domingo, 16 de agosto de 2009
Das coisas que aprendi por aí.
Desde o final do ano passado, venho passando por uma overdose de mudanças, descobertas e perdas. Para quem vê de fora, pareço a mesma Nina de antes, um pouco mais magra e calma, talvez. Mas para quem vê por dentro (no caso, eu) percebe que de um desequilíbrio total, uma florzinha de tranquilidade brotou, mas foi alagada por uma solidão sem precedentes, que logo logo se transformou em um muro gigante que não permitia nada entrar, e lá dentro essa florzinha floresceu, cresceu e ficou tão forte, que quebrou o teto, e conseguiu ver a luz do dia de novo, mas agora mais forte, madura e sábia.
Agora, eu sei que a vida tem seus altos e baixos. Tem os momentos para ouvir uma música bem animada e dançar sozinha no quarto escuro. Tem os momentos para ouvir música deitada na cama, pensando na vida. Tem os momentos pra ouvir música no volume máximo com fone de ouvido, chorando tudo o que se tem para chorar. Tem os momentos de dançar Beatles na sala com o irmão mais novo.
Esses momentos já fizeram suas estréias.
Agora, virão os outros momentos.
O momento de dançar juntinho com um certo alguém, sentindo os corações batendo no ritmo certo, em sintonia. O momento de pular de alegria ao som de alguma música bem animada, comemorando com as amigas. O momento de cantar pra ele aquela música que você sempre sonhou em cantar pra alguém especial. O momento de sonhar com um outro alguém que virá como fruto do amor. O momento de cantar Jack Johnson para aqueles ouvidinhos que ainda não ouviram muitas coisas nessa vida. O momento de dançar em trio. O momento de cantar e dançar em uma virada de ano na praia, com alguém especial. O momento de chorar algumas perdas. O momento de lembrar do passado com uma nostalgia boa. O momento de lembrar do passado com uma pontinha de arrependimento. O momento de celebrar mais e mais um ou outros anos de vida, de uma pessoa, de um amor, de um acontecimento. O momento de andar sem destino por aí, sem pressa e sem preocupação.
Nesse crescimento espiritual, vi e ouvi muito. Mas o que fez a maior diferença, foi o que senti, pensei, vivi e aprendi.
Ficar triste, faz parte. E é bom.
Ficar sozinha, faz parte. E é bom.
Falar, faz parte. E é bom.
Ouvir, faz parte. E é bom.
Ficar feliz, faz parte. E é a melhor parte.
Hoje, o meu momento é de viver. Viver intensamente e sem pressa.
E tá tão bom viver assim.
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