(só espero não mudar de idéia nas próximas 12 horas)
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
I take the blame
Tô toda doendo hoje.
Acho que juntou academia (ficha nova com direito a trinta, sim eu disse TRINTA repetições, três séries de cada uma, e três fichas diferentes), com tensão pré prova de física, com a semana que voou, com tensão pré cirurgia do meu anjinho, com ele tendo crises a cada 2 horas e meia, com relacionamentos começando a complicar e claro, pra completar tudo, uma pitada de idade pesando um pouquinho mais nos ombros.
Aliás, meu aniversário foi até bom pra quem queria passar o dia inteiro dormindo. Tirando o fato de que a minha mãe me acordou dando esporro, e só lembrou de me dar parabéns quase uma hora depois de eu acordar (ainda bem que ela ficou arrependida e parou de dar esporro!!). Almocei bem, no meu restaurante de comida normal favorito, com a familia inteira reunida, exceto meu brother que estava lá na terra do Tio Sam. A noite, recebi todas as pessoas que lembraram de mim aqui em casa, e mais algumas que eu tive que lembrar. Foi tão bom, ver aquele tanto de gente ali, por minha causa. Pela primeira vez em muito tempo, me senti merecedora de tudo aquilo. Claro, que os presentes também foram todos lindos e super especiais.
Mas, como nem tudo são flores, no outro dia eu recomecei com a minha crise (agora pós) 17 anos. Ando me sentindo mal comigo mesma, mal com as pessoas, mal com o mundo. Mas isso só dura parte do dia, ainda bem.
Hoje, eu estava debaixo de chuva (e, devo lembrar, que a chuva alaga meu little heart com melancolia e nostalgia), e comecei a pensar em uma passagem do livro que eu tô relendo, Comer, Rezar, Amar, da Liz Gilbert. Sabe o que eu descobri? Que eu não tenho mais que culpar ninguém pelas minhas decepções amorosas, e que a culpa no final das contas sempre é minha e da minha insegurança e instabilidade. Por isso eu fiz meu coração perdoar todos aqueles que já passaram na minha vida. Eles estão todos perdoados e, sim, eu levei toda a culpa para casa. Mas só levei pra me dar tempo de digerir toda essa culpa e transformá-la em aprendizado, que é o melhor que eu faço, afinal esse pesinho só vai me fazer mal se eu continuar carregando ele por toda a minha vida.
O melhor de tudo isso, foi perceber que nada aconteceu de uma super revolução calculada e programada pela minha cabecinha incansável e, às vezes, confusa. Aconteceu meio que sem motivo. A idéia da liberdade estava na minha cabeça, eu comecei a pensar eu tudo, e me deparei com a pergunta: o que ele fez? (e essa pergunta serve para todos eles)
Me assustei com a resposta que a minha mente me deu: Nada. Eles não fizeram nada, foi você.
Foi aí que eu resolvi perdoar todos eles, e tentar de alguma forma jogar a culpa fora. Tudo isso, debaixo da chuva, na Avenida Amazonas, esperando um ônibus que não chegava.
Foi bom.
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