sábado, 25 de dezembro de 2010
Das coisas que eu sei sobre mim:
Eu gosto de música. Muito, e só das boas. Desprezo axé, sertanejo, pagode e, principalmente, funk. Gosto de clássica tipo Vivaldi, e dos clássicos tipo Sinatra. Gosto de rock tipo Led, Beatles, Strokes e amo indie tipo Beirut e Regina Spektor. Tenho tido uma queda por Bossa Nova tipo Tom Jobim, e comecei a admirar Chico e Caetano. Gosto de descobrir coisas novas, e acrescentá-las à minha listinha de bandas favoritas. Tenho fases musicais. Acho que cada música tem um momento, e gosto de apreciá-las principalmente via fone de ouvido, no ônibus, torcendo pra não chegar meu ponto e eu ter que descer. Não gosto de música, amo.
Amo também cinema. Gosto de filmes bem produzidos, as grandes produções dignas de Oscar. Mas aprendi a apreciar também aqueles que recebem o Urso de Ouro, e vão para o Sundance. Gosto de reparar na fotografia, na trilha sonora e no roteiro do filme. Faço e leio críticas. Na verdade, leio e faço críticas. Gosto de me identificar com um diretor, e assistir todos os filmes dele de uma vez. Me apaixono por trilhas sonoras bem produzidas, e ouço até enjoar. Gosto de ver filme em casa, mas também amo ir ao cinema e ver tudo grande e alto.
Amo, amo, amo literatura. Era uma leitora best-seller, mas comecei a aprender a apreciar a literatura (de verdade), e agora passo longe de qualquer lista dos mais vendidos. Gosto de ter o livro na minha estante, e de vez em quando ir passando as páginas, só por nada mesmo. Aprendi há pouco tempo que literatura não é Dan Brown, e me familiarizo mais com Machados, Gracilianos, Clarices, Cecílias e Vinicius. Aprendi a ler poesia, mas só consigo ler as mais intensas com silêncio e calma.
Gosto muito de moda, e preciso ser rica pra ter um closet dos meus sonhos. Tento ser chique, descolada e estilosa, mas só consigo de vez em quando. Gosto de passear pelos sites de compra online, e ir lotando shopping bags com tudo o que faria do meu closet o dos sonhos. Sonho com um Louboutin, um Manolo Blahnik, uma sapatilha Gucci e um All Star vermelho. Sonho em carregar uma Birkin, uma Mulberry e uma Bottega Veneta. Amo Marc Jacobs, Urban Outfitters e Cavalera. Se eu fosse receber o Oscar, usaria um Elie Saab, ou um Marchesa de um ombro só. Coco Chanel, Audrey Hepburn e Marion Cotillard são minhas divas. Meu closet seria todo branco e sem portas. Acredito que menos é mais, sempre.
Tenho um quarto que amo e me orgulho. Cada detalhe dele é do jeito que eu sempre quis, e minha casa dos sonhos seria uma versão do meu quarto em vários cômodos. Prefiro apartamento a casas, já perdi a minha e tive que morar num quarto e é por isso que hoje eu valorizo muito meu pedacinho de céu. Sou organizada quase sempre, e o que não se inclui nesse quase sempre é quando tenho um milhão de coisas pra fazer e não paro em casa. Gosto de ver uma bagunça organizada as vezes, e tudo no meu quarto tem seu lugar exato. As duas únicas coisas que ainda faltam no meu quarto, são uma vitrola e um som.
Me perco no tempo quando estou no computador. Gosto de ficar vendo fofocas dos ricos e famosos (vergonha de admitir isso), amo passear pelos milhares de blogs de moda e coisas bonitas por aí, fico ouvindo música quase sempre quando tô no computador. Uso twitter e facebook sáo pra não perder contato com o mundo virtual, e gosto de jogar Bubbleshooter. Odeio o iTunes e prefiro o Media Player.
Meu celular é pequeno e esquisito, e seu eu pudesse trocava ele, mas tem tantas outras coisas pra fazer e me preocupar que deixo ele assim mesmo. É um bom início de conversa, sempre.
Eu me achava inteligente, até chegar no ensino médio e descobrir que eu não sabia nada ainda. Fiquei três anos brincando de fingir que sou inteligente, e hoje eu tenho que correr atrás. Minha escola do ensino médio foi a escola da minha vida, onde conheci grandes amigos, mestres e alguns exemplos a seguir. Foi lá que eu aprendi literatura, comecei a gosto de Chico, e me apaixonei uma vez ou mais.
Minha familia é toda louca, desestruturada e patida ao meio. Meus pais são separados, minha relação com o meu pai era péssima e eu fui crescendo e aprendendo a lidar com ele. Minha relação com a minha mãe eu ainda não resolvi por isso é melhor não falar, afinal, não faz parte das coisas que sei sobre mim. Adoro a companhia dos meus tios e tias e avos e primo da familia da minha mãe. Amo as reuniões e almoços em familia. Amo, de amor mesmo o meu avô. Ele é em quem eu confio cegamente, e meus olhos ficam marejados só de pensar nisso. Minha avó eu ando aprendendo a conviver com ela também, e ela com o mundo. Minha madrinha é quem me diverte quase sempre, e ela é uma pessoa de coração enorme. Minha familia do lado de lá é bacana também, mas tem mania de ficar tapando os buracos e eu não gosto disso. Tenho uma tia avó que eu amo também, e é a segunda pessoa que eu mais confio.
Tenho poucos amigos, e são bons sim. Conheci os melhores nesse último ano, descobri que entre amigos tem que ter sim um ponto de interseção, mas deve existir também muitas outras diferenças. Gosto de rir com os amigos, ficar em silêncio e ouvir, e também andei descobrindo que é bom ouvir o silêncio e falar. Amo as fugas durante a aula pra fazer coisas completamente sem propósito, tipo ficar atoa na Praça da Liberdade e pegar um ônibus e ir parar lá no Café da Travessa, com vontade pra beber uma caipirinha numa segunda a tarde, mas sem ter dinheiro nem pra uma coca cola direito.
Gosto de ficar sozinha e me acostumei a isso. As vezes a presença de si mesmo supera a ausência dos outros, mas as vezes a presença de si mesmo demais revela a ausência dos outros, e dói.
Não tenho namorado, nem nunca tive. Quero sim, e o mais rápido possível. Mas só aceito se for alguém que mude alguma coisa em mim, de preferência que me coloque cara a cara com o mundo e diga: "agora é com você, vai!!".
Eu sei que tenho uma queda por homens mais velhos.
Sinto uma necessidade imensa de mudança, ela grita e suspira na minha cabeça, principalmente nas madrugadas solitárias.
Gosto das palavras solidão, melancolia, ausência, beleza, charme, tolice, infinito e leve.
Não gosto das palavras desgraça, ruim, e da expressão para sempre.
Eu amo, amo, amo a vida!
Prefiro usar um ou dois pontos de exclamação, e adoro intercalar exclamações e interrogações. Acho que elas quase sempre casam.
Casamento pra mim, só se acontecer um milagre que eu torço (confesso) para acontecer.
Filhos, só se conseguirem mudar muita coisa em mim, despertar uma molecagem infinita que me faça correr atrás deles no shopping, e cair no chão rindo sem me preocupar com todo mundo que está assistindo a cena, fazendo daquilo um momento só nosso (igual a mãe que eu vi no shopping).
Tenho medo de continuar a linhagem de relacionamentos impossíveis da minha familia: entre mãe e filha, marido e mulher, mulher e vida.
Tenho medo de morrer sem falar e sem que as outras pessoas saibam de tudo o que passa na minha cabeça. Fora isso, não tenho medo de morrer.
Me acho desengonçada e desastrada. Quase sempre.
Tenho pressntimentos, mas também tenho a mania de não dar ouvidos a eles.
Sempre enxergo uma certa ternura em momentos ruins ou tristes da minha vida. Quase sempre desabafo aqui.
Eu tenho problemas de dicção, eu acho. Sempre embolo as palavras e odeio quando as pessoas não entendem o que eu falo e eu tenho que repetir mais de uma vez ou uma só.
Meu sonho é realizar uma obra prima e ser reconhecida pelo mundo afora.
Quero conhecer todos os continentes, mas por enquanto só conheço um. Quero também ir ao Butão, a Bali, Tailândia, Índia, Marrocos, Japão e, claro, a Europa e seu charme imortal.
Só quero aprender a dirigir pra poder pegar um carro e sair pela estrada sem rumo, com o som no volume máximo e as janelas abertas, respirando liberdade. Se não, eu passava o resto da minha vida andando a pé e de ônibus.
Acho que não tem preço andar de ônibus e ir vendo as coisas que agente sempre vê a pé, e nunca vê de carro, só que do alto. Ver as pessoas, e ouvir as histórias de gente tão diferente, ou tão igual.
Tinha vontade de ser muito diferente do que eu sou, já quis ser um pouco de tudo. Queria ser uma pessoa descolada, bacana e simpática, que todo mundo conhecesse, e linda. Queria ser inteligente, séria, fina e ter uma beleza estonteante. Já quis ser intelectual, extrovertida, sincera, divertida e engajada. Descobri que não dá pra ser tudo ao mesmo tempo, por isso invento histórias adoidado na minha cabeça.
Quero morar em Nova York, e Paris, e em São Paulo.
Eu amo comer, e acho que meu pecado é a gula. Gosto de comida simples, mais ou menos e de algumas frescas. Não gosto de frutos do mar, meu sonho era gostar de café e queria ser vegetariana. Não gosto - de verdade - de: leite, milho, camarão, melão, cerveja. Gosto, muito e eternamente de: risoto de limão siciliano, chocolate, molho a base de vinho, petit gateau e pão de queijo com Coca Zero. Minha bebida preferida é caipi morango e sim, eu gosto de whisky on rocks.
Meu sinal de pontuação preferido é a reticências. Também tenho uma queda especial pelas aspas.
Olhos azuis me deixam tonta. No bom sentido.
Queria trabalhar e ter meu dinheiro.
As vezes tenho vontade colocar o mundo no meu colo, e fazer carinho nele todo. Curar cada doença de quem não merece sofrer, enriquecer cada pessoa que precisa e empobrecer aquelas que não sabem ser ricas. Jogar fora cada pessoa que não merece viver,e dar vida nova para todas aquelas que querem viver.
Eu já quis morrer. Hoje quero, e muito, viver.
Não entendo muitas coisas da vida, mas sinto que entendo outras tantas. As vezes consigo desvendar um sentimento ou uma vida em um piscar de olhos que demora, ou uma mínima contração de um músculo facial. Sempre acabo decidindo que isso é coisa da minha cabeça, mas quase sempre alguma coisa me revela que não é.
Eu adoro natal, ano novo, páscoa e aniversários em geral, principalmente o meu, hehe. Gosto de ganhar presente, e gosto de presentear. Adoro ter idéias magníficas para um presente autêntico. Adoro aniversário de criança, e queria ter um filho só pra fazer várias festinhas pra ele. Gosto de comida de natal também.
Odeio coisas que voam tipo passarinho, mosca, morcego, pernilongo, vespa e mariposas. Só não digo que odeio borboletas porque elas são muito bonitas para serem odiadas. Também não gosto de animais em geral, tipo cachorros (eles pulam na gente), hamster, e gato eu só gosto do Fritz.
Meu pé é horroroso.
Minhas unhas são bacaninhas, principalmente quando estam feitas. Eu gosto de pintar as unhas, mas acho barango fazer delas um arco-íris.
Não tenho nenhuma habilidade artística, só sei apreciar as dos outros. Queria saber dançar, cantar, tocar violino e flauta, escrever, compor músicas, desenhar, pintar, falar, atuar. Mas como nenhum desses dons nunca se expressou em mim, me contento em apreciar as outras pessoas. E eu sei que gostei de alguma coisa, quando tenho vontade de ter realizado tal coisa.
Amo usar Havaianas, mas gosto ainda mais de andar descalça.
O melhor toque que existe no mundo é aquele que meus pés sentem quando eu estou andando na praia, descalça, dividida entre o aspero da areia molhada e a água gelada.
Eu tenho pouca força de vontade.
Não acho certo deixar a vida de lado pra estudar ou trabalhar. E não admiro quem faz isso.
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