Isso é o que eu sinto quando escuto Samba a Dois, ou quando olho pra minha prateleira e vejo meu cd do Bob Dylan, meus DVDs dos três filmes sobre grandes mulheres, e meus livros de poesia e romance inglês. É isso que eu sinto quando visto minha blusa que traz estampada uma declaração de amor a São Paulo, ou quando eu amarro aquele All Star de couro que é o meu primeiro, e que eu comprei sem pressão de nenhuma modinha. É o que eu sinto quando olho para os meus discos de vinil, ou para as minhas bonequinhas chinesas que fazem par com uma garrafa de vidro preenchida por cinco flores que eu comprei na Serra do Cipó, em uma lojinha de artesanato. É o que eu sinto quando escuto das pessoas que eu sou diferente, e quando eu visto meu suéter vermelho que eu comprei também sem pressão nenhuma de modinhas alheias. É o que eu sinto quando vou passando as músicas no meu iPod e escuto desde Tom Jobim, até The Strokes, passando por Abba, Bob Dylan, The Beatles, I Blame Coco, Frank Sinatra e Los Hermanos. É o que eu sinto quando vejo a cara de espanto das pessoas ao escutarem que eu vou fazer vestibular em São Paulo só pra poder ir no show do Paul McCartney, porque é o meu sonho e as datas coincidiram.
Porque agente não existe para ser achado. Nós existimos para sermos construídos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário