ando tão cheia de quietudes.
outro dia, na terapia, ouvi que eu estava muito em paz. em paz até demais, ela disse, se referindo a duas coisas da minha vida que estão em paz e que não deveriam estar. é verdade, eu concordei.
semana passada, por muito pouco, não perdi um prazo que me faria adiar a formatura em 6 meses, e minha quietude era tanta que eu já estava até me acostumando com a ideia, elencando os lados bons de formar mais tarde.
minha monografia deveria (mesmo) já estar pronta, mas não. e eu fico achando que tem tudo uma razão de ser, pra não ser agora.
as vezes me bate um desesperozinho quando penso em algumas coisas. aquela velha sensação do pontinho de areia no oceano. uma adrenalina que descarrega assim, faz gelar o peito por dois segundinhos, rapidinho mesmo. mas eu penso: não, aqui não. aqui é minha redoma. aqui eu tô segura. meus pézinhos tão no chão e tá tudo bem.
e continuo, seguindo.
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