Não, não foi sobre uma menina que é transformada em um cisne e precisa de amor para quebrar o feitiço.
Meu sonho foi outro.
Minha mãe admitia que não me queria mais por perto pelo telefone, e eu escutava por trás da porta. O mais louco é que aquilo não doia. O que machucava era o fato de ela ter demorado tanto tempo para admitir aquilo, o fato de ela ter me sujeitado, nos sujeitado a todo aquele melodrama, todas aquelas discussões, todos os silêncios. Eu voava no pescoço dela, tentava machucá-la de raiva por ter sido tão egoísta ao ponto de não ter me deixado ir quando eu quis. E depois, simplesmente anunciava que iria me mudar, iria morar com meus avós ao que ela ouvia sinalizando aprovação.
O mais louco do sonho, é que depois eu me sentia em paz. Planejava levar o móvel para estudar, e talvez pintar a parede. Reagia com serenidade. E aquilo não me machucava, me trazia tranquilidade.
E não me doeu quando acordei tambem.
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