quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

De estar de férias

Férias pra mim é tipo silêncio ao meu redor.
É a hora que eu tenho no ano pra pensar, pensar e pensar só.
Sozinha e apenas.
Posso ir ao cinema sozinha dois dias seguidos, alugar filme pra ver madrugada adentro, comprar damasco e me aventurar na cozinha, e ir a pé da Contorno até a biblioteca pública (que é meu novo deleite). Posso planejar meu sonho milionário, e viver no impossível mil vidas.
É a hora do ano que eu tenho pra esquecer o mundo lá fora, e mergulhar pra dentro de mim mesma (por mais clichê que lhe pareça, é bem isso mesmo).
Mergulhei nessas últimas férias e não me deparei com a escuridão que antes me aterrorizava. Me deparei com uma luminosidade que me cegava as vezes, as vezes não. Me revelava a mim mesma, me entregava ao desconhecido, e me fez enxergar que o buraco negro aqui de dentro transformou-se em um jardim de terras férteis, pronto para virar um jardim lindo. Mas espera que ainda não é hora de florecer. É hora de jogar sementinha, regar, fazer carinho. Espera mais um pouco, ano que vem talvez dê.
No mais, as férias estão boas e acabando.
Boas devido aos filmes de toda semana, várias vezes na semana (isso vem em outro post, um pouco menos poético e inspirado). Boas devido aos damascos e pipocas, ao suor de satisfação por voltar a correr e ter tempo para. Boas devido ao meu time que ganhou ontem e fez cinco a zero.
A única coisa que anda meio no extremo, é esse calor que não cessa. Mas, enfim, é uma oportunidade de me livrar da calça jeans, aquela safada!

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