Belchior foi a trilha sonora de uma das melhores fases da minha vida.
Fugindo (ou não) de clichês em torno dele (e se tem uma coisa que ele conseguiu ser maravilhosamente, foi um belíssimo e sensível clichê pra quase tudo na vida), o que ele cantava teve significado especial e único na minha
vida, em especial nesse tempo de liberdade, inconsequência e juventude
(no seu sentido mais puro).
Esse ano eu faço 25 anos (de sonhos, nem
sei mais). Sempre ansiei por
esse aniversário para poder celebrar e cantar À Palo
Seco (RC é testemunha). A morte dele talvez signifique um pouco da morte de tudo isso da minha
juventude (essa época destemida, inconsequente, feliz e de
madrugadas). A morte do Belchior, poeticamente ou não, angustia ainda mais um coração já angustiado pelos encerramentos que essa fase da vida nos impõe. Vida, pisa devagar.
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