quinta-feira, 14 de julho de 2016

carangueijo feminino

liberdade.
taí uma coisa que eu perdi no últimos anos, dentre tantas outras.
mas eu não quero falar sobre o que é perder a liberdade, nem sobre como ou por que eu perdi. quero falar sobre o que é importante, sobre como reconquistei ela. sobre como ela é importante, e sobre como ninguém nunca mais vai me fazer abandonar minha liberdade. e eu não acho que liberdade diz tanto sobre fazer, mas muito mais sobre ser, sobre pensar. lógico que uma coisa acompanha a outra, que quando eu sou, eu faço. mas muito mais do que fazer, é importante a liberdade pra ser. hoje, o que mais me encanta na minha eu mesma, é o tanto que eu tenho tido certeza sobre o que sou e o que quero e penso. é mais que certeza, porque nem é certeza na verdade. acho que a palavra é segurança. é ter segurança pra ser o que eu sinto, e só. não preocupar com o que eu posso vir a ser, ou com o que eu deveria estar sendo, ou com o que querem que eu seja ou podem pensar que eu sou. eu só sou. eu sinto, eu sou, e se sinto e sou, sou inteira. sou segura de ser. e isso é liberdade.
isso é ser livre.
não tem nada me prendendo. o mundo é gigante, eu sou um milipedaço dele, mas eu sou livre e eu sou.
ser-se a si mesma.
livre.
livre.
livre.

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