Ela havia vivido toda a sua vida enclausurada em uma espera. Esperava a hora de tomar as rédeas da vida, a hora de viver. Vivia no cursinho preparatório da vida, e quando começou a não caber mais na carteira, sentiu que precisava de alguma forma passar daquela etapa. Queria fazer tudo de uma só vez, romper com aquele cotidiano abafado e inerte. Mas foi aprendendo que não podia ser daquele jeito. As coisas tinham que tomar forma, pra só depois ela poder - finalmente - romper em direção à vida.
Ela tinha sede de viver, mas tapeava a vontade se enchendo de ilusões.
Nenhum comentário:
Postar um comentário