeça e trouxe de volta todos os grandes momentos dos últimos três anos. Me lembrei da primeira vez que passei na porta do Bernoulli, e de como conseguia me imaginar ali dentro. Lembrei do teste que eu fiz, de como tudo aquilo era novo e grandioso, de toda a expectativa de chegar o dia 11 de outubro de 2007, quando sairia o resultado, e me lembrei também da minha felicidade quando liguei para a secretária do colégio, e uma pessoa me informou que eu estava aprovada. Lembrei da reunião que foi mais uma palestra, quando comecei a admirar os criadores daquela idéia chamada Bernoulli, e de como sai dali decidida a fazer as coisas darem certo. Me lembrei da expecativa das férias de janeiro, quando eu fui comprar material escolar, e fui comprar o uniforme também que (que novidade!) teria meu nome estampado no peito. Lembrei do primeiro dia de aula, quando me sentei no fundo mais ou menos daquela sala cheia de estranhos, que eram a maioria novatos como eu, e onde alguns outros veteranos já arredavam carteiras, conversavam e brincavam de forma descontraida com os professores. Lembrei de todas as primeiras aulas no Bernoulli, quando cada cara nova que entrava ali despertava em mim uma curiosidade ainda maior. Lembro da expectativa da primeira prova, e de como a minha ilusão de que para passar no vestibular bastava estudar no Bernoulli veio ao chão com apenas algumas semanas de aula. Lembrei de todo o percurso do primeiro ano, quando uma parte de mim descobria o mundo, enquanto outra parte descobria uma palavrinha muito importante: responsabilidade. Meu primeiro ano foi aos trancos e barrancos, muitas recuperações, muitos estudos e muito desespero na hora das provas. No primeiro ano, consegui aprender o segredo do Bernoulli: mesclar responsabilidade com liberdade, e isso é possível. O segundo ano foi feito de grandes aprendizados, sem muito sufoco e com uma ajuda divina para eu onseguir passar de ano. Sim, porque passar de ano antes das provas finais foi um feito inédito no meu ensino médio, e confesso que o mérito não foi meu. Veio então o filminho desse terceiro ano. O último e mais temido ano, que tenho orgulho de dizer que foi o melhor da minha vida. Parece que tudo que tinha para dar errado, deu errado nesse ano. Foi a UFMG que mudou a primeira fase, o ENEM que foi anulado e depois não, e depois sim mas só para alguns. E mesmo assim, conseguimos driblar os problemas, estampar um sorriso no rosto e continuar andando em direção aos nossos sonhos. E seria tudo diferente, se não pudéssemos contar com a maior e mais grandiosa equipe de professores. A única coisa que me tranquilizava em todos os momentos que fomos postos a prova ao longo desse ano, era a confiança em cada um deles, e na instituição como um todo. Ser professor de terceiro ano não me parece ser uma tarefa fácil. Pelo contrário, é um cargo de imensa responsabilidade: eles têm que zelar pelo ensino e pela nossa sanidade mental ao longo do ano. Posso dizer que todos os professores do Bernoulli cumpriram seus papeis com excelência. Cada um deles conseguiu extrair dos momentos mais difíceis uma luz no fim do túnel, e dos momentos mais alegres algum aprendizado. Eles foram demais!!! O meu único sentimento agora, é de extrema gratidão. Meu desejo, era poder colocar cada um deles em um potinho, e levá-los comigo pelo resto da minha vida para que continuem a ser grandes mentores e mestres. Meu desejo era poder abraçar cada um de vocês e presenteá-los com o que há de mais valioso nesse mundo: uma tonelada de muita felicidade. Essa foi a escola em que eu me construí, foi a escola que deixou a menina para trás e onde uma mulher começou a se formar. Essa foi a escola da minha vida, para a minha vida.

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