Eu sinto a última pessoa do mundo, esquecida. Todo mundo me vê, mas ninguém enxerga minha dor. Ou talvez prefiram não enxergar, afinal, é mais fácil olhar pra dor do outro, daquela pessoa que fica gritando aos sete ventos sua dor interior, seu sofrimento. A minha dor é mais dificil de lidar. Exige auto conhecimento, equilíbrio, a dor é minha. É uma dor egoísta, solitária. Ela teima em ser solitária. Por mais que eu queira gritá-la também, não sai. Não se formula, não concretiza. Ela é chata, dificil, angustiada e vive disfarçada de preocupação. Mais que dói, dói.
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